Rede Brasileira de Oncofertilidade ReBOC / BOC

Oncofertility Consortium e Rede Brasileira de Oncofertilidade ReBOC / BOC

Internacionalmente conhecido como Oncofertility Consortium, uma iniciativa americana concebida para explorar o futuro reprodutivo de sobreviventes de câncer, a instituição oficializa a criação da Rede Brasileira de Oncofertilidade, ReBOC, conhecida como Brazilian Oncofertility Consortium – BOC.

A reunião de abertura foi realizada no dia 11 de abril de 2013, com a presença da Dra. Teresa Woodruff, fundadora e diretora do Oncofertility Consortium, Dr. Mauricio Chehin, do Grupo Huntington e demais representantes de outros centros de Reprodução Assistida do Brasil.

DrMauricio

O Consórcio abrange mais de 50 locais nos EUA e representa uma rede global de especialistas médicos, cientistas e estudiosos que estão explorando as relações entre saúde, doença, sobrevivência e fertilidade em pacientes jovens com câncer.

A Huntington possui um programa de atendimento para homens e mulheres em idade reprodutiva. Para nós, o tratamento oncológico é sempre prioridade e, por isso, juntos, vamos avaliar cada caso com muito cuidado e atenção.

A fundação da ReBOC / BOC torna-se um importante passo para a medicina. Por meio desta rede brasileira, diversos pacientes com diagnóstico de câncer encontrarão nas clínicas participantes do grupo os protocolos de pesquisa mais avançados em criopreservação.

Sobre o Oncofertility Consortium

O núcleo administrativo do Oncofertility Consortium se localiza na Northwestern University, que administra e organiza as atividades do Consórcio, Centros de Pesquisa e a Cooperativa dos médicos.

O consórcio reúne profissionais em medicina reprodutiva, pesquisa em saúde reprodutiva, oncologia, biomecânica, ciência dos materiais, matemática, ciências sociais, bioética, religião, política de pesquisa e de ciências da educação para ampliar o conhecimento atual, pesquisa, prática clínica e treinamento para a amplo espectro de questões, incluindo:

• Mecanismos subjacentes à ameaça à fertilidade da vida, preservando drogas contra o câncer;
• Métodos de criopreservação (congelamento), armazenamento e crescimento do ovário e tecido gonadal;
• Crescimento folicular e maturação do oócito in vitro, utilizando um ambiente tridimensional;
• Barreiras de comunicação entre pacientes com câncer e profissionais de saúde;
• Preocupações éticas e legais sobre o uso de tecnologias de preservação da fertilidade em pacientes com câncer.

O câncer é hoje uma doença com um número de opções de tratamento altamente eficaz que estão levando a um maior número de sobreviventes que vivem vidas longas e produtivas.

Globalmente, há 10 milhões de pessoas diagnosticadas com câncer, e 10% dos homens e mulheres recém-diagnosticados estão sob os 40 anos de idade. Enquanto a radiação e a quimioterapia agressiva são capazes de salvar e prolongar suas vidas, a interrupção da função reprodutiva, incluindo fertilidade e função endócrina, pode ser uma consequência não intencional que é particularmente relevante para os pacientes jovens com câncer.

Técnicas utilizadas

Hoje, o tratamento de preservação da fertilidade conta com técnicas avançadas, dando ao paciente tempo hábil para começar os procedimentos quimioterápicos ou radioterápicos. No caso das mulheres, o procedimento é feito entre 10 e 15 dias antes do início do tratamento oncológico, e pode ser realizado em qualquer fase do ciclo sem que ela tenha que esperar a próxima menstruação.
Os óvulos obtidos seriam preservados, ou no caso de mulheres casadas, fertilizados e congelados por técnicas que não danificam de forma alguma as células. Para os homens, o processo é bem mais simples: seriam recolhidas e armazenadas de duas a três amostras de sêmen em até cinco dias, garantindo uma boa reserva reprodutiva. Existem ainda técnicas de congelamento de tecido ovariano e tecido testicular que podem ser realizados em casos específicos.