Saber quantos óvulos congelar é uma das principais dúvidas de mulheres que buscam preservar a fertilidade e proteger o sonho da maternidade futura. Estimar esse número exige sensibilidade e avaliação individual, pois cada trajetória reprodutiva é única e depende de diversos fatores biológicos individuais.
O congelamento de óvulos é, atualmente, o método mais utilizado para proteger a fertilidade feminina. Ele permite armazenar as células reprodutivas por anos, para uma possível utilização no futuro, contribuindo para o planejamento reprodutivo.
Mas afinal, existe um número ideal de óvulos para congelar? Neste artigo, você vai entender quais fatores influenciam essa decisão, como a idade interfere nas chances futuras e o que considerar ao planejar a preservação da fertilidade.
Quantos óvulos uma mulher deve congelar?
Não existe um número universal de óvulos que devam ser congelados para garantir o sucesso para todas as mulheres, mas a medicina trabalha com estimativas baseadas em probabilidades estatísticas. Geralmente, especialistas sugerem que o armazenamento de 10 a 15 óvulos maduros oferece uma chance significativa de ao menos um nascimento vivo no futuro.
O uso de uma técnica moderna chamada vitrificação, que é um tipo de congelamento ultrarrápido, trouxe grandes avanços para as mulheres. Esse método garante que os óvulos maduros, após serem descongelados, apresentem taxas de fertilização e de gravidez muito parecidas com as de óvulos frescos.
No entanto, essa meta pode variar conforme os objetivos da paciente. Alguns pontos que influenciam esse planejamento são:
- Desejo de ter mais de um filho no futuro;
- Idade no momento da coleta dos óvulos;
- Histórico de saúde reprodutiva e reserva ovariana;
- Expectativas em relação às taxas de sucesso dos tratamentos.
De acordo com a Dra. Dayana Couto, médica do Grupo Huntington, “quanto maior o número de óvulos, maior a chance de dar certo depois. E quanto menor a idade, melhor é a qualidade dos óvulos”. O médico reforça que, embora as pacientes possam realizar o procedimento em qualquer fase, até os 35 anos a qualidade costuma ser muito boa, o que faz com que o tratamento funcione de maneira mais eficiente.
Além disso, é importante lembrar que nem todo óvulo congelado resultará em um embrião ou em uma gestação. O processo passa por etapas críticas, como o descongelamento, a fertilização e o desenvolvimento embrionário, o que justifica a busca por uma margem de segurança.
Como a idade influencia a quantidade de óvulos necessária?
A idade da mulher no momento da coleta de óvulos é o fator mais determinante para definir quantos óvulos congelar. Isso ocorre porque a qualidade genética dos oócitos cai naturalmente com o passar dos anos, o que exige uma quantidade maior de células com o avançar da idade para atingir a mesma chance de sucesso.
Com o passar dos anos, a qualidade dos óvulos cai e isso afeta diretamente as possibilidades de sucesso em técnicas de reprodução assistida. Por isso, para mulheres com mais de 35 anos, os médicos costumam recomendar o congelamento de uma quantidade maior de óvulos para compensar a qualidade oocitaria.
Nessa fase, a incidência de alterações cromossômicas nos óvulos é maior, o que torna necessário a formação de um um número maior de embriões durante a Fertilização In Vitro (FIV).
Quais exames ajudam a estimar o potencial do congelamento?
Para definir a estratégia de coleta e congelamento de óvulos, o médico especialista realiza uma avaliação minuciosa da reserva ovariana. Essa investigação permite prever como o corpo responderá à estimulação hormonal e quantos óvulos podem ser obtidos em um único ciclo.
Os principais exames utilizados nessa etapa são:
- Hormônio Antimülleriano (AMH): exame de sangue que indica a quantidade de óvulos restantes nos ovários;
- Contagem de Folículos Antrais (CFA): ultrassonografia transvaginal realizada no início do ciclo menstrual para visualizar os folículos em crescimento;
- Dosagens hormonais: como o FSH e o estradiol, que auxiliam na compreensão do funcionamento ovariano.
Esses dados permitem que a equipe médica personalize o protocolo de tratamento. Dessa forma, é possível alinhar as expectativas da paciente com a realidade biológica detectada nos exames diagnósticos.
Quantas coletas são necessárias para atingir a meta?
O número de ciclos de estimulação ovariana necessários para atingir a meta de óvulos varia drasticamente entre as pacientes. Algumas mulheres conseguem coletar a quantidade desejada em apenas um procedimento, enquanto outras podem precisar de duas ou três rodadas de tratamento.
Fatores que podem exigir mais de um ciclo de coleta:
- Baixa resposta à estimulação hormonal durante o processo;
- Reserva ovariana reduzida para a idade cronológica;
- Decisão da paciente de aumentar a margem de segurança para o futuro.
Em todo caso, o acompanhamento médico individualizado é essencial para decidir se uma nova coleta é recomendada. O objetivo é sempre equilibrar o bem-estar físico e emocional da mulher com a segurança necessária para seus planos reprodutivos.
Como planejar o congelamento de óvulos com segurança?
O planejamento para congelar seus óvulos deve ser pautado pela transparência e pelo acolhimento. Entender que o procedimento é uma forma de preservação da autonomia reprodutiva ajuda a lidar com o processo de maneira mais leve e consciente.
Vale destacar que a tecnologia de vitrificação atual permite que os óvulos permaneçam congelados por tempo indeterminado sem perder o potencial de fertilização. Isso oferece tranquilidade para que a mulher decida o momento ideal de engravidar, seja por questões profissionais, financeiras ou pessoais.
A Huntington está preparada para apoiar você em todas as fases dessa jornada, aliando excelência médica ao cuidado humano. Quer entender melhor sobre o congelamento de óvulos e planejar seu futuro? Agende uma consulta com um de nossos especialistas!
REFERÊNCIAS
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