Qual a melhor idade para engravidar? Entenda o relógio biológico
Casal sentado abraçado, pesquisando qual a melhor idade para engravidar.

Qual a melhor idade para engravidar? Entenda o seu relógio biológico

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A pergunta sobre qual a melhor idade para engravidar faz parte do planejamento de vida de muitas pessoas. Sabemos que essa é uma decisão que envolve sonhos, carreira e estabilidade, mas também um fator fundamental: o relógio biológico.

É importante destacar que o envelhecimento biológico do sistema reprodutivo feminino, que impacta diretamente a fertilidade, pode ter um ritmo diferente da idade cronológica. Isso significa que o “relógio” de cada mulher pode variar, sendo único para cada uma.

Entenda como funcionam as fases da fertilidade e alinhe as suas expectativas pessoais com as possibilidades que o seu corpo oferece em cada etapa da vida!

Qual a melhor idade para engravidar, segundo a biologia?

Do ponto de vista puramente biológico, a fase de maior fertilidade da mulher ocorre entre os 20 e os 30 anos. Isso porque, nesse período, o corpo feminino está no auge de sua capacidade reprodutiva, com óvulos (oócitos) em maior quantidade e com melhor qualidade.

Essa qualidade está diretamente ligada a menores taxas de alterações cromossômicas, o que diminui os riscos de abortamentos e de síndromes genéticas no bebê. Portanto, biologicamente, esse é o período mais favorável para uma gestação natural e saudável.

No vídeo a seguir, confira alguns pontos-chave antes de decidir qual a melhor idade para engravidar.

Qual a idade ideal para engravidar? | Huntington

Como a fertilidade feminina muda com o passar dos anos?

A fertilidade não é estática, portanto, se altera ao longo da vida da mulher. Isso ocorre porque a chamada reserva ovariana, que é o número de óvulos disponíveis, diminui progressivamente desde o nascimento. Essa redução se deve à diminuição da qualidade e quantidade dos óvulos, além de mudanças no útero que podem dificultar a concepção e o desenvolvimento inicial do embrião.

“Até os 30 anos, as mulheres apresentam seu pico de fertilidade. A partir desse período, ela começa a declinar gradualmente e se acentua após os 35 anos – e mais ainda depois dos 40”, explica a Dra. Beatriz Passaro, especialista em reprodução assistida.

A fertilidade dos 20 aos 30 anos

Dos 20 aos 30 anos é pico da fertilidade, então, as chances de engravidar naturalmente são mais altas, chegando a cerca de 25% por ciclo menstrual. Os riscos de complicações na gestação, como diabetes gestacional e hipertensão, também são estatisticamente menores.

Depois dos 35 anos

A partir dos 35 anos, a queda na quantidade e na qualidade dos óvulos se torna mais acentuada. Isso não significa que a gravidez seja impossível, mas as chances de concepção natural diminuem. Estima-se que a probabilidade de engravidar por ciclo caia para cerca de 10%.

Também vale destacar que, nessa fase, também há um aumento nos riscos de condições como a endometriose e miomas, que podem impactar a fertilidade. Além disso, as chances de alterações cromossômicas no feto são maiores.

Após os 40 anos

Depois os 40 anos, os desafios para uma gestação natural são maiores, pois a reserva ovariana já está significativamente reduzida e a qualidade dos óvulos disponíveis é menor. As chances de engravidar naturalmente ficam em torno de 5% por ciclo.

No entanto, com o avanço da medicina reprodutiva, muitas mulheres realizam o sonho da maternidade nesta fase da vida com segurança e acompanhamento médico especializado.

A fertilidade masculina também é influenciada pela idade?

Sim, embora de forma mais gradual que na mulher. A partir dos 40 anos, pode ocorrer uma queda na produção e na qualidade dos espermatozoides. Consequentemente, isso pode influenciar o tempo para se obter a gestação e aumentar discretamente os riscos de algumas condições genéticas para o bebê.

