Médica explicando para a paciente se é arriscado engravidar com endometriose.

É arriscado engravidar com endometriose? Entenda os riscos!

Explore este post com IA:ChatGPT Perplexity Claude Grok (X)

Engravidar com endometriose é uma possibilidade real para a maioria das mulheres, embora o diagnóstico exija um olhar atento e um planejamento cuidadoso.

Estima-se que cerca de 30% a 50% das mulheres com essa condição enfrentam algum grau de dificuldade para conceber devido ao processo inflamatório crônico que caracteriza a doença. No entanto, quando o processo é acompanhado por especialistas, a gestação se torna segura.

As chances de sucesso e a saúde do bebê costumam ser muito parecidas com as de gestações que ocorrem sem a presença da doença. Saiba mais neste artigo!

O que é a endometriose e como ela impacta a fertilidade?

A endometriose ocorre quando o tecido que reveste o interior do útero, chamado endométrio, cresce em outras regiões do corpo, como ovários, tubas uterinas e intestinos. Esse tecido reage aos estímulos hormonais do ciclo menstrual, causando inflamação, dor e, em alguns casos, a formação de cicatrizes e aderências nos órgãos pélvicos.

Dessa forma, a fertilidade pode ser afetada de diferentes maneiras. De acordo com a Dra. Fernanda Rodrigues, especialista em laparoscopia e histeroscopia:

“A endometriose causa infertilidade de várias formas: há o impacto anatômico, o molecular, que afeta a receptividade endometrial e o impacto na reserva ovariana, principalmente quando há cistos”, afirma e acrescenta que quanto mais grave for a endometriose, maior tende a ser o impacto na fertilidade feminina.

Além disso, a inflamação pode prejudicar a qualidade dos óvulos ou dificultar o encontro do espermatozoide com o óvulo. Já as aderências podem causar obstruções nas tubas uterinas, impedindo o transporte do embrião até o útero para a implantação.

Assista ao vídeo a seguir e entenda como a endometriose afeta a fertilidade!

Bate-Papo Endometriose | Huntington

Existem riscos reais durante a gestação para quem tem endometriose?

Geralmente, a gravidez em mulheres com endometriose evolui de forma saudável e, curiosamente, muitas pacientes sentem uma melhora nos sintomas da doença durante esse período. Isso acontece porque a ausência da menstruação e os níveis elevados de progesterona ajudam a “acalmar” os focos de inflamação.

No entanto, alguns estudos indicam que casos de endometriose profunda podem apresentar uma chance ligeiramente maior de complicações. Contudo, conforme publicado no International Journal of Environmental Research and Public Health, o monitoramento rigoroso reduz drasticamente os riscos de engravidar com endometriose, mesmo em casos complexos.

Quais são as chances de engravidar naturalmente com o diagnóstico?

Muitas mulheres conseguem engravidar naturalmente mesmo com o diagnóstico de endometriose, especialmente quando a doença está em estágios iniciais, classificados como leve ou mínima.

Mas, segundo especialistas, a gravidez espontânea ocorre com frequência em pacientes que mantêm uma boa reserva ovariana e não possuem obstruções tubárias graves.

Além disso, muitas vezes, a consulta precoce com um especialista em reprodução assistida amplia as chances de engravidar naturalmente ao identificar o estágio da doença. É importante lembrar que a endometriose é uma doença progressiva, por isso, o tempo é um fator determinante para quem deseja ser mãe.

Em outras palavras, quanto mais cedo o planejamento começar, maiores são as chances de sucesso, seja por meios naturais ou com auxílio da medicina reprodutiva.

Quando é o momento de procurar um especialista em reprodução?

A decisão de buscar ajuda profissional depende de fatores como a idade da mulher e a gravidade dos sintomas. Se você tem menos de 35 anos e está tentando engravidar há um ano sem sucesso, é recomendável procurar uma avaliação médica detalhada.

Para mulheres com mais de 35 anos, o prazo de espera deve ser de apenas seis meses. Além disso, se o diagnóstico de endometriose já for conhecido e houver dores intensas ou histórico de cirurgias pélvicas, a consulta com um especialista em reprodução assistida pode ser feita de imediato.

É importante destacar que, ao utilizar técnicas de reprodução assistida, as chances de o bebê nascer são as mesmas para mulheres com ou sem a doença. Isso reforça que a ciência hoje oferece caminhos muito sólidos para superar barreiras e alcançar o sonho da maternidade com a mesma eficácia.

