Fator Tubário

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A doença tubária é uma das principais causas de infertilidade feminina. As moléstias inflamatórias pélvicas, principalmente as causadas por Chlamydia e Gonococo, são, sem dúvida, uma das causas mais comuns de distorção e perda de função das tubas uterinas, além de outras causas inflamatórias, como a endometriose.

O fator tubário não está associado somente à obstrução das trompas, mas outros fatores também podem influir no processo. De modo geral temos as obstruções, as aderências e fatores externos. Em todos eles ocorre um processo inflamatório que danifica a tuba uterina.

 

Histerossalpingografia

O principal exame realizado para a investigação do casal infértil é a histerossalpingografia. O exame nada mais é do que um raio-x contrastado da cavidade uterina e de suas tubas. Ele é realizado em série, com a injeção de um líquido (contraste iodado) através do orifício do colo do útero, com o auxílio de um catéter (sonda) fino.

A histerossalpingografia tem como principal objetivo avaliar a morfologia das tubas uterinas e, através desta análise, avaliar a sua função reprodutiva. Outras patologias, tais como alterações morfológicas congênitas do útero, sinéquias uterinas (aderências dentro da cavidade uterina) e tumorações intrauterinas, são prontamente diagnosticadas durante a realização do exame.

Deve ser realizada em uma fase específica do ciclo menstrual, antes da ovulação e logo após o término da menstruação, ou seja, entre os dias 6 e 12 do ciclo menstrual.

Além das mulheres com dificuldade para engravidar o exame pode ser solicitado em casos de abortos de repetição, doença inflamatória pélvica crônica e miomatose.

Outros procedimentos como a laparoscopia (cirurgia) ou a histeroscopia (exame do interior do útero com uma minicâmera) podem avaliar as trompas e/ou a cavidade uterina, mas são procedimentos mais invasivos e só são realizados quando há outras indicações específicas.