Casal que está planejando a gravidez segurando a roupinha de um bebê.

Planejando a gravidez: pode onde começar?

Explore este post com IA:ChatGPT Perplexity Claude Grok (X)

Quem está planejando a gravidez deve saber que essa fase exige cuidado, paciência e acolhimento para preparar o corpo e a mente. Afinal, estudos indicam que cerca de 80% dos casais jovens que mantêm relações sexuais regulares sem métodos contraceptivos conseguem engravidar em até um ano quando a saúde está em dia.

Esse período de preparação é fundamental para garantir que a gestação ocorra de forma segura para a mulher e para o bebê. Por isso, estabelecer um cronograma de cuidados e buscar orientação médica especializada transforma o sonho em uma realidade bem estruturada e tranquila.

Neste artigo, reunimos informações importantes para um planejamento adequado e assertivo. Vem conferir!

Por que o planejamento da gravidez é necessário?

O planejamento e acompanhamento médico antes da concepção permite identificar possíveis riscos e ajustar condições de saúde que poderiam interferir no desenvolvimento fetal. Além disso, esse cuidado inicial ajuda a reduzir as chances de complicações como parto prematuro ou diabetes gestacional.

“A grande questão nos últimos anos é que planejamento familiar também significa planejar a melhor possibilidade de gravidez, na idade em que a paciente deseja engravidar. Não é apenas sobre evitar uma gestação indesejada”, defende o Dr. Maurício Chehin, especialista em reprodução assistida.

No entanto, é importante lembrar que o preparo envolve tanto a saúde física quanto a estabilidade emocional do casal. Ao organizar as finanças, a rotina e os hábitos de vida, a família cria um ambiente mais propício para receber o novo integrante com a dedicação necessária.

Planejar a chegada de um filho exige a identificação precoce de riscos médicos e a adoção de uma rotina equilibrada. Até porque iniciar hábitos protetores antes mesmo das primeiras tentativas é uma das melhores estratégias para garantir o bem-estar da futura mãe.

Quais são os primeiros passos para quem deseja engravidar?

O ponto de partida ideal para quem está planejando a gravidez é o agendamento de uma consulta pré-concepcional com um ginecologista ou especialista em reprodução assistida. Durante esse encontro, o histórico médico do casal será analisado, incluindo doenças preexistentes, histórico familiar de condições genéticas e o uso de medicamentos contínuos.

Pesquisas indicam que realizar uma consulta específica antes de engravidar aumenta as chances de a mulher usar corretamente suplementos essenciais. Além disso, esse momento com o médico serve de incentivo para que o parceiro também adote hábitos melhores.

Além da consulta, algumas etapas práticas ajudam a organizar este momento:

  • Avaliação do ciclo menstrual para identificar os dias de maior fertilidade;
  • Atualização da carteira de vacinação para garantir imunidade contra rubéola e hepatite B;
  • Realização de exames laboratoriais básicos para verificar a saúde geral;
  • Início da suplementação vitamínica conforme orientação profissional.

Quais exames médicos são essenciais nesta fase?

A realização de exames laboratoriais e de imagem fornece um panorama claro sobre a reserva ovariana e a saúde uterina. Geralmente, o médico solicita um check-up completo para descartar infecções ou deficiências nutricionais que possam dificultar a concepção.

É recomendável realizar esses exames preventivos meses antes de começar a tentar a gravidez. Isso porque preparar o corpo com essa antecedência ajuda a evitar riscos evitáveis para a saúde do futuro bebê.

Entre os principais exames solicitados estão:

  • Hemograma completo e glicemia de jejum;
  • Tipagem sanguínea e fator Rh do casal;
  • Sorologias para HIV, sífilis, hepatites, toxoplasmose e citomegalovírus;
  • Papanicolau e ultrassom transvaginal para avaliar o útero e ovários;
  • Espermograma, caso o casal já esteja tentando há algum tempo sem sucesso.

Assista ao vídeo para conferir os exames fundamentais para quem está com dificuldades para engravidar.

Estou com dificuldades para engravidar, quais exames devo fazer? | Huntington

Como os hábitos de vida influenciam a fertilidade?

A manutenção de um peso saudável e a prática regular de exercícios físicos moderados contribuem diretamente para o equilíbrio hormonal. Estima-se que o Índice de Massa Corporal (IMC) fora dos padrões de normalidade possa afetar a regularidade da ovulação e a qualidade dos espermatozoides.

Além disso, vale destacar que a alimentação deve ser rica em nutrientes, priorizando frutas, vegetais e grãos integrais. Buscar orientação médica para ajustar a dieta e suplementar vitaminas específicas ajuda a prevenir complicações graves no desenvolvimento da criança.

O abandono de hábitos nocivos é igualmente crucial, pois o consumo de tabaco e álcool prejudica a fertilidade e aumenta os riscos de malformações no feto. O apoio profissional nesse período também é fundamental para que o casal consiga manter essas mudanças de forma duradoura.

