Excesso de exercícios põe a fertilidade em risco!

Texto publicado no portal da Revista Pense Leve.

Entenda quais são os hábitos que tornam a prática prejudicial.

Equilíbrio na alimentação, horas de descanso e preparação mental… Esses são alguns hábitos que garantem mais saúde e resultados aos atletas de alto rendimento. No entanto, algumas práticas podem apresentar riscos para a fertilidade. Para os homens, o fato dos testículos serem exteriorizados para que tenham uma temperatura mais baixa do que os órgãos internos faz com que o ciclismo e automobilismo possam representar riscos por conta do aquecimento da região – além de pequenos traumas repetitivos, inclusive em esportes com risco de impacto, como artes marciais. “Já para mulheres isso ocorre porque a diminuição extrema dos níveis de gordura do corpo e o excesso de exercícios interferem na produção dos hormônios (gonadotrofinas), que agem nos ovários”, explica Mauro Bibancos, especialista em reprodução assistida do Grupo Huntington, de São Paulo (SP).

E quando a procura por melhores resultados está associada ao uso de anabolizantes, esse problema é ainda maior. Além de proibidos em competições, essas substâncias elevam a produção elevada de testosterona no organismo, o que interfere no crescimento do endométrio, dificultando que o embrião fixe na parede do útero. De acordo com o especialista, mesmo seguindo as orientações e respeitando os limites do corpo, o organismo pode levar meses a anos para voltar ao normal. “Caso a infertilidade se mantenha mesmo após a adequação das atividades físicas e da função hormonal, o ideal é buscar um especialista em reprodução humana. Nestes quadros, a dificuldade em alcançar a gravidez pode estar vinculada a outras questões, que só podem ser avaliadas por um médico”, observa.

Dr. Mauro Bibancos, médico especialista em reprodução assistida do Grupo Huntington.