
Onde doar óvulos? Saiba como escolher uma clínica
De maneira bastante resumida, a ovodoação é um processo em que mulheres fornecem seus óvulos para outras mulheres que possam ter problemas de fertilidade. O processo ocorre através da Fertilização In Vitro (FIV).
Escolher um espaço de confiança, com infraestrutura e boa reputação é essencial para que este procedimento seja bem sucedido e alcance os resultados desejados.
Por isso, a Huntington separou aqui as principais informações sobre o tratamento com ovodoação, assim como os critérios que você precisa observar para realizá-lo.
Para quem a doação de óvulos é indicada?
A técnica é indicada para quem tem problemas com a quantidade ou qualidade dos óvulos. Isso inclui:
- Mulheres com baixa reserva ovariana, seja por idade, menopausa ou outras alterações hormonais.
- Mulheres que passaram por tratamentos como quimioterapia ou radioterapia.
- Mulheres que não produzem óvulos viáveis por motivos genéticos, de saúde, ou idade avançada;
- Para casais que já tentaram engravidar com a Fertilização In Vitro (FIV) e tiveram repetidas falhas.
- Para casais que necessitam de útero de substituição, incluindo também casais homoafetivos masculinos ou homens solteiros.
Quais os critérios para a doação de óvulos?
Em 2022, o Conselho Federal de Medicina atualizou as normas éticas ligadas a técnicas de reprodução assistida. O dispositivo revisou desde número de embriões gerados em laboratório, maioridade necessária para realizar a doação, até criopreservação, entre outros assuntos.
Por exemplo, para que não haja conflito de interesse, a resolução define que médicos, funcionários e demais integrantes da equipe multidisciplinar das clínicas, unidades ou serviços não podem ser doadores nos programas de reprodução assistida.
Sobre a ovodoação, destacam-se alguns aspectos que devem ser observados para evitar constrangimentos e golpes neste momento tão sensível.
Gratuidade da doação:
A decisão deve ser voluntária e sem caráter comercial. Qualquer tipo de ressarcimento, troca ou recompensa financeira não são permitidos.
Anonimato
A doação deve ser anônima e sigilosa. As doadoras e receptoras não podem ter acesso às identidades umas das outras, salvo em casos de doação conhecida entre parentes de até 4º grau após preenchimento dos requisitos necessários. Essa exceção foi motivada por um número significativo de decisões judiciais favoráveis a doações entre irmãs, por exemplo.
Essa doação de gametas por parentes de um dos parceiros de até quarto grau é permitida desde que não incorra em consanguinidade.
Idade
A doadora deve ter entre 18 e 37 anos e passar por avaliação médica, genética e psicológica. A Huntington, no entanto, é ainda mais rigorosa: prioriza-se que as doadoras não tenham mais do que 35 anos.
Enquanto isso, a idade máxima da gestante é de 50 anos, podendo haver exceções conforme critérios médicos, como a ausência de comorbidades ou riscos para a paciente.
Limite de nascimentos
O material genético de uma mesma doadora não pode resultar em mais de dois nascimentos vivos de sexos diferentes por milhão de habitantes em cada município.
Compatibilidade
Deve-se priorizar a compatibilidade fenotípica, ou seja, cor da pele, olhos, tipo de cabelo semelhantes entre doadora e receptora.
Na Huntington, a escolha da doadora leva em conta muito mais do que exames e documentos. As fotos enviadas por cada mulher são analisadas por um software que identifica semelhanças faciais com a receptora, garantindo a maior compatibilidade possível.
Somado a isso, os profissionais de enfermagem são capacitados para conduzir esta etapa com respeito, cuidado e empatia. Diante do perfil procurado, o processo pode levar até 4 meses. Caso se trate de um perfil menos comum na população brasileira, o prazo pode aumentar.
Registro e responsabilidade
As clínicas devem manter registros atualizados dos procedimentos e garantir o cumprimento de todas as exigências éticas e técnicas. Além disso, em prontuário deve constar a adequação física e mental de todos os envolvidos.
Como funciona a doação de óvulos?
Doar óvulos é um processo bem parecido com as primeiras etapas da fertilização in vitro. Em entrevista para a Revista Cria, a Dra. Ana Paula explica que tudo começa com uma conversa para entender o histórico de saúde da mulher e da família, avaliar riscos e explicar como tudo funciona. O próximo passo é o ultrassom de contagem de folículos, que mostra quantos óvulos podem ser obtidos naquele ciclo. O número ideal de folículos antrais é acima de 12.
