Conheça a MAIA, a Inteligência Artificial do Grupo Huntington, e como ela pode ajudar na melhor seleção de seu embrião.

Huntington e os avanços dos tratamentos de reprodução assistida

A Huntington foi uma das pioneiras no Brasil a investir em tecnologia para aumentar as chances de sucesso no tratamento de fertilização in vitro (FIV) ao adquirir a incubadora time-lapse de última geração, dotada de um sistema de monitoramento capaz de avaliar simultaneamente 240 embriões e fornecer imagens de seu desenvolvimento.

O equipamento de alta tecnologia funciona gerando imagens a cada 10 minutos, permitindo avaliar com precisão padrões do crescimento embrionário, sete dias por semana, sem a necessidade de manipulação externa.

Agora, a Huntington deu mais um passo com a MAIA (Morphological Artificial Intelligence Assistance), um software de inteligência artificial* que, acoplado ao time-lapse, auxilia os embriologistas a refinar ainda mais a seleção do melhor embrião para transferência.

* A inteligência artificial é uma ferramenta de predição de probabilidades de prognóstico.

Observação em tempo real

A incubadora funciona gerando imagens em tempo real, a cada 10 minutos, e permite aos embriologistas avaliar com precisão padrões do crescimento embrionário, 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Ambiente mais seguro e estável

Todo o processo de desenvolvimento é realizado sem a manipulação externa, permitindo ao embrião se desenvolver em um ambiente seguro, estável e controlado.

Seleção embrionária e resultados

O sistema de vídeo possibilita selecionar de forma mais adequada os embriões de melhor potencial para a transferência ao útero, o que pode proporcionar um ganho na fertilização in vitro.

O acesso às primeiras imagens do embrião e todo processo de evolução posteriormente é compartilhado com os pacientes.

A inteligência artificial na reprodução assistida na Huntington

O novo software da Huntington, batizado de MAIA, foi 100% desenvolvido no Brasil e é pioneiro em análise de dados específicos da população local.

Nosso software tornou possível interpretar uma grande quantidade de dados, gerando um volume de informações que o olho humano não seria capaz de analisar e que ajudam no objetivo de interpretar e determinar o embrião de melhor potencial para a gestação.

Ao interpretar os dados gerados pelos embriões na incubadora e pela experiência da equipe multidisciplinar da Huntington, o software pode ajudar na seleção do embrião a ser transferido. Isso porque a MAIA é abastecida por milhões de imagens e referências do casal, que vão possibilitar uma seleção ainda mais precisa.

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Se você é tentante

o DOE pode ser para você!

Você que já está na jornada, já passou pelo procedimento de FIV e ainda não chegou lá, existe a chance de transformar seu sonho em vida pelo programa DOE - Doação de Óvulos e Embriões, que possibilita uma gestação por ovorecepção.

Fazer dos sonhos a vida

A jornada de gerar uma vida é diferente para cada mulher. A ovorecepção é um tratamento que permite a uma mulher que não pode engravidar de forma natural, seja por doenças genéticas, baixa reserva ovariana, abortos de repetição, idade avançada, menopausa e outros impedimentos,

Indicações para ovodoação:

A maioria dos tratamentos são indicados devido à diminuição da reserva ovariana, em grande parte por conta da idade avançada.

Mas existem outras situações, como a falência ovariana prematura, ou em decorrência da realização de tratamentos oncológicos, que levam à mesma realidade.

Em muitos casos, os casais já vivenciaram dificuldades em tentativas anteriores, que levam à necessidade de recorrer à doação como melhor opção para uma oportunidade de gravidez saudável.

As chances na ovorecepção

A jornada da ovorecepção na Huntington

O programa DOE, do Grupo Huntington, possibilita com acesso a um processo mais rápido, pois os óvulos ficam armazenados em nosso banco. Veja o processo a seguir:

Preenchimento do questionário

O casal preencherá um questionário que contribuirá muito para a busca da doadora ideal, colocando seus dados físicos pessoais, características importantes para o casal, e enviando fotos dos mesmos;

Consulta psicológica

Após a aceitação do casal ao tratamento, é oferecida uma consulta com nossa psicóloga, que tem como objetivo abordar os aspectos emocionais envolvidos neste processo.

Conhecendo as candidatas

São candidatas a doadoras, mulheres de 18 a 35 anos, que apresentem boa saúde, reserva ovariana adequada, sem fator aparente de infertilidade;

Anonimato

Mantendo o anonimato, o casal terá acesso a informações físicas e de saúde da doadora e de seus familiares próximos;

Fenomach®

Acesso ao FenoMatch, que realiza a análise da biometria facial das receptoras e busca as doadoras mais compatíveis dentro do nosso banco de dados, aproximando as características físicas da doadora e da receptora, além da experiência de mais de 10 anos das profissionais que fazem a seleção dos perfis.

Preparação para o tratamento

Iniciado o tratamento, a paciente receptora dos óvulos começará o preparo do útero através da utilização de hormônios (geralmente entre 14 a 20 dias) com a intenção de deixar o endométrio receptivo aos embriões;

Avaliação da resposta endometrial

Após a avaliação da resposta endometrial da receptora, por meio de ultrassons seriados, o médico programará a fertilização dos óvulos com o sêmen do casal receptor;

O processo da FIV segue normalmente

A partir deste momento, o processo de fertilização in vitro segue o modelo convencional;

Existe também a possibilidade de congelamento

Caso haja embriões excedentes, o casal pode optar pelo congelamento (criopreservação) para uma oportunidade futura de gestação.

Como funciona a doação de óvulos na Huntington?

No Brasil, a ovodoação é obrigatoriamente anônima, ou seja, nem a doadora nem a receptora sabem a identidade de uma ou de outra, diferentemente dos Estados Unidos e alguns outros países, onde a receptora pode escolher uma doadora conhecida.

A exceção ocorre na doação de gametas entre parentes de até 4º grau de um dos receptores (1º grau = pais/filhos; 2º grau = avós/irmãos; 3º grau = tios/sobrinhos; 4º grau = primos), conforme estabelecido pela última Resolução do CFM nº 2.294/2021, atualmente vigente desde 15/06/2021.

No nosso país, também não é permitida nenhuma transação comercial nesse tipo de tratamento. A doação deve ser voluntária e sem fins lucrativos. A partir da penúltima resolução do CFM (nº 2.013/13), é permitida a chamada doação compartilhada, isto é, uma mulher em tratamento para engravidar pode doar parte dos seus óvulos para outra mulher, em troca do custeio de parte do tratamento dela.

Pela nova resolução do CFM, a idade limite para ser doadora de óvulos passou a ser de 37 anos.
Apesar disso, no nosso serviço mantemos a predileção por doadoras de até 35 anos. A candidata a doadora, além de um exame clínico e laboratorial rigoroso, deve preencher um questionário detalhado com características pessoais e médicas, contendo informações sobre antecedentes e características familiares. Nossas receptoras têm acesso a esses questionários, que contêm detalhes físicos como peso, estatura, cor de olhos, cabelo e pele, para que se sintam mais confortáveis e seguras na seleção de uma doadora o mais parecido com elas possível.

Além disso, contamos com o FenoMatch®, um programa de computador que compara os pontos principais do rosto da receptora e da doadora, para que essa seleção seja ainda mais fidedigna.

Confidencialidade

A maioria dos casais que precisa recorrer ao processo de doação de óvulos passa por um período de reflexão e aceitação da ideia de conceber um filho com material genético de outra pessoa.

Nestes casos, a decisão pela realização do tratamento deve ser de comum acordo entre o casal, sendo registrada por meio de um contrato e termo de consentimento de ambos.

Um aspecto muito valorizado por nossa equipe é o sigilo com o qual tratamos o processo. A identidade dos casais envolvidos no programa de ovodoação é totalmente protegida, ficando os dados médicos e psicológicos mantidos em sigilo.

Acreditamos que este procedimento diz respeito à intimidade dos casais e, para nós, o respeito é um valor extremamente importante.

Aspectos Legais

Os procedimentos de Reprodução Assistida, incluindo a ovodoação, são regulamentados pelo Conselho Federal de Medicina, através da Resolução 2.168/2017, publicada no D.O.U de 10 de novembro de 2017, página 73 – seção I, mas que tiveram algumas atualizações após a publicação da nova Resolução Nº 2.320/2022 em 20 de setembro de 2022.

O capítulo IV informa que:


1- A doação não poderá ter caráter lucrativo ou comercial.


2- Os doadores não devem conhecer a identidade dos receptores e vice-versa, exceto na doação de gametas entre parentes de até 4º grau de um dos receptores (1º grau = pais/filhos; 2º grau = avós/irmãos; 3º grau = tios/sobrinhos; 4º grau = primos)


3- A idade limite para a doação de gametas atualmente é de 37 anos para a mulher e de 45 anos para o homem.


4- Será mantido, obrigatoriamente, o sigilo sobre a identidade dos doadores de gametas e embriões, bem como dos receptores, com ressalva do item 2 do Capítulo IV. Em situações especiais, informações sobre os doadores, por motivação médica, podem ser fornecidas exclusivamente para médicos, resguardando-se a identidade civil do(a) doador(a).


5- As clínicas, centros ou serviços onde é feita a doação devem manter, de forma permanente, um registro com dados clínicos de caráter geral, características fenotípicas e uma amostra de material celular dos doadores, de acordo com legislação vigente.


6- Na região de localização da unidade, o registro dos nascimentos evitará que um(a) doador(a) tenha produzido mais de duas gestações de crianças de sexos diferentes em uma área de um milhão de habitantes.


7- A escolha dos doadores de oócitos nos casos de doação compartilhada, é de responsabilidade do médico assistente. Dentro do possível, deverá garantir que o(a) doador(a) tenha a maior semelhança fenotípica e a máxima possibilidade de compatibilidade com a receptora, com a anuência desta.


8- Não será permitido aos médicos, funcionários e demais integrantes da equipe multidisciplinar das clínicas, unidades ou serviços, participarem como doadores nos programas de RA.


9- É permitida a doação voluntária de gametas, bem como a situação identificada como doação compartilhada de oócitos em RA, em que doadora e receptora, participando como portadoras de problemas de reprodução, compartilham tanto do material biológico quanto dos custos financeiros que envolvem o procedimento de RA. A doadora tem preferência sobre o material biológico que será produzido.

FAQ: doação de gametas
Veja abaixo algumas dúvidas frequentes sobre a Ovodoação:

A ovodoação é mais frequente em pacientes com mais de 40 anos, entretanto não é a única opção para atingir uma gravidez. É importante ressaltar que cada caso deve ser tratado de maneira individual, não existindo uma regra para todas as pacientes.

O medo da doadora entrar em contato com a receptora no futuro e vice-versa é comum, porém, é importante ressaltar que o anonimato é a base de todo sistema de ovodoação.

