Quando ocorre a nidação e quais são os sintomas?
Entender quando ocorre a nidação é um passo fundamental na jornada de quem sonha com a maternidade. Trata-se da implantação do embrião no útero, um processo que pode ou não apresentar sinais visíveis, gerando muitas dúvidas e ansiedade.
Esse evento representa o início da gravidez, um momento delicado e cheio de expectativas. Por isso, neste artigo, tiramos as principais dúvidas sobre a fase de nidação!
O que é a nidação e por que ela é tão importante?
A nidação, também conhecida como implantação, é o processo em que o embrião, após ser fecundado e viajar pelas trompas, se fixa na parede interna do útero, o endométrio. Esse é um marco biológico essencial para o desenvolvimento da gestação.
Para que essa fixação ocorra com sucesso, o útero precisa estar em um estado ideal e em um momento muito específico, conhecido como “janela de implantação”. Esse período exige grandes alterações bioquímicas no revestimento interno do útero para se tornar receptivo.
Essa “porta de entrada” para o embrião é transitória, ou seja, o útero permanece receptivo por um período muito curto de tempo, permitindo que o embrião se fixe.
Sua importância é total, pois é a partir dessa fixação que o corpo começa a produzir o hormônio gonadotrofina coriônica humana (hCG), que é detectado nos testes de gravidez.
Quando ocorre a nidação?
A nidação geralmente ocorre entre 6 e 12 dias após a ovulação e a fecundação. Esse período corresponde à jornada do embrião desde a tuba uterina até o útero, mas o tempo pode variar de mulher para mulher e de ciclo para ciclo.
O processo acontece em um período muito curto, chamado “janela de implantação”, que geralmente se manifesta entre o 19º e o 22º dia em um ciclo menstrual padrão de 28 dias.
Alguns estudos indicam que essa janela pode ocorrer um pouco mais tarde, entre o 22º e o 24º dia do ciclo menstrual, enfatizando a precisão do momento. No entanto, o período mais comum para a nidação é de 6 a 10 dias após a ovulação.
Após a fecundação do óvulo pelo espermatozoide, o embrião recém-formado inicia um processo de divisão celular enquanto se move em direção ao útero. Ao chegar, ele precisa encontrar um endométrio preparado para recebê-lo e, então, se implantar.
Quais são os possíveis sintomas da nidação?
Os sintomas da nidação são sutis e nem todas as mulheres os percebem. Portanto, é fundamental destacar que a ausência de sinais não significa que a implantação não ocorreu. Afinal, muitas gestações começam sem nenhum sintoma aparente.
Quando presentes, os principais sintomas podem incluir:
- Pequeno sangramento: geralmente, um sangramento muito leve, que pode variar de um tom rosado a um marrom escuro, semelhante a uma “borra de café”;
- Cólicas leves: pontadas ou um leve desconforto no baixo ventre, normalmente menos intensas que as cólicas menstruais;
- Sensibilidade nos seios: um leve aumento da sensibilidade ou inchaço nas mamas, devido às alterações hormonais iniciais.
Contudo, vale ressaltar que esses sinais podem ser facilmente confundidos com o período pré-menstrual, o que reforça a necessidade de aguardar o momento certo para realizar um teste de gravidez.
Como diferenciar o sangramento de nidação da menstruação?
As principais diferenças entre o sangramento de nidação e de menstruação estão no volume, na cor e na duração. Sendo assim, o acompanhamento do próprio ciclo e a observação atenta podem ajudar a identificar as características.
Características do sangramento de nidação
- Volume: é mínimo, muitas vezes aparecendo apenas como pequenas manchas na roupa íntima ou no papel higiênico;
- Cor: varia de rosa claro a marrom, raramente vermelho vivo;
- Duração: costuma durar de algumas horas ou até cerca de três dias.
Características do sangramento menstrual
- Volume: o fluxo é mais intenso e contínuo, necessitando do uso de absorventes;
- Cor: inicia com um tom mais escuro ou marrom e evolui para um vermelho vivo;
- Duração: dura, em média, de três a sete dias.
Depois da nidação, quando posso fazer o teste de gravidez?
Como a nidação dá início à produção de hCG, é preciso esperar que os níveis desse hormônio estejam altos o suficiente para serem detectados pelos testes.
Estima-se que os níveis de hCG dobrem a cada 48 a 72 horas no início da gestação. Por isso, a recomendação médica é aguardar o atraso menstrual para realizar o teste de farmácia ou o exame de sangue (Beta hCG), pois os resultados serão mais confiáveis.
A nidação acontece da mesma forma na Fertilização in Vitro?
Sim, o processo biológico da implantação do embrião no endométrio é o mesmo na gestação espontânea e nos tratamentos de reprodução assistida, como a Fertilização In Vitro (FIV). Em resumo, a principal diferença está no controle do tempo.
Geralmente, na FIV, a janela de implantação ocorre de 1 a 5 dias após a transferência de um embrião em estágio de blastocisto, tornando o acompanhamento dos prazos mais preciso.
A seguir, assista a um resumo sobre o tratamento de FIV e entenda todos os passos essenciais:
Quando devo procurar um especialista?
A jornada para realizar o sonho da maternidade é única e muito pessoal. Portanto, se você tem dúvidas sobre o seu ciclo, os sinais de nidação ou está tentando engravidar há algum tempo sem sucesso, conversar com um especialista em reprodução humana é o passo mais acolhedor e seguro.
Um profissional da área poderá avaliar o seu caso de forma individualizada, oferecer o diagnóstico correto e indicar os melhores caminhos.
Na Huntington, estamos comprometidos em cuidar de cada detalhe da sua jornada, com excelência médica e um atendimento humano e personalizado. Agende uma consulta e vamos juntos transformar o seu sonho em vida!
REFERÊNCIAS
CHEN, H.; DENG, W.; ZHAO, X. Uterine luminal epithelium as the transient gateway for embryo implantation. Trends in endocrinology and metabolism: TEM, [s. l.], dez. 2019. DOI: https://doi.org/10.1016/j.tem.2019.11.008. Disponível em: [URL NÃO FORNECIDA]. Acesso em: [DATA DE ACESSO NÃO FORNECIDA]
JIANG, N. X.; LI, X. L. The complicated effects of extracellular vesicles and their cargos on embryo implantation. Frontiers in Endocrinology, [s. l.], 4 jun. 2021. DOI: https://doi.org/10.3389/fendo.2021.681266. Disponível em: [URL NÃO FORNECIDA]. Acesso em: [DATA DE ACESSO NÃO FORNECIDA]
LI, M. et al. Transcriptome profiling reveals superovulation with the gonadotropin-releasing hormone agonist trigger impaired embryo implantation in mice. Frontiers in Endocrinology, [s. l.], 26 fev. 2024. DOI: https://doi.org/10.3389/fendo.2024.1354435. Disponível em: [URL NÃO FORNECIDA]. Acesso em: [DATA DE ACESSO NÃO FORNECIDA]
MUTER, J. et al. Human embryo implantation. Development (Cambridge, England), [s. l.], maio 2023. DOI: https://doi.org/10.1242/dev.201507. Disponível em: [URL NÃO FORNECIDA]. Acesso em: [DATA DE ACESSO NÃO FORNECIDA]
ZEHORAI, E. et al. Enhancing uterine receptivity for embryo implantation through controlled collagenase intervention. Life Science Alliance, [s. l.], 16 ago. 2024. DOI: https://doi.org/10.26508/lsa.202402656. Disponível em: [URL NÃO FORNECIDA]. Acesso em: [DATA DE ACESSO NÃO FORNECIDA]