Gravidez depois dos 40 é possível? Veja as chances e cuidados
Corpo de uma mulher que conquistou a gravidez depois dos 40 anos segurando a barriga.

Gravidez depois dos 40 é possível? Entenda as chances reais e os cuidados

Explore este post com IA:ChatGPT Perplexity Claude Grok (X)

A gravidez depois dos 40 anos é uma realidade cada vez mais presente na vida de muitas mulheres, como reflexo de novas dinâmicas sociais e projetos de vida.

Essa é uma jornada de amor e planejamento, e a boa notícia é que sim, é possível realizar o sonho da maternidade nessa fase. No entanto, é um caminho que exige informação, cuidados especiais e, muitas vezes, o apoio da medicina reprodutiva.

A jornada para a maternidade é única e, após os 40, ela se torna ainda mais especial. Por isso, é importante estar bem informada e contar com o suporte de uma equipe médica acolhedora e experiente para guiar cada passo com segurança e confiança!

Por que a fertilidade feminina diminui com a idade?

É importante ressaltar que a fertilidade feminina está diretamente ligada à quantidade e qualidade dos óvulos. A mulher já nasce com todos os que terá ao longo da vida, um estoque conhecido como reserva ovariana. A partir dos 35 anos, essa reserva diminui de forma mais acentuada.

De acordo com a Dra. Ana Paula Aquino, especialista em reprodução assistida, “até essa idade, as mulheres apresentam seu pico de fertilidade. A partir desse período, ela começa a declinar gradualmente e se acentua após os 35 anos – e mais ainda depois dos 40.”

Além da quantidade, a qualidade dos óvulos também se altera com o passar do tempo. Óvulos mais velhos têm uma maior probabilidade de apresentar alterações cromossômicas, o que pode dificultar a fecundação, a implantação do embrião no útero ou aumentar os riscos de abortamento e síndromes genéticas.

Quais são as chances reais de uma gravidez natural após os 40 anos?

Estudos mostram que, por ciclo menstrual, a probabilidade de uma mulher engravidar naturalmente aos 40 anos é de cerca de 5%. Já aos 45 anos, essa taxa pode ser inferior a 1%.

Esses números refletem a biologia do corpo feminino, mas não representam um impedimento definitivo. Eles servem como um importante ponto de partida para conversar com um especialista e explorar os caminhos mais adequados para o seu caso, incluindo as técnicas de reprodução assistida.

Quais os principais riscos associados à gestação tardia?

Uma gestação depois dos 40 anos é considerada de maior atenção e requer um acompanhamento pré-natal cuidadoso. Isso ocorre porque existem alguns riscos aumentados tanto para a mãe quanto para o bebê, então, é importante conhecê-los para garantir a prevenção e o cuidado adequados.

Para a gestante, os riscos mais comuns incluem o desenvolvimento de diabetes gestacional e o aumento da pressão arterial, que pode levar à pré-eclâmpsia.

Essa maior vulnerabilidade a condições como a hipertensão pode ser explicada, em parte, pela menor flexibilidade das artérias da mulher, que se tornam mais rígidas com a idade. Isso acontece porque há uma diminuição da elastina nas paredes dos vasos, dificultando a adaptação do corpo ao aumento de sangue circulante durante a gravidez.

Outros riscos para a mãe incluem uma maior probabilidade de complicações ao dar à luz, como parto prematuro e cesárea.

Para o bebê, as principais preocupções estão relacionadas a:

  • Maior risco de alterações cromossômicas, como a Síndrome de Down;
  • Aumento nas taxas de abortamento espontâneo, geralmente ligado à qualidade dos óvulos;
  • Possibilidade de baixo peso ao nascer.

Além disso, também existe a possibilidade de alterações no desenvolvimento fetal e problemas no sistema imunológico do bebê, o que reforça a necessidade de um acompanhamento atento.

Que cuidados são essenciais para uma gravidez saudável depois dos 40?

O planejamento é o principal aliado para uma gravidez segura e tranquila. Por isso, antes mesmo de engravidar, é recomendado adotar um estilo de vida saudável e realizar uma consulta pré-concepcional para avaliar sua saúde de forma completa.