Dessa forma, o planejamento familiar deve considerar a idade de ambos os parceiros. Uma avaliação da saúde reprodutiva do casal é sempre recomendada quando se decide iniciar as tentativas.

Quais são os fatores a considerar além da biologia?

A decisão de ter um filho vai muito além da fertilidade e deve levar em conta o seu momento de vida. Portanto, a “melhor idade” é uma combinação de fatores biológicos e pessoais. Alguns pontos importantes são:

  • Estabilidade profissional e financeira: ter segurança para receber um novo membro na família;
  • Maturidade emocional: sentir-se preparada para os desafios e alegrias da maternidade;
  • Relacionamento: contar com um parceiro ou uma rede de apoio sólida e presente.

“Há também a questão social, porque antes dos 30 anos, geralmente, as mulheres não pensam muito na questão da maternidade, ter filhos acaba ficando um pouco mais longe dos pensamentos. Por volta dos 30 anos, é possível ponderar se a maternidade é uma questão que será concretizada naquele momento ou se será postergada. É, então, uma boa oportunidade também do lado psicológico e social”, pondera a Dra. Beatriz Passaro.

Como a reprodução assistida pode ajudar no planejamento familiar?

As técnicas de reprodução assistida são grandes aliadas para quem deseja planejar a maternidade com mais autonomia e segurança. Isso porque ela oferece caminhos para que você possa tomar suas decisões de forma mais alinhada com seus projetos de vida.

Congelamento de óvulos: uma forma de preservar a fertilidade

O congelamento de óvulos, ou criopreservação, é uma técnica que permite “pausar” o relógio biológico.

Em resumo, a mulher passa por uma estimulação ovariana para que seus óvulos sejam coletados e congelados (vitrificados) com a qualidade da idade em que o procedimento foi feito, para uso futuro.

Fertilização in Vitro: um caminho para realizar o sonho da maternidade

A Fertilização in Vitro (FIV) é um tratamento no qual a fecundação do óvulo pelo espermatozoide ocorre em laboratório.

O embrião formado é, então, transferido para o útero. A FIV pode ser uma solução para casais com dificuldade de engravidar por diversos fatores, incluindo a idade avançada.

Qual o primeiro passo para quem está planejando engravidar?

O primeiro e o mais importante passo é buscar orientação médica, pois um especialista em reprodução humana pode solicitar exames para avaliar a sua reserva ovariana e saúde reprodutiva geral, oferecendo um panorama claro de possibilidades.

Na Huntington, entendemos que cada jornada é única. Por isso, oferecemos um atendimento humano e individualizado, utilizando a ciência e a tecnologia para ajudar você a realizar os seus sonhos. Agende uma conversa com nossos especialistas e planeje o seu futuro com mais tranquilidade e informação!

REFERÊNCIAS

BALOUGH, J. L. et al. Hallmarks of female reproductive aging in physiologic aging mice. Nature aging, Dez. 2024. DOI: https://doi.org/10.1038/s43587-024-00769-y.

FEUZ, M. B. et al. Current Insights & a Potential Role of NAD in the Reproductive Health of Aging Fathers and Their Children. Reproduction (Cambridge, England), abr. 2024. DOI: https://doi.org/10.1530/REP-23-0486.

KNIGHT, A. K.; SPENCER, J. B.; SMITH, A. K. DNA methylation as a window into female reproductive aging. Epigenomics, [S.l.], 2023. DOI: https://doi.org/10.2217/epi-2023-0298.

LOU, C. et al. Association of female reproductive traits with altered aging trajectories: Insights from genetic and observational analyses. Cell Reports Medicine, [S.l.], 16 dez. 2025. DOI: https://doi.org/10.1016/j.xcrm.2025.102481.

MITCHELL, S. E. et al. Reproduction has immediate effects on female mortality, but no discernible lasting physiological impacts: A test of the disposable soma theory. Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America, [s.l.], [s.d.]. DOI: https://doi.org/10.1073/pnas.2408682121.

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