“Namoro programado” pode ajudar casais com dificuldade para engravidar

Texto publicado no Portal da Chris Flores.

Coito programado pode solucionar a situação de casais com problemas para ter filhos

Quando um casal resolve ter filhos, mas não consegue engravidar, logo bate aquela insegurança de que talvez tenham um problema de fertilidade e que deverão recorrer a algum tratamento mais complexos, como a Fertilização In Vitro.

Mas nem sempre isso é necessário.  Uma das técnicas mais tradicionais e simples da reprodução humana para sanar o problema dos casais que não tem nenhuma disfunção reprodutiva é o coito programado.

O tratamento dura aproximadamente 15 dias, contando com o início da medicação até o dia da relação sexual programada, e pode resultar na tão esperada gravidez.

“Primeiramente, verificamos se há alterações na qualidade do sêmen do homem ou problemas com as tubas e cavidade uterina na mulher. Quando não há, é possível que esta técnica, bastante simples e rápida, seja a solução, principalmente nos casos em que detectamos um problema ovulatório”, explica o Dr. Maurício Chehin, especialista em reprodução assistida do Grupo Huntington. “A gravidez é conquistada apenas com medicamentos e relações sexuais programadas”.

O diagnóstico e a escolha do tratamento são baseados no histórico da mulher. A paciente descreve seus ciclos menstruais de acordo com o número de dias e o intervalo entre os sangramentos. Também são realizadas ultrassonografias transvaginais, exames hormonais e das trompas, para checar se realmente não há problemas no aparelho reprodutivo. Se não houver dificuldades significativas, pode-se optar pelo coito programado.

A idade da mulher pode ser impeditiva para que essa técnica seja aplicada, segundo o especialista.

“Este fator deve ser sempre ressaltado. Depois dos 35 anos, muitos óvulos ainda liberam folículos amadurecidos, mas que podem estar envelhecidos e inaptos a uma gravidez bem sucedida. Quando a situação é esta, a escolha por vezes, é por outros procedimentos”.

 Como funciona o método?

 Após a avaliação médica, o primeiro passo é a paciente ser medicada com substâncias que induzem a ovulação e estimulam o amadurecimento dos folículos ovarianos. Quando estão suficientemente desenvolvidos, uma injeção do hormônio hCG é aplicada, para que a ovulação aconteça, programadamente, entre 36 e 42 horas depois. É nesse período que o casal deve ter relações sexuais e, depois de 15 dias, já é possível verificar se o procedimento foi efetivo. Se o resultado for negativo, é possível retomar o tratamento no próximo ciclo menstrual.

A técnica é aplicada a em 15% a 20% dos pacientes e há sucesso em aproximadamente um em cada quatro casos.

“Muitos casais já entram no consultório com a impressão de que as técnicas são todas muito complicadas, mas não é bem assim. O importante é buscar ajuda para superar a infertilidade. A avaliação médica é feita individualmente, caso a caso, e a indução da ovulação junto ao coito programado é eficaz para alguns deles”, finaliza o Dr. Maurício Chehin.

Dr. Maurício Chehin, especialista em reprodução assistida do Grupo Huntington.