É importante que a receptora do óvulo doado ou o casal, passe por um acompanhamento psicológico especializado em reprodução humana, antes de realizar esse tratamento, a fim de orientá-los em sua tomada de decisão.

Todo o programa é regulamentado conforme as recomendações do Conselho Federal de Medicina, sendo assim, um procedimento seguro e anônimo.

A partir da nova Resolução 2.294/2021 em 15/06/2021 é permitida doação de gametas entre parentes de até 4º grau de um dos receptores (1º grau = pais/filhos; 2º grau = avós/irmãos; 3º grau = tios/sobrinhos; 4º grau = primos).

A seleção de doadoras é realizada à partir de uma triagem laboratorial, conforme a Resolução da Anvisa – RDC Nº 72, de 30 de março de 2016, na qual é exigido a realização dos seguintes testes: Sorologias (Hepatite B e C, Sifilis, HIV I e II, HTLV I e II, Zika IgM); Cultura de Secreção Vaginal (Chlamydia trachomatis, Neisseria gonorrhoeae, Bactérias aeróbicas).

Além desses exames, o Grupo Huntington realiza outros testes, a fim de trazer uma maior segurança na avaliação das doadoras. São eles: Tipagem sanguínea, Cariótipo de Leucócitos Periféricos e Rotina Ginecológica (avaliação física, coleta de material para a realização de Citologia Oncótica – Papanicolau – realização de ultrassonografia mamária e transvaginal para avaliação da reserva ovariana).

Essa é uma das dúvidas mais comuns entre as mulheres que têm vontade de doar os seus óvulos. Pode ficar tranquila, o processo não interfere na capacidade reprodutiva, nem a curto ou longo prazo, já que os óvulos coletados naquele ciclo seriam descartados naquele mês espontaneamente. 

Ouça sobre ovorecepção, no especial DOE do Podcast Fertilidade Sem Tabu.

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Aconselhamento genético: o que é?

O aconselhamento genético é um processo especializado que oferece suporte e orientação a indivíduos e casais que estão preocupados com questões genéticas relacionadas à saúde. 

Este processo acolhe os pacientes para que possam entender melhor os riscos genéticos associados à reprodução e tomar decisões informadas sobre sua saúde reprodutiva e a saúde da sua família!

Quais casais devem fazer aconselhamento genético?

Além da dificuldade de engravidar, a preocupação com a segurança da gestação tem sido frequente em casais que possuem indicadores genéticos a se preocupar, ou em casos que a mulher possui mais de 37 anos. 

Algumas doenças são capazes de acometer várias gerações de uma mesma família e, ainda sim, ficarem sem um diagnóstico definitivo. Outras doenças podem ser mais conhecidas, entretanto, ocorrem de maneira usualmente esporádica, como a Síndrome de Down e a Síndrome de Turner.

Há ainda casos em que o casal não possui nenhuma doença na família, porém possui dúvidas em seu aconselhamento genético, como, por exemplo, no caso dos casais consanguíneos (com grau de parentesco).

Esses são os casos mais comuns para que o casal busque aconselhamento. No entanto, qualquer outra indicação também pode surgir a depender do seu histórico genético e de saúde. 

Vale lembrar que, no processo de fertilização in vitro, é possível realizar análise genética após a biópsia embrionária. Por isso, o serviço de Aconselhamento Genético Reprodutivo está à disposição de todos os casais que desejarem!

Como funciona

Aqui na Huntington, a nossa equipe multidisciplinar cuida de você do início ao fim. O nosso aconselhamento genético reprodutivo possibilita identificar se há um risco aumentado para o desenvolvimento de doenças hereditárias nos filhos do casal. E isso é feito através de uma consulta minuciosa e realização de exames genéticos indicados. 

Veja o procedimento comum em relação ao aconselhamento genético:

Primeira consulta: O profissional responsável pelo acolhimento inicial irá coletar informações detalhadas sobre a história médica pessoal e familiar do paciente, incluindo qualquer condição genética ou histórico de doença na família.

Realização de exames: Com base nas informações coletadas, o médico irá solicitar os exames necessários. E podem haver dois cenários:

1 – Para os casos de mulheres acima de 37 anos em processo de Fertilização In Vitro (FIV), é realizada a análise dos embriões antes de implantar no útero, fazendo a identificação dos cromossomos, evitando algumas das síndromes que citamos mais acima e más formações.

2- Para verificar a possibilidade de doenças gênicas (que não podem ser avaliadas apenas através dos cromossomos), é feito o teste de compatibilidade genética do casal. O casal não precisa estar realizando um procedimento de reprodução assistida, esse processo é inicial. Por meio dos exames de sangue é possível detectar se algum dos dois possui mutação para alguma doença gênica rara. 

Educação e aconselhamento: Após os resultados, o seu médico irá lhe fornecer informações claras e precisas sobre as condições genéticas identificadas, explicando os padrões de herança e os possíveis impactos na saúde.

Tomada de decisão: Com base nas informações fornecidas, o paciente ou casal poderá discutir suas opções e tomar decisões informadas sobre testes genéticos, procedimentos de reprodução assistida ou outras medidas preventivas.

Quer saber mais sobre o Aconselhamento
Genético Reprodutivo? Entre em contato conosco.

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Útero de

Substituição

O útero de substituição é um procedimento que pode ser usado em situações nas quais a pessoa que deseja ter um filho biológico não consiga gestar a criança. É a doação temporária do útero de uma mulher à outra mulher, casal, transgênero ou homem solteiro que não pode gestar o próprio filho.

Mulheres que não possuem um útero, que têm problemas no funcionamento do útero ou aquelas que removeram o órgão cirurgicamente, além de casais homoafetivos, transgêneros e homens solteiros, que desejam ter um filho, são exemplos de pessoas que poderão recorrer ao procedimento.

 

No que consiste o tratamento de fertilização com o útero de substituição?

O casal/pessoa que queira ter um filho biológico e precise recorrer ao útero de substituição, terá de se submeter ao tratamento de fiv para formação de embriões. Depois do processo, os embriões serão transferidos para o útero de uma doadora temporária que fará a gestação da criança.

 

Como funciona o útero de substituição para casais heterossexuais?

Em casais heterossexuais a fiv poderá ser feita com os materiais genéticos do homem e da mulher, e em seguida os embriões gerados serão transferidos para uma outra mulher que doará temporariamente seu útero.

 

Para Transgêneros

Para transgêneros, a indicação do tratamento com útero de substituição acontece quando o homem trans realizou a cirurgia para retirada do útero, é solteiro ou tem como parceiro/a um homem cisgênero ou uma mulher trans. Para a mulher trans, a indicação acontece quando ela tem como parceiro/a uma mulher trans, um homem trans histerectomizado ou um homem cisgênero.
Neste contexto, será definida a possibilidade de utilização do material genético de um dos pares ou de ambos, sendo a transferência embrionária realizada em uma doadora temporária do útero.

 

Como escolher a doadora temporária do útero?

É importante entender que a atual resolução do Conselho Federal de Medicina de 2021 determina que as doadoras temporárias do útero precisam ter parentesco com os doadores genéticos, ou seja, os pais biológicos. Além disso, é preciso que a doadora respeite o limite de idade de 50 anos.
São quatro os níveis de parentesco aceitos pela resolução:

  1. Parente de primeiro grau: mãe;
  2. Parentes de segundo grau: irmã ou avó;
  3. Parente de terceiro grau: tia;
  4. Parente de quarto grau: prima.

Caso existam circunstâncias onde as doadoras estejam fora dos graus de parentesco acima, a situação deve ser autorizada pelo Conselho Regional de Medicina. É importante informar que, independente do caso em que a doadora se esteja, a doação temporária do útero não deve ter caráter lucrativo ou comercial.

 

Quais documentos são necessários para realizar o útero de substituição?

Para a efetivação do processo, todas as pessoas envolvidas no tratamento precisam assinar um termo em que demonstram consentimento para com o método. Além disso, é preciso que a doadora temporária do útero seja submetida a um relatório médico e psicológico que confirme sua adequação clínica e emocional para ser submetida ao procedimento.
Em casos nos quais a doadora temporária for casada, ou tiver uma união estável, a pessoa que for sua companheira também deverá apresentar uma autorização concordando com o processo.

 

A idade da mulher que doará temporariamente o útero importa? E a idade da mulher que fornecerá os óvulos?

Com o avanço da idade, acontece o declínio da fertilidade feminina. A queda na fertilidade é um processo natural e, conforme o tempo passa, menos óvulos estão disponíveis, até que, com a chegada da menopausa, aconteça o esgotamento total do número de óvulos que a mulher possui.
Essa diminuição na fertilidade começa a partir dos trinta anos, e é acentuada após os trinta e cinco anos, por isso é importante a idade da mulher que fornecerá os óvulos.
Quanto a idade da mulher que gestará o bebê, é preciso que esteja dentro do limite estipulado pelo Conselho Federal de Medicina, 50 anos. Além disso, é fundamental que ela seja saudável e não apresente problemas uterinos.

 

Quais são os passos para realizar o tratamento

As etapas para que antecedem o método são os mesmos da fertilização in vitro:

Estimulação ovariana

A paciente que fornecerá os óvulos será submetida a uma estimulação ovariana. (Tal estímulo acontece com hormônios semelhantes aos que ela produz, para aumentar o número de folículos pré-ovulatórios.)

CRESCIMENTO FOLICULAR

Neste tempo, o processo será monitorado através de ultrassonografias que acompanharão o crescimento dos folículos.

COLETA DOS ÓVULOS

O processo de coleta dos óvulos é feito com uso de anestesia e por via vaginal.

COLETA DE GAMETAS

O parceiro que fornecerá os espermatozoides deverá fazer a coleta no mesmo dia em que os óvulos serão coletados.

PREPARAÇÃO DO ÚTERO

Neste mesmo período, a doadora temporária do útero será medicada com hormônios para sincronizar seu endométrio. O útero é então preparado para receber os embriões.

TRANSFERÊNCIA DOS EMBRIÕES

A transferência dos embriões para o útero da doadora será através de um exame ginecológico, e por ser um processo indolor, não precisará de anestesia.

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Oncofertilidade

o que é

oncofertilidade?

A Oncofertilidade é a especialidade médica que surgiu com o objetivo de manter a fertilidade de pacientes com câncer. A radioterapia, quimioterapia e cirurgias utilizadas no tratamento do câncer podem, muitas vezes, levar à infertilidade pela destruição de células dos ovários e testículos, por lesões ou pela retirada do útero.

Não havendo dúvidas da necessidade desses tratamentos para a sobrevivência dos pacientes, a preservação da chance de engravidar futuramente melhora a qualidade de vida pós-câncer.

A oncofertilidade para mulheres

Diversas mulheres em idade fértil e que foram diagnosticadas com câncer, se preocupam com o que acontecerá com sua fertilidade ao passarem por algum tratamento oncológico.

