Qual a espessura normal do endométrio para engravidar?
Médica com um modelo do órgão reprodutor feminino na mão explicando à paciente qual a espessura normal do endométrio para engravidar.

Qual a espessura normal do endométrio para engravidar?

Explore este post com IA:ChatGPT Perplexity Claude Grok (X)

Entender qual a espessura normal do endométrio é uma dúvida comum e muito importante na jornada para realizar o sonho da gravidez. Afinal, esse tecido, que reveste o útero internamente, funciona como o berço que irá acolher e nutrir o embrião. Então, sua preparação adequada é um passo essencial para o sucesso da implantação e o início de uma gestação saudável.

Neste artigo, vamos esclarecer qual a importância do endométrio, o que o tamanho pode indicar e quais são os próximos passos no cuidado com a sua saúde reprodutiva!

O que é o endométrio e por que ele é tão importante para a gravidez?

O endométrio é a camada mucosa que reveste a parede interna do útero. Sua principal função é se preparar todos os meses para receber um embrião. Então, sob a influência dos hormônios do ciclo menstrual, ele se torna mais espesso e rico em vasos sanguíneos, criando um ambiente nutritivo e receptivo.

Quando a implantação do embrião ocorre, o endométrio oferece o suporte necessário para o seu desenvolvimento inicial. Se a gravidez não acontece, grande parte desse tecido descama e é eliminado durante a menstruação, reiniciando o ciclo para uma nova oportunidade.

Como a espessura do endométrio muda durante o ciclo menstrual?

A espessura endometrial não é estática, ela se altera de forma cíclica em resposta aos hormônios, principalmente o estrogênio e a progesterona. Essa variação é dividida em fases:

  • Fase menstrual: logo após a menstruação, o endométrio está em sua espessura mínima, geralmente entre 2 e 4 milímetros (mm), pois acabou de descamar;
  • Fase proliferativa: na primeira metade do ciclo, antes da ovulação, o estrogênio estimula o crescimento das células endometriais. Nesta fase, ele cresce progressivamente;
  • Fase secretora: após a ovulação, a progesterona passa a atuar. Ela não aumenta tanto a espessura, mas amadurece o tecido, tornando-o receptivo ao embrião. É nesta fase que ele atinge sua espessura máxima.

Curiosamente, a probabilidade de uma gravidez bem-sucedida é maior quando a espessura do endométrio se mantém ou até aumenta após a administração de progesterona, em vez de diminuir, especialmente até o dia da transferência do embrião.

Qual é a espessura normal do endométrio para a implantação do embrião?

Embora cada organismo seja único, estudos mostram que existe uma janela de receptividade ideal. Geralmente, a espessura endometrial considerada adequada para a implantação do embrião e para o sucesso de tratamentos como a Fertilização In Vitro (FIV) está entre 7 mm e 14 mm.

Atingir uma espessura endometrial de 12 mm em ciclos de transferência de embriões frescos, ou de 9 mm em ciclos com embriões congelados/descongelados, pode reduzir pela metade o risco de resultados reprodutivos desfavoráveis associados a um endométrio fino.

Contudo, é importante lembrar que esse é um valor de referência. Espessuras um pouco abaixo ou acima deste intervalo podem, sim, resultar em uma gravidez bem-sucedida. No entanto, valores abaixo de 6 mm estão associados a taxas de implantação mais baixas.

Embora não haja um consenso universal, a maioria dos especialistas considera que um endométrio é classificado como “fino” — o que pode ser um fator de risco para a infertilidade — quando sua espessura está abaixo de 6 a 8 mm durante a fase secretora do ciclo, mesmo após um tratamento adequado com estrogênio.

Ainda assim, as evidências científicas atuais sugerem que não se deve alterar um tratamento de fertilidade apenas porque a espessura do endométrio está abaixo de um limite numérico que pode ser considerado “arbitrário”. A avaliação deve ser mais complexa, considerando o cenário clínico individual.

O que significa um padrão de endométrio trilaminar?

Isso quer dizer que, além da espessura, a qualidade do endométrio é fundamental. O padrão trilaminar é uma característica visualizada no ultrassom que indica um endométrio de boa receptividade. O nome se refere à aparência de três linhas paralelas que o tecido adquire na fase pré-ovulatória.

Esse padrão é um sinal positivo, pois indica que o endométrio respondeu bem ao estímulo do estrogênio e está se preparando adequadamente para a chegada do embrião. A combinação de uma boa espessura com o aspecto trilaminar é o cenário ideal que buscamos.

O que pode causar um endométrio fino ou espesso demais?

