7ª Revista Cria: conteúdos especiais sobre fertilidade, saúde reprodutiva e reprodução assistida
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As tubas uterinas desempenham um papel central para a fertilidade e o sonho de construir uma família. Entender a sua função é o primeiro passo para cuidar da saúde reprodutiva, pois elas são muito mais do que uma simples conexão entre os ovários e o útero, são fundamentais para que a concepção natural ocorra.
Na verdade, problemas nas tubas uterinas e nas regiões próximas são considerados as principais causas de infertilidade feminina, reforçando a importância fundamental dessas estruturas para a concepção.
Qualquer alteração em seu funcionamento pode representar um desafio para engravidar, mas a medicina reprodutiva oferece caminhos eficazes e esperança.
As tubas uterinas, também conhecidas como trompas de Falópio, são dois canais finos e flexíveis, um de cada lado do útero. Cada tuba tem cerca de 10 centímetros de comprimento e se estende em direção a um dos ovários, conectando-os à cavidade uterina.
Elas fazem parte do sistema reprodutor feminino e sua estrutura é projetada para realizar funções complexas e perfeitamente sincronizadas com o ciclo menstrual, sendo essenciais para o processo de fecundação.
O papel das tubas uterinas é dinâmico e crucial para a fertilidade, pois é um caminho de passagem que possibilita o encontro entre o óvulo e o espermatozoide. Ou seja, elas são essenciais não apenas para capturar o óvulo liberado, mas também para facilitar o transporte do espermatozoide e do embrião recém-formado. Suas principais funções incluem:
A saúde das tubas uterinas é um fator determinante para a concepção natural, já que quando a estrutura ou a função está comprometida, a fertilidade pode ser afetada.
Estima-se que fatores tubários estejam entre as principais causas de infertilidade feminina. Globalmente, as disfunções nas tubas uterinas, incluindo bloqueios e anormalidades, representam 25% a 35% dos casos de infertilidade feminina.
Os problemas mais comuns são:
Muitas vezes, os problemas nas tubas são silenciosos e não apresentam sintomas claros. Por isso, a investigação da saúde tubária faz parte da avaliação inicial de casais com dificuldade para engravidar.
Os principais exames para verificar a permeabilidade das tubas é a histerossalpingografia (HSG – exame de raio-X com contraste) e a histerossonografia (um exame de ultrassom ginecológico transvaginal que utiliza soro fisiológico para dilatar a cavidade uterina). Trata-se de um exame de raio-X com contraste que permite visualizar o interior do útero e das tubas, identificando possíveis obstruções. Em casos selecionados, a videolaparoscopia pode ser indicada para um diagnóstico mais detalhado.
Sim, é possível realizar o sonho da maternidade mesmo diante de um diagnóstico de fator tubário. Para muitas mulheres, a solução está nos tratamentos de reprodução assistida, especialmente na Fertilização In Vitro (FIV).
“A Fertilização In Vitro permite que a fecundação ocorra fora do corpo, contornando as obstruções nas tubas e proporcionando melhores chances de sucesso. No procedimento, é feita a coleta dos óvulos e espermatozoides, que são fertilizados em laboratório antes de serem implantados no útero”, explica a Dra. Gabriella Ferreira, especialista em reprodução assistida.
Dessa forma, a função de captura e transporte da tuba deixa de ser necessária para que a gravidez aconteça.
Entender o funcionamento do seu corpo é um ato de cuidado e o primeiro passo para uma jornada de fertilidade consciente. As tubas uterinas são estruturas incríveis, mas delicadas, e merecem atenção. Portanto, se você está tentando engravidar ou tem dúvidas sobre sua saúde reprodutiva, a orientação médica é essencial.
Na Huntington, acolhemos sua história e seus sonhos com uma equipe de especialistas dedicada a oferecer um diagnóstico preciso e um plano de tratamento individualizado. Agende uma consulta e descubra os melhores caminhos para você!
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