Casal que não consegue engravidar olhando triste para o teste de gravidez.

O que fazer quando o casal não consegue engravidar?

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Quando um casal não consegue engravidar após um período de tentativas regulares, é natural que surjam dúvidas e ansiedades sobre o que deve ser feito a seguir. Esse é o primeiro passo para encontrar a solução adequada para cada caso.

A infertilidade atinge 1 a cada 6 pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mas a reprodução assistida oferece caminhos seguros e acolhedores para superar esses desafios. Por isso, investigar a dificuldade para engravidar de forma precoce permite que os tratamentos sejam mais eficazes.

Neste artigo, entenda quais fatores podem estar envolvidos e quais são os próximos passos para investigar a fertilidade do casal!

Quais são as causas mais comuns da dificuldade para engravidar?

A infertilidade deve ser sempre vista como uma questão do casal, uma vez que as causas podem ser femininas, masculinas ou uma combinação de ambas. Estima-se que os fatores masculinos e femininos contribuam quase na mesma proporção para a dificuldade de concepção, o que reforça a necessidade de uma investigação conjunta.

Entre os motivos mais frequentes encontrados na prática clínica estão:

  • Fatores femininos: distúrbios de ovulação, como a Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP ou antiga Síndrome dos Ovários Policísticos), obstruções nas trompas uterinas, endometriose e a redução da reserva ovariana relacionada à idade;
  • Fatores masculinos: alterações na produção, na quantidade ou na qualidade dos espermatozoides, além de condições como a varicocele;
  • Fatores combinados: quando ambos apresentam pequenas alterações que, somadas, dificultam a gestação espontânea.

Como é feita a investigação da fertilidade no casal?

O processo de diagnóstico de infertilidade conjugal na Huntington é focado no atendimento individualizado, buscando entender as particularidades de cada família. Por isso, o médico especialista solicita exames específicos para avaliar a saúde reprodutiva de ambos, garantindo uma visão completa do cenário.

De acordo com a Dra. Claudia Gomes Padilla, especialista em reprodução assistida, uma abordagem multidisciplinar faz a diferença: “quando envolvemos diversas especialidades médicas no tratamento de fertilidade, os pacientes sentem que estão sendo acolhidos como seres humanos, não como produtores de um óvulo ou de um espermatozoide”.

A médica complementa que esse cuidado busca evitar que o casal se sinta apenas como um meio para gerar bons embriões, promovendo o acolhimento ao paciente de forma completa durante toda a jornada.

Os exames iniciais geralmente incluem:

  • Espermograma: avalia a concentração, a movimentação e a morfologia dos espermatozoides;
  • Avaliação da reserva ovariana: realizada por meio de exames de sangue hormonais e ultrassonografia transvaginal;
  • Histerossalpingografia: exame de imagem que verifica a permeabilidade das trompas e a anatomia do útero;
  • Ultrassonografia pélvica: permite identificar a presença de miomas, pólipos ou outras alterações anatômicas.

Assista ao vídeo a seguir e conheça outros exames que podem ajudar na investigação da infertilidade:

Estou com dificuldades para engravidar, quais exames devo fazer? | Huntington

Quais são as possibilidades de tratamento para um casal infértil?

Após a identificação das possíveis causas da infertilidade, o especialista em reprodução humana indicará o tratamento mais adequado, sempre prezando pela ética e pelo bem-estar emocional dos pacientes. As técnicas de reprodução assistida variam em complexidade e são indicadas conforme a necessidade clínica identificada nos exames.

As principais opções disponíveis atualmente são:

  • Coito programado: técnica de baixa complexidade que acompanha o ciclo ovulatório para otimizar o momento das relações sexuais;
  • Inseminação Intrauterina (IIU): consiste na introdução de espermatozoides selecionados diretamente no útero durante o período fértil;
  • Fertilização In Vitro (FIV): procedimento de alta complexidade onde a fecundação ocorre em laboratório e o embrião é posteriormente transferido ao útero.

Quando é o momento de procurar ajuda médica especializada?

O tempo de espera para buscar um especialista em reprodução assistida depende fundamentalmente da idade da mulher e do histórico de saúde do casal. É importante lembrar que a fertilidade feminina tende a diminuir de forma mais acentuada após os 35 anos, o que influencia o prazo recomendado para a investigação clínica.

As recomendações gerais para agendar uma consulta são:

  • Mulheres com menos de 35 anos: após um ano de relações sexuais frequentes sem uso de métodos contraceptivos;
  • Mulheres com mais de 35 anos: após seis meses de tentativas sem sucesso;
  • Histórico prévio de saúde: imediatamente, caso existam condições conhecidas como endometriose, ciclos menstruais muito irregulares ou cirurgias testiculares prévias.

Se o casal não consegue engravidar após as tentativas iniciais, buscar um especialista em reprodução assistida é a melhor conduta para entender os próximos passos. Não hesitem em buscar orientação especializada e iniciar uma investigação detalhada e personalizada para o seu caso. Agende uma consulta na Huntington!

REFERÊNCIAS

BENKSIM, A. et al. Medical characteristics and therapeutic approaches used to treat primary and secondary infertile women. Iranian Journal of Public Health, [s. l.], [s. d.]. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC6379602/. Acesso em: 30 set. 2026.

CHIN, J. Is infertility a disease and does it matter? Bioethics, 14 ago. 2018. DOI: https://doi.org/10.1111/bioe.12495. Disponível em: https://doi.org/10.1111/bioe.12495. Acesso em: 30 set. 2026.

MOJARRAD, M. et al. Genetics and molecular biology of male infertility among Iranian population: an update. American Journal of Translational Research, jun. 2021. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC8290737/. Acesso em: 30 set. 2026.

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