Técnicas de reprodução assistida: veja os métodos para engravidar
Casal sorridente em consulta com médica, recebendo informações sobre técnicas de reprodução assistida para ajudar a engravidar.

Técnicas de reprodução assistida: conheça os métodos para engravidar

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As técnicas de reprodução assistida representam um caminho de esperança e possibilidades para muitas pessoas que sonham em construir uma família. Por isso, compreender esses métodos é o primeiro passo de uma jornada que, sabemos, é repleta de emoções, dúvidas e expectativas.

Esses tratamentos englobam um conjunto de procedimentos médicos que visam facilitar a concepção quando ela não ocorre de forma espontânea. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a infertilidade afeta milhões de pessoas em idade reprodutiva em todo o mundo, tornando o acesso à informação clara e ao cuidado especializado algo fundamental.

O que são as técnicas de reprodução assistida?

As técnicas de reprodução assistida, também conhecidas como TRA, são procedimentos que manipulam óvulos, espermatozoides ou embriões com o objetivo de alcançar uma gravidez. Elas são indicadas após uma investigação detalhada das causas da infertilidade do casal ou da pessoa que deseja uma gestação independente.

O pilar desses tratamentos é a personalização. Cada caso é único e, por isso, a escolha do método mais adequado depende de uma avaliação médica criteriosa, que considera fatores como idade, histórico de saúde e os resultados de exames específicos.

“Quando envolvemos diversas especialidades médicas no tratamento de fertilidade, os pacientes sentem que estão sendo acolhidos como seres humanos, não como produtores de um óvulo ou de um espermatozoide que podem resultar em bons embriões. É o acolhimento ao paciente de forma completa”, afirma a Dra. Ana Claudia Trigo, especialista em reprodução assistida.

Quais são as principais técnicas de reprodução assistida?

Os tratamentos são classificados em baixa e alta complexidade, de acordo com o nível de intervenção laboratorial. A seguir, apresentamos os métodos mais comuns, começando pelos mais simples até os mais avançados.

Relação sexual programada (coito programado)

Considerada uma técnica de baixa complexidade, o coito programado consiste em monitorar o ciclo menstrual da mulher para identificar o período fértil. O objetivo é determinar o momento exato da ovulação para que o casal possa programar as relações sexuais, aumentando as chances de concepção.

Geralmente, o processo é acompanhado por medicamentos que estimulam o desenvolvimento dos folículos ovarianos, onde os óvulos amadurecem. O controle é feito por meio de ultrassonografias seriadas. As principais indicações são:

  • Casos de infertilidade sem causa aparente (ISCA) em casais jovens;
  • Mulheres com ciclos menstruais irregulares ou anovulação (ausência de ovulação);
  • Dificuldades relacionadas a fatores ovulatórios leves.

Inseminação intrauterina (IIU)

A inseminação intrauterina, também conhecida como inseminação artificial, é outra técnica de baixa complexidade. O procedimento envolve a preparação de uma amostra de sêmen em laboratório, onde os espermatozoides de melhor qualidade e motilidade são selecionados.

Essa amostra concentrada é então inserida diretamente na cavidade uterina da mulher durante seu período fértil, que também pode ser induzido por medicamentos. A IIU é indicada principalmente para:

  • Alterações leves no sêmen (fator masculino leve);
  • Fator cervical, quando o muco do colo do útero dificulta a passagem dos espermatozoides;
  • Casos de endometriose mínima ou leve;
  • Infertilidade sem causa aparente.

Fertilização in Vitro (FIV)

A Fertilização in Vitro (FIV) é a técnica de reprodução assistida de alta complexidade mais conhecida e realizada no mundo. Nela, a fecundação do óvulo pelo espermatozoide ocorre em ambiente laboratorial, ou seja, “in vitro”.

O tratamento envolve várias etapas, desde a estimulação ovariana para produzir múltiplos óvulos, a coleta desses óvulos, a fertilização em laboratório e, por fim, a transferência do embrião formado para o útero.

Geralmente, recomenda-se a FIV em situações mais complexas, como:

  • Obstrução ou ausência das trompas;
  • Fator masculino moderado a grave;
  • Endometriose avançada;
  • Baixa reserva ovariana ou idade materna avançada;
  • Falhas em tratamentos de baixa complexidade;

Quer saber mais? Então, veja os pontos-chave de duas técnicas de reprodução assistida em poucos minutos:

Diferença entre FIV e inseminação artificial | Huntington

Como saber qual é o tratamento mais indicado para mim?

A escolha da técnica de reprodução assistida ideal não segue uma fórmula única, pois cada jornada é singular. A decisão é tomada em conjunto com um especialista em reprodução humana, após uma análise completa e individualizada do seu caso.

Diversos fatores são avaliados, como a idade da mulher, a reserva ovariana, a qualidade do sêmen, a saúde das trompas e do útero, além do histórico de saúde geral e o tempo de tentativa de gravidez. Então, o diagnóstico preciso é a chave para um plano de tratamento com maiores chances de sucesso.

Além disso, vale ressaltar que mesmo níveis de hormônio tireoidiano (TSH) considerados normais, mas que estejam na faixa superior, podem estar relacionados a uma diminuição da reserva ovariana em mulheres com infertilidade antes de iniciar um tratamento de reprodução assistida. Essa avaliação detalhada ajuda a traçar o caminho mais adequado.

Existem outras abordagens complementares na reprodução assistida?

Sim. O campo da reprodução humana assistida evolui constantemente, oferecendo diversas outras possibilidades para realizar o sonho da parentalidade. Sendo assim, é válido ressaltar que existem opções que complementam os tratamentos principais:

  • Doação de gametas: utilização de óvulos ou espermatozoides de doadores anônimos para viabilizar a gravidez;
  • Útero de substituição: indicado para mulheres que não podem gestar por ausência de útero ou condições médicas específicas;
  • Preservação da fertilidade: congelamento de óvulos, sêmen ou embriões para uso futuro, seja por razões médicas (como tratamento oncológico) ou sociais.

Qual é o primeiro passo para iniciar a jornada?

O primeiro e mais importante passo é buscar o acolhimento e a orientação de uma equipe médica especializada. Portanto, agendar a primeira consulta é uma oportunidade para compartilhar a sua história, tirar todas as suas dúvidas e entender quais são os caminhos possíveis para você.

Na Huntington, entendemos que cada pessoa traz consigo um sonho único. Por isso, nosso compromisso é oferecer um atendimento humano, ético e baseado na mais alta excelência científica, guiando você em cada etapa da jornada com segurança e confiança. Vamos juntos construir o seu futuro!

REFERÊNCIAS

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