É necessário que a preservação de óvulos seja feito antes que o tratamento de câncer comece.

Atualmente existem opções disponíveis para preservar gametas do paciente em tratamento oncológico, além disso, algumas clínicas oferecem apoio emocional durante todo o processo para garantir que a qualidade de vida e o estado emocional da paciente melhore.

As opções para preservação da fertilidade feminina são:

  • Criopreservação de óvulos – A técnica, que também pode ser chamada de criopreservação de oócitos, consiste no congelamento dos óvulos. Para realização da técnica, a mulher que fará o tratamento será submetida, através de medicamentos, a uma estimulação ovariana. Após a estimulação, os folículos ovarianos serão aspirados por via vaginal. Todo o processo acontece sob efeito de anestesia. Após a coleta dos óvulos, estes são congelados em temperaturas que chegam a 196º C negativos.

  • Supressão medicamentosa da função ovariana – Em casos de pacientes oncológicos que optam pela preservação da fertilidade por meio de medicamentos, a técnica consiste em paralisar o funcionamento dos ovários da mulher durante o período que ela irá se submeter a quimioterapia. Os medicamentos que serão utilizados são da classe agonistas do GnRH, e vão ser ministrados por meio de injeções que podem acontecer em frequência mensal ou trimestral. A medicação tem por objetivo preservar os folículos e óvulos durante a quimioterapia. A necessidade de supressão dos ovários acontece porque o tratamento atinge células com alto nível de replicação celular, como os óvulos. As células que possuem essa característica serão atingidas, ou seja, tanto células cancerígenas como células saudáveis dos ovários.

  • Criopreservação de tecido ovariano – A técnica deve ocorrer antes que o tratamento de quimioterapia seja iniciado. Nela, fragmentos do tecido ovariano serão coletados e criopreservados para um futuro transplante ou para maturação de folículos em laboratório. O processo se dá por meio de uma videolaparoscopia ou da própria cirurgia para o tratamento do câncer.

  • Cirurgia para elevação dos ovários – A técnica deverá ser realizada antes do início da radioterapia. A cirurgia para elevação dos ovários busca retirar os ovários da direção dos raios da radioterapia quando o tratamento estiver previsto para a pelve da paciente.

A oncofertilidade para homens

O desejo de preservar a fertilidade também acontece em homens que irão passar por algum tratamento contra o câncer. É necessário que estes homens férteis busquem a oncofertilidade antes de se submeterem a um tratamento de quimioterapia ou radioterapia.

Para os pacientes masculinos, existem duas opções básicas para preservar a fertilidade: criopreservação dos espermatozóides e proteção dos testículos durante a terapia por radiação.

Nos casos de criopreservação dos espermatozóides, o sêmen do paciente será recolhido por meio de masturbação e poderá ser necessária a realização de mais de uma coleta com intervalo de 2 a 3 dias. Depois da coleta, o material genético será avaliado e em seguida preparado para o congelamento. A temperatura de congelamento costuma ser inferior a 196º C negativos.

A oncofertilidade para adolescentes e crianças

Informações sobre os tratamentos de oncofertilidade para crianças e adolescentes com diagnóstico de câncer podem ser mais complicadas de serem encontradas, ou ainda, menos discutidas e lembradas.

O câncer é uma doença que pode atingir pessoas de todas as idades, por isso, em casos de crianças ou adolescentes é necessário que a família do paciente, assim como o médico que acompanha o caso, reflitam sobre o futuro de sua fertilidade.

Isso acontece porque muitas pessoas que enfrentaram o câncer quando criança ou jovem, ao tornarem-se adultos gostariam de ter preservado a sua fertilidade para gerar um filho biológico.

Em muitos casos, a família do paciente não sabe que existem opções para que a fertilidade da criança que passará por algum tratamento oncológico seja preservada. Em outros casos, existe a necessidade de focar na saúde imediata do jovem e por isso as opções de preservação da fertilidade não são discutidas. Também existem exemplos de pais que não se sentem confortáveis para conversar sobre questões de reprodução com seus filhos, e então os tratamentos de oncofertilidade nem são pensados.

É preciso entender que hoje em dia existem opções disponíveis para pacientes mais jovens ou crianças, como é o caso da preservação do tecido ovariano nas mulheres. Conversar com o médico e um especialista em fertilidade pode ser a chave para que, futuramente, o paciente tenha sua fertilidade preservada, influenciando na qualidade de vida quando ele se tornar adulto.

FAQ: oncofertilidade

Fertilidade masculina

Sim. Na maioria dos casos, a fertilidade tanto do homem como do menino é afetada. Dessa forma, em adultos o mais indicado é o congelamento de sêmen antes do começo da quimioterapia. Já nas crianças, como não há produção de sêmen, a única alternativa é a criopreservação de tecido testicular.

Por volta de seis meses após o término do tratamento, o homem deve colher um espermograma que apresentará as informações necessárias relativas à concentração, motilidade e morfologia dos espermatozoides, informando sobre seu potencial fértil.

Atualmente, existem alternativas medicamentosas que podem ajudar em um aprimoramento espermático, porém os resultados em homens afetados por quimioterapia e/ou radioterapia não são muito satisfatórios. Quando comprovada a morte das células germinativas, a alternativa existente é recorrer aos bancos de sêmen.

Não, tanto o sêmen quanto o tecido testicular não apresentam tempo limite de congelamento, podendo ficar congelados por muitos anos, sem prejuízo.

Fertilidade feminina

Como a utilização dos hormônios na indução da ovulação é feita de forma rápida, por um período relativamente curto e depois descontinuada, acredita-se que não sejam capazes de causar câncer.

Fertilização In Vitro de emergência é o nome que se dá para o tratamento realizado de forma imediata, sem que se aguarde o início do período menstrual como no tratamento convencional.

Para mulheres com neoplasias que podem crescer com hormônios, são realizados alguns cuidados durante o estímulo, como o uso de medicação que baixa os níveis de estrogênio. Estas mulheres podem congelar seus óvulos sem repercussão para a doença.

Sim. O tratamento oncológico, na maioria das vezes, afeta a fertilidade. Por este motivo, uma consulta com especialista em reprodução humana é fundamental. Recomenda-se conversar com o oncologista.

Sim. O tratamento oncológico, na maioria das vezes, afeta a fertilidade. Por este motivo, uma consulta com especialista em reprodução humana é fundamental. Recomenda-se conversar com o oncologista.

No caso das mulheres, o retrato da função ovariana é dado pela avaliação de testes de marcadores hormonais, como dosagem sanguínea do hormônio folículo estimulante (FSH), estradiol e hormônio Anti-Mulleriano (AMH), além de testes ultrassonográficos, como a mensuração do volume ovariano e a contagem de folículos antrais (AFC). O retorno das menstruações é visto como um bom sinal, mas não garante retorno da fertilidade.

Caso a fertilidade não tenha sido preservada e a mulher tenha entrado em um quadro de insuficiência ovariana pela quimioterapia, pode-se tentar induzir a ovulação e, caso não haja boa resposta, recorrer ao programa de doação de óvulos.

Os sintomas da menopausa incluem a ausência de menstruação, irritabilidade, insônia, secura vaginal, diminuição da libido e ondas de calor. O tratamento para quem deseja engravidar, nestes casos, é receber um óvulo doado.

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Espermograma

o que é um

espermograma?

O espermograma é um exame simples que é feito a partir da análise de uma amostra de sêmen que deve ser colhida pelo homem no laboratório após masturbação.

Para que o resultado do exame não sofra interferências, é recomendado que o homem não tenha relações sexuais 2 a 5 dias antes da relação do exame e, em alguns casos, pode ser recomendado que a coleta seja feita em jejum.

Como é realizado o exame?

Para realizar o exame é necessária uma amostra de sêmen, que deve ser coletada, preferencialmente, no próprio laboratório e em alguns casos pode ser recomendado o jejum, cujo tempo deve ser determinado pelo médico. O material coletado é depositado em um recipiente próprio fornecido pelo laboratório e em seguida encaminhado para a análise.

É importante que o homem não pratique relações sexuais ou qualquer outra ação que provoque ejaculação 2 a 5 dias antes de realizar o exame, pois pode influenciar na quantidade total de espermatozoides presentes no sêmen. Além disso, a masturbação para a coleta não deve ser feita com o auxílio de lubrificantes, pois podem interferir no resultado do exame.

Normalmente, os laboratórios não aceitam o esperma que não tenha sido colhido na própria clínica e não é recomendado que o esperma seja colhido após o coito interrompido e nem através do preservativo, pois também pode interferir no resultado do exame.

O que o espermograma analisa?

A amostra de sêmen coletada pelo espermograma é enviada ao laboratório, onde passa por dois tipos de análise:

  • Análise macroscópica, feita a “olho nu”: são avaliadas as condições físicas do sêmen como o volume, viscosidade, liquefação, coloração e pH (acidez);
  • Análise microscópica verificam-se a concentração de espermatozóides, a motilidade total e progressiva, a vitalidade dos gametas e sua estrutura. Também são medidas as quantidades de leucócitos no esperma (células de defesa do nosso corpo) e de compostos como ácido nítrico e frutose.
  • Normalmente, são solicitadas duas coletas, com intervalo de 15 dias, para que se possa comparar os resultados. Caso os achados sejam muito diferentes, um terceiro exame deve ser realizado.

Espermograma e infertilidade masculina

Aproximadamente 15% dos casais apresentam dificuldades de engravidar após um ano de tentativas. Em casos de problemas de infertilidade, o homem é o principal responsável em cerca de 20% dos casos e contribui em outros 30-40%. Por isso, é indicada uma investigação completa da fertilidade do homem, que inicia com a avaliação feita por um urologista ou especialista em reprodução masculina.

Além disso, a infertilidade masculina pode ser causada por uma variedade de dificuldades. Nesse sentido, algumas condições são identificáveis e reversíveis, como obstrução ductal e hipogonadismo. Outras, no entanto, são irreversíveis, como atrofia testicular bilateral secundária a orquite viral. Desta forma, uma investigação completa permite ao casal entender melhor a base de sua infertilidade e avaliar o melhor caminho a seguir.

Conhecer o real potencial reprodutivo também é importante para homens solteiros ou casais homoafetivos que desejam um dia se tornar pais, pois é necessário estar bem preparado para quando o momento chegar. Vale ressaltar que um homem com histórico de fertilidade anterior pode ter adquirido algum novo fator de infertilidade masculina, e, portanto, deve ser avaliado.

Exames complementares ao espermograma:

A depender do resultado do espermograma e condição clínica do homem, o urologista pode recomendar a realização de exames complementares, como:

  • Espermograma sob magnificação, que permite uma análise mais precisa da morfologia do espermatozoide;
  • Fragmentação de DNA, que verifica a quantidade de DNA que é liberado dos espermatozoides e fica no líquido seminal, o que pode indicar infertilidade dependendo da concentração de DNA;
  • FISH, que é um teste molecular realizado com o objetivo de verificar a quantidade de espermatozoides deficientes;
  • Teste de carga viral, que normalmente é solicitado para homens que possuem doenças causadas por vírus, como HIV, por exemplo.

