Casais homoafetivos: Inseminação Artificial ou Fertilização In Vitro

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    A Resolução do Conselho Federal de Medicina, CFM nº 2.121, garante que os casais homoafetivos tenham o direito de recorrer à técnicas de reprodução assistida (RA) como a inseminação artificial ou a fertilização in vitro.

    Felizmente, as famílias plurais são cada dia mais reconhecidas na sociedade e, em função do avanço no campo da reprodução humana, os casais homoafetivos podem realizar o sonho de ter um filho biológico.

    Ainda assim, não é possível gerar uma vida com o material genético de dois homens ou duas mulheres, por isso é necessário recorrer à doação de sêmen ou óvulos.

    Por mais que o objetivo seja iniciar uma gravidez, existem diferenças entre as técnicas de reprodução assistida e, decidir entre inseminação artificial ou fertilização in vitro, não é uma escolha simples.

    Por isso, é necessário analisar cada caso individualmente para ver qual será a opção mais adequada para você.

    Neste post iremos tirar suas dúvidas sobre quais tratamentos são indicados para casais homoafetivos femininos e masculinos, como essas técnicas funcionam, além de informações importantes sobre as duas abordagens.

    Se informar bastante a respeito do assunto é fundamental para casais que querem recorrer a reprodução assistida, por isso, continue lendo!

    Quais são os tratamentos de fertilidade para casais homoafetivos masculinos

    Casais homoafetivos masculinos não têm a possibilidade de escolher entre inseminação artificial ou fertilização in vitro (FIV). Para eles, apenas a técnica da FIV é possível , visto que na inseminação artificial a fecundação ocorre nas trompas uterinas e não no laboratório como na FIV.

    A FIV é um método de reprodução assistida bastante utilizado e sua taxa de sucesso varia de 30% a 60%, dependendo de diversos fatores.

    Para casais homoafetivos recorrerem a esta técnica, o processo é um pouco mais complexo do que para o casal homoafetivo feminino, pois, além do casal, mais duas pessoas estão envolvidas.

    É preciso obter o óvulo de uma doadora anônima e uma familiar – de até quarto grau – de um dos parceiros deve se voluntariar para gestar o bebê. Esse processo é conhecido como útero de substituição.

    Para casais homoafetivos femininos a reprodução assistida é mais simples, vamos agora falar como ela funciona nestes casos.

    Quais são os tratamentos de fertilidade para casais homoafetivos femininos

    Os casais homoafetivos femininos podem optar entre inseminação artificial ou fertilização in vitro.

    Para realização de um processo de reprodução assistida é necessário apenas se obter o esperma de um doador.

    Para isso, as mulheres podem recorrer à doação do banco de esperma nacional ou internacional.

    Grande parte das pessoas prefere o banco de esperma internacional, pois eles oferecem  dados mais detalhados sobre o doador, como características físicas e histórico familiar quando comparado ao banco de sêmen brasileiro. Por isso, a importação de esperma vindo dos Estados Unidos aumentou vertiginosamente no Brasil.

    Para esclarecer e ajudar na decisão entre inseminação artificial ou fertilização in vitro, vamos conhecer  mais adiante como esses métodos se aplicam.

    Inseminação artificial ou fertilização in vitro: como se aplicam para casais homoafetivos ?

    Independente se a técnica escolhida for inseminação artificial ou fertilização in vitro, a metodologia é a mesma da utilizada por casais heterossexuais, salvo pela necessidade de doador de sêmen.

    Vamos conhecer agora as peculiaridades de cada um desses procedimentos.

    Inseminação artificial

    Neste processo, que só está disponível para casais femininos, é feita a seleção de espermatozoides saudáveis.

    Posteriormente, ocorre a inseminação uterina. Ela consiste na introdução do esperma no útero da mulher que irá gestar e, assim, a fertilização ocorre naturalmente, no dia da ovulação.

    Todo esse procedimento ocorre em clínicas especializadas, não sendo necessária internação hospitalar em nenhum momento.

    Para isso, a mulher que irá passar pelo tratamento deve realizar vários exames clínicos e laboratoriais para avaliar a saúde ovariana e uterina.

    Fertilização in vitro (FIV)

    A FIV está disponível para ambos casais homoafetivos e consiste na seleção e coleta de gametas saudáveis, femininos e masculinos.

    A fertilização é feita em laboratório e o embrião é implantado no útero da mulher que irá gestar o bebê.

    No caso de casais homoafetivos femininos, existem duas possibilidades em relação a FIV:

    • Opção 1: É a gestação compartilhada. Neste caso, uma parceira faz o tratamento de indução da ovulação para que o óvulo seja doado, enquanto a outra faz o tratamento de preparação do endométrio para gestar o bebê;

    • Opção 2: apenas uma parceira realiza o tratamento, de modo que ela será a doadora do óvulo e também irá gestar o bebê.

    Agora que já sabemos as diferenças entre os dois tratamentos, vamos conhecer 3 informações importantes sobre a reprodução assistida para casais homoafetivos.

    3 informações que você também precisa saber sobre tratamentos para casais homoafetivos

    Tanto a inseminação artificial quanto a fertilização in vitro possuem detalhes que devem ser esclarecidos. Confira agora 3 informações importantes sobre esses tratamentos.

    1. Inseminação artificial também requer estimulação ovariana

    Para potencializar as chances de concepção, a parceira que irá gestar o bebê deve se submeter a tratamentos para estimular a ovulação. Isso é feito com medicamentos à base de hormônios, como o FSH e LH.

    2. Fertilização in vitro é mais indicada para mulheres com problemas nas trompas uterinas

    A fecundação ocorre nas tubas uterinas, portanto, se a mulher possuir alguma obstrução que impede a chegada do espermatozoide nessas estruturas, deve-se optar pela fertilização in vitro.

    3. Fertilização in vitro tem taxa de sucesso superior à inseminação artificial

    É importante ressaltar que a taxa de sucesso por tentativa da FIV varia entre 30% a 60%, o que é muito superior às chances de sucesso da inseminação intrauterina, que varia de 15% a 30% por tentativa.

    Na inseminação artificial, os espermatozóides são introduzidos próximo às tubas uterinas e, a partir daí, eles devem “nadar” para encontrar o óvulo e fecundá-lo. Sendo assim, a chance de sucesso se assemelha a fecundação natural. Já na FIV a fecundação é feita em laboratório após seleção da qualidade dos óvulos e espermatozóides com posterior introdução do embrião dentro do útero.

    Conclusão

    As técnicas de reprodução assistida são um grande ganho da ciência e permitem que vários casais possam tornar realidade o sonho de ter um filho, mesmo quando a gravidez natural não pode ocorrer.

    Se informar a respeito dos tratamentos disponíveis é fundamental para escolher entre inseminação artificial ou fertilização in vitro e é muito importante que o procedimento seja feito em uma clínica especializada e de excelência.

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