Mulher grávida com cabelo raspado, sorrindo com os olhos fechados enquanto acaricia a barriga, simbolizando resiliência e a jornada do câncer e gravidez.A oncofertilidade é um assunto abordado

Oncofertilidade

Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) estimam que o Brasil deve registrar mais de 780 mil casos de câncer entre os anos de 2026 e 2028. Diante desse cenário, cresce também a importância de olhar além do tratamento da doença, considerando os impactos a longo prazo, como a preservação da fertilidade em pacientes de idade reprodutiva.

A oncofertilidade surge como uma abordagem que permite planejar o futuro reprodutivo antes do início dos tratamentos oncológicos, como a quimioterapia e a radioterapia, que podem comprometer a função dos testículos e dos ovários.

Com acompanhamento especializado, é possível adotar estratégias seguras para preservar óvulos, espermatozoides ou tecidos antes das terapias que podem danificá-los. Saiba mais sobre essa possibilidade pode manter o sonho de gerar um filho, mesmo diante de um diagnóstico de câncer!

O que é oncofertilidade?

A oncofertilidade é a especialidade médica que une oncologia e medicina reprodutiva para oferecer soluções para manter a fertilidade de pacientes com câncer. Isso porque a radioterapia, quimioterapia e cirurgias utilizadas no tratamento podem, muitas vezes, levar à infertilidade pela destruição de células dos ovários e testículos, por lesões ou pela retirada do útero. 

Não havendo dúvidas da necessidade desses tratamentos para a sobrevivência dos pacientes, a preservação da chance de engravidar futuramente melhora a qualidade de vida pós-câncer.

Como a fertilidade de pacientes oncológicos é afetada?

Os tratamentos contra o câncer, como quimioterapia, radioterapia e cirurgias, podem impactar diretamente a fertilidade de homens e mulheres. Isso ocorre porque essas abordagens podem afetar os gametas (óvulos e espermatozoides), os órgãos reprodutivos e o equilíbrio hormonal, resultando em infertilidade temporária ou permanente, dependendo do tipo e da intensidade do tratamento.

A quimioterapia, por exemplo, utiliza medicamentos que atingem tanto células cancerosas quanto saudáveis, podendo reduzir a reserva ovariana nas mulheres e comprometer a produção e qualidade dos espermatozoides nos homens.

Já a radioterapia, especialmente na região pélvica, pode danificar ovários e testículos, enquanto cirurgias em órgãos reprodutivos e terapias hormonais também podem interferir na capacidade de reprodução.

Oncofertilidade para mulheres

Muitas mulheres em idade fértil que foram diagnosticadas com câncer costumam se preocupar com o que acontecerá com a fertilidade ao passarem por algum tratamento oncológico.

Atualmente, existem opções disponíveis para preservar gametas da paciente em tratamento oncológico, além disso, algumas clínicas oferecem apoio emocional durante todo o processo para garantir que a qualidade de vida e o estado emocional da paciente melhore.

As opções para preservação da fertilidade feminina são:

Criopreservação de óvulos

A técnica, que também pode ser chamada de criopreservação de oócitos, consiste no congelamento dos óvulos. Para realização do procedimento, a mulher que fará o tratamento é submetida, através de medicamentos, a uma estimulação ovariana. Após a estimulação, os folículos ovarianos serão aspirados por via vaginal.

Todo o processo acontece sob efeito de anestesia e, após a coleta dos óvulos, eles são congelados em temperaturas que chegam a 196º C negativos para serem usados futuramente em tratamentos de reprodução assistida, como a Fertilização In Vitro (FIV). 

Tire suas dúvidas sobre o congelamento de óvulos em pacientes com câncer no vídeo a seguir: 

Supressão medicamentosa da função ovariana

Em casos de pacientes oncológicos que optam pela preservação da fertilidade por meio de medicamentos, a técnica consiste em paralisar o funcionamento dos ovários da mulher durante o período em que ela irá se submeter a quimioterapia.

Os medicamentos que serão utilizados são da classe agonistas do GnRH, e vão ser ministrados por meio de injeções que podem acontecer em frequência mensal ou trimestral. A medicação tem por objetivo preservar os folículos e óvulos durante a quimioterapia.

A necessidade de supressão dos ovários acontece porque o tratamento atinge células com alto nível de replicação celular, como os óvulos. As células que possuem essa característica serão atingidas, ou seja, tanto células cancerígenas como células saudáveis dos ovários.

