7ª Revista Cria: conteúdos especiais sobre fertilidade, saúde reprodutiva e reprodução assistida
Ler Artigo
Com a permanência das mulheres no mercado de trabalho e a legislação que deixa clara a permissão de casais homoafetivos realizarem procedimentos de reprodução assistida, aumenta, a cada ano, o número de pessoas que procuram pelos serviços de produção independente.
No entanto, mesmo com o crescimento, ainda existem muitas dúvidas em torno da reprodução assistida. Quem pode se beneficiar dela? Como ela é possível? Qual é o passo a passo? São questões que, certamente, rodeiam a cabeça de muitas pessoas que procuram métodos alternativos de terem um filho.
Neste post, iremos esclarecer as principais dúvidas sobre o processo de produção independente.
A produção independente é a maneira que as mulheres contam para engravidar sem a necessidade de um parceiro do sexo masculino. Ela é possível graças ao avanço das técnicas de reprodução assistida. Com a ajuda da ciência, tanto mulheres que não possuem parceiros, quanto casais homoafetivos podem realizar o sonho de ter filhos a partir de uma produção independente. Mais à frente falaremos sobre cada um desses casos.
Na produção independente, o acompanhamento da gravidez começa bem antes dela acontecer, já no processo de gerar o embrião em um laboratório, ou seja, através da Fertilização in Vitro, que é a técnica de reprodução assistida mais utilizada nesses casos.
Uma mulher que deseja ter um filho sem um parceiro, irá precisar a ajuda de um banco de sêmen. O anonimato é a principal característica dessa doação: a lei brasileira não permite que o laboratório revele a identidade do doador e, tampouco, que ele saiba para quem o seu material foi doado. Assim, é garantido que ele não fará parte da família.
Você deve estar se perguntando se a mulher pode participar deste processo. Sim, ela pode. Antes de escolher, a futura mãe que optar pela produção independente consegue saber algumas características dos doadores, como altura, cor dos cabelos, dos olhos e da pele, tipo sanguíneo, profissão, origem étnica e hobby.
Para realizar a coleta dos gametas femininos, a mulher passa pelo processo de indução da ovulação, que é realizado com medicamentos. Caso ela tenha problemas na produção dos óvulos, ainda é possível realizar a FIV com a doação de ambos os gametas. O anonimato também é garantido à doadora e à receptora.
Após a coleta dos dos óvulos, é feita a fecundação em laboratório e o embrião é posicionado dentro do útero materno. Em cerca de 14 dias é possível realizar o exame que verifica o sucesso do procedimento e atesta a gravidez. No Brasil, é proibido por lei escolher o sexo da criança.
Em 2013, o Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou uma resolução que passou a deixar clara a permissão de casais homoafetivos procurarem o procedimento de fertilização in vitro. Para os casais formados por duas mulheres, o material genético masculino também vem da doação de sêmen. No entanto, é preciso escolher qual das duas futuras mães irá doar os óvulos e carregar o embrião.
Caso nenhuma das parceiras possua problemas de infertilidade, é permitida a gestação compartilhada, ou seja, uma das mulheres irá doar os óvulos e a outra carregará o embrião. Como a idade é um dos principais fatores que interferem na qualidade dos óvulos, é aconselhável que se opte pelo material da parceira mais jovem. A futura gestante, não deve ter probelmas médicos, nào sendo hipertensa, diabética, obesa ou epiléptica. A doação por parte de um parente das parceiras não é permitida.
Os casais homoafetivos masculinos que optarem pela produção independente e pela FIV irão precisar da doação de óvulos e de um útero doado temporariamente para o procedimento de gravidez.
O CFM determina que a ovodoação deve ser feita por mulheres que estão em tratamento de reprodução assistida. O casal que irá receber os óvulos pode ajudar nos custos da indução da ovulação. Estes óvulos serão fertilizados pelo sêmen de um deles e, após a fecundação, o material é inserido em um útero doado temporariamente por uma parente consanguínea de até 4º grau (mãe, avó, irmã, tia ou prima).
A fertilização in vitro é a técnica de reprodução assistida com as maiores taxas de sucesso, que variam de acordo com a idade da mulher. Criada na década de 70, ela surgiu para ajudar casais com problemas de infertilidade. Hoje, a FIV também é um processo de produção independente, sendo buscada por mulheres solteiras que desejam ter filhos e por casais homoafetivos.
Nos casos de produção independente, a FIV ocorre a partir da doação de sêmen ou da ovodoação – a doação de óvulos. Os materiais genéticos masculino e feminino são fecundados em laboratório e, após gerado o embrião, ele é transferido para o útero materno.
A Fertilização in Vitro, assim como todas as outras técnicas de reprodução assistida, deve ser realizada em uma clínica especializada em fertilidade e reprodução humana.
Gostou do conteúdo sobre produção independente? Você também pode baixar nosso e-book para entender de forma mais completa sobre o tema. Basta clicar na imagem abaixo: