Evolução da medicina reprodutiva não impede declínio da fertilidade

Desinformação é problema maior. Idade tardia está entre principais razões que levam mulheres a não conseguirem ter filhos com óvulos próprios

A reprodução assistida evoluiu, mas ainda não faz milagres. A falsa ideia de que os avanços da medicina sempre podem concretizar o sonho da gravidez, mesmo em idade tardia, é um dos principais motivos que levam muitas mulheres a não conseguirem ter filhos com os próprios óvulos. As tecnologias de reprodução assistida cresceram nos últimos anos, ainda assim, a ciência não obteve meios de frear o declínio da qualidade ovular que se acentua a partir dos 35 anos de idade, sobretudo acima dos 40 anos.

“Muitas mulheres em torno dos 40 anos chegam ao consultório convictas de que conseguirão uma gravidez sem obstáculos devido aos avanços das técnicas de reprodução assistida. Infelizmente, esse é um privilégio para pouquíssimas”, avisa a Dra. Fernanda Rodrigues, médica especialista em reprodução humana do Grupo Huntington. De acordo com ela, a medicina reprodutiva desenvolveu técnicas que possibilitam a gravidez em idade madura, no entanto, nessa faixa etária, geralmente há uma reserva de óvulos diminuída o que torna a redução da expectativa de gravidez uma realidade. Com o passar da idade, ocorre também uma queda da qualidade ovular, ou seja são células com mais risco de erros genéticos, mais resistentes ao estímulo hormonal e portanto menos capazes de dar origem a uma gestação saudável.

“Apesar do pico de fertilidade na mulher acontecer entre os 18 e 28 anos de idade, observa-se uma redução mais significativa das chances de engravidar após os 35 anos. Por esse motivo, é importante que ela busque a gravidez antes dessa idade. Caso ela tenha outras prioridades antes da maternidade, que geralmente se concretizam ao longo prazo, como a carreira ou um relacionamento amoroso estável, é aconselhável que ela se informe sobre como preservar a fertilidade até que esteja realmente pronta para engravidar”, aconselha a médica.

Doação de óvulos é alternativa

Para as mulheres que não possuem mais óvulos existem alternativas. “Algumas pacientes chegam até nós com falência ovariana precoce ou já na menopausa e, nesses casos, a gestação para ela só poderá ser obtida através de óvulos doados”, explica a Dra. Fernanda, sobre mulheres que não possuem mais gametas, mas que têm muita vontade de engravidar.

Mesmo que as chances de engravidar em torno dos 40 sejam menores, a mães em potencial não devem perder as esperanças. Cada organismo tem suas particularidades ainda que as estatísticas deixem claro que, em média, a fertilidade diminui dos 35 anos em diante.  O ideal é que se busque um especialista para haver o diagnóstico mais preciso e o apontamento de que tecnologias existem para chegar à gravidez a partir do atual estado das funções reprodutivas.

Sobre o Grupo Huntington

Criada em 1995, a Huntington Medicina Reprodutiva é um dos maiores grupos do Brasil, com cinco unidades instaladas em São Paulo e uma nova unidade em Campinas. Sob a direção de Paulo Serafini e Eduardo Motta, renomados especialistas na área, o grupo é referência nacional e internacional em tratamentos para fertilidade. A Huntington possui corpo médico e técnico-científico altamente capacitado, que se destaca na prática clínica, cirúrgica e tecnológica. Os principais tratamentos utilizados atualmente são: Inseminação Artificial, Fertilização in Vitro, além de técnicas de reversão de vasectomia e de laqueadura, entre outras. Visite www.huntington.com.br