Mulher com expressão preocupada avalia seu corpo no espelho, representando as questões sobre quem tem hipertireoidismo pode engravidar

Quem tem hipertireoidismo pode engravidar sem riscos?

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Um diagnóstico de saúde pode trazer muitas dúvidas, mas para a mulher que se pergunta se quem tem hipertireoidismo pode engravidar, a resposta é: sim, é possível realizar sonho de ser mãe! No entanto, a gestação exige um planejamento cuidadoso e acompanhamento médico especializado para ser segura e saudável.

O hipertireoidismo é uma condição em que a glândula tireoide produz hormônios (T3 e T4) em excesso. Esses hormônios são essenciais para regular o metabolismo do corpo todo, incluindo o sistema reprodutivo. Por isso, seu desequilíbrio pode impactar tanto a capacidade de conceber quanto o desenvolvimento da gravidez.

Qual é a relação entre hipertireoidismo e fertilidade?

O equilíbrio hormonal é a base para um ciclo menstrual regular e, consequentemente, para a fertilidade. Sendo assim, quando a tireoide está hiperativa, o excesso de hormônios tireoidianos pode interferir diretamente no eixo que regula a função dos ovários, afetando a ovulação.

Dessa forma, o hipertireoidismo não tratado pode levar a irregularidades menstruais, como ciclos mais curtos, mais longos ou até mesmo a ausência de menstruação (amenorreia). A dificuldade para engravidar muitas vezes está ligada a esses ciclos anovulatórios, ou seja, ciclos em que o ovário não libera um óvulo.

“Além disso, o ambiente uterino também pode ser afetado, dificultando a implantação do embrião. A boa notícia é que, com o tratamento adequado e o controle dos níveis hormonais, a função ovulatória e a regularidade do ciclo tendem a se normalizar, restaurando a fertilidade da mulher”, explica a Dra. Gersia Viana, especialista em reprodução assistida.

Quais são os riscos do hipertireoidismo não controlado na gestação?

Uma vez que a gravidez ocorre, manter o hipertireoidismo sob controle é fundamental para a saúde da mãe e do bebê. Isso porque a condição não tratada pode trazer resultados desfavoráveis para a gestação.

A gestação com a doença descompensada aumenta a probabilidade de diversas complicações, que precisam ser prevenidas com um acompanhamento médico rigoroso.

Riscos para a mãe

Para a gestante, os principais riscos associados ao hipertireoidismo não controlado incluem:

  • Pré-eclâmpsia: uma forma grave de pressão alta que pode surgir durante a gestação;
  • Parto prematuro: o nascimento do bebê antes das 37 semanas completas;
  • Descolamento de placenta: uma complicação séria em que a placenta se separa do útero antes do parto;
  • Insuficiência cardíaca congestiva: ocorre quando o coração não consegue bombear sangue suficiente para o corpo;
  • Tempestade tireotóxica: uma complicação rara, mas extremamente grave, de piora súbita dos sintomas.

Riscos para o bebê

O feto também fica vulnerável aos efeitos do desequilíbrio hormonal materno. O hipertireoidismo não tratado na gestação pode levar a desfechos negativos para o bebê, incluindo o risco de perda fetal e parto prematuro.

Entre os principais riscos, podemos citar:

  • Baixo peso ao nascer: o bebê pode nascer com peso abaixo do esperado para a idade gestacional;
  • Restrição de crescimento intrauterino: ele não cresce no ritmo adequado dentro do útero;
  • Tireotoxicose neonatal: o bebê pode nascer com a tireoide temporariamente hiperativa devido à passagem de anticorpos maternos pela placenta;
  • Aumento do risco de aborto espontâneo: especialmente no primeiro trimestre da gestação.

Como é feito o planejamento e o tratamento para engravidar com segurança?

Planejamento é a palavra-chave para uma gestação segura em mulheres com hipertireoidismo, pois o ideal é que a doença esteja totalmente controlada antes mesmo de iniciar as tentativas de engravidar. Esse cuidado pré-gestacional é essencial para reduzir os riscos tanto para a mãe quanto para o bebê durante toda a gravidez.

O processo envolve uma equipe multidisciplinar, geralmente composta por um endocrinologista e um especialista em reprodução humana.

O primeiro passo é alcançar o que os médicos chamam de eutireoidismo, que é o estado de normalidade dos hormônios tireoidianos. Para isso, o médico endocrinologista ajustará o tratamento, que geralmente envolve medicamentos antitireoidianos.

A escolha do fármaco e da dose é feita de forma cuidadosa, priorizando as opções mais seguras para uma futura gestação. No primeiro trimestre, por exemplo, o medicamento Propilthiouracil (PTU) é frequentemente recomendado pelos médicos. Isso se deve ao fato de apresentar um perfil de segurança mais favorável para o desenvolvimento do bebê nesse período inicial.

Durante toda a gravidez, o monitoramento dos níveis hormonais deve ser constante, com exames de sangue periódicos. A necessidade de hormônios pode mudar ao longo dos trimestres, e o médico precisará ajustar a medicação para garantir que os níveis permaneçam estáveis, protegendo a mãe e o bebê.

Além disso, é importante destacar que, mesmo mulheres que passaram por tratamentos como cirurgia ou iodo radioativo para o hipertireoidismo, há chances de apresentar descontrole da tireoide durante a gestação. Isso reforça a vigilância contínua e a importância de ajustes na medicação ao longo de todo o período gestacional.

Os tratamentos de reprodução assistida podem ajudar?

Na maioria dos casos, o controle do hipertireoidismo é suficiente para restaurar a ovulação e permitir uma concepção natural. No entanto, se a dificuldade para engravidar persistir ou se houver outros fatores de infertilidade associados, os tratamentos de reprodução assistida podem ser um caminho seguro e eficaz.

Técnicas como a Fertilização In Vitro (FIV) permitem que a fecundação ocorra em laboratório, selecionando o embrião de melhor qualidade para ser transferido ao útero. Contudo, é fundamental que, mesmo durante um tratamento como a FIV, os níveis da tireoide estejam completamente controlados para garantir um ambiente uterino receptivo e maximizar as chances de sucesso.

Qual o próximo passo para realizar o sonho da maternidade?

Ter hipertireoidismo não significa abrir mão do sonho de ter um filho, apenas revela a necessidade de um cuidado especial e de um planejamento detalhado. O acompanhamento médico com especialistas experientes é o que transforma a incerteza em segurança, permitindo uma gestação tranquila e saudável.

Portanto, se você tem hipertireoidismo e deseja engravidar, o caminho começa com uma conversa acolhedora e informativa. Na Huntington, nossa equipe está preparada para avaliar seu caso de forma individualizada, integrando o cuidado endocrinológico e reprodutivo para fazer dos seus sonhos a sua vida. Agende uma consulta e dê o primeiro passo com confiança!

REFERÊNCIAS

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