Além desses exames complementares, o congelamento seminal pode ser recomendado pelo médico caso o homem irá realizar ou está realizando tratamento quimioterápico.

FAQ: espermograma

Uso de medicamentos como cimetidina, uso de cafeína oi alcool, amostra insuficiente ou manuseio incorreto do material podem interferir no resultado.

Contudo, orientações são sempre fornecidas antes do exame e o material coletado é verificado antes de ser levado para análise como forma de prevenir qualquer interferência no resultado.

Algumas das alterações que podem ser identificadas são:

Problemas na próstata
A análise da viscosidade e acidez do sêmen pode indicar problemas com a próstata. Exames complementares, como toque retal ou biópsia podem ser solicitados pelo médico para confirmar ou descartar possíveis diagnósticos.

Azoospermia
É a ausência de espermatozoides no sêmen, que pode ser causa de infertilidade. A ausência do gameta masculino geralmente é decorrente de infecções bacterianas, DSTs (doenças sexualmente transmissíveis), ou obstrução nos canais seminais.

Oligospermia
É uma baixa concentração de espermatozóide por ml, muitas vezes originada por infecções no sistema reprodutor, varicocele, DSTs (doenças sexualmente transmissíveis). A Oligospermia pode acontecer também como efeito colateral do uso de certos medicamentos, como cetoconazol e ou metotrexato.

Atenozoospermia
Ocorre quando os valores de motilidade (progressiva ou não progressiva) e vitalidade são menores do que o padrão (menos de 58%). Além disso, ela pode ser causada por stress, alcoolismo ou doenças auto-imunes, como HIV, entre outras.

Teratozoospermia
São espermatozoides de má formação com alterações morfológicas. As principais causas são varicocele, uso de drogas ou inflamação no sistema reprodutor.

Hipospermia
É o caso em que o volume de sêmen ejaculado é abaixo de 1,5 ml. Esta situação pode estar relacionada com problemas de próstata e alterações nas vesículas seminais.

Necrospermia
Porcentagem de espermatozóides vivos abaixo de 58%. São casos bem raros, que têm como possíveis causas problemas hormonais, câncer prévio nos testículos, infecções nos testículos, uso de drogas e álcool, longos períodos sem ejaculação, idade avançada entre outros.

O resultado do espermograma mostra como está a fertilidade masculina, ou seja, se os espermatozoides estão em condições de chegar com vida ao óvulo nas trompas da mulher após a relação sexual. O exame também pode indicar se existe alguma suspeita de outros problemas nos órgãos reprodutores do homem, principalmente na próstata.

O primeiro resultado não é definitivo. Podem ser pedidos dois ou mais exames com até 15 dias de intervalo para ter um diagnóstico mais completo, isso pode variar conforme cada caso.

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Materiais educativos sobre espermograma

Coito

programado

o que a medicina
entende como

coito
programado

O coito programado é um tratamento de baixa complexidade que consiste na realização da indução de ovulação por meio de medicamentos, com acompanhamento ultrassonográfico.

No decorrer do tratamento, são realizadas ultrassonografias, geralmente a cada dois ou três dias, para acompanhar o crescimento dos folículos. Quando os folículos alcançam o tamanho ideal, ou seja, o período ovulatório, o casal é orientado a ter relações sexuais com maior frequência. Deste modo, o tratamento permite prever em qual o dia do ciclo a mulher terá maior chance de engravidar.

Como é o tratamento?

O tratamento basicamente tem início no segundo ou terceiro dia do ciclo, quando a mulher ainda está menstruada. Neste momento, é realizado o primeiro ultrassom transvaginal.

A paciente não deve ficar preocupada com o desconforto do sangue menstrual, pois os médicos estão acostumados a realizá-lo nessa fase.

Esta fase inicial é importante, pois o exame diagnostica se o ovário tem algum cisto remanescente do ciclo menstrual anterior e se no interior do útero existem pólipos, miomas ou tecido endometrial em excesso, o que poderia alterar as taxas de sucesso.

Neste primeiro ultrassom, os ovários devem ter pequenos cistos que medem no máximo 6 mm, chamados de folículos primordiais. Dentro deles existem óvulos, que saem na época da ovulação. Dependendo do resultado deste primeiro exame, o controle ovulatório pode ser iniciado para se determinar o dia provável da ovulação.

Para quem é indicado?

Por utilizar os óvulos naturais do corpo da mulher e por atuar apenas no estímulo da fecundação, o coito programado é indicado principalmente para casais que tenham a anovulação como causa da infertilidade. Isso significa que o homem precisa ter uma avaliação de sêmen normal, assim como a mulher precisa ter uma avaliação positiva das tubas uterinas e da produção de óvulos, por exemplo. Também é necessário que o casal tenha avaliações hormonais consideradas saudáveis. Quanto mais velha for a mulher, menores são as chances de sucesso do tratamento, já que o óvulo pode estar envelhecido.

No geral, é possível realizar até 3 coitos programados seguidos. Caso a gravidez não aconteça, é necessário partir para outro tipo de tratamento, como a inseminação artificial. O coito programado é uma técnica consagrada e pouco invasiva para estimular a fertilidade e a fecundação. Se o casal tiver a devida capacidade reprodutiva, a administração de medicamentos orais ou injetáveis acontece para estimular o crescimento do folículo ovariano, de modo a levar à liberação do óvulo.

Com a relação sexual ocorrendo nesse período, aumentam-se as chances de o casal realizar o desejo de curtirem uma gravidez.

Qual é a duração do tratamento?

A duração do tratamento é de, em média, 15 dias. No caso dos medicamentos orais, a ingestão deve acontecer por 5 dias consecutivos, enquanto para os injetáveis pode variar de 8 a 12 dias.

Após 96 horas da primeira administração, os folículos começam a ter seu crescimento mapeado a cada 2 dias. Isso é feito com ultrassonografias e exames hormonais, indicando o momento exato da aplicação de hCG.

Depois do período de ovulação, o casal deve esperar 15 dias para realizar o teste de gravidez. Com isso, o tempo entre o início do tratamento e a confirmação do sucesso ou não do tratamento é de cerca de 1 mês.

Passo a passo para o coito programado

Estimulação hormonal dos ovários

O objetivo é estimular o desenvolvimento dos folículos ovarianos.

Indução da ovulação

Com a estimulação ovariana, assim que eles atingem, em média, 18 mm, a paciente recebe uma dose do hormônio gonadotrofina coriônica humana (hCG), utilizado para induzir a ovulação nas próximas 36 a 40 horas.

tentativas de gravidez

O médico aconselha o casal a intensificar a prática sexual em um período próximo à liberação dos óvulos. A fecundação ocorre com o encontro dos gametas feminino e masculino nas tubas uterinas.

FAQ: coito programado

O coito programado apresenta uma taxa de sucesso de 18% a 20% por tentativa. É importante tomar alguns cuidados para garantir uma gravidez saudável para a paciente e para o bebê.

A resposta é sim.

Para as etapas de estimulação hormonal e indução da ovulação é necessário o uso de medicamentos para que o tratamento tenha uma maior taxa de sucesso.

Assim como a preparação para uma gravidez natural, a mulher precisa ter cuidados anteriores à gestação, como estar com o peso correto, evitar bebida alcoólica, não fumar, usar ácido fólico, estar com as vacinas em dia, e controlar doenças crônicas como diabetes e hipertensão.

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produção

independente

O QUE É A

PRODUÇÃO INDEPENDENTE?

A produção independente, ou maternidade solo, é uma forma de tratamento da medicina reprodutiva que permite às mulheres terem filhos sem a participação da figura paterna ao longo da concepção. Para tal, utilizam-se espermatozoides de um banco de semen.

Na Huntington, a seleção do esperma doado passa por um aconselhamento especializado, garantindo toda a segurança necessária para a nossa paciente.

Qual é a relação da produção independente com o empoderamento feminino?

A antiga visão da estrutura familiar traz a ideia de que uma casa é composta por homem, mulher e filhos. Por outro lado, a sociedade está mudando e o conceito de família plural está sendo bem debatido atualmente.

A produção independente traz para a mulher a autonomia de poder formar a sua família sem a participação masculina, o que é muito importante, pois valida o fato de que ela não depende de um homem para ter a plena realização de seus projetos de vida.

Passo a passo para a produção independente

Compreender como é o processo de produção independente é fundamental para quem quer seguir por este caminho.
Vamos ver com detalhes como ele é feito!

1º Passo: avaliação do potencial reprodutivo da mulher

Inicialmente, um especialista em reprodução humana avaliará o potencial reprodutivo da mulher. Serão realizados alguns exames, dentre eles a dosagem de hormônio antimulleriano (um hormônio que marca quantitativamente a reserva ovariana), exames de ultrassonografia para contar os folículos ovarianos e verificar a anatomia uterina e exame de histerossalpingografia para verificar a anatomia e funcionamento das trompas uterinas.

2º Passo: definir a estratégia

Com os resultados dos exames em mãos, o médico conseguirá definir qual estratégia será utilizada. Atualmente, existem duas opções: fertilização in vitro (FIV) e inseminação artificial. Neste momento, o especialista já consegue informar as taxas de sucesso de cada um destes tipos de tratamento

3º Passo: adquirir amostra do sêmen do doador

Existem duas opções no que diz respeito à escolha do banco de sêmen. Pode-se optar pelo banco de sêmen nacional ou internacional. Os custos de aquisição e qualidade de ambos são semelhantes, mas existem algumas peculiaridades.

Banco de sêmen nacional

● Período de espera para chegada da amostra seminal de 1 a 7 dias;
● Anonimato obrigatório;
● Como a doação no Brasil é voluntária, o banco de sêmen nacional é mais limitado
no que se diz respeito às opções de doadores;
● Não é permitido verificar fotos do doador;
● A respeito do doador, são passadas informações como cor de cabelo, cor dos olhos,
da pele, peso, altura e algumas informações pessoais, como hobby, religião etc;
● O doador nunca poderá ser identificado.

Banco de sêmen internacional

● Tempo de espera para chegada da amostra seminal varia de 1 a 3 meses;
● As normas regulatórias para a doação de sêmen podem variar de acordo com o país mas em grande parte deles o anonimato não é obrigatório;
● Nos Estados Unidos, local mais comum de importação de sêmen, os doadores são pagos para fornecer amostra, portanto há maior variedade de opções em relação às características físicas dos doadores;
● Pode ser permitido visualizar fotos atuais e de infância do doador;
● Além das informações básicas, também podem ser informadas preferências de lazer, aptidões profissionais e também pode ser possível ouvir a voz do doador;
● O filho biológico pode requerer a identificação do doador após completar 18 anos

Inseminação artificial ou Fertilização in Vitro

Atualmente, existem 2 técnicas que possibilitam a produção independente: a inseminação artificial e a fertilização in vitro. O especialista em reprodução assistida será o responsável por indicar qual destes tratamentos é o mais adequado para o seu caso.

