A fertilidade é uma jornada única e, para a mulher, está diretamente ligada ao tempo. A capacidade de engravidar naturalmente atinge seu pico em uma determinada fase da vida e, a partir dos 30 anos, inicia um processo de declínio que se acentua após os 35. Compreender essa dinâmica é o primeiro passo para tomar decisões informadas sobre seu futuro reprodutivo.
Felizmente, a medicina reprodutiva avançou e hoje oferece diversas alternativas para mulheres que desejam planejar a maternidade, seja para o futuro ou para superar desafios de fertilidade. Tratamentos como o congelamento de óvulos e a Fertilização In Vitro (FIV) são ferramentas poderosas para auxiliar na realização do sonho de ter filhos!
Como a idade afeta a fertilidade da mulher?
Desde o nascimento, a mulher já possui toda a sua reserva de óvulos, que chega a 6 ou 7 milhões. Esse número, no entanto, diminui progressivamente ao longo dos anos. A partir dos 30 anos, a queda na quantidade e também na qualidade dos óvulos começa a impactar a fertilidade de forma mais evidente.
Essa redução se torna ainda mais acentuada após os 37 anos, continuando a cair até a menopausa, que geralmente ocorre por volta dos 51 anos. Isso significa que, com o passar do tempo, as chances de uma gestação natural diminuem, enquanto os riscos podem aumentar.
Quais são os principais fatores de risco para a infertidade?
Além da idade, que é um fator natural, existem outras condições e hábitos que podem ser considerados fatores de risco para a infertilidade. Alguns estão ligados a questões genéticas ou ao histórico familiar, mas outros podem ser evitados, auxiliando na preservação do potencial reprodutivo.
Sendo assim, é importante estar atenta aos seguintes sinais e fatores:
- Ciclos menstruais: períodos irregulares (com menos de 21 dias ou mais de 35 dias), ausência de menstruação ou cólicas muito intensas;
- Histórico familiar: casos de menopausa precoce ou endometriose na família;
- Diagnósticos prévios: ter passado por tratamentos oncológicos ou ter sido diagnosticada com endometriose e doença inflamatória pélvica;
- Baixa reserva ovariana: suspeita identificada em exames de rotina, mesmo antes dos 35 anos;
- Estilo de vida: o tabagismo, o consumo de bebidas alcoólicas e o uso de drogas ilícitas reduzem as chances de gravidez e afetam a saúde da gestação;
- Peso e alimentação: a obesidade, o sedentarismo e distúrbios alimentares como anorexia ou bulimia também estão associados a problemas de fertilidade.
Como a medicina reprodutiva pode planejar seu futuro?
Para mulheres que desejam adiar a maternidade por motivos pessoais e profissionais, ou que enfrentam condições que podem afetar sua fertilidade, a medicina oferece caminhos seguros e eficazes. O Grupo Huntington, por exemplo, possui 30 anos de experiência em tratamentos individualizados que atendem a critérios internacionais de qualidade e segurança.
Congelamento de óvulos
O congelamento de óvulos, tecnicamente chamado de criopreservação de ovócitos maduros, é um método que preserva a viabilidade e as características dos óvulos da época em que foram coletados. Isso permite que uma mulher de 40 anos, por exemplo, utilize um óvulo congelado aos 30, mantendo as chances de gestação relativas àquela idade.
Quando o congelamento de óvulos é indicado?
O procedimento é uma excelente opção para mulheres que planejam engravidar no futuro, mas ainda não se sentem prontas. Outras indicações importantes incluem o diagnóstico de doenças que podem afetar a fertilidade, como lúpus, ou a necessidade de passar por tratamentos de câncer que ameaçam a reserva ovariana.
Como o procedimento de congelamento é realizado?
O processo de congelamento de óvulos é cuidadosamente planejado e executado em quatro etapas principais para garantir a segurança e a eficácia do tratamento:
- Indução da ovulação: a mulher passa por um tratamento com medicamentos hormonais por cerca de 10 dias para estimular a produção de múltiplos óvulos;
- Coleta dos óvulos: no período ovulatório, os óvulos são coletados dos ovários sob sedação, em um procedimento guiado por ultrassom;
- Maturação: os óvulos coletados ficam em uma incubadora por até 2 horas para finalizar seu processo de amadurecimento;
- Congelamento: apenas os óvulos maduros e adequados são congelados em nitrogênio líquido a uma temperatura de -196ºC, onde ficam armazenados para uso futuro.