Criopreservação de tecido ovariano

A técnica deve ocorrer antes que o tratamento de quimioterapia seja iniciado. Nela, fragmentos do tecido ovariano serão coletados e criopreservados para um futuro transplante ou para maturação de folículos em laboratório. O processo se dá por meio de uma videolaparoscopia ou da própria cirurgia para o tratamento do câncer.

Cirurgia de transposição dos ovários

A técnica deverá ser realizada antes do início da radioterapia. A cirurgia para elevação dos ovários busca retirar os ovários da direção dos raios da radioterapia quando o tratamento estiver previsto para a pelve da paciente.

Oncofertilidade para homens

O desejo de preservar a fertilidade também acontece em homens que irão passar por algum tratamento contra o câncer. Por isso, é necessário que homens férteis busquem a oncofertilidade antes de se submeterem a um tratamento de quimioterapia ou radioterapia.

Para os pacientes do sexo masculino, existem duas opções básicas para preservar a fertilidade: criopreservação do sêmen e proteção dos testículos durante a terapia por radiação.

Nos casos de criopreservação do semên, o material do paciente será recolhido por meio de masturbação e poderá ser necessária a realização de mais de uma coleta com intervalo de 2 a 3 dias. Depois da coleta, o material genético será avaliado e em seguida preparado para o congelamento.

A temperatura de congelamento costuma ser inferior a 196º C negativos e não há um prazo máximo para armazenamento.

Oncofertilidade para crianças e adolescentes

Informações sobre os tratamentos de oncofertilidade para crianças e adolescentes com diagnóstico de câncer podem ser mais complicadas de serem encontradas, ou ainda, menos discutidas e lembradas.

O câncer é uma doença que pode atingir pessoas de todas as idades, por isso, em casos de crianças ou adolescentes é necessário que a família do paciente, assim como o médico que acompanha o caso, reflitam sobre o futuro de sua fertilidade.

Isso acontece porque muitas pessoas que enfrentaram o câncer quando criança ou jovem, ao se tornarem adultos gostariam de ter preservado a sua fertilidade para gerar um filho biológico.

Em muitos casos, a família do paciente não sabe que existem opções para que a fertilidade da criança que passará por algum tratamento oncológico seja preservada. Em outros casos, existe a necessidade de focar na saúde imediata do jovem e, por isso, as opções de preservação da fertilidade não são discutidas.

Mas vale ressaltar que hoje em dia existem opções disponíveis para pacientes mais jovens ou crianças, como é o caso da preservação do tecido ovariano nas mulheres. Então, conversar com o médico e um especialista em fertilidade pode ser a chave para que, futuramente, o paciente tenha sua fertilidade preservada, influenciando na qualidade de vida quando ele se tornar adulto.

Quem faz quimioterapia pode ficar infértil?

Sim, mas não em todos os casos. Muitas pessoas associam o diagnóstico de câncer à perda definitiva da fertilidade, o que pode gerar medo e insegurança logo no início do tratamento. No entanto, essa percepção nem sempre corresponde à realidade.

Nem todos os protocolos oncológicos comprometem de forma permanente a capacidade reprodutiva, e há casos em que pacientes conseguem engravidar naturalmente após a recuperação. Em algumas situações, os efeitos sobre a fertilidade são temporários, com retomada da função ovariana ou da produção de espermatozoides ao longo do tempo.

Já em tratamentos mais intensivos, como tipos específicos de radioterapias ou quimioterapias, o risco de infertilidade pode ser maior. Mas, ainda assim, existem estratégias de preservação da fertilidade que podem ser avaliadas antes do início do tratamento, ajudando a reduzir esses impactos.

Gravidez após quimioterapia e o câncer: é possível?

Sim, há alternativas para quem deseja engravidar após ser diagnosticado com câncer e passar por quimioterapia, mas cada caso deve ser avaliado individualmente, em conjunto com um especialista em oncofertilidade. Ou seja, o acompanhamento médico é essencial para entender as estratégias mais adequadas e o momento ideal para a gestação.

Se você quer planejar a gravidez após o tratamento oncológico ou conhecer as opções de preservação da fertilidade para homens e mulheres, o Grupo Huntington oferece todo o suporte que você precisa.

Com uma equipe experiente e um atendimento personalizado, você pode tomar as melhores decisões com segurança e confiança. Agente uma consulta e dê o próximo passo para a realização do seu sonho!

Usamos cookies em nosso site para fornecer a experiência mais relevante, lembrando suas preferências e visitas repetidas. Ao clicar em “Aceitar”, concorda com a utilização de TODOS os cookies.