Novos estudos da Huntington Medicina Reprodutiva apresentam o que há de mais avançado na área da Reprodução Assistida

Na reprodução humana a idade da mulher não é o principal critério quando o sonho de ser mãe bate à porta. Hoje em dia, destaca-se a constituição cromossômica embrionária – 3 de cada 4 embriões de mulheres acima de 33 anos apresentam alterações. Atualmente, o avanço de inúmeras técnicas tem auxiliado os médicos na seleção do embrião mais saudável.

Três estudos inéditos realizados pela Huntington Medicina Reprodutiva, o centro de maior abrangência no que tange a tecnologia atual na área da Reprodução Assistida na América Latina, serão apresentados no 28º Congresso da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia, entre os dias 1 a 4 de julho, em Istambul, na Turquia. Esses estudos confirmam a importância do Diagnóstico Genético Pré-Implantacional (DPI) através da técnica de Hibridização Genômica Comparativa (CGH), por array. Esta tecnologia possibilita a análise genética dos 24 cromossomos em uma única célula embrionária.

“Importante aliado de médicos e pacientes não apenas para evitar transferência de embriões cromossomicamente inviáveis, mas também para prevenir a gestação de erros cromossômicos, principal causa de perdas gestacionais espontâneas no primeiro trimestre da gravidez” explica Dr. José Roberto Alegretti, chefe do departamento de embriologia da Huntington.

Um desses estudos realizados em parceria com o laboratório Genesis Genetics Brasil analisou os resultados genéticos de 1.136 embriões de 261 casais com mulheres entre 33 e 42 anos e ressalta a importância do DPI através das técnicas de CGH com biópsia realizada no blastocisto, 5º dia de desenvolvimento embrionário, seguido de transferência embrionária 24 horas após o resultado.

Esses estudos identificaram, entre outras coisas, que aproximadamente 70% dos embriões gerados, independente da técnica utilizada na Fertilização in Vitro, apresentam anormalidades cromossômicas. A alteração genética mais comum é a presença do cromossomo 21, seguida dos cromossomos 13, 15 e 18, além da presença constante do cromossomo 16, principal causador de perdas gestacionais no primeiro trimestre.

“A possibilidade do CGH em uma única célula do blastocisto tem se mostrado como uma das principais ferramentas no sucesso da reprodução assistida, evitando transferências e padecimentos desnecessários. Os nossos estudos praticamente confirmam isso”, explica o Dr. Paulo Serafini, co-diretor da Huntington. “Os dois outros estudos sobre CGH também são promissores e destacam a importância da transferência a fresco e que, apesar da idade sempre ser referência, nem sempre é só a idade que importa”, completa o Dr. Eduardo Motta, também co-diretor da Huntington.

Importância do Diagnóstico Pré-Implantacional (DPI)

A tecnologia de array empregada no CGH está sendo um procedimento complementar ao tratamento de FIV, que analisa 24 cromossomos de uma única célula embrionária. O diagnóstico é capaz de detectar alterações envolvendo todos os cromossomos que constituem o DNA humano, possibilitando, assim, a transferência para o útero materno apenas de embriões cromossomicamente normais.

Endometriose e Infertilidade

Este é outro tema que será apresentado pelos profissionais da Huntington em parceria com a Clínica Chamié Imagem da Mulher e Fleury Medicina Diagnóstica no Congresso Europeu. A pesquisa avaliou um método não invasivo chamado Ultrassonografia Transvaginal com Preparo Intestinal (TVSBP) em 205 mulheres com idade entre 20 a 40 anos. Ela comprovou que a utilização dessa técnica de última geração na investigação por imagem da Endometriose proporciona resultados mais precisos e confiáveis, como o mapeamento de múltiplos focos e o tamanho e tipos de lesões. A endometriose é uma doença que acomete as mulheres em idade reprodutiva e está caracterizada pela presença de células endometriais (as mesmas células que revestem o interior do útero e que caracterizam o ciclo menstrual) fora do útero.

“A endometriose é uma das doenças mais complexas e misteriosas, tanto para as mulheres quanto para os médicos. Mesmo assim, é mais comum do que se imagina. Afeta cerca de 15% das mulheres em idade fértil” observa Dr. Paulo Serafini. “Esse tipo de diagnóstico proporcionado pelo TVSBP é fundamental na avaliação da endometriose, sendo de extrema importância na tentativa de minimizar as consequências da doença e aumentar as chances no tratamento in vitro” complementou a Dra. Luciana Chamié, diretora da Chamié Imagem da Mulher.