Saber o que é infertilidade e quando buscar ajuda é fundamental para que o tempo não se torne um obstáculo na busca pela gravidez. Trata-se de uma condição que muitas vezes age de forma silenciosa, afetando o sonho de formar uma família.
De modo geral, ela é definida pela ausência de gravidez após 1 ano de tentativas com relações sexuais frequentes e sem proteção. Esse período é o sinal para buscar uma avaliação médica especializada e entender o que está acontecendo.
Afinal, o que é infertilidade?
A infertilidade é caracterizada pela dificuldade para engravidar ou conseguir manter uma gestação saudável até o fim. Ela pode ser dividida em duas categorias, dependendo do histórico de cada pessoa ou casal:
- Infertilidade primária: ocorre quando o casal nunca conseguiu confirmar uma gravidez anteriormente. É o termo usado para quem enfrenta dificuldades logo na primeira tentativa;
- Infertilidade secundária: acontece quando o casal já teve ao menos uma gestação prévia, independente de ter tido o bebê ou não. Nesses casos, a dificuldade de conceber ou manter a gravidez surge após um histórico de fertilidade positiva.
Essa distinção ajuda os médicos a pedirem os exames mais assertivos para cada situação específica.
Quais as causas mais comuns da infertilidade feminina?
A saúde reprodutiva da mulher depende de um equilíbrio delicado entre hormônios, anatomia e bem-estar geral. Por isso, diversos fatores podem interferir nesse processo, desde questões genéticas até hábitos cotidianos de vida.
As causas podem ser físicas, como obstruções nas trompas ou presença de miomas que dificultam o encontro do espermatozoide com o óvulo. Além disso, distúrbios de ovulação, como a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), são motivos muito comuns de busca por auxílio.
Questões hormonais também são pontos de atenção essenciais durante a investigação médica. De acordo com uma meta-análise publicada no periódico The Indian Journal of Medical Research, o hipotireoidismo tem uma prevalência significativa entre mulheres que enfrentam dificuldades reprodutivas.
Outro fator determinante é a endometriose, uma condição inflamatória que pode afetar a qualidade dos óvulos e a receptividade do útero. Além disso, vale destacar que a idade da mulher é um fator biológico crucial, pois a reserva ovariana diminui naturalmente com o passar dos anos.
De acordo com a Dra. Camila Campos, especialista em reprodução assistida, “várias condições médicas podem afetar a reserva ovariana. As mais comuns são: endometriose, cistos no ovário, câncer, menopausa precoce, doenças da tireoide e doenças autoimunes”. Por isso, realizar exames hormonais completos é indispensável para quem deseja engravidar.
O que pode causar a infertilidade masculina?
Primeiramente, é fundamental derrubar o mito de que a dificuldade de conceber é uma questão apenas feminina. O fator masculino é responsável por cerca de metade dos casos de infertilidade entre os casais. Além disso, por ser uma condição frequentemente silenciosa no homem, a avaliação do parceiro deve ser feita desde o início.
As causas masculinas geralmente estão relacionadas à produção, ao movimento ou ao formato dos espermatozoides.
A varicocele, que é a dilatação das veias no escroto, é a causa tratável mais comum de infertilidade no homem. Outros fatores incluem infecções passadas, alterações nos hormônios e fatores ambientais, como o tabagismo.
Quando o casal deve buscar ajuda especializada?
O tempo de espera para procurar um especialista depende muito da idade da mulher, que é o principal marcador da fertilidade do casal. No entanto, a definição padrão para buscar avaliação médica é a ausência de gravidez após 1 ano de tentativas constantes sem proteção.
- Mulheres com menos de 35 anos: o casal deve tentar naturalmente por até 12 meses antes de buscar ajuda;
- Mulheres entre 35 e 39 anos: a recomendação é procurar um especialista após 6 meses de tentativas;
- Mulheres com 40 anos ou mais: a busca por orientação médica deve ser imediata para preservar as chances.
Além da idade, casais com histórico de ciclos menstruais irregulares ou cirurgias pélvicas devem antecipar a consulta. Ou seja, não é necessário esperar o prazo de um ano se você já sabe que possui alguma condição que afeta a reprodução.
Como é feito o diagnóstico de infertilidade?
O diagnóstico começa com uma consulta acolhedora com um especialista sobre o histórico de saúde e a rotina do casal. A partir disso, o médico solicitará exames para avaliar a reserva ovariana, a saúde das trompas e a anatomia do útero na mulher.
Para o homem, o exame principal é o espermograma, que analisa a quantidade e a qualidade dos espermatozoides. Com esses resultados, é possível identificar a causa e propor o tratamento mais adequado para cada realidade. As opções podem ir desde o coito programado até técnicas como a Fertilização In Vitro (FIV).
Assista ao vídeo abaixo e entenda quais os primeiros passos e exames necessários para investigar a infertilidade!
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REFERÊNCIAS
BENKSIM, A. et al. Medical characteristics and therapeutic approaches used to treat primary and secondary infertile women. Iranian Journal of Public Health, [s. l.], 2018. Disponível em: https://ijph.tums.ac.ir/.
IS infertility a disease and does it matter? Bioethics, [s. l.], 14 ago. 2018. DOI: https://doi.org/10.1111/bioe.12495. Disponível em: https://doi.org/10.1111/bioe.12495. Acesso em: 17 mar. 2026.
OJHA, P. R.; KUMAR, A.; KUMAR, R. Pooled prevalence of hypothyroidism among Indian females with infertility: a systematic review & meta-analysis. The Indian Journal of Medical Research, [S. l.], set. 2024. DOI: https://doi.org/10.25259/IJMR_987_23. Disponível em: https://doi.org/10.25259/IJMR_987_23. Acesso em: 17 mar. 2026.