Inseminação artificial

A inseminação artificial é considerada uma técnica de baixa complexidade. Nela, é realizada a colocação dos espermatozoides na cavidade do útero durante o período da ovulação da mulher. Para isso, ocorre a estimulação dos óvulos por meio do uso de medicamentos e, a partir daí é realizado o monitoramento ultrassonográfico, de modo a determinar o melhor momento de inserir o sêmen no útero através de um catéter pelo colo uterino.

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Passo a passo para a inseminação artificial

Estimulação ovariana

O objetivo é estimular o desenvolvimento dos folículos ovarianos para aumentar as chances de sucesso.

Indução da ovulação

Com a estimulação ovariana, assim que eles atingem, em média, 18 mm, a paciente recebe uma dose do hormônio gonadotrofina coriônica humana (hCG), utilizado para induzir a ovulação nas próximas 36 a 40 horas.

Coleta de gametas

Antes da inseminação é realizada a coleta do sêmen por meio de e os espermatozoides são preparados em laboratório a fecundação ao serem introduzidos no útero materno.

inseminação

Os espermatozoides capacitados são introduzidos no interior da cavidade uterina com a ajuda de um cateter.

Teste para comprovar a gravidez

Após a inseminação é necessário aguardar para a realização de um teste de gravidez. O prazo é de acordo com a orientação médica.

Fertilização in Vitro

A técnica de fertilização in vitro, considerada o procedimento de reprodução assistida com as maiores taxas de sucesso, também é utilizada para a produção independente.

Para casos como este, a fertilização in vitro acontece a partir da doação do sêmen utilizando óvulos próprios ou também doados. Dessa maneira, os materiais genéticos são fecundados em laboratório. Então, após o embrião ser gerado, é transferido para o útero da mãe.

Para que o passo a passo da realização da produção independente seja realizada de forma segura e adequada, é fundamental buscar uma clínica de profissionais especialistas qualificados para os processos de reprodução assistida.

Se você tem interesse em realizar uma produção independente, faça um agendamento conosco.

Passo a passo da Fertilização in Vitro

Estimulação ovariana

Trata de estimular os ovários a produzir mais óvulos para consequentemente obter um maior número de embriões.

Punção folicular

Tem por objetivo extrair do interior dos folículos os óvulos produzidos após a estimulação da ovulação

Fecundação de óvulos

Uma vez obtidos os óvulos após a punção folicular e, pela parte do homem os espermatozoides, é realizada a fecundação dos óvulos em laboratório.

Transferência embrionária

Consiste na introdução dos melhores embriões dentro do útero materno.

Período para a confirmação da gravidez

Após a transferência embrionária chegamos ao momento em que se espera a confirmação da gravidez

Cirurgia ginecológica para fertilidade.

O objetivo da cirurgia ginecológica é restaurar a fertilidade, melhorar uma patologia ou sintoma, mas sempre com uma abordagem mais conservadora, ou seja, com o foco em preservar a fertilidade.

A depender do caso, pode ser necessária uma intervenção cirúrgica antes do tratamento de fertilidade. Para saber mais sobre isso, clique abaixo e conheça mais sobre os procedimentos.

FAQ: Produção independente

A doação para um banco de sêmen passa por critérios objetivos que garantem a segurança
de todo o procedimento e qualidade dos gametas.

Todos os doadores devem atender às regras vigentes no país para doação: idade maior
que 21 anos e inferior a 40 anos, integridade física, mental e sanitária comprovadas e
fertilidade confirmada por parâmetros normais da análise do sêmen.

Sobre a escolha do sexo da criança, apesar de ser tecnicamente possível nos tratamentos
de reprodução assistida, a prática é proibida em nosso país. Vale lembrar que, além de ser
anônima, a doação de sêmen e óvulos também não pode ser remunerada no Brasil. O
problema é que essa última questão muitas vezes limita a variedade de amostras seminais
disponíveis. Não à toa, muitas mulheres brasileiras têm optado por buscar bancos de
sêmen internacionais.

Além disso, os bancos estrangeiros disponibilizam maior variedade de informações sobre os
doadores, como graduação, interesses, assuntos favoritos, signo e animal de estimação
favorito. Em alguns deles, ainda é possível ter acesso a áudios com a voz do doador, fotos
dele quando criança e em idade adulta, detalhes da silhueta de seu rosto e classificação de
seu temperamento. Vale lembrar que estas características não serão obrigatoriamente
observadas na criança, uma vez que esta é resultante de uma mistura das características
do homem e da mulher.

Sim! A produção independente também é possível para homens.

Para isso, o homen irá precisar de duas doações: a de óvulos e a cessão temporária de
útero para a gravidez (processo chamado de útero de substituição).
Assim como no caso do banco de sêmen, a doação de óvulos também é feita de forma
anônima no Brasil. Já no caso do útero de substituição, a doadora deverá ser parente de
até quarto grau do paciente que busca o tratamento para ter um filho.

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inseminação

artificial

o que é a inseminação

artificial?

A Inseminação Artificial(IA), consiste em uma técnica de Reprodução Assistida na qual uma amostra de esperma é inserida dentro do útero materno com o intuito de aumentar as chances de fecundação pelos espermatozoides.

Por meio desta técnica, o encontro entre gametas e óvulos acontece no período fértil da mulher, que pode ser potencializado pelo uso controlado de hormônios.

Para quem a inseminação artificial é indicada?

O IA é recomendado para casais homoafetivos, mulheres solteiras ou casais heterossexuais inférteis. Um casal pode ser considerado infértil depois de um ano tentando engravidar com relações sexuais frequentes, caso a mulher tenha mais de 35 anos o período é de 6 meses.

Para entender o que impede a gravidez, o casal deve realizar exames e então definir se partirão para Inseminação Artificial, outro método de Reprodução Assistida ou continuar tentando uma gravidez natural.

Inseminação homóloga

A inseminação homóloga – quando é utilizado sêmen do parceiro – normalmente é indicada para casais com algum distúrbio ovulatório, alteração leve no muco cervical, nos espermatozoides ou nas trompas uterinas ou mesmo em casos de endometriose leve. É utilizado principalmente nos casos de fator masculino, em que a mobilidade e contagem seminal está prejudicada.

Inseminação heteróloga

No método da inseminação heteróloga é utilizado o sêmen de um doador.

O procedimento é recomendado para mulheres solteiras, casais homoafetivos ou casais heterossexuais em que o parceiro não possua sêmen, ou possua em quantidade muito reduzida ou tenha realizado vasectomia.

Outros métodos

A Inseminação Artificial não pode ser realizada por mulheres que tenham realizado laqueadura ou possuam endometriose em estágio avançado, nesses casos é recomendada a Fertilização in Vitro. O processo também é ideal para mulheres com mais de 40 anos, em que as taxas de sucesso da inseminação são baixas.

Como é feita a inseminação artificial?

A inseminação artificial começa com a coleta do sêmen. A amostra é recolhida e colocada num recipiente esterilizado para avaliação da qualidade e quantidade dos espermatozoides.

Cerca de 3-7 dias antes do dia da inseminação acontecer, a mulher deve tomar um indutor da ovulação.

A inseminação artificial acontece da seguinte maneira: o médico introduz um espéculo vaginal (semelhante ao usado no papanicolau), retira o excesso de muco cervical presente no útero da mulher e, a seguir, introduz um cateter bastante fino e indolor no canal cervical (colo do útero) levando o sêmen no fundo uterino.

Depois disso, a paciente deve ficar 30 minutos em repouso e podem ser feitas até 2 inseminações para aumentar as chances de gravidez.

Passo a passo para a inseminação artificial

Estimulação ovariana

O objetivo é estimular o desenvolvimento dos folículos ovarianos para aumentar as chances de sucesso.

Indução da ovulação

Com a estimulação ovariana, assim que eles atingem, em média, 18 mm, a paciente recebe uma dose do hormônio gonadotrofina coriônica humana (hCG), utilizado para induzir a ovulação nas próximas 36 a 40 horas.

Coleta de gametas

Antes da inseminação é realizada a coleta do sêmen por meio de e os espermatozoides são preparados em laboratório a fecundação ao serem introduzidos no útero materno.

inseminação

Os espermatozoides capacitados são introduzidos no interior da cavidade uterina com a ajuda de um cateter.

Teste para comprovar a gravidez

Após a inseminação é necessário aguardar para a realização de um teste de gravidez. O prazo é de acordo com a orientação médica.

FAQ: doação de gametas

As taxas de sucesso da Inseminação Artificial dependem da idade da mulher e do quadro clínico. Geralmente, entre 23 e 25% em mulheres com até 34 anos; entre 14 e 15% em mulheres com idade entre 35 e 39 anos; e entre 1 e 3% em mulheres com mais de 40 anos.

A inseminação costuma ser rápida e indolor e não é necessária internação e nem o uso de anestesias. Após a recuperação da paciente, que costuma durar cerca de15 a 30 minutos, ela recebe alta.

É recomendado que a futura mãe não realize muito esforço e o casal evite relações sexuais até que recebam o resultado do teste de gravidez, que é agendado para aproximadamente 15 dias após a inseminação. Caso a paciente não engravide um novo ciclo pode ser iniciado logo em seguida.

Vale mencionar que a inseminação artificial é um procedimento que não apresentam muitos riscos. É um procedimento de baixa complexidade, seguro e que apresenta boas taxas de sucesso. Contudo, todo procedimento possui alguns riscos envolvidos – mesmo que muito baixos.

Um dos principais riscos trazidos pelo processo de inseminação artificial é a possibilidade de se tornar uma gravidez gemelar, ou seja, com gêmeos. Considera-se isso um risco, pois uma gestação com múltiplos bebês envolve um cuidado muito maior no pré-natal e durante o parto

Outro risco importante é a possibilidade de desenvolvimento da Síndrome da Hiperestimulação do Ovário (SHO), resultando na produção exagerada de estradiol, hormônio proveniente dos ovários, que aumenta o inchaço e as chances de a mãe desenvolver trombose na gestação. Entretanto, é um quadro pouco frequente nos processos de inseminação, principalmente porque eles consistem em um tratamento controlado e que utiliza baixas dosagens de hormônio.

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Fertilização

In vitro

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    o que é fertilização

    In vitro?

    A fertilização in vitro (FIV) é uma técnica de reprodução assistida que oferece esperança para casais e indivíduos que enfrentam dificuldades para engravidar de forma natural. 