Quais tratamentos podem ajudar a realizar o sonho da maternidade?

A medicina atual oferece diversas alternativas para contornar os desafios impostos pela doença. A Dra. Fernanda Rodrigues ressalta que “o tratamento da endometriose é desafiador, pois a doença varia de leve a grave e tem evolução imprevisível”.

A médica também afirma que é importante que todo paciente saiba que não existe um consenso único sobre o tratamento. Segundo ela, “o estudo das possibilidades deve ser sempre individualizado e personalizado” para garantir os melhores resultados.

O tratamento leva em conta o histórico da paciente e o estágio da endometriose:

  • Preservação da fertilidade: o congelamento de óvulos é indicado para mulheres que possuem o diagnóstico, mas pretendem adiar a maternidade, protegendo a reserva ovariana;
  • Cirurgia por vídeo (laparoscopia ou cirurgia robótica): recomendada para remover focos da doença e cicatrizes, restaurando os órgãos pélvicos;
  • Fertilização In Vitro (FIV): é frequentemente escolhida para casos de endometriose moderada a grave ou quando as tubas uterinas estão comprometidas;
  • Inseminação Intrauterina: pode ser uma opção em casos de endometriose leve, desde que as tubas estejam funcionando bem e a qualidade do sêmen seja adequada.

Como a Huntington pode apoiar a sua jornada?

No Grupo Huntington, compreendemos que o diagnóstico de endometriose traz consigo uma carga emocional significativa e muitas incertezas. Por isso, nosso atendimento é pautado na excelência clínica e no acolhimento humano, tratando cada paciente como único em seus sonhos e necessidades.

Utilizamos tecnologias de ponta em reprodução assistida para oferecer as melhores taxas de sucesso, sempre priorizando a saúde e o bem-estar da mulher. Nossa equipe está preparada para orientar você sobre as melhores estratégias, desde o diagnóstico preciso até o acompanhamento durante o tratamento.

Se você tem endometriose e deseja planejar sua gravidez com segurança, o primeiro passo é buscar informação e apoio especializado! Agende uma consulta com nossos especialistas e descubra como podemos ajudar você a transformar esse sonho em vida.

Referências

AZMOUDEH, Y. et al. Reproductive outcomes after laparoscopic treatment of endometriosis in women with infertility. JSLS: Journal of the Society of Laparoscopic & Robotic Surgeons, [s. l.], out. 2025. DOI: https://doi.org/10.4293/JSLS.2025.00081. Disponível em: https://doi.org/10.4293/JSLS.2025.00081. Acesso em: 11 maio 2026.

GUO, Y. et al. Which endometrial preparation protocol provides better pregnancy and perinatal outcomes for endometriosis patients in frozen-thawed embryo transfer cycles? A retrospective study on 1413 patients. Journal of Ovarian Research, [S. l.], v. 16, n. 9, jan. 2023. DOI: https://doi.org/10.1186/s13048-023-01095-4. Disponível em: https://doi.org/10.1186/s13048-023-01095-4. Acesso em: 11 maio 2026.

MURTA, M. et al. Endometriosis does not affect live birth rates of patients submitted to assisted reproduction techniques: analysis of the Latin American Network Registry database from 1995 to 2011. Journal of Assisted Reproduction and Genetics, [s. l.], jun. 2018. DOI: https://doi.org/10.1007/s10815-018-1214-5. Disponível em: https://doi.org/10.1007/s10815-018-1214-5. Acesso em: 11 maio 2026.

PORPORA, M. G. et al. Endometriosis and pregnancy: a single institution experience. International Journal of Environmental Research and Public Health, [s. l.], v. 17, n. 2, jan. 2020. DOI: https://doi.org/10.3390/ijerph17020401. Disponível em: https://doi.org/10.3390/ijerph17020401. Acesso em: 11 maio 2026.

SCHLIEP, K. C. et al. Endometriosis diagnosis, staging and typology and adverse pregnancy outcome history. Paediatric and perinatal epidemiology, [S. l.], maio 2022. DOI: https://doi.org/10.1111/ppe.12887. Disponível em: https://doi.org/10.1111/ppe.12887. Acesso em: 11 maio 2026.

Autor

Nossos Artigos

Usamos cookies em nosso site para fornecer a experiência mais relevante, lembrando suas preferências e visitas repetidas. Ao clicar em “Aceitar”, concorda com a utilização de TODOS os cookies.