7ª Revista Cria: conteúdos especiais sobre fertilidade, saúde reprodutiva e reprodução assistida
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Um dos motivos que levam casais a procurar ajuda médica na hora de engravidar é a baixa reserva ovariana, que corresponde à diminuição da quantidade de óvulos disponíveis no corpo da mulher para a fecundação. A medicina vem desenvolvendo diversos métodos que auxiliam na análise dessa reserva, e o hormônio antimülleriano (HAM) é um deles, muito utilizado atualmente.
Também chamado de Substância Inibidora Mülleriana (MIS), esse hormônio é produzido pelas células do ovário e desempenha função importante na fisiologia ovariana, regulando o crescimento e desenvolvimento dos folículos (foliculogênese) durante a vida reprodutiva. Sua presença no corpo da mulher se inicia com o nascimento e o acompanha até a menopausa.

A análise é realizada através de exame de sangue simples e a dosagem do hormônio antimülleriano, que pode variar de < 0,16 ng/ml (baixa resposta) a > 4,0 ng/ml (alta resposta), é proporcional à reserva ovariana: quanto menor a sua taxa, mais baixa também será a quantidade e a qualidade dos óvulos disponíveis para serem fecundados, e vice-versa.
O HAM é um dos exames que oferece a estimativa mais aproximada da quantidade de óvulos que uma mulher pode produzir, já que ainda não é possível saber o número exato. E, diferentemente de outros tipos de teste, a vantagem é que ele pode ser realizado em qualquer etapa do ciclo menstrual sem sofrer variações e, inclusive, mesmo com o uso de anticoncepcionais.
Além de um importante marcador da reserva ovariana, o hormônio antimülleriano (HAM) também auxilia pacientes com síndrome dos ovários policísticos (SOP), doença que interfere no ciclo normal de ovulação. A indicação de realizar o exame deve ser sempre individualizada, e o exame deve ser solicitado pelo médico da paciente.
Como já foi explicado, a quantidade de óvulos que uma mulher possui interfere diretamente nas chances de uma gravidez. Avaliar a reserva ovariana é uma das etapas fundamentais para quem deseja recorrer às técnicas de reprodução assistida e, para isto,o hormônioantimülleriano (HAM) é hoje um dos exames mais eficazes. Confira os valores de referência aproximados:
Essa avaliação é utilizada no cálculo da dosagem das medicações necessárias para a estimulação ovariana, processo em que há uma indução da ovulação da mulher com o objetivo de aumentar as chances de gravidez. Esse procedimento é realizado tanto na inseminação artificial (IA), técnica na qual o sêmen é depositado dentro da cavidade uterina, quanto na fertilização in vitro (FIV), em que a fertilização acontece no laboratório, fora do corpo da mulher.
O HAM serve, também, para as mulheres que desejam congelar os seus óvulos para uso futuro (criopreservação), principalmente aquelas que já se encontram acima dos 30 anos. A idade é fator fundamental para a fertilidade feminina, já que a reserva ovariana vai diminuindo com a idade. Para se ter uma ideia, se na primeira menstruação a mulher conta com aproximadamente 500 mil óvulos, aos 25 anos esse nível cai para 25 mil, podendo chegar a praticamente zero aos 50 anos.
Com o passar do tempo, os óvulos também vão ficando mais velhos, o que influencia na qualidade deles. Mas, é importante ter em mente que outros fatores interferem nesse processo e determinam de forma diferenciada em cada corpo. A ajuda e o acompanhamento médico são sempre fundamentais.
O exame ainda não é oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e atualmente não é coberto pelos convênios particulares. Nesse post, apresentamos as principais informações sobre o hormônio antimülleriano (HAM) e a sua importância para as técnicas de reprodução assistida, que auxiliam homens e mulheres a realizarem o sonho da paternidade e da maternidade.
E se você deseja verificar como está a sua reserva ovariana, agende uma consulta com os nossos médicos.
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