Gravidez química: o que é e por que acontece?
Mulher segurando um teste de gravidez com as duas mãos após ter passado por uma gravidez química.

Gravidez química: o que é e por que acontece?

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Receber um teste de gravidez positivo é um momento de grande expectativa e alegria. Por isso, entender o que é a gravidez química é fundamental quando essa jornada inicial não avança como o esperado. Essa é uma experiência mais comum do que se imagina, representando uma perda gestacional muito precoce.

Apesar de breve, a descoberta seguida da perda pode trazer um grande impacto emocional. Na Huntington, compreendemos a sensibilidade deste momento e estamos aqui para oferecer acolhimento, informação de qualidade e o suporte necessário para que você possa seguir em frente em sua jornada para realizar o sonho de ter um filho.

O que é uma gravidez química?

A gravidez química, também chamada de gravidez bioquímica, ocorre quando um óvulo é fecundado pelo espermatozoide e se inicia a produção do hormônio da gravidez, o beta-hCG (gonadotrofina coriônica humana). Esse hormônio é o que torna o teste de gravidez positivo, seja de urina ou de sangue.

No entanto, por diversas razões, o embrião para de se desenvolver muito cedo, logo após o início do processo de implantação na parede do útero. Como resultado, a gestação não evolui e a menstruação geralmente ocorre próximo à data esperada, podendo ser um pouco mais intensa que o habitual.

Quais são os principais sinais e sintomas?

Muitas vezes, a gravidez química passa despercebida, pois ocorre antes que a maioria das mulheres perceba o atraso menstrual. Quando os sintomas estão presentes, eles podem ser sutis e facilmente confundidos com o período pré-menstrual:

  • Teste de gravidez positivo que, dias depois, se torna negativo;
  • Atraso menstrual de poucos dias;
  • Sangramento vaginal semelhante a uma menstruação, que pode começar com um fluxo leve e se tornar mais intenso;
  • Cólicas abdominais leves, parecidas com as cólicas menstruais.

Além disso, é importante destacar que a gravidez química não apresenta os sinais clássicos de uma gestação clínica, como náuseas ou crescimento da barriga, pois ela se interrompe antes que esses sintomas possam se desenvolver.

Por que a gravidez química acontece?

Na grande maioria dos casos, a gravidez química não está relacionada a algo que a mulher fez ou deixou de fazer. A causa mais comum está ligada a fatores que impedem o desenvolvimento saudável do embrião, como:

Anormalidades cromossômicas

Cerca de 50% das perdas gestacionais precoces são causadas por alterações no número de cromossomos do embrião. Essas alterações ocorrem de forma aleatória durante a divisão celular logo após a fecundação e inviabilizam o desenvolvimento do embrião.

Qualidade do óvulo ou do espermatozoide

A qualidade dos gametas (óvulo e espermatozoide) é crucial para a formação de um embrião saudável. Sendo assim, fatores como a idade materna avançada podem impactar a qualidade dos óvulos, aumentando a chance de erros cromossômicos.

Fatores uterinos

Alterações na cavidade uterina, como pólipos, miomas ou malformações, podem dificultar ou impedir a implantação do embrião no endométrio (a camada que reveste o útero).

Questões hormonais

Desequilíbrios hormonais, como uma produção inadequada de progesterona, podem afetar a receptividade do endométrio, tornando o ambiente uterino desfavorável para a implantação e o desenvolvimento inicial da gestação.

Como a gravidez química é diagnosticada?

O diagnóstico de gravidez química é feito, principalmente, pelo acompanhamento dos níveis de beta-hCG no sangue. Após um teste positivo inicial, espera-se que os níveis desse hormônio dobrem a cada 48 a 72 horas no início da gestação. Na gravidez química, os níveis de beta-hCG são baixos e não aumentam conforme o esperado, começando a diminuir rapidamente até se tornarem negativos.

Além disso, como a perda ocorre muito cedo, nenhum sinal de gestação, como o saco gestacional, é visível em um exame de ultrassom.

Uma gravidez química pode evoluir para uma gestação normal?

Não. Por definição, a gravidez química é uma gestação que não evoluiu. O termo descreve justamente a situação em que a fecundação ocorreu e houve produção hormonal, mas o desenvolvimento embrionário foi interrompido antes da implantação ou logo após ela.

Ter uma gravidez química, no entanto, não significa que futuras gestações não possam ser bem-sucedidas. Na verdade, pode ser um sinal de que a fecundação é possível, o que é um dado positivo na jornada da fertilidade.

Qual é o impacto emocional de uma gravidez química?

A jornada para a maternidade é repleta de emoções e expectativas. Uma gravidez química pode ser emocionalmente desafiadora, pois representa a perda de um sonho que acabara de se tornar real. A dor da perda é legítima, independentemente de quão precoce ela tenha sido.

Por isso, é fundamental validar esses sentimentos e buscar uma rede de apoio, seja com o parceiro, familiares, amigos ou suporte profissional. Permita-se viver o luto e lembre-se de que você não está sozinha. Cuidar da saúde emocional é tão importante quanto cuidar da saúde física.

É necessário algum tratamento após uma gravidez química?

Geralmente, não é necessário nenhum tratamento médico específico após uma gravidez química. O corpo expele naturalmente o tecido através do sangramento, que se assemelha a um ciclo menstrual. Contudo, o acompanhamento médico é importante para confirmar que os níveis de beta-hCG voltaram a zero.

Após a confirmação, o ciclo menstrual tende a se regularizar, e novas tentativas de engravidar podem ser consideradas assim que o profissional de saúde liberar e o casal se sentir emocionalmente preparado.

Para mulheres que planejam uma nova gestação, é importante focar na saúde geral.

Quando devo procurar um especialista em reprodução humana?

Uma única ocorrência de gravidez química geralmente não é motivo para grande preocupação. No entanto, é aconselhável procurar um especialista em reprodução humana em algumas situações:

  • Se você teve duas ou mais perdas gestacionais consecutivas;
  • Se você tem mais de 35 anos e está tentando engravidar há mais de seis meses;
  • Se existe um histórico conhecido de doenças genéticas, trombofilias ou outras condições que possam afetar a fertilidade.

Um especialista poderá realizar uma investigação detalhada para identificar possíveis causas e orientar sobre os melhores caminhos a seguir.

Como a Huntington pode ajudar a realizar o seu sonho de ter um filho?

Na Huntington, nossa equipe multidisciplinar, com médicos, embriologistas, psicólogos e nutricionistas, oferece um atendimento acolhedor e individualizado, utilizando as mais avançadas tecnologias da medicina reprodutiva para investigar as causas da infertilidade e das perdas gestacionais.

“O principal objetivo de um tratamento humanizado e individualizado é aumentar as chances de uma gravidez segura e saudável para quem procura pela reprodução assistida”, afirma a Dra. Livia Munhoz, especialista em reprodução assistida.

Sabemos que o caminho pode ter obstáculos, mas estamos comprometidos em oferecer o melhor suporte científico e humano para ajudar a realizar seu sonho. O primeiro passo é entender o que você precisa.

Vamos conversar? Agende uma consulta com um de nossos especialistas e vamos juntos construir um plano para o seu futuro!

REFERÊNCIAS

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