Tratamentos de fertilidade e período fértil: qual a relação?

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    Engravidar não é tão simples quanto parece e isso pode desestimular até os mais otimistas. Quando a natureza não colabora, muitos tentantes recorrem a tratamentos de fertilidade, mas esses métodos também exigem muito trabalho por parte dos futuros pais.

    Além das novidades da Medicina, também existem aqueles detalhes que você já ouviu falar mas não sabe muito bem o que significam, ou como funcionam, como o próprio conceito de fertilidade, hormônios, ciclo menstrual e afins.

    Uma coisa é certa: engravidar exige planejamento. E para planejar uma gestação é preciso conhecer os princípios da reprodução humana.

    Se você embarcou nesta jornada, continue a leitura! Vamos sanar suas dúvidas sobre o período fértil e sua relação com os tratamentos de fertilidade.

    Confira!

    O que é período fértil?

    Compreender esse conceito é fundamental para entender quando é o melhor momento de tentar uma gestação.

    O sistema reprodutor feminino funciona de forma cíclica, isto é, a liberação dos óvulos ocorre em uma determinada fase do ciclo menstrual, o que chamamos período fértil.

    Esse período abarca um certo intervalo, que pode ser variável, devendo ser calculado de acordo com a regularidade do ciclo de cada mulher. E é perfeitamente possível identificar alguns sinais do período fértil, são eles:

    • Aumento da libido;
    • Aumento da secreção vaginal e
    • Leve elevação na temperatura corporal.

    Entretanto, é válido lembrar que estes sinais nem sempre são perceptíveis, mesmo presentes e, portanto, não se preocupe caso não os perceba. Atente-se à regularidade do seu ciclo para identificar o período fértil.

     Um ciclo menstrual regular tem aproximadamente 28 dias, podendo variar entre 24 e 35 dias. O corpo da mulher passa pela fase folicular ( com duração variável entre as mulheres) e pela fase lútea, cuja duração é de cerca de 14 dias. Logo, o período fértil está situado, mais ou menos, 2 semanas antes da próxima menstruação. Confuso, não? Na verdade é fácil entender para quem tem ciclos regulares. Por exemplo, se você menstrua a cada 30 dias, sua ovulação deve ocorrer perto do 16o dia do ciclo. Se o intervalo entre ela é de 28 dias, aí sim, a ovulação ocorre na metade do ciclo.

    O primeiro dia do ciclo menstrual é o começo da fase folicular, quando a menstruação acontece de fato. O sangramento é, portanto, proveniente do desprendimento das camadas superiores do endométrio. 

    Ela ocorre pela queda na concentração de estrogênio e progesterona, quando o hormônio folículo estimulante (FSH) começa a agir. É nesse momento que os folículos ovarianos são desenvolvidos, até que um deles – o folículo dominante – amadureça e libere um óvulo.

    E então acontece a ovulação, após uma elevada concentração de hormônio luteinizante, responsável por impulsionar a liberação da célula reprodutora. Nessa fase do ciclo, o corpo feminino apresenta alto potencial de fertilidade. E somado à consequente produção elevada de progesterona e estrogênio tem início a fase lútea que, por sua vez, caracteriza-se pelo preparo do útero para uma possível gravidez. 

    Caso o óvulo não seja fecundado nesse período fértil, o ciclo se reinicia.

    Por que o período fértil é importante para tentantes

    A fertilidade da mulher não é contínua como a do homem, que está em constante produção de espermatozoides. 

    O corpo feminino libera geralmente um óvulo a cada ciclo, isso reforça a importância de estar atenta ao momento ideal para fecundação, seja ela espontânea ou por tratamentos de fertilidade.

    Portanto, ter consciência do período fértil é crucial para quem pretende engravidar, uma vez que a liberação dos óvulos ocorre mensalmente, o que limita a quantidade de tentativas.

    Ademais, o acompanhamento do ciclo menstrual e identificação do período fértil da mulher é vantajoso para quem busca um método de reprodução assistida.

    Conheça a seguir alguns deles!

    5 tratamentos de fertilidade e suas indicações

    Conheça algumas técnicas de reprodução humana assistida.

    1. Congelamento de óvulos

    Esse método permite que os gametas femininos sejam congelados para uso futuro, com isso, o potencial fértil da mulher é preservado por mais tempo. 

    Ao realizar o congelamento de óvulos, a paciente passa pela indução da ovulação com medicamentos hormonais para que ocorra o crescimento de um número maior de folículos em um único ciclo menstrual (lembre que habitualmente temos apenas 1 crescendo).

    O tratamento é recomendado para mulheres que desejam engravidar futuramente, bem como para pacientes com risco de diminuição do seu “estoque”de óvulos (reserva ovariana), como oncológicas e casos de endometriose.

    2. Coito programado

    O coito programado é um tratamento de fertilidade muito simples, em que o casal recebe orientação médica para praticar relações sexuais nos períodos com maiores chances de gravidez.

    Desse modo, a análise do ciclo menstrual, com a supervisão do crescimento dos folículos, é o ponto principal desse método, que é muito indicado para que menstrua com intervalos muito longos principalmente

    Aliás, o período fértil é o que determina as chances de fecundação espontânea, assim como nos casos de procedimentos clínicos reprodutivos. Visto que muitos desses tratamentos de fertilidade contam com a estimulação ovariana e indução da ovulação, o período fértil é um fator de suma importância no processo.

    3. Inseminação artificial

    De modo distinto à FIV, a inseminação artificial é um método que trata da fecundação do óvulo no interior do corpo da paciente. Isso significa que os espermatozoides são inseridos no útero materno para que ali subam até as tubas (mais conhecidas como trompas) e ocorra a fertilização.

    A inseminação artificial é um procedimento de baixa complexidade, mas amplia as chances de fecundação.

    4. Fertilização in vitro (FIV)

    Um dos métodos mais eficazes da medicina reprodutiva, a FIV consiste na formação do embrião em laboratório. A fecundação acontece a partir dos materiais genéticos masculino e feminino coletados pelos pacientes ou por meio de doação.

    Após o processo de fecundação e acompanhamento do desenvolvimento, o embrião é inserido no útero materno através de um procedimento simples e indolor. A FIV é um complexo tratamento de fertilidade.

    5. Ovodoação

    Por fim, a doação de óvulos, ou ovodoação, é um procedimento que fornece material genético a um programa de doação, destinado a mulheres que necessitam de óvulos saudáveis para concretizar a gestação.

    Sendo assim, pacientes que buscam por alguns tratamentos de fertilidade podem contar com esta opção caso não apresentem células capazes de reproduzir. A ovodoação é uma iniciativa que visa aumentar as chances de quem enfrenta dificuldades quanto ao material genético próprio.

    Portanto, a questão do período fértil é inerente aos métodos de reprodução assistida, já que os procedimentos dependem justamente da ovulação para a execução do passo mais relevante: a fecundação.

    Se você gostou deste artigo e tem interesse em conhecer mais sobre os tratamentos de fertilidade, leia também o Glossário da FIV.

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