    Neste procedimento, o encontro do óvulo com o espermatozoide é realizado em ambiente laboratorial. Assim, possibilitando a fecundação e o desenvolvimento de embriões saudáveis.

    Este tratamento é um dos mais comuns dentro da reprodução assistida e responsável pelo nascimento de milhões de bebês ao redor do mundo.

     “Este tratamento revolucionou as taxas de gravidez, aumentando muito as probabilidades do sonho da maternidade ou da paternidade”, afirmou a Dra. Cláudia Gomes Padilla, co-diretora médica da Huntington e especialista em reprodução assistida, durante nosso Webinário sobre a FIV

    Quem deve fazer fertilização in vitro?

    Uma dúvida comum que pode surgir quando o assunto é fertilização in vitro é sobre a indicação. Ou seja, quando deve-se procurar o auxílio médico para realizar o tratamento. A FIV pode ser a alternativa ideal para uma variedade de situações, confira:

    Todos os cenários são avaliados cuidadosamente por nossa equipe médica especialista. Afinal, cada caso possui suas particularidades e precisa ser acompanhado bem de perto.

    Tipos de FIV

    E para cada um desses casos, pode ser indicado um tipo diferente de fertilização in vitro. Atualmente, há duas principais formas de realizar o tratamento, e a indicação vai depender da gravidade e particularidade do cenário dos pacientes. 

    Fertilização in vitro clássica

    Conhecida também como bebê de proveta, a fertilização in vitro consiste em uma coleta de gametas masculinos e femininos para que a fecundação aconteça em laboratório. 

    Na Huntington, contamos com um dos maiores laboratórios da América Latina, com ambiente controlado e profissionais qualificados para realizar o procedimento.

    Apenas depois, o óvulo fecundado é transferido para o útero da mulher. O método foi testado pela primeira vez em 1978, na Inglaterra, e a primeira experiência no Brasil foi realizada em 1983.

    Fertilização In Vitro com ICSI

    ICSI é o método mais eficaz de fecundação do óvulo na fertilização in vitro (FIV). Também conhecida como injeção intracitoplasmática de espermatozoides, esta é uma técnica específica dentro da FIV. 

    O passo a passo é bem parecido. Contudo, na técnica ICSI, um único espermatozoide é injetado diretamente dentro do óvulo, em vez de deixar que os espermatozoides fertilizem o óvulo por conta própria.

    Pode ser indicado, principalmente, em casos de infertilidade masculina grave, quando ocorre uma baixa quantidade das células reprodutoras masculinas.  

    embrionária chegamos ao momento em que se espera a confirmação da gravidez.

    Para quem é indicado a FIV?

    Casal que não consegue engravidar naturalmente sem causa aparente

    Fator idade (mulheres com mais de 35 anos)

    Infertilidade causada por fatores masculinos ou sem causa aparente

    Obstrução tubária provocada por diferentes condições

    Casais homoafetivos

    Passo a passo da Fertilização in Vitro

    Estimulação ovariana

    Trata de estimular os ovários a produzir mais óvulos para consequentemente aumentar as chances de produzir um ou mais embriões saudáveis.

    Punção folicular

    Tem por objetivo extrair do interior dos folículos os óvulos produzidos após a estimulação da ovulação.

    Fecundação de óvulos

    Uma vez obtidos os óvulos após a punção folicular e, pela parte do homem os espermatozóides, é realizada a fecundação em laboratório.

    Transferência embrionária

    Consiste na introdução do melhor embrião dentro do útero materno.

    Período para a confirmação da gravidez

    Após a transferência embrionária chegamos ao momento em que se espera a confirmação da gravidez.

    Dúvidas sobre a

    Fertilização in vitro?

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    Nossos materiais educativos sobre Reprodução Assistida

    o que é o congelamento

    de óvulos?

    O congelamento de óvulos consiste em um procedimento onde os óvulos da mulher são captados e submetidos ao processo de vitrificação. Eles são colocados em nitrogênio líquido, substância que reduz a temperatura a 196 graus negativos em poucos minutos e, então, armazenados.

    Este procedimento é muito benéfico para mulheres que desejam adiar a maternidade por razões pessoais, médicas ou profissionais, oferecendo  a possibilidade de conceber uma criança biológica mais tarde, quando desejar. 

    O congelamento traz tranquilidade para as mulheres, permite que trilhem seus caminhos e pensem na possibilidade da maternidade com calma, diminuindo a preocupação com o avanço da idade.

    Quando é indicado congelar óvulos?

    Adiamento da maternidade: mulheres que desejam focar em sua carreira, estudos ou outros projetos pessoais antes de iniciar uma família podem optar por congelar seus óvulos para preservar sua capacidade reprodutiva, como comentamos acima.

     

    Diminuição da reserva ovariana: à medida que a idade avança, a qualidade e quantidade de óvulos de uma mulher diminuem. Congelar óvulos em uma idade mais jovem pode aumentar as chances de sucesso de gravidez posterior com mais tranquilidade. 


    Condições médicas: pacientes oncológicas que irão realizar tratamentos como a quimioterapia ou radioterapia podem ter sua fertilidade comprometida. O congelamento de óvulos antes desses tratamentos oferece uma chance de ter filhos no futuro.

    Passo a passo para o congelamento de óvulos:

    Preparo

    Antes do procedimento, a paciente é submetida a uma série de exames para avaliar sua saúde e reserva ovariana.

    Indução da ovulação

    Como num ciclo espontâneo normal só um folículo se desenvolve, no ciclo de indução da ovulação para congelamento de óvulos, por meio de medicamentos, estimulamos os ovários para que vários folículos cresçam, produzindo assim um maior número de óvulos em um só ciclo.

    Captação dos óvulos

    A coleta dos óvulos é realizada em torno do 12º dia após o início do estímulo. A paciente recebe uma anestesia simples chamada sedação e, por meio de uma agulha acoplada a um ultrassom endovaginal, os óvulos são coletados.

    Congelamento

    Após a captação, o embriologista avalia todos os óvulos captados, e aqueles que estão maduros (portanto tem capacidade de posteriormente ser fertilizados) são congelados.

    Congelei meus óvulos e quero engravidar: como funciona?

    Uma dúvida muito comum que surge em relação ao congelamento de óvulos é justamente sobre o descongelamento. E quando a mulher que congelou os óvulos decide engravidar, qual o processo?

    Descongelamento: os óvulos são cuidadosamente descongelados para maximizar sua viabilidade.

    Fertilização: serão fertilizados em laboratório com os espermatozoides do parceiro ou de um doador através do método de fertilização in vitro (FIV).

    Transferência do embrião: após a fertilização e desenvolvimento dos embriões, um ou mais são transferidos para para o útero da mulher, aumentando as chances de uma gravidez bem-sucedida.

    Mas é preciso estar ciente. O congelamento de óvulos não garante uma gravidez futura, apenas preserva a saúde dos óvulos como eles foram retirados. A efetivação da gravidez vai depender da saúde do sistema reprodutor completo. 

    Será que congelar óvulos é para você?

    Este é um procedimento indicado para qualquer mulher até os 35 anos que tenha seus próprios motivos para não desejar a maternidade agora, seja carreira, estudo, responsabilidade atual como mãe ou o tratamento de câncer. Ou mesmo um desejo de deixar as portas abertas para esta possibilidade. 

    Este método oferece a muitas mulheres a oportunidade de conceber uma criança em um momento que considerem mais apropriado para suas vidas. Congelar óvulos é para todas que querem o tempo ao seu favor!

    FAQ: congelamento de óvulos

    A medicina ainda não definiu um limite de tempo máximo para a utilização dos óvulos. O mais importante não é o tempo de congelamento e sim a técnica utilizada. Na prática, em geral, os óvulos têm ficado congelados por mais de 10 anos. 

    Muita gente acha que os valores são muito elevados, mas hoje em dia tem ficado cada vez mais acessível esse investimento no futuro reprodutivo.

    Além dos gastos necessários para a realização da indução da ovulação e coleta de óvulos, também é necessário que seja pago um valor para manter os óvulos congelados. Esse valor varia de acordo com o laboratório. Pode ser uma mensalidade ou anuidade.

    A partir de 21 anos, já é possível realizar o congelamento de óvulos. Contudo, apesar de ser possível realizar após, é recomendável que o procedimento seja feito até os 35 anos. Vale lembrar da importância de consultar um especialista para realizar os exames necessários e compreender as chances futuras de gestação.

    *A técnica de congelamento de óvulos não garante a obtenção de uma gestação futura. Ela mantém a viabilidade dos óvulos na época em que foram criopreservados, com as suas respectivas condições de saúde dos óvulos daquele momento. A obtenção da gestação futura dependerá, além da condição dos óvulos, da saúde do aparelho reprodutivo completo. Consulte sempre um especialista.

    Postergar a maternidade tem estimulado muitas mulheres a recorrerem ao congelamento de óvulos.

    Congelar óvulos não é mais novidade para os especialistas em reprodução assistida e muito menos para as mulheres que desejam engravidar após os 35 anos, visto que este procedimento tem sido cada vez mais procurado nos últimos 2 anos.

    Atualmente, grande parte das mulheres pensa em engravidar somente após a conquista do sucesso profissional que, geralmente, ocorre acima dos 30 anos. Nesta idade, as mulheres são jovens e estão com a saúde em perfeito estado, porém, para engravidar, a idade superior a 35 anos é considerada acima do ideal do ponto de vista biológico.

    A fertilidade é uma razão direta da idade da mulher. Estimamos que, ao nascer, a mulher tenha por volta de 7 milhões de óvulos, valor que reduz-se aos 500 mil quando ocorre a primeira menstruação, e que chega a menos de 25 mil aos 42 anos.

    Além do número de óvulos, com o envelhecimento acontece também a perda da sua qualidade, já que os óvulos podem acumular efeitos do ambiente, como poluição, radiação, medicações, além do acúmulo de erros da divisão do material genético que formará o futuro embrião. Os principais marcadores da reserva ovariana são dosagem do hormônio antimulleriano e contagem de folículos antrais via ultrassom transvaginal.

    Os riscos de abortos e malformações sobem consideravelmente com a idade da mulher. O risco para a Síndrome de Down, por exemplo, é de 1 a cada 1.250 mulheres aos 25 anos, 1 para cada 952 aos 30 anos, 1 para cada 400 aos 35 anos e 1 em cada 100 mulheres aos 40 anos.

    O diagnóstico desta e de outras síndromes pode ser feito antes que a gestação aconteça, técnica chamada de diagnóstico genético pré-implantacional (PGD), que consiste em analisar geneticamente os embriões obtidos em fertilização in vitro.

    A gravidez tardia, após os 35 anos, tem se tornado cada vez mais comum e, com isso, o congelamento de óvulos tem se tornado uma grande opção de preservação da fertilidade para as mulheres.