Algumas condições podem interferir na capacidade do endométrio de atingir a espessura ideal. Fazer uma avaliação médica individualizada é crucial para identificar a causa e definir o tratamento, mas um endométrio fino pode ser causado por:

  • Baixos níveis de estrogênio;
  • Fluxo sanguíneo inadequado para o útero;
  • Lesões uterinas prévias, como as causadas por curetagens (Síndrome de Asherman com formação de Sinéquias);
  • Uso de certos medicamentos indutores da ovulação.

Já um endométrio excessivamente espesso (hiperplasia endometrial) geralmente está ligado a desequilíbrios hormonais, como o excesso de estrogênio sem a oposição da progesterona. Condições como a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) podem estar associadas.

Como é feita a avaliação da espessura endometrial?

A avaliação do endométrio é um procedimento simples e indolor, realizado por meio de um ultrassom transvaginal. Em resumo, esse exame permite que o médico meça com precisão a espessura do tecido e observe suas características, como o padrão trilaminar.

Em um ciclo de tratamento de reprodução assistida, essa avaliação é feita de forma seriada para acompanhar a resposta do endométrio aos medicamentos e definir o melhor momento para a transferência do embrião.

Existem tratamentos para melhorar a espessura do endométrio?

Sim, se for identificado que o endométrio não está se desenvolvendo adequadamente, existem estratégias para otimizar a sua receptividade. Porém, é fundamental destacar que o tratamento deve ser totalmente personalizado, com base na causa do problema.

As abordagens podem incluir o uso de medicamentos hormonais, como o estrogênio, para estimular o crescimento do tecido, ou medicações que visam melhorar o fluxo sanguíneo para a região uterina. Mas cada caso precisa de uma avaliação detalhada para obter a melhor solução.

No vídeo abaixo, confira os pontos-chave para preparar o endométrio para a implantação do embrião.

Endométrio e fertilidade | Huntington

Qual o próximo passo se a espessura do meu endométrio não for a ideal?

Receber um resultado de exame que não está dentro do esperado pode gerar insegurança, mas é importante não se desesperar. Afinal, um único laudo não define sua jornada. O passo mais importante é conversar com um especialista em reprodução humana.

Na Huntington, nosso compromisso é com um cuidado humano e individualizado. Por isso, nossos especialistas irão avaliar seu histórico completo para entender todos os fatores envolvidos e traçar um plano de cuidado exclusivo para você.

Agende uma consulta para darmos juntos o próximo passo para realizar o seu sonho da maternidade!

REFERÊNCIAS

JIN, Z. et al. Effect of endometrial thickness changes on clinical pregnancy rates after progesterone administration in a single frozen-thawed euploid blastocyst transfer cycle using natural cycles with luteal support for PGT-SR- and PGT-M-assisted reproduction: a retrospective cohort study. Reproductive Biology and Endocrinology: RB&E, [S. l.], 09 out. 2021. DOI: https://doi.org/10.1186/s12958-021-00841-x. Disponível em: https://rbej.biomedcentral.com/articles/10.1186/s12958-021-00841-x. Acesso em: 20 mai. 2024.

MATHYK, B. et al. A critical appraisal of studies on endometrial thickness and embryo transfer outcome. Reproductive biomedicine online, [S.l.], jul. 2023. DOI: https://doi.org/10.1016/j.rbmo.2023.103259. Disponível em: https://www.rbmojournal.com/article/S1472-6483(23)00155-2/fulltext. Acesso em: 20 mai. 2024.

PÉREZ-MILÁN, F. et al. Impact of endometrial thickness on reproductive outcome in fresh and frozen–thawed embryo transfer: systematic review and meta-analysis. Ultrasound in Obstetrics & Gynecology, [s.l.], ago. 2025. DOI: https://doi.org/10.1002/uog.29270. Disponível em: https://obgyn.onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1002/uog.29270. Acesso em: 20 mai. 2024.

RODRÍGUEZ-EGUREN, A. et al. Evolution of biotechnological advances and regenerative therapies for endometrial disorders: a systematic review. Human Reproduction Update, [s. l.], maio 2024. DOI: https://doi.org/10.1093/humupd/dmae013. Disponível em: https://academic.oup.com/humupd/advance-article-abstract/doi/10.1093/humupd/dmae013/7679620. Acesso em: 20 mai. 2024.

SHAODI, Z. et al. The effect of endometrial thickness on pregnancy outcomes of frozen-thawed embryo transfer cycles which underwent hormone replacement therapy. PLoS ONE, set. 2020. DOI: https://doi.org/10.1371/journal.pone.0239120. Disponível em: https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0239120. Acesso em: 20 mai. 2024.

Autores

Nossos Artigos

Usamos cookies em nosso site para fornecer a experiência mais relevante, lembrando suas preferências e visitas repetidas. Ao clicar em “Aceitar”, concorda com a utilização de TODOS os cookies.