Infertilidade secundária: por que acontece e como tratar?
Casal abraçado em um consultório ao lado de uma médica explicando as causas da infertilidade secundária.

Infertilidade secundária: por que acontece e como tratar?

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A infertilidade secundária é a dificuldade de conceber ou manter uma gestação após o casal já ter tido um ou mais filhos biológicos. Por isso, geralmente, receber esse diagnóstico pode ser um processo emocionalmente desafiador para o casal.

Sabemos que esse momento exige muita sensibilidade, pois o sonho de ter mais um filho é tão profundo quanto o primeiro. E, muitas vezes, surge a confusão por não conseguir repetir um processo que antes ocorreu de forma natural.

Por isso, é fundamental lembrar que a fertilidade é dinâmica e o corpo passa por mudanças naturais com o passar do tempo. Entenda o que é, quais são as causas e os tratamentos indicados para a condição!

O que é infertilidade secundária?

A definição clínica para a infertilidade secundária é a ausência de gravidez após 12 meses de relações sexuais frequentes sem contraceptivos. Para mulheres com mais de 35 anos, esse período de observação é reduzido para apenas 6 meses. Essa agilidade no diagnóstico é importante para garantir as melhores chances de sucesso.

A condição também inclui casos em que a mulher engravida, mas sofre perdas gestacionais recorrentes.

Independentemente do cenário, o acolhimento médico especializado é o primeiro passo para identificar as causas. Isso porque o apoio profissional ajuda a traçar o melhor caminho para que o novo integrante da família chegue com saúde.

Quais são as principais causas da infertilidade secundária?

Existem diversos motivos para a infertilidade secundária, que podem envolver a saúde da mulher, do homem ou de ambos. Como o tempo entre as gestações pode ser de alguns anos, as condições biológicas se transformam. A ciência mostra que a infertilidade secundária possui, inclusive, causas imunológicas específicas.

De modo geral, algumas das causas são:

O fator idade e a reserva ovariana

A idade materna é um dos pontos mais determinantes para a fertilidade, pois, com o passar dos anos, ocorre uma redução natural na quantidade e na qualidade dos óvulos disponíveis.

Isso pode tornar a fecundação mais difícil e aumentar as chances de alterações genéticas nos embriões formados.

Alterações na saúde masculina

A saúde reprodutiva masculina também passa por mudanças ao longo da vida. O envelhecimento e o surgimento de doenças como a varicocele podem reduzir a concentração e a movimentação dos espermatozoides.

Além disso, mudanças no estilo de vida e o uso de novos medicamentos também impactam a qualidade do sêmen.

Complicações de gestações ou cirurgias anteriores

Intercorrências em partos passados, como infecções uterinas ou cicatrizes de cesáreas, conhecidas como istmocele, podem dificultar o processo.

Além disso, problemas nas trompas, o histórico de abortos anteriores e complicações de cirurgias pélvicas antigas são causas comuns relatadas em estudos científicos.

Fatores de estilo de vida e saúde hormonal

Mudanças no peso e o consumo de substâncias como tabaco e álcool afetam diretamente o equilíbrio do corpo. O funcionamento da tireoide é outro ponto crucial, pois o hipotireoidismo pode desregular a ovulação completamente.

Felizmente, esse desequilíbrio hormonal é facilmente tratado com medicações específicas que ajudam a retomar a fertilidade.

O estresse e a forte cobrança emocional para aumentar a família também desempenham um papel importante. A pressão psicológica pode desregular hormônios essenciais, criando um ciclo que prejudica o sucesso das tentativas naturais. Em outras palavras, cuidar da mente é tão importante quanto cuidar do corpo nesse processo.

Como é feito o diagnóstico da condição?

O diagnóstico de infertilidade secundária começa com uma conversa detalhada sobre o histórico clínico e as gestações anteriores do casal. Na ocasião, o médico avaliará o tempo de tentativa atual e a saúde geral de ambos os parceiros com empatia.

Além disso, exames complementares são fundamentais para uma investigação completa:

  • Histerossalpingografia: exame de imagem que verifica se as trompas estão desobstruídas e saudáveis;
  • Espermograma: análise detalhada para conferir a saúde dos espermatozoides do parceiro;
  • Dosagens hormonais: verificam se a tireoide e o ciclo de ovulação estão funcionando corretamente;
  • Avaliação da reserva ovariana: através de exames de sangue e ultrassonografia para contar os folículos.

“Várias condições médicas podem afetar a reserva ovariana. As mais comuns são: endometriose, cistos no ovário, câncer, menopausa precoce, doenças da tireoide e doenças autoimunes”, explica a Dra. Ana Cláudia Trigo, especialista em reprodução assistida.

Sendo assim, identificar esses fatores é crucial para decidir como tratar a infertilidade secundária da maneira mais eficaz.

Assista ao vídeo a seguir e descubra quais outros exames são essenciais para investigar a dificuldade para engravidar.

Estou com dificuldades para engravidar, quais exames devo fazer? | Huntington

Quais são os tratamentos indicados pela Huntington?

Na Huntington, cada tratamento é planejado de forma individual e humana, respeitando a história de cada família. Por isso, as opções variam desde ajustes hormonais simples até técnicas mais avançadas em laboratório.

As principais abordagens para ajudar o casal, geralmente, incluem:

  • Indução da ovulação: uso de remédios para estimular a produção de óvulos em mulheres com ciclos irregulares;
  • Inseminação intrauterina (IIU): os espermatozoides são preparados e colocados no útero no momento ideal da ovulação.
  • Fertilização in vitro (FIV): técnica onde a união do óvulo com o espermatozoide ocorre em laboratório com alta tecnologia.
  • Cirurgias minimamente invasivas: procedimentos simples para corrigir cicatrizes, miomas ou tratar a endometriose.

Quando o casal deve procurar ajuda especializada?

Muitos casais esperam muito tempo por acreditarem que a gravidez virá naturalmente por já terem um filho. No entanto, buscar ajuda cedo aumenta muito as chances de sucesso nos tratamentos de reprodução assistida. Ou seja, o tempo é um aliado valioso quando se trata de fertilidade feminina e masculina.

Recomenda-se buscar um especialista se:

  1. A mulher tem menos de 35 anos e tenta engravidar há mais de um ano sem sucesso;
  2. A mulher tem 35 anos ou mais e as tentativas já duram seis meses;
  3. Existem ciclos menstruais muito irregulares ou histórico de doenças como endometriose;
  4. O parceiro já possui alguma condição conhecida que afeta a produção de espermatozoides.

A infertilidade secundária tem tratamento e a maioria das famílias consegue realizar o sonho de ter mais um filho. O primeiro passo é buscar uma avaliação profissional acolhedora para entender o que está acontecendo. Com o suporte médico correto, as barreiras biológicas e emocionais podem ser superadas.

Se você e seu parceiro estão encontrando dificuldades para aumentar a família, a equipe da Huntington está pronta para oferecer cuidado humanizado! Agende uma consulta para uma avaliação individualizada e dê o próximo passo na realização do seu sonho.

REFERÊNCIAS

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