    A melhor técnica de congelamento de óvulos é a vitrificação com taxas de sobrevivência ao descongelamento de 90%. No entanto, é importante enfatizar que o fato de congelar óvulos não garante uma futura gestação, assim como todo tratamento na área de reprodução humana.

    As chances de gravidez futura variam entre 45-60% por tentativa, e o ideal é que o congelamento seja feito antes dos 35 anos, quando as taxas de gravidez são melhores, mas também pode ser realizado em qualquer idade, sendo que ótimos resultados são ainda atingidos até os 38 anos.

    Com o avanço das técnicas de Reprodução Assistida, podemos oferecer diversas opções para auxiliar as mulheres que queiram preservar a fertilidade ou evitar/minimizar os riscos advindos da idade sobre seus futuros filhos.

    Se uma mulher congelar os óvulos aos 35 anos, mesmo que ela venha a descongelar seus óvulos e engravidar aos 40 anos a chance de gravidez permanece a mesma que a de uma mulher de 35 anos, ou seja, em torno de 60% por tentativa de tratamento, e não de 30%, porcentagem que se refere às chances de gravidez de uma mulher de 40 anos que realiza fertilização in vitro.

    Os óvulos congelados podem ser utilizados para:

    • Aumentar a eficácia da fertilização in vitro;
    • Como alternativa ao congelamento de embriões, principalmente para casais com restrições éticas ou religiosas a esse método;
    • Programa de doação compartilhada de óvulos;
    • Preservar a fertilidade em mulheres com necessidade de cirurgia para retirada do ovário, radioterapia ou quimioterapia para tratamento de câncer que pode causar uma menopausa precoce;
    • Mulheres que desejam adiar a maternidade.

    dúvidas sobre Congelamento de Óvulos?

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    Materiais educativos sobre congelamento de óvulos

    endometriose

    o que é

    endometriose?

    A endometriose é uma condição ginecológica crônica em que o tecido semelhante ao endométrio (tecido que reveste o interior do útero) cresce fora do útero, comumente nos ovários, tubas uterinas, intestinos ou outros órgãos pélvicos.

    É uma condição super comum, estima-se que 1 a cada 10 mulheres desenvolvem a endometriose, a maioria em idade fértil, que ocorre até os 37 anos, em média. Esta doença costuma ter diversos sintomas, principalmente dores.

    Além de afetar diretamente a fertilidade feminina.Um ponto importante sobre essa condição é que metade das mulheres que têm endometriose vão ter alguma dificuldade para engravidar naturalmente. 

    Quando devo me preocupar?

    Quando as lesões de endometriose deixam de ser implantes superficiais e apresentam-se como nódulos profundos que infiltram e invadem órgãos e outras estruturas adjacentes (como, por exemplo, intestino, ovários e bexiga), recebem o nome de endometriose profunda.

    Endometriose e sintomas: entenda os principais sintomas

    Os sintomas da endometriose podem variar de leves a severos, além de variar de mulher para mulher. Confira os principais:

    • Cólicas menstruais intensas que pioram ao longo do tempo;
    • Dor pélvica durante o período menstrual e fora dele;
    • Dores durante a relação sexual;
    • Urgência e possível dor ao urinar;
    • Dor ao evacuar;

    Desarranjo ou dor intestinal no período menstrual.

    Como acontece o diagnóstico?

    O diagnóstico ainda costuma ser tardio quando o assunto é endometriose. Por isso, é tão importante abordar este assunto. Geralmente, há um intervalo de tempo muito grande entre o primeiro sintoma e o diagnóstico efetivo. 

    Isso porque, as cólicas e dores em geral costumam ser normalizadas. Mas, é necessária uma avaliação médica detalhada para que se entenda as causas dessas dores, especialmente no período menstrual.

    Vale destacar que muitas vezes, a endometriose acontece de forma silenciosa, sendo o único sintoma, a própria infertilidade. Por isso procurar um médico especialista é tão importante. 

    Exames específicos são solicitados para realizar a investigação. Os exames de rotina ginecológica que as mulheres costumam fazer anualmente muitas vezes não são capazes de identificar a condição. 

    Passo a passo para o diagnóstico

    Fazer uma consulta com um especialista

    Realizar os exames pedidos pelo seu médico

    Levar os exames para o seu médico. Ele(a) vai realizar o diagnóstico.

    Endometriose profunda ou comum: qual a diferença?

    A diferença entre endometriose profunda e endometriose comum está principalmente relacionada à profundidade e extensão do crescimento do tecido endometrial fora do útero. 

    Ambas as formas da doença compartilham sintomas semelhantes, mas a endometriose profunda pode ser mais invasiva e impactar áreas mais extensas dentro da cavidade pélvica.

    Quando as lesões de endometriose deixam de ser implantes superficiais e apresentam-se como nódulos profundos que infiltram e invadem órgãos e outras estruturas adjacentes (como, por exemplo, intestino, ovários e bexiga), é considerado um quadro profundo. 

    Tratamentos para endometriose

    O tratamento varia de acordo com a intensidade dos sintomas, extensão da doença e a intenção de engravidar. Esta etapa deve ser totalmente individualizada! De um modo geral, o tratamento pode ser clínico ou cirúrgico.

    Os tratamentos clínicos geralmente são indicados para pacientes que não desejam engravidar, funcionam através de medicamentos ou estratégias que bloqueiam a produção hormonal, principalmente do estrogênio, hormônio responsável pelo aumento das células endometriais. 

    Assim, essas pacientes podem melhorar das dores e da qualidade de vida em geral. Confira alguns:

    • Pílulas anticoncepcionais;
    • DIU hormonal;
    • Medicamentos à base de progesterona;
    • Danazol;
    • Tratamentos com agonistas do GnRH.

    Enquanto isso, a intervenção cirúrgica é indicada para casos mais graves, e em que as pacientes têm o desejo de engravidar. A cirurgia laparoscópica é usada para remover tecido endometrial excessivo e aderências, assim evitando que a condição retorne e melhorando o ambiente reprodutivo para uma possível gravidez. 

    Endometriose: quem tem pode engravidar?

    Na Huntington, oferecemos um cuidado especializado e atento para mulheres com endometriose. Nossa equipe médica experiente pode realizar uma avaliação abrangente, discutir opções de tratamento personalizadas e oferecer suporte emocional durante todo o processo.

    E sim, quem tem endometriose pode engravidar. Contudo, é necessário um acompanhamento durante todo o processo de tratamento, desde a fase de tratamento com medicações, até a intervenção cirúrgica, e de reprodução assistida.

    Vale destacar que se a cirurgia abranger os ovários, o congelamento de óvulos pode ser indicado para casos de possíveis prejuízos à reserva ovariana. 

    Para ter mais chances de uma gravidez saudável, mulheres com endometriose podem optar tanto pela inseminação intrauterina, conhecida como inseminação artificial, ou pela fertilização in vitro (FIV)

    A escolha do procedimento é realizada pelo médico especialista em parceria com os pacientes para que se obtenha os melhores resultados para a realização do sonho da maternidade e paternidade!

    FAQ: Endometriose

    Em todos os seus estágios, desde os mais leves aos mais graves, a endometriose causa um impacto negativo na fertilidade. Os principais motivos disso são: 

    1- Impacto anatômico. 
    As aderências entre os órgãos podem prejudicar as trompas, dificultando mecanicamente o transporte de óvulos, espermatozoides e embriões. 

    2- Impacto molecular.
    Por ser uma doença inflamatória, o fluido peritoneal fica com sua composição alterada, impactando na qualidade dos óvulos, desenvolvimento embrionário e implantação.

    3- Impacto na receptividade endometrial.
    Pode alterar os receptores de progesterona diminuindo as chances da implantação embrionária no endométrio.

    Para casais que desejam engravidar as opções são cirurgia ou Técnicas de reprodução assistida (inseminação intrauterina ou Fertilização in Vitro) 

    Lembrando que o tratamento é planejado individualmente para cada caso! Tudo vai depender da extensão da doença, dos sintomas, da idade, reserva ovariana, da expertise da equipe que está dando a assistência e da vontade da paciente. 

    A cirurgia é recomendada nos casos em que a endometriose é extensa, com lesões profundas em órgãos como intestino e bexiga e quando a endometriose causa impacto na qualidade de vida da paciente. Casos de falhas de tratamento de Fertilização in Vitro também devem considerar cirurgia.

    Dúvidas sobre Endometriose

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    casais

    Homoafetivos

    quais são as opções de tratamento para

    casais homoafetivos

    Segundo a Resolução 2.294, de 27 de maio de 2021 realizada pelo CFM (Conselho Federal de Medicina), as técnicas de reprodução assistida, segundo a resolução, são voltadas para pessoas transgêneros ou cisgêneros, heterossexuais ou homossexuais, em união estável ou solteiras.

    O papel das Clínicas de Reprodução Assistida

    Denomina-se “reprodução assistida” os tratamentos disponíveis e oferecidos para quem pretende ter filhos mas, por algum motivo, não conseguem sem a ajuda de um tratamento.

    Há diversas clínicas onde este tipo de tratamento é oferecido, onde os casos variam entre os de baixa complexidade, como inseminação intrauterina, a casos mais complexos, como a fertilização in vitro, conhecida popularmente por “bebê de proveta”.

    Hoje é possível também injetar um espermatozoide dentro do óvulo, fazendo com que as chances de gravidez sejam maiores. Esta prática é chamada de ICSI (Injeção Intracitoplasmática de Espermatozóide), oferecida nas clínicas de reprodução assistida certificadas.

    Em todos os casos, uma clínica de reprodução assistida é um local de acolhimento a todos que desejam realizar o sonho de ter um filho. Para casais ou solteiros que pertencem a comunidade LGBTQIA+, uma clínica de reprodução assistida, com sua equipe e corpo clínico, deve garantir segurança, respeito e carinho desde a chegada à clínica até o tratamento finalizado.

    Quais as opções de tratamento?

    Atualmente os casais homoafetivos contam com três opções para terem filhos: adoção, inseminação artificial e fertilização in vitro.

    Muitas dúvidas podem surgir nesse momento, que vão desde o melhor momento para gerar um filho, onde procurar atendimento, qual método escolher e outras questões importantes sobre o assunto.

    A Fertilização in vitro, pelas altas taxas de sucesso e técnica do tratamento, acaba sendo o método mais escolhido pelos casais homoafetivos que desejam constituir uma família. Vale a pena considerar que em alguns casos a FIV se torna a única opção – vamos falar mais sobre isso aqui.

    Para um casal de mulheres

    Para as futuras mamães, existem dois procedimentos possíveis: fertilização em vitro e inseminação artificial, em ambos os casos é necessário a escolha de um doador de sêmem.

    Ambas podem participar ativamente do processo de gravidez, sendo uma doando o óvulo e a outra gestando a criança, tornando a gravidez em conjunto uma atividade envolvente para o casal.

