8 Mitos e Verdades Sobre a FIV

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    Apesar da FIV ser a técnica de reprodução assistida mais eficaz e, logo, uma das mais procuradas por homens e mulheres que desejam ter filhos, ainda restam muitas dúvidas sobre o assunto.

    A fertilização in vitro consiste, basicamente, na fecundação do óvulo pelo espermatozoide em ambiente laboratorial, onde o desenvolvimento dos embriões é acompanhado pela equipe médica e de embriologia. Esses embriões são transferidos para o útero posteriormente. 

    O processo pode até parecer simples, mas exige cuidados médicos  e tecnologia de laboratório adequados, pois é preciso que uma série de fatores sejam seguidos para que as chances de gerar uma vida sejam altas.

     Deste modo naturalmente muitas dúvidas surgem nesse processo, e é aí que as pessoas começam suas buscas por conhecimento, mas alertamos: é preciso ter cuidado, pois, nem todas as informações que circulam online sobre reprodução humana assistida são reais!

    E é por isso que hoje vamos desmistificar algumas crenças e te apresentar as verdades sobre a fertilização in vitro. 

    Se interessa pelo assunto? Acompanhe-nos!

    8 Mitos e Verdades Sobre a FIV

    Elencamos oito mitos e verdades sobre o tratamento de reprodução mais procurado nas clínicas.

    1. A FIV é uma garantia de gestação

    Mito! Ao cogitar a realização da fertilização in vitro, é essencial saber que ela aumenta consideravelmente as chances de gravidez, mas não é uma garantia de gestação.

    A concepção vai depender de diversos fatores, sobretudo genéticos. A idade da mulher, por exemplo, é uma condição que pode reduzir a taxa de sucesso do método.

    Em mulheres de até 35 anos, a FIV chega a 60% de chances de êxito por tentativa. A partir dessa idade, o índice começa a decair. Outros fatores também podem afetar o processo, por exemplo, a qualidade dos gametas utilizados. Porém, o fato de não ter sucesso em uma tentativa não quer dizer que não possa realizar o sonho da gravidez! É importante estar preparado para a necessidade de mais de uma tentativa de tratamento para termos o sucesso esperado.

    2. O procedimento é indicado apenas para casos de infertilidade

    Mito! A infertilidade do casal é, de fato, a principal razão que os leva a buscar pela FIV. Porém, o procedimento é viável também para casais homoafetivos que desejam gerar um filho, assim como para mulheres solteiras que escolhem a produção independente.

    Nesses casos, o paciente deve recorrer ao banco de sêmen, recurso que serve também para homens que apresentam esperma com baixa capacidade fértil. Nos casos de casais homoafetivos masculino o tratamento requer uma doadora de óvulos e uma mulher que se disponibilize para gerar o embrião, o que é denominado útero de substituição.

    3. As chances de gravidez múltipla na FIV são maiores do que em uma gestação via métodos naturais

    Nem sempre! Essa probabilidade é decorrente do número de embriões transferidos ao útero materno. Se for transferido um embrião no útero a chance de uma gestação gemelar é semelhante a  chance natural que seria ao redor de 0,5-1%, quando um embrião se divide em dois.  A transferência de 2 embriões, por exemplo, tem entre 21 e 39% de chance de resultar em gestação múltipla.

    A gravidez de gêmeos pode ser um sonho para alguns, mas, do ponto de vista médico, é considerada uma gestação de risco. Isso porque é uma gravidez mais frágil, em que os bebês podem nascer prematuros e a mulher ter mais riscos de complicações decorrentes da gestação como pré-eclampsia e diabetes.

    Tendo em vista essa questão, o Conselho Federal de Medicina (CFM) recomenda um limite de embriões transferidos ao útero de acordo com a idade da mulher.

    4. É possível escolher o sexo do bebê

    Mito! Esse talvez seja o maior equívoco quando se trata de FIV. Aliás, o CFM, através do seu Código de Ética, proíbe a escolha do sexo do bebê nos tratamentos de reprodução assistida.

    Há exceção somente para os casos de doença genética ligada ao sexo. Nessa situação, é permitida a escolha do embrião de acordo com o sexo que tem menor probabilidade de ser acometido pela doença. 

    5. A FIV é diferente da Inseminação Artificial

    Verdade! Esses dois métodos da medicina reprodutiva são distintos, apesar de compartilharem algumas semelhanças.

    A técnica da inseminação artificial é mais simples, já que o óvulo é fecundado no interior do corpo da mulher, nas trompas uterinas. A inserção dos espermatozoides pelo colo do útero faz com que a fertilização ocorra naturalmente.

    Já no processo de fertilização in vitro, a fecundação se dá no laboratório, por isso, a FIV é mais complexa e exige mais etapas. Outra diferença é que a taxa de sucesso da inseminação artificial fica em torno de 15 a 30%, sendo mais baixa em relação à fertilização.

    6. A técnica pode reduzir o risco do nascimento de bebês com doenças hereditárias

    Verdade! Uma possibilidade que a fertilização in vitro oferece é o diagnóstico genético pré-implantacional

    O procedimento é realizado antes da transferência embrionária, a fim de que a análise dos embriões possa verificar a presença de algumas anormalidades cromossômicas, bem como doenças genéticas familiares  específicas. Assim, a seleção dos embriões é mais criteriosa.

     Porém este teste não é indicado a todos os casais que fazem a FIV.  Em casos de histórico de doença genética na família dos pacientes, mulheres que tem 38 anos ou mais ou que apresentam abortos de repetição ou tratamentos anteriores sem sucesso tem maior risco para as alterações genéticas que são possíveis de serem detectadas e portanto terão benefícios em realizar o teste..

    7. É possível fazer a fertilização in vitro em qualquer situação

    Mito! Em primeiro lugar, somente a orientação do médico especialista poderá afirmar se você deve realizar a FIV ou não.

    Além disso, recomenda-se que os casais busquem o tratamento após um ano de tentativa de reprodução natural quando a mulher tem até 35 anos e após 6 meses se 35 anos ou mais.

    Muitos pacientes também recorrem ao tratamento após tentativas de outros métodos não apresentarem sucesso.

    De toda forma, as condições para a realização do procedimento devem sempre ser analisadas previamente!

    8. Mulheres com idade acima de 40 anos podem fazer a FIV

    Verdade! É fato que a idade da mulher é uma condição a ser considerada. Isso porque, com o passar do tempo, a produção de óvulos diminui gradativamente, o que afeta a qualidade e a quantidade dos gametas femininos. 

    Como consequência, o procedimento pode ser menos eficiente com chances de gravidez  menores por tentativa. Ainda assim, a FIV é mais eficaz que a reprodução natural nesses casos.

    O procedimento de FIV é cada vez mais conhecido, e isso requer maior atenção quanto às informações que se tem sobre este assunto, que devem ser sempre concretas e verdadeiras. 

    Esperamos que suas dúvidas sobre o assunto tenham sido sanadas e que você tenha adquirido mais conhecimento! Mas, se ainda restam questões a serem esclarecidas, consulte nosso artigo completo sobre fertilização in vitro!

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