Criopreservação de Tecido Ovariano

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O Programa de Oncofertilidade Huntington, consiste no auxílio aos pacientes com diagnóstico de câncer, preservando suas chances de, no futuro, realizar o desejo de ter um filho, através da tecnologia utilizada nos tratamentos de reprodução assistida. O atendimento é voltado para homens e mulheres em idade reprodutiva e acompanhado integralmente por médico de reprodução assistida com aprimoramento em oncologia. Além disso, para o Grupo Huntington, o paciente é sempre a prioridade e, por isso, a avaliação de cada caso é realizada com muito cuidado e atenção, sempre respeitando todas as orientações do oncologista responsável visando total sucesso do tratamento oncológico, mas com a possibilidade de preservar a fertilidade futura.

Para o homem, a preservação da fertilidade é mais simples e consiste da criopreservação de amostras de sêmen antes do início da quimio ou radioterapia. A Huntington já realiza este procedimento há 20 anos, com sucesso.

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Mas no caso das mulheres, o processo é um pouco mais complexo. Mulheres que apresentam diagnóstico de câncer, mas que sob orientação de nossos especialistas, podem realizar uma estimulação ovariana com hormônios têm a possibilidade de criopreservar seus óvulos ou embriões.

Possuímos toda tecnologia necessária e já realizamos dezenas de casos, sendo o congelamento de embriões muito bem estabelecido há mais de uma década e o de óvulos tendo se tornado muito eficiente nos últimos anos.  Nosso grupo foi responsável pela primeira gravidez da América Latina após congelamento de  óvulos de uma paciente com câncer de mama, mantidos armazenados por mais de 6 anos.

Por outro lado, alguns tipos de câncer não permitem que a mulher realize a estimulação ovariana, e pensando nisso, uma equipe multidisciplinar da Huntington especializou-se na criopreservação de tecido ovariano para oferecer para este grupo de pacientes a chance de uma gestação no futuro.

Como funciona?

Através de um procedimento cirúrgico, realizado através da Videolaparoscopia (com visualização através de videocâmeras), é realizada a retirada de uma parte ou de todo o ovário, de acordo com a indicação. 

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Estes fragmentos são a seguir submetidos ao processo de congelamento em Nitrogênio Líquido. Após estarem congelados, os fragmentos de tecido ovariano podem permanecer armazenados por tempo indeterminado.

Após o tratamento de quimioterapia ou radioterapia, há uma chance considerável da mulher entrar na menopausa precocemente.  Mas caso isso aconteça, os fragmentos do ovário criopreservado poderão ser descongelados e reimplantados no organismo da paciente de forma a proporcionar a chance de uma gravidez futura. A técnica é muito recente, e seus resultados são bastante promissores, sendo que mais de
60 bebês já nasceram através do reimplante de tecido ovariano em diversos locais do mundo.

Existe ainda, em caráter experimental, a chance de no futuro conseguir óvulos maduros deste tecido congelado em laboratório, através de técnicas avançadas de cultura celular sem a necessidade do reimplante.

Para quem devemos indicar?

Pacientes que após o diagnóstico do câncer não possuem tempo suficiente para congelamento de óvulos/embriões, ou possuem contraindicação para receberem estimulação ovariana com hormônios, são candidatas à técnica. Ainda, esta é a única opção para preservação de fertilidade em meninas antes da puberdade.

 Quais são os passos para a criopreservação de tecido ovariano?

1. Avaliação clínica da paciente por um médico da equipe de oncofertilidade e indicação da técnica.

2. Em poucos dias, a paciente será internada por 1 a 2 dias para a retirada do tecido ovariano para criopreservação.

3. Os fragmentos do ovário serão processados e criopreservados à uma temperatura de -196º C.

4. A paciente estará liberada para iniciar o tratamento oncológico com uma maior possibilidade de gestação após a cura do câncer.

5. Após a liberação do oncologista para gravidez, realiza-se nova Videolaparoscopia para reimplante do tecido armazenado, que uma vez funcionante, pode proporcionar uma gestação natural, induzida por hormônios ou através da técnica de Fertilização in Vitro.

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