Mulher sentada na cama, segurando um teste de gravidez, refletindo sobre a perda gestacional e quando tentar novamente.

Como lidar com a perda gestacional e tentar novamente?

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Sabemos que a perda gestacional é uma das experiências mais dolorosas na jornada de quem sonha em ter um filho. Esse momento envolve sentimentos de tristeza, frustração e, muitas vezes, solidão.

Compreender o que aconteceu, permitir-se viver o luto e encontrar caminhos para o futuro são passos fundamentais para seguir em frente com esperança e acolhimento. Por isso, neste artigo, reunimos informações importantes para você considerar antes de tentar novamente!

O que é uma perda gestacional?

A perda gestacional é definida como a interrupção de uma gravidez antes que o feto atinja a viabilidade, ou seja, a capacidade de sobreviver fora do útero. A grande maioria, cerca de 85% dos casos, ocorre nas primeiras 12 semanas de gestação, sendo chamada de perda precoce.

Além disso, é importante ressaltar que é uma situação mais comum do que se imagina. Estima-se que entre 15% e 20% das gestações clinicamente diagnosticadas terminem em um aborto espontâneo. Reconhecer isso não diminui a dor, mas pode ajudar a reduzir o sentimento de isolamento.

Quais são as principais causas da perda gestacional?

As causas de uma perda gestacional são variadas e, em muitos casos, é difícil determinar um único fator. No entanto, a maioria das perdas precoces está relacionada a alterações genéticas no próprio embrião, que o impedem de se desenvolver de forma saudável. Outras possíveis causas incluem:

  • Alterações cromossômicas: correspondem a mais de 50% das perdas no primeiro trimestre, sendo eventos aleatórios que não costumam se repetir;
  • Fatores uterinos: malformações no útero, miomas ou pólipos podem dificultar a implantação e o desenvolvimento do embrião;
  • Questões hormonais: desequilíbrios na tireoide ou a produção inadequada de progesterona podem impactar a manutenção da gravidez;
  • Trombofilias: condições que aumentam a propensão à formação de coágulos podem afetar o fluxo sanguíneo para a placenta;
  • Idade materna avançada: a qualidade dos óvulos diminui com o tempo, aumentando o risco de anomalias cromossômicas.

Como lidar com o luto após uma perda gestacional?

O luto gestacional é real e precisa ser validado. Não existe um tempo certo ou uma forma correta de passar por ele, mas algumas atitudes podem trazer mais conforto e clareza para esse processo delicado. É uma jornada que merece tempo, paciência e autocompaixão.

Permita-se sentir e validar a sua dor

Primeiramente, é fundamental reconhecer todos os sentimentos que surgem: tristeza, raiva, culpa ou vazio. Negar ou minimizar a dor pode prolongar o sofrimento. Conversar sobre o que aconteceu, seja com o parceiro, amigos ou um profissional, também ajuda a processar a experiência.

Busque uma rede de apoio

Compartilhar sua história com pessoas de confiança pode ser muito reconfortante. Além disso, o apoio psicológico especializado em luto perinatal é uma ferramenta poderosa para encontrar estratégias de enfrentamento e ressignificar a perda.

Ao longo desse processo de luto e ao considerar uma nova gestação, é fundamental que a perspectiva e as experiências de pacientes e seus familiares sejam ativamente consideradas. Essa participação ativa é essencial para garantir um cuidado mais inclusivo, humano e sensível.

Cuide do seu corpo e da sua mente

Respeite os limites do seu corpo durante a recuperação física. Retome suas atividades aos poucos, pratique exercícios leves quando se sentir pronta e mantenha uma alimentação equilibrada. O bem-estar físico está diretamente conectado à saúde emocional.

Quando é seguro tentar engravidar novamente?

Fisicamente, a ovulação pode retornar cerca de duas a quatro semanas após a perda. Do ponto de vista médico, se não houver complicações, geralmente é recomendado aguardar de um a três ciclos menstruais para que o corpo se regule antes de uma nova tentativa.

No entanto, a decisão de tentar novamente é profundamente pessoal e deve respeitar o tempo emocional do casal. É essencial que ambos se sintam preparados e alinhados para recomeçar a jornada, sem pressões externas ou autocobranças.

Pensando na saúde futura do bebê, adotar uma dieta variada e rica durante a gravidez é muito importante. Uma alimentação com diversos grupos alimentares como carne, peixe, vegetais, frutas e batatas, pode reduzir em até 45% o risco de a criança desenvolver Doença Inflamatória Intestinal (DII) no futuro.

A perda gestacional recorrente precisa de investigação?

Sim. Quando ocorrem duas ou mais perdas gestacionais consecutivas, é classificado como abortamento de repetição. Nesses casos, uma investigação médica detalhada é fundamental para tentar identificar possíveis causas tratáveis e planejar uma futura gestação com mais segurança.

O especialista em reprodução humana poderá solicitar exames específicos para avaliar fatores genéticos do casal, alterações anatômicas do útero, questões hormonais e a presença de trombofilias, traçando um diagnóstico preciso.

Em todo caso, é importante destacar que em algumas situações, não precisamos aguardar pelas 2 perdas para que façamos toda a avaliação.  É sempre fundamental uma abordagem individualizada de cada paciente.

Quais tratamentos podem ajudar após uma perda gestacional?

Com um diagnóstico claro, é possível direcionar o tratamento para aumentar as chances de sucesso em uma próxima gravidez. Contudo, a abordagem é sempre individualizada, baseada nas causas identificadas durante a investigação médica.

Fertilização In Vitro com análise genética

Para casos relacionados a alterações cromossômicas, a Fertilização In Vitro (FIV) com o Teste Genético Pré-implantacional (PGT-A) é uma opção importante. Essa tecnologia permite analisar os embriões geneticamente antes de transferi-los para o útero, selecionando aqueles com maior potencial de desenvolvimento.

No vídeo abaixo, entenda o passo a passo da FIV.

Passo a passo da FIV: entenda o tratamento | Huntington

Tratamentos para condições uterinas ou hormonais

Se a causa for uma alteração no útero, como um pólipo ou septo, um procedimento cirúrgico simples pode corrigir o problema. Da mesma forma, desequilíbrios hormonais podem ser controlados com medicação específica, criando um ambiente mais favorável para a gestação.

Como a Huntington pode te acolher após a perda?

Na Huntington, entendemos que cada jornada é única e que o sonho de construir uma família merece ser tratado com o máximo de cuidado, respeito e excelência. Nossa equipe está preparada não apenas para oferecer as mais avançadas tecnologias da medicina reprodutiva, mas também para proporcionar um atendimento humano e acolhedor.

Se você passou por uma perda gestacional e busca respostas, estamos aqui para ouvir sua história e construir juntos um plano de cuidado que traga segurança e renove suas esperanças. Agende uma conversa conosco e dê o próximo passo na realização do seu sonho!

REFERÊNCIAS

ANNEBERG, O. M. et al. Maternal mid-pregnancy dietary patterns and inflammatory bowel disease in offspring from a prospective cohort study. Communications Medicine, dez. 2025. DOI: https://doi.org/10.1038/s43856-025-01338-z. Disponível em: URL. Acesso em: dd mmm. aaaa.

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Autores

  • Com mais de 20 anos de experiência, o Dr. Matheus Roque graduou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina de Marília (FAMEMA), com mestrado em Reprodução Humana pela Universidade Autônoma de Barcelona (Espanha) e Doutorado em Saúde da Mulher pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Realizou ainda fellowship em Reprodução Humana pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP/EPM).

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