Depois vêm os exames laboratoriais. A doadora precisa fazer exames de sangue para identificar o tipo sanguíneo e as sorologias exigidas pela Anvisa, como HIV, sífilis, hepatites, e Zika. Também é solicitado um exame genético (cariótipo), para garantir que não há alterações cromossômicas. Além disso, a mulher precisa estar disponível para acompanhar a evolução do processo por meio de ultrassons.
Na etapa final, começa o uso de injeções hormonais, que devem ser aplicadas por cerca de 10 a 15 dias. Elas fazem com que os folículos cresçam e os óvulos se desenvolvam. Quando chega o momento certo, a coleta é feita em ambiente cirúrgico, com sedação leve. O procedimento é rápido, dura entre 20 a 30 minutos, e a recuperação é simples, com alta no mesmo dia.
Doação de óvulos: como escolher uma clínica de reprodução assistida confiável?
Com tantos critérios a serem seguidos, além de se tratar de escolhas tão sensíveis, é preciso escolher uma clínica confiável e segura para realizar todos os procedimentos.
Em primeiro lugar, ao optar por um médico para se consultar, é fundamental ter certeza de que o profissional possui registro no Conselho.
Quanto ao local, você pode observar alguns fatores como:
- A reputação da instituição: verifique há quantos anos a clínica atua no mercado e quais as opiniões de pacientes.
- Experiência e especialização da equipe: sempre consulte o corpo clínico, conheça as credenciais dos profissionais que fazem parte de sua equipe.
- Transparência e infraestrutura: observe os espaços e a estrutura física, mas também o modo com que as informações são registradas e transmitidas aos pacientes.
Conheça a Huntington: referência em reprodução assistida e saúde reprodutiva
O desejo de ter um filho faz parte da vida de muitas pessoas, mas nem sempre esse caminho acontece de forma natural. Fatores como a idade ou questões de saúde podem dificultar a gravidez. Pensando nisso, o Grupo Huntington criou, há mais de 12 anos, o Programa de Doação de Óvulos e Embriões (DOE), que tem ajudado inúmeras famílias a realizarem esse sonho.
Doar óvulos é mais do que um gesto solidário, é um verdadeiro ato de conexão entre mulheres. Trata-se de oferecer apoio a quem precisa, com empatia e generosidade, e fortalecer uma rede de cuidado e esperança. Quem doa não entrega apenas células: compartilha a chance de uma nova vida e esse gesto, tão transformador, também enriquece a vida de quem doa.
Na Huntington, essa doação pode ocorrer de duas formas:
- Doação voluntária: ao realizar a doação, todos os exames ginecológicos e o check-up de fertilidade acontecem sem custos.
- Doação compartilhada: ao fazer a doação você ajuda uma família com condições especiais em tratamentos como Fertilização in vitro (FIV) e congelamento de óvulos.
Para ter a certeza de um ambiente acolhedor, responsável e transparente, escolha a unidade mais próxima, agende uma consulta e conheça a Huntington.
REFERÊNCIAS
CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA (Brasil). CFM publica atualização das regras para reprodução assistida no Brasil. Portal CFM, 15 jun. 2022. Disponível em: https://portal.cfm.org.br/noticias/cfm-publica-atualizacao-das-regras-para-reproducao-assistida-no-brasil. Acesso em: 27 maio 2025.
CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA (Brasil). Resolução CFM nº 2.320, de 14 de julho de 2022. Atualiza as normas éticas para a utilização das técnicas de reprodução assistida. Disponível em: https://sistemas.cfm.org.br/normas/visualizar/resolucoes/BR/2022/2320. Acesso em: 27 maio 2025.
HUNTINGTON. Ovodoação e ovorecepção: um generoso ciclo que promove a vida Revista Cria, São Paulo, ed. 3, p. 33-36, 2022. Disponível em: https://www.huntington.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Revista-Cria-03-Grupo-Huntington.pdf. Acesso em: 27 maio 2025.
HUNTINGTON. CONHEÇA A JORNADA DA OVORECEPÇÃO. Revista Cria, São Paulo, ed. 3, p.46-47. Disponível em: https://www.huntington.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Revista-Cria-Ed04.pdf Acesso em: 27 maio 2025.