Quando iniciar a suplementação de ácido fólico?

O ácido fólico é uma vitamina do complexo B essencial para a formação do tubo neural do bebê, estrutura que dá origem ao cérebro e à medula espinhal. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a suplementação deve começar, preferencialmente, três meses antes de interromper o método contraceptivo.

Como o fechamento do tubo neural ocorre logo nas primeiras semanas de gravidez, muitas vezes antes de a mulher saber que está grávida, a reserva de folato deve estar adequada. Portanto, iniciar esse cuidado meses antes de tentar ajuda a proteger o sistema nervoso do bebê contra malformações.

Também é importante ressaltar que a dose deve ser prescrita individualmente pelo médico após a avaliação das necessidades da paciente. O acompanhamento garante que os níveis de vitaminas estejam ideais para sustentar o início de uma nova vida.

Como identificar o período fértil com precisão?

Conhecer o próprio corpo ajuda a organizar as chances de sucesso ao longo dos meses de tentativa. Geralmente, o período fértil ocorre no meio do ciclo menstrual, quando a ovulação acontece e o óvulo fica disponível para a fertilização.

Para identificar esses dias, observe sinais como o aumento da libido e a mudança na textura do muco cervical, que se torna semelhante à clara de ovo. Além disso, existem testes de ovulação de farmácia e aplicativos que auxiliam no monitoramento do ciclo, embora a regularidade varie entre cada mulher.

Quando é o momento de procurar um especialista em reprodução?

Muitas pessoas acreditam que a dificuldade em conceber é algo imediato, mas a natureza exige tempo para que os processos biológicos se alinhem. Contudo, a idade e o histórico médico são fatores determinantes para decidir quando buscar um apoio especializado.

“Se o casal deseja ter dois filhos, por exemplo, é muito importante que a mulher considere engravidar antes dos 35 anos. Isso porque, após essa idade, as chances de engravidar espontaneamente diminuem”, explica o Dr. Eduardo Motta, especialista em reprodução assistida.

As recomendações gerais indicam que a ajuda profissional deve ser buscada quando:

  • A mulher tem menos de 35 anos e tenta engravidar há mais de 12 meses sem sucesso;
  • A mulher tem 35 anos ou mais e não obteve a gestação após 6 meses de tentativas;
  • Existe um histórico conhecido de endometriose, síndrome dos ovários policísticos (SOP) ou alterações no sêmen;
  • Houve casos de abortos de repetição ou cirurgias pélvicas prévias.

Na Huntington, acreditamos que cada sonho é único e merece um atendimento personalizado e humano. Portanto, se você está planejando a gravidez e deseja uma avaliação completa da sua fertilidade, agende uma consulta com nossos especialistas para iniciarmos juntos essa caminhada!

REFERÊNCIAS

AYELE, A. D. et al. Knowledge and utilisation of preconception care and associated factors among women in Ethiopia: systematic review and meta-analysis. Reproductive Health, [S. l.], 15 abr. 2021. DOI: https://doi.org/10.1186/s12978-021-01132-9. Disponível em: https://doi.org/10.1186/s12978-021-01132-9. Acesso em: 22 maio 2024.

DU, L. et al. Utilization of preconception care and its impacts on health behavior changes among expectant couples in Shanghai, China. BMC Pregnancy and Childbirth, [S. l.], jul. 2021. DOI: https://doi.org/10.1186/s12884-021-03940-0. Disponível em: https://doi.org/10.1186/s12884-021-03940-0. Acesso em: 22 maio 2024.

MUNTHALI, M. et al. Knowledge and perceptions of preconception care among health workers and women of reproductive age in Mzuzu City, Malawi: a cross-sectional study. Reproductive Health, [s. l.], nov. 2021. DOI: https://doi.org/10.1186/s12978-021-01282-w. Disponível em: https://doi.org/10.1186/s12978-021-01282-w. Acesso em: 22 maio 2024.

SHIBATA, Y. et al. Knowledge and practices of preconception care among rural Japanese women: findings from a mixed methods investigation. BMC Pregnancy and Childbirth, [S. l.], 16 set. 2023. DOI: https://doi.org/10.1186/s12884-023-05940-8. Disponível em: https://doi.org/10.1186/s12884-023-05940-8. Acesso em: 22 maio 2024.

STEEL, A.; LUCKE, J.; ADAMS, J. The prevalence and nature of the use of preconception services by women with chronic health conditions: an integrative review. BMC Women’s Health, [S. l.], 18 fev. 2015. DOI: https://doi.org/10.1186/s12905-015-0165-6.

Autores

Nossos Artigos

Usamos cookies em nosso site para fornecer a experiência mais relevante, lembrando suas preferências e visitas repetidas. Ao clicar em “Aceitar”, concorda com a utilização de TODOS os cookies.