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Gravidez Madura - tratamentos para maternidade após os 35 anos
Técnicas em Reprodução Assistida oferecem a realização do sonho de ser mãe para mulheres que adiam a gestação.
Estabilidade financeira, busca do parceiro ideal, realização profissional. Os motivos são variados, mas o fato é que um número cada vez maior de mulheres opta por ter filhos após os 35 e até mesmo depois dos 40 anos.
Uma mudança de comportamento que teve início nos anos 80, quando as mulheres passaram a ocupar um espaço maior no mundo do trabalho e a Medicina a oferecer métodos mais modernos para evitar a concepção.
Uma das conseqüências desse adiamento da maternidade está relacionada à infertilidade – dificuldade para engravidar que, em geral, é diagnosticada após seis meses de tentativas sem sucesso quando as mulheres têm mais de 35 anos.
Um problema que atinge mais de 6 milhões de pessoas nos Estados Unidos e cerca de 20% do total de casais no Brasil que tentam a gravidez.
Infertilidade – por quê?
A infertilidade tem causas variadas. Para as mulheres, a idade é um dos principais fatores. Toda mulher nasce com cerca de 2 milhões de células que podem virar óvulos ao longo da vida. Essas células irão amadurecer e ao longo da vida reprodutiva, a cada ciclo menstrual, um óvulo estará pronto para ser fertilizado ou descartado do organismo.
A partir dos 35 anos, em média, o chamado patrimônio ovular, além de ser menor, começa a envelhecer e conseqüentemente a perder qualidade. “É a partir desse período que a concepção torna-se mais difícil e arriscada”, explica Eduardo Motta, especialista em Reprodução Humana e diretor do Grupo Huntington Medicina Reprodutiva.
Essa perda de qualidade genética – alterações e danos sofridos pelo envelhecimento da reserva ovariana - implica em dificuldade de fertilização e em chances maiores de contribuir para a geração de um embrião com possíveis anomalias. “Muitas vezes, essas anomalias irão se transformar em abortos e, eventualmente, em embriões anormais com Síndrome de Down, mais comum nas mulheres após os 35 e 40 anos” enfatiza Motta.
Uma nova tecnologia, aperfeiçoada nos últimos anos, já está disponível para essa faixa etária: o congelamento de óvulos. “Embora a eficácia seja menor em relação aos tratamentos convencionais, o método tem apresentado resultados promissores que poderão, no futuro, servir como uma espécie de ‘garantia’ contra o envelhecimento ovular nessas mulheres”, explica o especialista.
Nas últimas décadas, o avanço da Medicina Reprodutiva tem possibilitado a muitas mulheres que ultrapassaram os 35 anos a possibilidade de realizar o sonho da maternidade. “Em tempos modernos, é normal uma mulher esperar o parceiro e o momento ideal para ter filhos. Se isso ocorrer numa idade mais avançada em termos de reprodução humana e se a infertilidade ocorrer, existem possibilidades variadas de tratamentos assistidos” lembra Motta. No Grupo Huntington, cerca de 70% do total de pacientes têm mais de 35 anos.
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