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A preocupação com a progesterona baixa é muito comum para mulheres que sonham em engravidar, pois o hormônio tem um papel central na fertilidade e na manutenção de uma gestação saudável.
No entanto, a resposta é: “sim, é possível engravidar mesmo com progesterona baixa, mas a condição exige atenção e tratamento adequado”, afirma a Dra. Beatriz Cabral Pires, especialista em reprodução humana assistida do Grupo Huntington.
Uma fase lútea saudável, que é o período pós-ovulação em que a progesterona age, é crucial para quem deseja conceber. Sendo assim, níveis insuficientes desse hormônio podem dificultar a concepção e a sustentação da gravidez inicial, e defeitos nessa fase podem ser uma causa de desafios de fertilidade não detectados.
Quer saber mais? Neste artigo, descubra como diagnosticar, tratar e engravidar com segurança!
A progesterona é um hormônio esteroide produzido principalmente nos ovários, após a ovulação. Ela é frequentemente chamada de “hormônio da gravidez” por suas funções essenciais no ciclo reprodutivo feminino.
Em resumo, sua principal tarefa é estimular a transformação do revestimento interno do útero, o endométrio, preparando-o para a implantação do embrião. A deficiência dessa substância, portanto, pode resultar em infertilidade ou aborto espontâneo.
Após a fecundação, a progesterona continua a ser produzida para nutrir o endométrio, garantindo que ele permaneça um ambiente acolhedor e seguro para o desenvolvimento do embrião. Além disso, ela ajuda a inibir as contrações uterinas, que poderiam levar a uma perda gestacional precoce.
Os sinais de que os níveis de progesterona podem estar baixos nem sempre são óbvios e podem variar de mulher para mulher. No entanto, alguns sintomas são mais frequentes e merecem atenção, especialmente para quem está tentando engravidar:
A progesterona baixa geralmente é uma consequência de outra condição subjacente, e não um problema isolado. Por isso, identificar a causa raiz é crucial para definir o tratamento mais eficaz. Os motivos mais comuns incluem:
O diagnóstico é simples e ocorre por meio de um exame de sangue. No entanto, o momento da coleta é fundamental para uma interpretação correta dos resultados. Geralmente, o médico solicita a dosagem da progesterona na segunda metade do ciclo menstrual, conhecida como fase lútea.
Essa medição, feita aproximadamente no 21º dia de um ciclo regular de 28 dias, ajuda a confirmar se a ovulação ocorreu e se a produção hormonal está adequada para sustentar uma possível gravidez.
Além disso, vale destacar que é essencial que um especialista avalie os resultados, considerando todo o seu histórico clínico.
Sim, é possível engravidar mesmo com diagnóstico de progesterona baixa, desde que a causa seja identificada e tratada corretamente. A abordagem médica visa corrigir o desequilíbrio hormonal para criar as condições ideais para a concepção e o desenvolvimento da gestação.
O suporte lúteo com progesterona é uma estratégia de tratamento eficaz para melhorar as chances de gravidez. Esse tratamento adequado pode restaurar a regularidade do ciclo, promover um endométrio receptivo e oferecer o suporte hormonal necessário para que a gestação evolua com segurança.
Cada caso é único, por isso, um plano de tratamento personalizado aumenta significativamente as chances de sucesso.
Quer ir além na investigação? No vídeo abaixo, veja quais exames podem ajudar a entender e solucionar a dificuldade para engravidar:
O tratamento para a progesterona baixa é direcionado à sua causa. Sendo assim, um especialista em reprodução humana poderá avaliar seu caso e indicar a melhor abordagem, que pode incluir uma ou mais das seguintes estratégias.
Quando a causa é uma produção insuficiente pelo corpo-lúteo, a suplementação com progesterona bioidêntica pode ser indicada. Essa reposição pode ser feita por via oral, vaginal (cremes ou óvulos) ou injetável, sempre sob prescrição e acompanhamento médico.
Se a baixa progesterona for um sintoma de outra condição, como a SOP ou problemas na tireoide, o foco será tratar essa doença primária. Em casos de anovulação, podem ser utilizados medicamentos indutores da ovulação para restabelecer a função ovariana normal.
A progesterona é uma aliada indispensável nos tratamentos de reprodução assistida, como a Fertilização In Vitro (FIV). Por isso, após a transferência dos embriões para o útero, a suplementação é realizada para garantir que o endométrio esteja perfeitamente preparado para a implantação.
Esse suporte hormonal, conhecido como suporte de fase lútea, se mantém durante as primeiras semanas de gestação, mimetizando o que o corpo faria naturalmente. A prática aumenta as taxas de sucesso dos tratamentos e ajuda a reduzir os riscos de perda gestacional.
Se você está tentando engravidar há mais de um ano (ou seis meses, se tiver mais de 35 anos), tem ciclos irregulares ou já teve perdas gestacionais, o ideal é procurar um especialista em reprodução humana.
Uma investigação cuidadosa pode identificar a causa da progesterona baixa e outros fatores que possam estar dificultando a gravidez. Lembre-se que cada jornada é única, e um diagnóstico não é o fim do caminho, mas sim o início da busca por uma solução.
Na Huntington, estamos comprometidos em oferecer um atendimento humano e individualizado para ajudar você a transformar o sonho da maternidade em vida. Agende uma consulta e vamos conversar sobre as suas possibilidades!
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