Fertilização In Vitro (FIV)
A Fertilização In Vitro (FIV) é uma das técnicas mais eficazes da reprodução assistida. O tratamento consiste na coleta de óvulos maduros, que são fertilizados pelo espermatozoide em laboratório. O embrião formado é então transferido para o útero da mulher.
Uma grande vantagem da FIV é sua flexibilidade, podendo ser realizada com os gametas do próprio casal ou com material genético de doadores anônimos. No entanto, é importante ressaltar que as chances de sucesso podem variar conforme diversos fatores, sendo a idade da mulher o principal deles.
Como funciona o tratamento de ovodoação?
A ovodoação é o tratamento em que uma mulher recebe óvulos doados para realizar o sonho da maternidade. Geralmente, essa é uma alternativa para pacientes em idade avançada, com falência ovariana prematura (que pode ser decorrente de um tratamento de câncer) ou após tentativas sem sucesso com outros métodos.
O processo começa com a busca por uma doadora compatível com as características físicas da receptora, o que pode levar de 3 a 6 meses. Além disso, o casal receptor recebe suporte psicológico e tem acesso anônimo às informações de saúde da doadora. O útero da receptora é preparado com hormônios e, então, o processo segue como uma fertilização in vitro convencional, utilizando o sêmen do parceiro para fertilizar os óvulos doados.
Existem outros tratamentos de reprodução assistida?
Sim, a medicina reprodutiva conta com outras técnicas para auxiliar casais com problemas de fertilidade. A escolha do método ideal depende de uma análise individualizada realizada por um especialista:
- Coito programado: tratamento de baixa complexidade em que a ovulação é induzida com medicamentos e o casal é orientado a ter relações sexuais no período fértil;
- Inseminação Intrauterina: também conhecida como inseminação artificial, envolve a estimulação ovariana e a inserção do sêmen diretamente no útero para facilitar a fecundação;
- Reversão de laqueadura: procedimento cirúrgico que reconstrói as trompas uterinas, tornando uma gravidez natural novamente possível;
- Reversão de vasectomia: cirurgia que permite a homens que fizeram vasectomia voltarem a ter filhos de forma natural.
O caminho para realizar o sonho da maternidade
Encarar os desafios da fertilidade exige informação de qualidade e acolhimento. Contar com uma equipe multidisciplinar, formada por médicos, embriologistas, enfermeiros, psicólogos e nutricionistas, como a oferecida pelo Grupo Huntington, faz toda a diferença para cuidar da saúde de forma completa e integral.
Cada jornada é única e merece um tratamento individualizado, que atenda às suas necessidades e anseios. Com o suporte de especialistas qualificados e tecnologia de ponta, é possível transformar sonhos em vida.
Não adie mais o seu sonho. Converse com um dos nossos especialistas em fertilidade e descubra qual o melhor caminho para você!
Perguntas Frequentes (FAQ)
A partir de que idade a fertilidade da mulher começa a cair?
A fertilidade feminina começa a reduzir após os 30 anos de idade. Essa queda se acentua de forma mais rápida depois dos 35 anos, devido à diminuição do número e da qualidade dos óvulos.
O que é o congelamento de óvulos?
Também chamado de criopreservação de ovócitos, é um procedimento que congela e armazena os óvulos de uma mulher. Isso mantém a viabilidade e as características de saúde dos óvulos da idade em que foram congelados para uma futura fertilização in vitro.
A Fertilização In Vitro é sempre bem-sucedida?
A FIV é uma das técnicas de reprodução assistida mais eficazes. No entanto, as chances de gravidez podem variar por uma série de fatores, sendo a idade da mulher o principal deles. Quanto maior a idade, menores as chances por tentativa.
O que leva uma mulher a precisar de ovodoação?
Mulheres buscam a ovodoação principalmente em casos de idade avançada, falência ovariana prematura (causada por tratamentos de câncer, por exemplo) ou após tentativas de engravidar com outros tratamentos de medicina reprodutiva que não foram bem-sucedidas.
