Diagnosticar a endometriose: uma questão de conscientização

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    Fonte da Imagem: Folha de São Paulo

    Não é por acaso que no mês de março, mês das mulheres, se comemora também o mês mundial da conscientização da endometriose.  Penso que o termo conscientização é muito apropriado, pois é isso mesmo que é necessário quando pensamos em endometriose.  E essa conscientização não é só das mulheres, mas também dos médicos ginecologistas.

    A endometriose é uma doença muito comum entre mulheres com dificuldade para engravidar. Vejo todos os dias na clínica pacientes que nem desconfiavam que tivessem a doença. A endometriose é uma doença crônica inflamatória que afeta principalmente os órgãos pélvicos e, em média, leva 10 anos para ser diagnosticada.  Mas porque tanto tempo assim? Como que nenhum médico suspeita deste diagnóstico neste meio tempo?

    Essas são perguntas que sempre me faço, e cada vez mais acredito que é por falta de informação. Os sintomas mais frequentes, como cólicas menstruais e dores durante a relação sexual, são muitas vezes menosprezados e tidos como “normais” ou até mesmo “frescura”. Até considero que há cerca de 10 anos o diagnóstico era mais difícil, pois necessitava de um procedimento cirúrgico chamado laparoscopia. Porém, atualmente, com o ultrassom transvaginal ou a ressonância magnética, ambos realizados com preparo intestinal, e por um profissional experiente no mapeamento das lesões de endometriose, a descoberta da doença se tornou mais simples e menos invasiva.

    Então, realmente CONSCIENTIZAÇÃO é a palavra chave. Mulheres: prestem atenção aos sintomas e procurem ajuda. E para os médicos que as valorizem, pensem sempre no diagnóstico e solicitem os exames necessários.  Quanto mais precoce for à detecção da endometriose, menor será o dano à fertilidade e mais eficaz será o seu tratamento. As futuras mamães agradecem!

     Dra. Claudia Gomes Padilla, especialista em reprodução assistida do Grupo Huntington.

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