Um casal infértil é aquele que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), não alcança a gestação após 12 meses de relações sexuais frequentes e sem métodos contraceptivos. Estima-se que essa condição afete cerca de 17% das pessoas em idade reprodutiva, gerando a necessidade de acolhimento especializado para transformar o sonho da parentalidade em realidade.
Se você e seu parceiro estão tentando engravidar há um ano ou mais sem sucesso, este é o momento de procurar orientação médica profissional. A investigação inicial é fundamental para identificar as causas e definir se o caminho será através de medicamentos, pequenas cirurgias ou técnicas de reprodução assistida.
Descubra neste artigo o que fazer para superar os desafios da infertilidade!
Quais são as principais causas da infertilidade conjugal?
A infertilidade do casal pode ter origem em fatores femininos, masculinos ou na combinação de ambos. Por isso, é essencial que a investigação contemple os dois parceiros desde o início.
Muitas pessoas não sabem, mas o fator masculino é responsável por metade dos casos de infertilidade. Muitas vezes, a condição no homem é silenciosa e não apresenta sintomas claros, sendo descoberta apenas com exames específicos durante a investigação da infertilidade conjugal.
Geralmente, os fatores masculinos costumam envolver a produção ou a qualidade dos espermatozoides. Além disso, condições como a varicocele (dilatação das veias dos testículos), infecções, alterações genéticas ou a azoospermia (ausência de espermatozoides no ejaculado) são pontos de atenção na avaliação urológica.
Já as causas femininas mais frequentes incluem:
- Distúrbios ovulatórios: dificuldades na liberação do óvulo devido a condições como a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP);
- Alterações nas tubas uterinas: obstruções que impedem o encontro do óvulo com o espermatozoide;
- Endometriose: presença do tecido uterino fora do útero, o que pode prejudicar a anatomia pélvica e a qualidade dos óvulos;
- Fator uterino: miomas ou malformações que dificultam a implantação do embrião.
Quando é o momento de buscar ajuda médica?
O tempo de espera para procurar um especialista depende diretamente da idade da mulher e do histórico de saúde do casal. É importante lembrar que a fertilidade feminina tende a diminuir de forma mais acentuada após os 35 anos, o que altera o prazo recomendado para a investigação inicial.
De acordo com a Dra. Cláudia Gomes Padilla, especialista em reprodução assistida, as chances reprodutivas acompanham o envelhecimento biológico: “até os 30 anos, as mulheres apresentam seu pico de fertilidade. A partir desse período, ela começa a declinar gradualmente e se acentua após os 35 anos, e mais ainda depois dos 40.”
Por isso, especialistas recomendam que a busca por auxílio ocorra nos seguintes cenários:
- Mulheres com menos de 35 anos: após um ano de tentativas sem sucesso;
- Mulheres com mais de 35 anos: após seis meses de tentativas;
- Histórico prévio: se houver diagnóstico de endometriose, ciclos irregulares, cirurgias nos testículos ou infecções pélvicas anteriores.
Como é feita a investigação do casal infértil?
A investigação inicial da fertilidade do casal busca identificar, por meio de exames laboratoriais e de imagem, o que está o impedimento a concepção. No Grupo Huntington, esse processo é realizado de forma humanizada, respeitando o tempo e as emoções do casal durante cada etapa do diagnóstico.
Os principais exames solicitados são:
- Espermograma: avalia a quantidade, a forma e a movimentação dos espermatozoides;
- Avaliação da reserva ovariana: exames de sangue (como o Hormônio Antimülleriano) e ultrassonografia transvaginal para contagem de folículos;
- Histerossalpingografia: um exame de imagem que verifica se as tubas uterinas estão desobstruídas;
- Dosagens hormonais: verificam o funcionamento das glândulas que controlam o ciclo reprodutivo.
No vídeo a seguir, confira os exames essenciais para quem está com dificuldades para engravidar e deseja iniciar a investigação:
Estou com dificuldades para engravidar, quais exames devo fazer? | Huntington
Quais são os tratamentos possíveis para engravidar?
Após a conclusão dos exames, o médico especialista indicará o tratamento mais adequado para o que está impactando a fertilidade. Pode variar desde correções hormonais até técnicas de reprodução assistida, mas o objetivo é sempre oferecer a abordagem com maior probabilidade de sucesso para o perfil específico do casal.
Geralmente, a estratégia médica moderna busca priorizar tratamentos menos invasivos antes de recorrer a procedimentos de alta complexidade. O uso de indutores de ovulação, por exemplo, costuma ser uma das primeiras escolhas para facilitar a gravidez de forma mais simples e efetiva.
As opções geralmente são divididas em:
- Baixa complexidade: inclui o coito programado e a Inseminação Intrauterina (IIU), indicados para casos leves de infertilidade;
- Alta complexidade: a Fertilização In Vitro (FIV) é a técnica mais completa, onde a fecundação ocorre em laboratório e o embrião é transferido ao útero;
- Tratamentos complementares: uso de medicamentos para indução da ovulação ou cirurgias para correção de varicocele ou endometriose.
Como o apoio de especialistas em reprodução assistida faz a diferença?
Enfrentar o diagnóstico de infertilidade conjugal exige não apenas excelência médica, mas também sensibilidade e um atendimento inclusivo. O suporte de uma equipe multidisciplinar ajuda a lidar com as expectativas e as emoções, garantindo que o casal se sinta seguro e acolhido em cada decisão tomada.
“É essencial buscar uma clínica que una tecnologia de ponta e equipe experiente, capaz de orientar o casal com ética e transparência sobre o que realmente esperar do tratamento”, reforça a Dra. Claudia Gomes Padilla, especialista em reprodução assistida do Grupo Huntington.
Você e seu parceiro estão encontrando dificuldades para engravidar? Saiba que a ciência oferece diversos caminhos para ajudar na formação da sua família. Agende uma consulta com um especialista para uma avaliação individualizada e inicie a jornada para fazer do seu sonho a vida!
REFERÊNCIAS
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