Duas mulheres e uma criança para ilustrar a dúvida: será que é possível um bebê com DNA de duas mães?

Bebê com DNA de duas mães é possível?

Explore este post com IA:ChatGPT Perplexity Claude Grok (X)

Ter um bebê com DNA de duas mães é um desejo profundo de muitos casais homoafetivos que buscam vivenciar a maternidade de forma compartilhada.

Atualmente, a medicina reprodutiva brasileira oferece caminhos sensíveis e éticos para que duas mulheres participem biologicamente da formação e do nascimento de um filho. Esse processo permite compartilhar a biologia do bebê de forma equilibrada entre as parceiras.

Casais de mulheres podem compartilhar a biologia do bebê por meio da fertilização recíproca, ou método ROPA. Nesse modelo, uma das parceiras fornece o DNA através do óvulo e a outra realiza a gestação, permitindo que ambas façam parte da criação da vida. Saiba mais sobre o procedimento!

É possível um bebê ter o DNA de duas mulheres?

Atualmente, não é possível criar um embrião utilizando apenas o DNA nuclear de dois óvulos, pois a vida exige o encontro de gametas femininos e masculinos. Na reprodução assistida para casais femininos, utiliza-se o óvulo de uma das parceiras e o sêmen de um doador de bancos confiáveis.00

O que é a gestação compartilhada ou método ROPA?

A gestação compartilhada, conhecida como recepção de oócitos da parceira (ROPA), é o procedimento que permite que as duas mulheres participem fisicamente do processo.

Nesse método, uma parceira fornece os óvulos enquanto a outra assume a responsabilidade de gestar o filho em seu útero. Assim, a criança terá um vínculo genético com quem doou o óvulo e um vínculo gestacional direto com a mãe que lhe deu à luz. Essa é uma forma humanizada de integrar o casal no desenvolvimento da vida.

É um projeto construído com o esforço e o amor de ambas as parceiras, unindo genética e gestação em um só caminho. Além disso, o tratamento possibilita uma vivência plena de maternidade para ambas.

Como funciona o processo do método ROPA?

O tratamento de Fertilização In Vitro (FIV) com o método ROPA segue etapas cuidadosas para proteger a saúde das mães e do bebê. O acesso a esses procedimentos exige que o casal esteja dentro de critérios de saúde específicos, sendo o acompanhamento médico indispensável.

  1. Estimulação ovariana: a parceira que doa os óvulos passa por um tratamento hormonal acompanhado;
  2. Coleta de óvulos: os óvulos são retirados com o auxílio de tecnologias de alta precisão para garantir total segurança;
  3. Fertilização: os óvulos encontram o sêmen do doador em um ambiente controlado de laboratório;
  4. Preparação uterina: a parceira gestante prepara seu corpo para receber o embrião com muito cuidado;
  5. Transferência: o embrião é colocado no útero, onde será nutrido e protegido durante os 9 meses.

O uso de tecnologias avançadas é essencial para garantir que todos os materiais aplicados permaneçam seguros no local desejado. Isso traz tranquilidade para o casal, sabendo que cada etapa complexa é monitorada com o máximo de rigor técnico.

Assista ao vídeo a seguir para entender o passo a passo da FIV e como o tratamento é realizado!

Passo a passo da FIV: entenda o tratamento | Huntington

Qual a influência da mãe gestante no desenvolvimento do bebê?

A mãe que gesta o bebê desempenha um papel que vai muito além de ser um abrigo para o crescimento da criança. Por meio da epigenética, o ambiente do útero pode influenciar como algumas características do bebê se manifestam ao longo da vida.

A ciência reforça que o vínculo biológico na gestação compartilhada é real e transformador.

“O útero não é só uma incubadora, um forno no qual eu coloco o embrião, sem nenhuma interferência. O embrião gerado tem características diferentes do que se estivesse em outro útero, há interferências epigenéticas do organismo em que se desenvolve”, explica o Dr. Ricardo Ceroni, geneticista.

Em outras palavras, o vínculo criado durante os meses de gestação é uma entrega profunda que molda a vida que está por vir. Essa troca constante entre mãe e filho define traços importantes do desenvolvimento neonatal.

Quais são as regras legais para a maternidade compartilhada no brasil?

O Conselho Federal de Medicina (CFM) autoriza o uso de técnicas de reprodução assistida para casais homoafetivos de forma clara. É permitido que o embrião formado por uma das parceiras seja transferido para o útero da outra, unindo as duas no processo biológico.

Além disso, no Brasil, o Registro Civil da criança é assegurado, permitindo que o nome das duas mães conste na certidão de nascimento desde o início. Essa segurança jurídica é um passo fundamental para que a nova família comece sua jornada com paz e proteção legal.

Como iniciar o sonho da maternidade compartilhada?

O primeiro passo é conversar com um especialista em reprodução humana para avaliar as condições de saúde de ambas. O médico analisará a reserva ovariana de uma das parceiras e as condições do útero da que deseja gestar.

Na Huntington, cada história é tratada com acolhimento, buscando sempre as melhores chances de sucesso para o tratamento. Afinal, o acompanhamento profissional cuidadoso garante que todas as etapas ocorram com tranquilidade, desde a escolha do doador até o aguardado teste de gravidez.

Quer saber mais? Agende uma consulta em uma unidade da Huntington para conhecer a nossa equipe e tirar todas as suas dúvidas sobre a maternidade compartilhada!

REFERÊNCIAS

DUBOIS, B. et al. A systematic review of reproductive technologies for shared conception in same sex female couples. Fertility and Sterility, [S. l.], set. 2024. DOI: https://doi.org/10.1016/j.fertnstert.2024.09.008. Acesso em: 17 mar. 2026.

Tisato V, D’Aversa E, Salvatori F, Sbracia M, Peluso G, Scarpellini F, Gemmati D. Epigenetic mechanisms in maternal-fetal crosstalk: inter- and trans-generational inheritance. Epigenomics. 2025 Dec;17(17):1303-1322. doi: 10.1080/17501911.2025.2568369. Epub 2025 Oct 6. PMID: 41051072; PMCID: PMC12674234.

WHITE, J. et al. Oocyte cryopreservation and reciprocal in vitro fertilization in a transgender man on long term testosterone gender-affirming hormone therapy: a case report. F&S Reports, [s. l.], nov. 2023. DOI: https://doi.org/10.1016/j.xfre.2023.11.004. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.xfre.2023.11.004. Acesso em: 17 mar. 2026.

Autores

Nossos Artigos

Usamos cookies em nosso site para fornecer a experiência mais relevante, lembrando suas preferências e visitas repetidas. Ao clicar em “Aceitar”, concorda com a utilização de TODOS os cookies.