Quantos óvulos uma mulher tem após os 30 anos?
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Quantos óvulos uma mulher tem após os 30 anos?

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Saber quantos óvulos uma mulher tem com o passar dos anos é uma dúvida comum e muito importante, especialmente para quem está planejando o futuro e considera a maternidade.

Compreender essa jornada, que começa antes mesmo do nosso nascimento, é o primeiro passo para tomar decisões conscientes sobre a sua saúde reprodutiva e e seu planejamento para ter filhos. Neste artigo, reunimos as principais informações sobre o assunto!

O que é a reserva ovariana e por que ela diminui?

A reserva ovariana é o termo que usamos para descrever a quantidade de óvulos (oócitos) disponíveis nos ovários de uma mulher em um determinado momento. Pense nela como um “estoque” de células reprodutivas que, ao contrário de outras células do corpo, não se renova ao longo da vida.

Uma mulher já nasce com todos os óvulos que terá. Estima-se que, ao nascer, ela possua cerca de 1 a 2 milhões de óvulos. Esse número diminui continuamente através de um processo natural chamado atresia, onde centenas de óvulos são perdidos a cada mês, independentemente de ciclos menstruais, uso de pílulas ou gestações.

Quantos óvulos uma mulher tem em cada fase da vida?

A diminuição da reserva ovariana segue um padrão previsível, embora a velocidade possa variar de mulher para mulher. O acompanhamento com um especialista é fundamental para uma avaliação individualizada, mas as estimativas gerais nos ajudam a entender esse processo.

Na puberdade

Ao chegar à primeira menstruação, a reserva ovariana já diminuiu significativamente. Nesta fase, a mulher tem, em média, de 300 a 500 mil óvulos.

Aos 30 anos

Aos 30 anos, a reserva ovariana costuma ser de aproximadamente 100 mil óvulos, o que corresponde a cerca de 10% a 12% do estoque inicial. Embora a queda continue, a fertilidade ainda é considerada alta nesta fase.

“Até essa idade, as mulheres apresentam seu pico de fertilidade. A partir desse período, ela começa a declinar gradualmente e se acentua após os 35 anos – e mais ainda depois dos 40”, explica a Dra. Claudia Gomes Padilla, especialista em reprodução assistida.

Aos 35 anos

Esta idade é frequentemente vista como um marco importante. A partir dos 35 anos, a queda na quantidade de óvulos se torna mais acentuada. Sendo assim, a reserva ovariana tem em torno de 25 mil óvulos.

Aos 40 anos e além

Aos 40 anos, a quantidade de óvulos disponíveis é consideravelmente menor, geralmente abaixo de 10 mil. A partir desse ponto, a reserva diminui rapidamente até se esgotar completamente na menopausa, que ocorre por volta dos 50 anos.

A qualidade dos óvulos também muda com a idade?

Sim, e este é um ponto de extrema importância. Não é apenas a quantidade de óvulos que diminui com o tempo, mas também a sua qualidade. Óvulos mais velhos têm uma maior probabilidade de apresentar alterações cromossômicas.

Essas alterações podem dificultar a fecundação, a implantação do embrião no útero ou aumentar os riscos de abortos espontâneos e síndromes genéticas no bebê. Por isso, a idade da mulher é um dos fatores mais determinantes para o sucesso de uma gestação.

Esse processo de envelhecimento natural do corpo está ligado ao acúmulo gradual de pequenas variações no DNA das células, conhecidas como mutações somáticas. Elas acontecem ao longo da vida e afetam diretamente a reserva e a qualidade dos óvulos, explicando parte dessa diminuição da qualidade.

Como posso saber qual é a minha reserva ovariana?

Embora não seja possível contar os óvulos um a um, existem exames que ajudam a estimar a reserva ovariana. Eles oferecem um panorama da sua fertilidade e são ferramentas valiosas para o planejamento reprodutivo.

Os principais métodos de avaliação são:

  • Dosagem do hormônio anti-Mülleriano (AMH): um exame de sangue que mede os níveis deste hormônio, produzido pelas células dos folículos ovarianos. Níveis mais altos geralmente indicam uma reserva maior;
  • Contagem de folículos antrais: realizada por meio de uma ultrassonografia transvaginal, esta avaliação conta o número de pequenos folículos visíveis nos ovários no início do ciclo menstrual.

No entanto, é fundamental que esses exames sejam solicitados e interpretados por um especialista em reprodução humana, que analisará os resultados dentro do seu contexto clínico completo.

É possível preservar a fertilidade para o futuro?

Sim. Para mulheres que desejam adiar a maternidade por motivos pessoais, profissionais ou de saúde, a medicina reprodutiva oferece uma opção segura e eficaz: o congelamento de óvulos.

Através de uma técnica avançada chamada vitrificação, os óvulos são congelados em velocidade ultrarrápida, preservando sua qualidade no momento da coleta. Dessa forma, eles podem ser utilizados no futuro em um tratamento de Fertilização In Vitro (FIV), com as mesmas chances de sucesso que teriam na idade em que foram congelados.

Entenda no vídeo a seguir por que o planejamento da fertilidade e o congelamento de óvulos antes dos 30 é importante.

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Qual o primeiro passo para planejar meu futuro reprodutivo?

Entender como a reserva ovariana funciona é um ato de autocuidado e planejamento. Afinal, o acesso à informação permite que você tome decisões alinhadas com seus desejos e seu tempo, sem a pressão do relógio biológico.

Primeiramente, o passo mais importante é conversar com um especialista em reprodução humana. Em uma consulta, você poderá tirar todas as suas dúvidas, realizar uma avaliação completa da sua fertilidade e conhecer as opções disponíveis para o seu caso, com um atendimento humano e personalizado.

Na Huntington, estamos comprometidos em ajudar você a transformar seus sonhos em vida. Agende uma conversa com nossa equipe e sinta-se segura para planejar seu futuro com a tranquilidade que você merece!

REFERÊNCIAS

COORENS, T. H. H. et al. The Somatic Mosaicism across Human Tissues Network. Nature, 02 jul. 2025. DOI: https://doi.org/10.1038/s41586-025-09096-7.

SHARMA, A.; DABHADKAR, S. Clinical pregnancy rate in intrauterine insemination and associated prognostic factors. Annals of African Medicine, [S.l.], out. 2025. DOI: https://doi.org/10.4103/aam.aam_176_24.

SIRISTATIDIS, C. S. et al. In vitro maturation in subfertile women with polycystic ovarian syndrome undergoing assisted reproduction. The Cochrane Database of Systematic Reviews, 06 fev. 2025. DOI: https://doi.org/10.1002/14651858.CD006606.pub5.

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