Como uma clínica de reprodução humana pode apoiar casais homoafetivos?

RECEBA NOSSOS PRÓXIMOS
CONTEÚDOS EXCLUSIVOS:

    Compartilhe este post

    Share on facebook
    Share on twitter
    Share on linkedin
    Share on whatsapp

    Uma clínica de reprodução humana tem um papel fundamental no apoio às famílias. É importante reforçar que a definição dessa palavra vem sendo ampliada, agora que os casais homoafetivos podem ter filhos.

    Isso ainda é uma novidade para todos, pois apenas em 2015 o Conselho Federal de Medicina (CFM) efetivou a Resolução n.º 2121, que garante que todos os casais, independente de orientação sexual, podem usufruir dos tratamentos de fertilidade.

    As famílias são plurais, nós da Huntington sabemos disso e vamos apresentar como uma clínica de reprodução humana pode apoiar as pessoas que desejam ter filhos.

    Continue a leitura!

    Como uma clínica de reprodução humana auxilia casais na constituição familiar

    O principal ponto em que a clínica de reprodução humana pode apoiar os casais homoafetivos é na constituição familiar.

    Vamos entender como isso pode ser feito!

    Entenda quais são os tratamentos de fertilidade disponíveis para casais masculinos e femininos

    As possibilidades de tratamentos de fertilidade que as clínicas de reprodução humana oferecem são diferentes para casais homoafetivos femininos e masculinos.

    Os casais compostos por mulheres têm duas opções de tratamento de fertilidade.

    São elas:

    • Fertilização in Vitro (FIV) e

    • Inseminação Artificial (IA)

    1. FIV

    A Fertilização in Vitro é um tratamento de alta complexidade realizado pela maioria das pessoas que procuram uma clínica de reprodução humana.

    Nesse método, as células reprodutivas são coletadas e incubadas em um meio que mimetiza o ambiente uterino para que a fecundação ocorra espontaneamente.

    Para realizá-lo, as pacientes precisam recorrer a um banco de doação de sêmen. Nesse sentido, existem duas opções:

    • Banco de sêmen nacional;

    • Banco de sêmen estrangeiro.

    Ambos possuem custos de aquisição e qualidade semelhantes, porém existem algumas diferenças.

    Por exemplo, o período de espera pelo material biológico no banco nacional é de 1 a 7 dias, bem menor do que o banco internacional, que demora cerca de 3 meses.

    Outra diferença importante é que no banco nacional o anonimato é obrigatório. Por outro lado, no internacional a identidade do doador pode ser revelada após o filho biológico completar 18 anos.

    Além disso, o banco de sêmen internacional fornece mais informações a respeito do doador, como fotos atuais e da infância, um áudio apresentando a sua voz, gostos, hobby, aptidões profissionais, histórico de saúde da família, etc.

    O banco nacional, por ser voluntário, é bem mais limitado. Não é possível ver fotos, mas são passadas informações básicas como cor de cabelo, dos olhos, da pele, peso, altura e algumas informações pessoais como hobby e religião.

    Vale ressaltar que a gestação na Fertilização in Vitro pode ser compartilhada ou individual.

    Na gestação compartilhada, uma paciente doa o óvulo enquanto a outra gesta. Assim, ambas podem participar do processo. Já na gravidez individual, a mesma mulher que doa o óvulo irá gestar.

    Vamos conhecer agora a outra opção de tratamento de fertilidade, a Inseminação Artificial.

    2. Inseminação Artificial

    A Inseminação Artificial é um tratamento mais simples.

    Nele não existe a possibilidade de gestação compartilhada, que só está disponível para casais femininos.

    Nesse método, os espermatozoides do doador são introduzidos na cavidade uterina da paciente com o auxílio de um cateter.

    A desvantagem em relação à fertilização in vitro é a taxa de gravidez mais baixa, além de ser necessário que a paciente não tenha nenhum problema relacionado à fertilidade.

    Uma opção para casais masculinos

    A opção para os casais masculinos é apenas a Fertilização in Vitro.

    Para optar por ela, eles precisam recorrer a ovodoação, que é a doação de óvulos. O casal também precisa de uma barriga solidária, ou seja, uma mulher para gestar o filho do casal.

    A clínica de reprodução humana faz o intermédio tanto da aquisição de sêmen quanto de óvulos. Mas, existem algumas determinações legais que precisamos pontuar.

    Conheça os 5 aspectos burocráticos essenciais para os tratamentos de fertilidade

    Como comentamos, a gravidez homoafetiva é um direito que foi efetivado pela Resolução nº 2.013/13 do Conselho Federal de Medicina (CFM). Neste documento, estão estabelecidas diversas questões legais que os futuros pais precisam conhecer.

    São elas:

    1. Quem pode ser a barriga solidária

    A respeito da barriga solidária, uma determinação legal é que ela deve pertencer à família de um dos parceiros.

    Além disso, ela tem que ter parentesco de até quarto grau. Ela também não pode ter mais de 50 anos e não deve haver caráter lucrativo ou comercial nesse processo.

    2. A aquisição de óvulos, gametas e espermatozoides deve acontecer por meio de doação

    A aquisição de gametas, óvulos e espermatozoides também não podem ter caráter lucrativo ou comercial, ficando proibida a venda de material biológico.

    3. Anonimato na doação de gametas

    Ainda sobre doação de gametas, esse processo sempre será anônimo. Não deve ser revelada a identidade dos doadores, bem como dos receptores.

    4. Restrições de idade

    A idade limite para doação de material genético é de 35 anos para as mulheres e de 50 anos para homens.

    5. Limite de embriões

    Quem opta pela Fertilização in Vitro deve estar ciente que existe um limite de embriões que podem ser transferidos para o útero, a fim de evitar gestações múltiplas.

    No caso de mulheres até 35 anos o limite é dois, para aquelas entre 36 e 39 anos o limite é três e para as com idade superior a 40 o máximo é quatro.

    Valores éticos e importância do cuidado com as pessoas

    Uma clínica de reprodução humana entende o quanto os tratamentos de fertilidade são delicados, afinal, estamos falando de vidas.

    Todo o processo deve ser feito com ética e cuidado e para que isso aconteça as pessoas envolvidas devem seguir à risca as determinações legais. Dessa forma, todo o tratamento pode ser feito com tranquilidade!

    Gostou de saber mais sobre este assunto? Confira o nosso post sobre 4 pontos importantes para quem precisa viajar para realizar a FIV!

    casal-homoafetivo-htt

    Para ler

    Em seguida