Mulher grávida segurando a barriga após descobrir que é possível engravidar sem as trompas.

É possível engravidar sem as trompas? Entenda as possibilidades

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Se você já se perguntou se é possível engravidar sem as trompas, a resposta é sim, mas não de forma natural. Nesses casos, a concepção depende de técnicas de reprodução assistida.

Essa pergunta é comum para milhares de mulheres que passaram pela remoção das trompas, seja por uma gravidez ectópica, infecções ou como método contraceptivo definitivo.

A boa notícia é que a ausência das trompas não significa o fim da jornada para a maternidade. A ciência oferece caminhos seguros e eficazes para realizar esse sonho, como a Fertilização In Vitro (FIV).

Essa técnica de reprodução assistida é altamente eficaz, pois viabiliza a gestação e o nascimento seguro de bebês saudáveis. Entender a função desses órgãos é o primeiro passo para compreender as soluções disponíveis.

Qual é a função das trompas na gravidez natural?

As trompas de Falópio, ou tubas uterinas, são dois canais finos que conectam os ovários ao útero. Elas desempenham um papel central e indispensável no processo de concepção natural, que pode ser dividido em três etapas cruciais:

  • Captação do óvulo: após a ovulação, as fímbrias, que são projeções na extremidade da trompa, “capturam” o óvulo liberado pelo ovário;
  • Local da fecundação: é dentro da trompa que o óvulo encontra o espermatozoide. Esse é o único local onde a fertilização pode ocorrer naturalmente;
  • Transporte do embrião: uma vez fecundado, o óvulo se torna um embrião. A trompa, então, o nutre e o transporta por cerca de cinco dias até o útero, onde ele poderá se implantar e dar início à gestação.

Portanto, as trompas são a “ponte” indispensável que permite a união dos gametas e o transporte seguro do embrião. Sem essa ponte, o encontro simplesmente não acontece de forma espontânea.

Por isso, geralmente, para ajudar os médicos a identificar as causas da infertilidade e indicar o tratamento adequado, exames como a histerossalpingografia avaliam se as trompas estão desobstruídas.

Por que uma mulher pode não ter as trompas?

A ausência das trompas, condição que leva à infertilidade tubária, pode ocorrer por diversas razões. A cirurgia de remoção, chamada salpingectomia, é uma das causas mais comuns. No entanto, as principais indicações para esse procedimento incluem:

  • Laqueadura tubária: um método contraceptivo permanente no qual as trompas são cortadas, amarradas ou bloqueadas;
  • Gravidez ectópica: quando o embrião se implanta na própria trompa, uma condição grave que exige a remoção da estrutura afetada para proteger a vida da mulher;
  • Hidrossalpinge: acúmulo de líquido tóxico dentro da trompa, geralmente por infecção, que impede a gravidez e pode exigir sua remoção antes de um tratamento de fertilidade;
  • Endometriose severa: em casos graves, a doença pode danificar irreversivelmente as trompas, tornando a remoção necessária;
  • Prevenção de câncer: em mulheres com alto risco genético para câncer de ovário, como as portadoras de mutações nos genes BRCA, a remoção das trompas pode ser recomendada como medida profilática.

Então, como é possível engravidar sem as trompas?

Se as trompas são a ponte para a fecundação, a solução é criar uma “ponte alternativa”. E é exatamente isso que as técnicas de reprodução assistida fazem.

Bloqueios e lesões nas trompas são causas frequentes de infertilidade feminina, tornando o uso de tecnologias de reprodução assistida a principal alternativa para engravidar. A mais indicada e eficaz para mulheres sem trompas é a Fertilização in Vitro (FIV).

A FIV contorna completamente a necessidade das trompas, pois realiza em laboratório as etapas que naturalmente ocorreriam dentro delas. O processo permite que a mulher utilize seus próprios óvulos e que a gestação se desenvolva em seu útero, que geralmente não é afetado pela ausência das tubas.

Como a FIV funciona?

A FIV é um tratamento de alta complexidade que se tornou a esperança para milhões de casais em todo o mundo. O procedimento basicamente recria em um ambiente controlado as condições ideais para a fertilização.

O tratamento é dividido em algumas etapas principais, sempre com acompanhamento médico rigoroso:

  1. Estimulação ovariana: a mulher utiliza medicamentos hormonais para estimular seus ovários a produzir um número maior de óvulos maduros em um único ciclo;
  2. Coleta dos óvulos: por meio de um procedimento simples e rápido, guiado por ultrassom, os óvulos são aspirados diretamente dos ovários;
  3. Fertilização em laboratório: os óvulos coletados são unidos aos espermatozoides (do parceiro ou de um doador) em uma placa de cultura. A fecundação ocorre nesse ambiente controlado;
  4. Cultivo e desenvolvimento do embrião: os embriões formados são cultivados no laboratório por alguns dias, sob observação constante, até atingirem o estágio ideal para a transferência. Durante esse processo, entender o ambiente uterino da mulher pode ajudar na seleção dos embriões com maior potencial para uma gestação bem-sucedida;
  5. Transferência para o útero: o melhor embrião (ou embriões, conforme a avaliação médica) é transferido para o útero da mulher com um cateter fino, em um procedimento indolor. A partir daí, espera-se que ele se implante no endométrio e a gravidez evolua normalmente.

Assista ao vídeo a seguir para entender de forma prática como a FIV funciona:

Quando devo procurar um especialista em reprodução humana?

O acompanhamento especializado é fundamental, portanto, você deve procurar um médico especialista em reprodução humana assim que decidir que deseja engravidar, especialmente se você se enquadra em alguma das seguintes situações:

  • Possui diagnóstico de ausência das trompas (salpingectomia bilateral);
  • Realizou laqueadura e deseja uma nova gestação;
  • Tem diagnóstico de obstrução tubária severa ou hidrossalpinge;
  • Já passou por uma ou mais gestações ectópicas.

O especialista da Huntington fará uma avaliação completa da sua saúde reprodutiva, incluindo a função ovariana e a saúde do útero, para confirmar se a FIV é o melhor caminho e personalizar o tratamento para as suas necessidades.

O sonho da maternidade, mesmo sem as trompas, é uma possibilidade real com o suporte da medicina moderna. Agende uma consulta com a Huntington e planeje o seu futuro com segurança!

REFERÊNCIAS

ADEKOYA, A. O. et al. Hysterosalpingography and endocervical microbial assessment of infertile women in Ogun State, Nigeria. Ethiopian Journal of Health Sciences, [S. l.], v. 34, n. 4, 2024. DOI: https://doi.org/10.4314/ejhs.v34i4.3. Disponível em: https://doi.org/10.4314/ejhs.v34i4.3. Acesso em: 22 jul. 2026.

MAINDO ALONGO, M. A. et al. Unexplained infertility’s determinants, correlation with bacterial vaginosis and anti-sperm antibodies among Congolese women: a case‒control study. BMC Women’s Health, 2025. DOI: https://doi.org/10.1186/s12905-025-04102-6. Acesso em: 22 jul. 2026.

SHEN, H. et al. Factors affecting the success of fallopian tube recanalization in treatment of tubal obstructive infertility. Journal of International Medical Research, [S. l.], 15 dez. 2020. DOI: https://doi.org/10.1177/0300060520979218. Acesso em: 22 jul. 2026.

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