DSTs: quais delas afetam a fertilidade de homens e mulheres?

É de conhecimento de todos que as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) têm sintomas e consequências variáveis. Os agentes causadores são diversos e elas são transmitidas, principalmente, por contato sexual sem proteção. O que muitas pessoas não sabem é que algumas podem causar uma infertilidade permanente, principalmente nas mulheres, embora homens também sejam afetados.

Entre elas, há doenças mais conhecidas e outras que não são tão familiares a toda a população. Aids (HIV), Cancro mole, Clamídia, Gonorreia, HPV, Doença Inflamatória Pélvica (DIP), Donovanose, Hepatites virais, Herpes genital, Infecção pelo HTLV, Linfogranuloma venéreo, Sífilis e Tricomoníase estão entre as que podem ocasionar infertilidade.

Os sintomas, tratamentos e efeitos do HIV e HPV, por exemplo, são de conhecimento de grande parte da população. O HPV, particularmente, é bastante perigoso para as mulheres, sendo o responsável por 90% dos casos de câncer de colo de útero. Outras, como Donovanose, caracterizada pela presença de úlceras genitais, e infecção pelo vírus HTLV, que geralmente nem chega a demonstrar sintomas claros nas pessoas, são menos populares, mas igualmente perigosas à fertilidade do paciente infectado.

Por que estas DSTs causam infertilidade?

Quando uma destas patologias não é diagnosticada e tratada a tempo, seus sintomas podem evoluir, especialmente nas mulheres. Elas costumam afetar a tuba uterina, que é o caminho percorrido pelos espermatozoides ao encontro do óvulo. Esta parte da estrutura feminina pode inflamar e ter suas funções obstruídas ou, até mesmo, ser danificada.

Uma das possibilidades é a mulher desenvolver uma gestação fora do útero, chamada de ectópica, que é causada por uma dificuldade no transporte do embrião até o local correto, gerando problemas na tuba uterina. Nestes casos, o feto se desenvolve no local incorreto e não sobrevive, e, ainda que resista, durante a gestação pode destruir as estruturas maternas, que são bastante delicadas.

As infecções das DSTs podem ainda, em casos mais graves, gerar pequenos tumores. O tratamento pode resultar na retirada do ovário e da tuba atingidos, dependendo da intensidade do contágio, o que reduz significativamente a reserva ovariana. Assim, fica mais difícil engravidar, mesmo com tratamentos de reprodução assistida.

Os homens estão sujeitos a alterações diferentes, mas não estão livres de ficarem inférteis. Os efeitos incluem infecção do canal da urina, próstata e epidídimo, que é o local onde ocorre o amadurecimento dos espermatozoides. Com esta parte afetada, a qualidade do sêmen pode ficar comprometida. Os sintomas podem demorar mais a aparecer ou serem silenciosos, mas são igualmente perigosos.

 Como se proteger?

A recomendação é que as pessoas se protejam em todas as relações sexuais com o uso do preservativo. Este é o método mais seguro de evitar o contágio e proliferação das DSTs. É importante, portanto, fazer visitas periódicas ao especialista e realizar todos os exames de controle.

Caso uma pessoa já tenha contraído uma DST e tenha identificado problemas de fertilidade, é possível recorrer a métodos de reprodução assistida. Os mais procurados são a Fertilização In Vitro e a Inseminação Artificial, ambas muito seguras para engravidar na maioria dos casos. Os portadores do vírus HIV podem passar por exames para detectar o nível de infecção e, caso estejam aptos, podem realizar um tratamento.