No entanto, alguns cuidados são fundamentais:

  • Acompanhamento médico rigoroso: realizar todas as consultas de pré-natal e exames solicitados pelo obstetra é crucial para monitorar a saúde da mãe e do bebê;
  • Suplementação de ácido fólico: essencial para a prevenção de defeitos no tubo neural do feto, por isso, deve começar antes da concepção;
  • Alimentação balanceada e atividade física: manter um peso adequado e uma rotina saudável ajuda a controlar riscos como diabetes gestacional e hipertensão;
  • Exames específicos: o médico pode solicitar exames genéticos não invasivos e ultrassons mais detalhados para acompanhar o desenvolvimento do bebê.

Como a reprodução assistida pode ajudar a realizar o sonho da maternidade?

A medicina reprodutiva oferece caminhos seguros e eficazes para mulheres que desejam engravidar após os 40 anos. Os tratamentos individualizados aumentam significativamente as chances de sucesso, ao mesmo tempo em que permitem mitigar alguns dos riscos associados à idade.

A Fertilização In Vitro (FIV), por exemplo, é um dos tratamentos mais indicados. Nela, os óvulos são fecundados em laboratório, permitindo a seleção dos embriões de melhor qualidade para transferência ao útero. Além disso, a FIV pode ser associada a tecnologias avançadas como o Teste Genético Pré-implantacional (PGT), que analisa os cromossomos dos embriões antes da transferência, reduzindo os riscos de abortamento e síndromes genéticas.

Para casos em que a reserva ovariana é muito baixa ou a qualidade dos óvulos está comprometida, a ovodoação (uso de óvulos de uma doadora jovem e saudável) representa uma excelente alternativa, com altas taxas de sucesso.

Qual o primeiro passo para quem deseja engravidar após os 40?

O primeiro e mais importante passo é buscar a orientação de um especialista em reprodução humana. Afinal, cada mulher tem uma história e um corpo únicos, e uma avaliação individualizada é o que permitirá traçar o melhor plano para a sua jornada rumo à maternidade.

A Dra. Ana Paula Aquino complementa que “não se pode demorar demais para buscar a ajuda de um especialista em reprodução assistida, quando o casal não consegue engravidar naturalmente.”

Em uma consulta com um especialista, você poderá tirar todas as suas dúvidas, avaliar sua reserva ovariana e entender quais são as possibilidades reais e os tratamentos mais indicados para você.

Na Huntington, nosso compromisso é oferecer acolhimento, excelência médica e a mais avançada tecnologia para que você possa realizar o seu sonho!

REFERÊNCIAS

KINDSFATHER, A. J. et al. Perturbations in imprinted methylation from assisted reproductive technologies but not advanced maternal age in mouse preimplantation embryos. Clinical Epigenetics, [S.l.], nov. 2019. DOI: https://doi.org/10.1186/s13148-019-0751-9.

LEVENSON, D. et al. The effects of advanced maternal age on T-cell subsets at the maternal–fetal interface prior to term labor and in the offspring: a mouse study. Clinical and Experimental Immunology, [S.l.], maio 2020. DOI: https://doi.org/10.1111/cei.13437.

LOPIAN, M.; KASHANI-LIGUMSKY, L.; MANY, A. A balancing act: navigating hypertensive disorders of pregnancy at very advanced maternal age, from preconception to postpartum. Journal of Clinical Medicine, [S. l.], v. 12, n. 14, 2023. DOI: https://doi.org/10.3390/jcm12144701.

SUN, M. et al. Effect of the interaction between advanced maternal age and pre-pregnancy BMI on pre-eclampsia and GDM in Central China. BMJ Open Diabetes Research & Care, 21 abr. 2023. DOI: https://doi.org/10.1136/bmjdrc-2023-003324.

WOOLDRIDGE, A. et al. Increased stiffness of omental arteries from late pregnant women at advanced maternal age. Bioscience Reports, [S. l.], 22 ago. 2023. DOI: https://doi.org/10.1042/BSR20230819.

Autores

Nossos Artigos

Usamos cookies em nosso site para fornecer a experiência mais relevante, lembrando suas preferências e visitas repetidas. Ao clicar em “Aceitar”, concorda com a utilização de TODOS os cookies.