Infertilidade feminina e idade: qual a relação entre a fertilidade e o envelhecimento?

Infertilidade Feminina

A infertilidade feminina pode acometer mulheres de diferentes idades e é definida a partir de parâmetros específicos, como a relação entre o tempo e a quantidade de tentativas.  Segundo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), 1 em cada 6 pessoas em todo o mundo pode sofrer com problemas de infertilidade durante a vida.

O que é infertilidade feminina?

A infertilidade feminina é caracterizada pela dificuldade de engravidar após um período de tentativas regulares sem o uso de métodos contraceptivos.

No caso das mulheres, a infertilidade é considerada quando não ocorre a fecundação em 12 meses de tentativas para quem possui até 35 anos, e 6 meses para aquelas com idade superior.

Diversos fatores podem estar envolvidos na dificuldade para engravidar, como alterações na ovulação, problemas nas trompas uterinas, endometriose, baixa reserva ovariana ou questões hormonais. No entanto, em todo caso, é fundamental que seja realizada uma investigação médica detalhada com um especialista em reprodução humana.

Quais são as causas da infertilidade feminina?

A infertilidade feminina pode ter diferentes causas, que envolvem alterações hormonais, estruturais e funcionais do sistema reprodutor. Em cada uma delas, é necessário um tratamento adequado para que o sonho da gravidez se realize. Confira os mais comuns:

Idade da mulher

Geralmente, a fertilidade feminina começa a diminuir significativamente após os 35 anos de idade, e mais acentuadamente após os 40 anos. Isso ocorre devido à diminuição na qualidade e quantidade de óvulos disponíveis. 

Endometriose

A endometriose é uma das principais causas de infertilidade feminina e ocorre quando o tecido que reveste o útero cresce fora da cavidade uterina,  podendo atingir os ovários, as trompas e as outras estruturas da pelve. Em todos os estágios, essa condição pode causar impacto negativo na fertilidade da mulher. 

Apesar de o principal sintoma ser a cólica intensa, o maior ponto de atenção da endometriose é que ela pode ser uma condição silenciosa. Então, em alguns casos, a dificuldade para engravidar pode ser o principal ou até o único sinal da doença, o que reforça a importância de uma investigação médica adequada.

Infecções

Infecções no trato reprodutivo, como clamídia ou gonorreia, podem causar inflamação e danos às tubas uterinas. Geralmente, o tratamento envolve o uso de antibióticos, mas o acompanhamento médico especializado é indispensável.

Distúrbios de ovulação

Condições como a disfunção ovulatória podem afetar a liberação regular de óvulos, incluindo desequilíbrios hormonais ou problemas com as glândulas que regulam os hormônios reprodutivos.

Medicamentos podem ser indicados pelo profissional médico responsável para estimular a ovulação. Além disso, mudanças de estilo de vida também podem ser recomendadas.

Síndrome do Ovário Policístico

A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é um desequilíbrio hormonal que pode causar períodos irregulares e cistos nos ovários. Além de problemas com a frequência da ovulação, a condição também pode afetar a qualidade dos óvulos.

Alterações na tireoide

Tanto o hipotireoidismo quanto o hipertireoidismo podem afetar a ovulação e causar infertilidade, pois interferem no equilíbrio hormonal e no funcionamento adequado do ciclo menstrual.

Miomas

Os miomas uterinos são tumores benignos que se desenvolvem no útero e são bastante comuns em idade reprodutiva. Dependendo do tamanho e da localização, eles podem interferir na fertilidade, então, a avaliação médica para determinar o tratamento é fundamental.

Menopausa precoce

A saúde reprodutiva da mulher é considerada 100% saudável até os 35 anos de idade (caso não haja doenças associadas), que é quando, naturalmente, começa a haver uma queda significativa na reserva ovariana.

No entanto, a menopausa precoce ocorre quando esse processo começa a acontecer antes. Assim, ocorre a falência ovariana prematura, levando à menopausa antes dos 40 anos.

Alterações nas tubas uterinas

Bloqueios ou danos nas tubas uterinas podem impedir o encontro de óvulos e espermatozoides. Nesses casos, podem ser indicadas cirurgias para desbloquear as tubas ou a Fertilização In Vitro (FIV).

Gráfico de idade versus fertilidade

Quais são os sinais de infertilidade feminina?

Os sinais de infertilidade feminina nem sempre são perceptíveis e, em muitos casos, a dificuldade para engravidar é o principal indicativo. No entanto, alguns sintomas podem servir de alerta e indicar a necessidade de avaliação médica, como:

  • Ciclos menstruais irregulares;
  • Cólicas menstruais muito intensas;
  • Alterações hormonais visíveis;
  • Dor durante as relações sexuais;
  • Histórico de condições médicas específicas.

Porém, vale destacar que a infertilidade nem sempre apresenta sintomas claros. Então, se você identificar que está com dificuldade para engravidar, o ideal é buscar uma avaliação médica o quanto antes.

Existe um exame que detecta infertilidade feminina?

Geralmente, para o diagnóstico de infertilidade feminina, os médicos costumam solicitar exames para checar a saúde geral e também mais específicos, que iniciam a investigação das possíveis causas da infertilidade, tanto no homem quanto na mulher.

Exames laboratoriais

Exames para dosagem de hormônios envolvidos no ciclo menstrual e ovulação, como o Hormônio Folículo-Estimulante (FSH), o estradiol, a prolactina e até os hormônios que avaliam a função tireoidiana.

Exames de imagem

Pode ser solicitada uma ultrassonografia endovaginal, com objetivo de verificar o tamanho dos ovários e possíveis alterações na estrutura uterina como miomas, septos e outras malformações, além de auxiliar no diagnóstico de doenças como a endometriose.

Outra função muito importante desses exames é a avaliação de reserva ovariana, com contagem de folículos antrais.

Hormônio Anti-Mulleriano

A dosagem de Hormônio Anti-Mulleriano também é comum na avaliação de mulheres após os 35 anos. Ele é útil na determinação da reserva ovariana (quantidade de óvulos ainda presentes no ovário).

Histerossalpingografia

A histerossalpingografia é um dos principais exames realizados para o diagnóstico da infertilidade do casal. Trata-se de um exame radiológico contrastado que avalia a cavidade uterina e suas tubas.

Histeroscopia diagnóstica

A histeroscopia diagnóstica é um procedimento ambulatorial simples para visualizar e inspecionar o interior da cavidade uterina. Ele é feito sob indicação médica e é recomendado quando o médico deseja investigar alguma alteração na cavidade uterina, como miomas ou pólipos.

Quais são os principais tratamentos para infertilidade feminina?

Os tratamentos para a infertilidade feminina variam de acordo com a causa identificada e a situação clínica do paciente. Então, dependendo do caso, podem ser recomendados medicamentos, intervenção cirúrgica ou procedimentos de reprodução assistida para que ocorra a gravidez.

De modo geral, os principais tratamentos são:

A infertilidade feminina tem cura?

Na maioria dos casos, a infertilidade feminina tem tratamento e, com isso, é possível ter uma gravidez com o acompanhamento médico adequado.

Em alguns casos, como alterações hormonais e distúrbios da ovulação, é possível tratá-los diretamente. No entanto, em situações específicas, como baixa reserva ovariana ou menopausa precoce, é preciso usar abordagens que controlem a dificuldade de engravidar, como as técnicas de reprodução assistida.  

Portanto, se você está enfrentando dificuldades para engravidar, buscar ajuda é um passo importante. Agende uma consulta com a equipe de especialistas em reprodução humana do Grupo Huntington e entenda as melhores possibilidades para o seu caso!

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