Mulheres estão mais dispostas a ter filhos mesmo sem parceiros

Medicina Reprodutiva é saída para mulheres que optam por maternidade independente

Muitas mulheres que vão aos consultórios de medicina reprodutiva estão dispostas a ter filhos, com ou sem um parceiro. Isso é o que identifica a Dra. Michele Panzan, médica especialista em reprodução humana da unidade Campinas do Grupo Huntington. “O que ouço de muitas pacientes é que elas podem até não se unir a outra pessoa, mas não deixarão de ter um filho mesmo assim. Para elas, a preocupação e o sonho da maternidade podem estar acima do próprio casamento”, observa.

Pregnant woman holding red balloons

Certamente a emancipação feminina em meados do século passado levou ao cenário de hoje.

As mulheres estão mais autossuficientes e independentes. Pensam na carreira e deixam para serem mães mais tarde. “Elas podem escolher o parceiro, decidir se querem ou não casar e, mesmo se isso não ocorrer não se sentirão impedidas de buscar um tratamento para ter filhos”, pontua a médica. Algumas chegam aos 40 anos de idade, período biologicamente desfavorável às funções reprodutivas femininas. Nessa situação, ser mãe naturalmente é praticamente impossível.

A maternidade tardia é uma tendência no Brasil e no mundo. Em mulheres com mais de 40 anos cresceu 27% entre 1900 e 2010, segundo o último censo do IBGE. Por sorte, a medicina reprodutiva acompanhou essas transformações e auxilia mulheres, com ou sem maridos, a gerarem os próprios filhos. A Dra. Michele, no entanto, faz um alerta. “As tecnologias não impedem o declínio da fertilidade que se encerra com a falência dos ovários. Mulheres que querem engravidar após os 35 anos, com histórico de menopausa precoce na família e que passaram ou passarão por tratamentos oncológicos, devem ficar atentas para não correrem o risco de não ter mais óvulos próprios”.

As alternativas para a maternidade independente

Congelamento de óvulos: É uma alternativa cabível para, mesmo tardiamente, ter filhos com óvulos próprios. É muito recomendada se exames de dosagem hormonal deflagrarem uma baixa contagem de óvulos.

Doação de óvulos: Mulheres que não possuem os próprios óvulos podem recorrer à doação dessas células. Aquelas que optam pela ovodoação acabam apresentando taxas altas de gravidez, uma vez que essas células vêm de doadoras jovens que podem ser selecionadas de acordo com as características da receptora. Doadora e receptora não se conhecem e as identidades permanecem anônimas por lei.

Doação de espermatozoides: Assim como a doação de óvulos, a receptora pode escolher um doador com as características que achar importantes. Doador e receptora também não poderão saber um da identidade do outro. No Brasil, já existem bancos de óvulos e, eventualmente, a mulher pode recorrer a células de bancos internacionais, em que, geralmente, a quantidade de informações sobre o doador é maior.

A fertilização:

Após os óvulos terem sido descongelados ou os gametas obtidos através de bancos de doadores, a fertilização in vitro (FIV) será o procedimento utilizado para que haja a fecundação das células e elas sejam transferidas ao útero. A FIV pode ser realizada com os próprios óvulos descongelados e os espermatozoides de um parceiro, ou o doado. Também é possível realizá-la com ambos os gametas (masculino e feminino) doados. As taxas de gravidez que acontecem através de óvulos doados e congelados geralmente são altas, por esses tipos de células terem sido preservadas ou recolhidas em idade reprodutiva.

Sobre o Grupo Huntington

Criada em 1995, a Huntington Medicina Reprodutiva é um dos maiores grupos do Brasil, com três unidades instaladas em São Paulo e uma nova unidade em Campinas. Sob a direção de Paulo Serafini e Eduardo Motta, renomados especialistas na área, o grupo é referência nacional e internacional em tratamentos para fertilidade. A Huntington possui corpo médico e técnico-científico altamente capacitado, que se destaca na prática clínica, cirúrgica e tecnológica. Os principais tratamentos utilizados atualmente são: Inseminação Artificial, Fertilização in Vitro, além de técnicas de reversão de vasectomia e de laqueadura, entre outras. Visite www.huntington.com.br