Huntington apresenta importantes estudos no Congresso Europeu de Reprodução Assistida em Londres

O Grupo Huntington participou do 29º Congresso da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE) com seis estudos desenvolvidos por médicos, embriologistas e cientistas do grupo. Os destaques são as pesquisas sobre o aumento nas taxas de alterações genéticas em embriões de mulheres com menos de 38 anos, que levam à má formação fetal e abortos, e a influência do gene HOXA-10 na origem da endometriose profunda.

O ESHRE aconteceu entre 07 e 10 de julho, em Londres, Inglaterra, e é um dos principais encontros para a divulgação e debate dos mais importantes estudos na área da reprodução assistida em todo o mundo.

Essa é a primeira vez que o Congresso conta com um grande número de inscrições brasileiras. Serão apresentados 68 estudos, uma quantidade equivalente aos Estados Unidos, que levará 69 trabalhos, e que costumam ter uma produção importante de pesquisas na área da medicina reprodutiva. Isso mostra a desenvoltura do Brasil como País de potencial técnico-científico no conhecimento e tratamento da infertilidade.

Aumento nas taxas de alterações genéticas.

O Grupo Huntington analisou 1890 embriões originados de ciclos de Fertilização in vitro (FIV) em 2012 e os submeteram à biópsia embrionária – técnica que retira algumas poucas células do embrião para verificar se a sua estrutura genética não influenciaria em um maior risco de aborto ou má formação no feto. Todos os casais envolvidos, incluindo os mais jovens, apresentaram alguma indicação para a realização da biópsia. Os resultados evidenciaram 1316 (69,4%) embriões aneuplóides, isto é, com alterações no material genético. Além disso, o estudo confirmou aumento da incidência das aneuplodias embrionárias de tratamentos por FIV para os grupos com idade materna avançada. No entanto, a pesquisa mostra uma maior incidência de alterações genéticas únicas em mulheres abaixo de 38 anos de idade e um aumento de alterações múltiplas e complexas sobre esta mesma idade. Esse resultado permitirá um diagnóstico mais ágil e direcionado da infertilidade em casais com o problema.

Avanço nas descobertas da causa da endometriose profunda.

Outros estudos realizados pela Huntington e apresentados no ESHRE trazem novas informações sobre a endometriose. Esse tipo de endometriose se caracteriza por sua incidência que costuma ser ampla e espessa, e isso aumenta a intensidade dos sintomas. As pesquisas mostram achados inéditos sobre os receptores de estrogênio e progesterona na endometriose intestinal. Uma das demonstrações realizadas pelos pesquisadores é a de que o gene HOXA-10 – que tem papel fundamental na embriogênese do sistema reprodutivo feminino – também pode ser responsável pela origem da endometriose de reto-sigmoide. Dessa forma, o resultado também sugere que a endometriose profunda teria origem embrionária, o que estaria de acordo com pesquisas recentes que demonstraram a presença de endometriose em fetos.