    Um ponto importante é a necessidade de decidir qual das duas será a doadora do óvulo e qual receberá o embrião e dará à luz o bebê, levando em conta idade, saúde e questões de bem-estar.

    Um profissional qualificado, como os psicólogos da Clínica Huntington, podem esclarecer, através de suas experiências, as dúvidas do casal.

    No caso de uma união entre duas mulheres é permitido a gestação compartilhada, ou seja, o embrião fecundado de uma das parceiras é transferido para a outra. Caso seja necessária uma doação de óvulos, vale a pena dizer que o processo é realizado sem que doadores e receptores tenham suas identidades reveladas. A única exceção é para doações feitas por parente de até 4º grau. A idade limite para doação de gametas é 37 anos para as mulheres e 45 para os homens segundo a última resolução do CFM.

    Para um casal de homens

    Para os futuros papais, a fertilização in vitro é a única opção.

    Para que a gravidez possa ocorrer, o casal deverá decidir qual dos dois fornecerá os espermatozoides, escolher os óvulos dentre os doados por uma mulher anônima e determinar outra mulher que conceberá o embrião desenvolvido e concluirá a gravidez.

    Escolha da doadora na doação de óvulos (ou ovodoação)

    A doadora de óvulos deve ser anônima e o processo segue as normas estabelecidas pela Resolução do CFM (Conselho Federal de Medicina): a doação nunca terá caráter lucrativo ou comercial e os doadores não devem conhecer a identidade dos receptores e vice-versa.

    Útero de substituição

    Aqui, a mulher que irá ceder o útero para a gestação precisa ser parente consanguíneo de até 4º grau, ou seja, até o elo familiar de primos, de um dos parceiros. Também é necessário que essa pessoa já tenha um filho vivo.

    Se essa pessoa for casada ou viver em união estável, o companheiro ou companheira também precisa assinar um documento aprovando a cessão do útero. O casal ou pessoa solteira que irão ser os responsáveis pela criança precisam arcar com todas as despesas de tratamento e acompanhamento médico durante a gravidez e o puerpério. Os documentos que definem a filiação da criança precisam ser assinados antes da gestação. Para as técnicas de reprodução assistida, o CFM reforçou limites de idade já definidos.

    A idade máxima para pessoas interessadas nas técnicas é de 50 anos, seja para recebimento ou para doação. Quem tiver menos de 37 anos, pode ter implementados até 2 embriões. Quem tem mais, 3 embriões.

    Saúde da mulher que vai realizar a gestação

    A mulher que irá gestar deverá também passar por uma avaliação clínica e psicológica cuidadosa antes de ser autorizado o tratamento.

    Papel da fertilização in vitro para casais homoafetivos

    A expressão in vitro vem do latim e é usada para descrever processos biológicos que acontecem fora de um sistema vivo, normalmente em recipientes de vidro e controlados por um ambiente de laboratório. E é essa a base da Fertilização in Vitro: o recolhimento de gametas para que a fecundação seja feita em laboratório. Após a fecundação, os embriões são transferidos para o útero materno.

    E como a técnica funciona para casais homoafetivos?

    A Fertilização in Vitro é válida tanto para casais femininos, como para casais masculinos. No contexto de casais femininos, ainda há duas opções, no primeiro caso, uma das parceiras teria os seus óvulos fecundados por espermatozoides doados e ela mesma continuaria a gravidez. No segundo caso, existe a opção de que as duas parceiras participem do processo: enquanto uma tem os óvulos fecundados, é a outra que continua a gravidez quando os embriões obtidos são colocados em seu útero.

    Segundo a última resolução do CFM, podem participar do tratamento de reprodução assistida como receptoras as mulheres até no máximo 55 anos, desde que estejam com boas condições de saúde.

    Sobre casais masculinos ou homens solteiros, como mencionamos anteriormente, a FIV é a única opção de tratamento. É necessário encontrar uma mulher na família para ceder o útero e levar adiante a gestação – confira o trecho acima sobre útero de substituição.

    Para a realização do tratamento, o óvulo será obtido de uma doadora anônima e o casal decide entre eles quem fornecerá os espermatozoides para a FIV – lembrando sempre que os gametas devem ser escolhidos pela sua qualidade, ou seja, preferencialmente aquele que se mostrar o mais saudável e apto.

    Fertilização in Vitro para casais femininos

    O procedimento para execução da Fertilização in Vitro (FIV) em casais femininos, segue os seguintes passos:

    Avaliação médica da mulher que será submetida a indução da ovulação (exames de imagem, hormonais e sorológicos)

    Escolha da amostra de sêmen junto ao banco de sêmen cadastrado na clínica de sua preferência

    Estimulação dos ovários, controlada via ultrassom

    Punção folicular e coleta dos óvulos

    Fertilização dos óvulos coletados e fecundação dos embriões em laboratório

    Transferência dos embriões obtidos seguindo as normas do Conselho Federal de Medicina

    Exames de confirmação da gestação

    Congelamento dos embriões excedentes

    Fertilização in Vitro para casais masculinos

    O procedimento para execução da Fertilização in Vitro (FIV) em casais masculinos, segue os seguintes passos:

    Avaliação médica do casal com especialista em reprodução assistida

    Seleção dos óvulos provenientes da ovodoação

    Escolha da mulher que irá gestar o bebê de acordo com as normas do CFM e escolha da amostra de sêmen de um dos parceiros do casal. Em caso de infertilidade, um banco de sêmen deve ser procurado

    Fertilização dos óvulos com o sêmen do casal e fecundação dos embriões em laboratório

    Preparo uterino da mulher que irá gestar o bebê

    Exames de confirmação da gestação

    Congelamento dos embriões excedentes

    Inseminação artificial para casais homoafetivos

    A inseminação artificial, no caso de casais homoafetivos, é exclusividade para os casais femininos.
    Para o processo, é preciso que as parceiras obtenham sêmen doado através de um banco de sêmen, com doador anônimo.
    O procedimento para realizar a inseminação artificial passa pelos seguintes passos:

    A mulher que será inseminada é submetida a uma avaliação médica e são feitos exames de imagem, hormonais e sorológicos para verificar a saúde da paciente

    É escolhida uma amostra de sêmen no banco de sêmen cadastrado. Os bancos de sêmen são terceirizados e os seus doadores são pacientes saudáveis, com um sêmen normal e eles permanecem anônimos

    Há a indução da ovulação, onde a mulher faz uso de hormônios para estimular o processo de ovulação. Tudo é monitorado através de ultrassonografias realizadas, em média, a cada dois ou três dias, e que verificam o crescimento dos folículos

    Ocorre, então, a inseminação intra-uterina, técnica em que o sêmen do doador é preparado, com a seleção dos melhores espermatozóides, que são, em seguida, inseridos dentro do útero

    FAQ: casais homoafetivos

    Dúvida recorrente entre os casais homoafetivos femininos é a escolha de quem irá gestar o bebê e, no caso da fertilização in vitro (FIV), se irão escolher a opção de uma fornecer o óvulo para a outra continuar a gestação.

    Em qualquer uma das técnicas escolhidas, além da decisão pessoal do casal, outros fatores precisam ser levados em conta, como a condição dos óvulos de ser fecundados e do útero de receber a gestação, assim como a idade e a saúde de cada uma das parceiras.

    A chance da gravidez cai de 60% para mulheres com menos de 30 anos para 10%, naquelas acima de 40. Há também casos de doenças e procedimentos cirúrgicos que diminuem ou eliminam a fertilidade da mulher, como tratamentos oncológicos e retirada dos ovários.

    Assim como nos casais femininos, os parceiros homens também precisam ter em mente questões importantes em relação à saúde na hora de escolher quais sêmens serão utilizados na fertilização.

    O limite de idade, para eles, é bem maior que o das mulheres, podendo chegar a 50 anos. Para a detecção de possíveis problemas, é necessário realizar o espermograma, exame que avalia a qualidade do sêmen.

    Como é possível perceber, muitos fatores interferem no processo de gestação de um filho biológico por técnicas de reprodução assistida. O mais importante é poder contar, nesse momento, com profissionais preparados para te atender, levando em conta as suas demandas e expectativas.

    A escolha do sexo ou de características físicas do embrião também é proibida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pelo Conselho de Ética Médica. A chamada sexagem fetal só é permitida caso um dos pais seja portador de doença hereditária ligada ao sexo, como a hemofilia, a microdeleção do cromossomo Y e a síndrome do X Frágil, com maior incidência em homens.

    No Brasil, é proibido que casais conheçam o doador ou a doadora. De acordo com as diretrizes do Conselho Federal de Medicina (CFM), a doação de óvulos e sêmen deve ocorrer de forma anônima e voluntária, não envolvendo nenhuma forma de troca financeira. O procedimento resguarda as duas partes, e nenhuma delas tem contato com a outra.

    Apesar disso, o casal pode ter acesso a algumas informações do doador na hora da escolha.

    Os bancos brasileiros são mais restritos, mas, ainda sim, fornecem dados como etnia, idade, cor de cabelo, cor dos olhos, peso, altura, tipagem sanguínea, profissão e hobbies. Já os bancos estrangeiros oferecem maior número de informações, como exames genéticos, perfil psicológico, religião, signo e até acesso a fotos. Mas, as importações de sêmen precisam de autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

    dúvidas sobre tratamentos para casais homoafetivos?

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    infertilidade

    Masculina

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      o que é a infertilidade

      masculina?

      A infertilidade masculina corresponde à incapacidade do homem em produzir espermatozoides em quantidade ou qualidade suficiente para fecundar o óvulo e resultar na gravidez. A capacidade reprodutiva do homem pode ser influenciada por hábitos de vida como fumar, ingerir bebidas alcoólicas frequentemente, estar acima do peso ou fazer uso de substâncias ilícitas – o que diminui a produção e a qualidade dos espermatozoides.

      Entretanto, muitas vezes a infertilidade masculina pode ser decorrente de doenças como alterações na anatomia do sistema reprodutor, infecções, alterações hormonais ou genéticas, ou ser consequência da varicocele, que são varizes nos testículos. Todos estes fatores podem interferir diretamente na produção dos espermatozoides.

      Principais causas da infertilidade masculina:

      • AZOOSPERMIA – AUSÊNCIA DE ESPERMATOZOIDES NO SÊMEN
      • POUCA MOBILIDADE DOS ESPERMATOZOIDES OU ESPERMATOZOIDES ANORMAIS
      • VASECTOMIA
      • VARICOCELE
      • INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS (ISTs)
      • DISFUNÇÕES HORMONAIS

      Como ocorre o diagnóstico?

      A maior parte dos homens descobre sobre a infertilidade na tentativa de começar uma gravidez junto com suas parceiras.

      Porém, é muito importante que um médico seja procurado para compreender se você ou sua (seu) parceira(o) passam por algum problema relacionado à infertilidade.

      É fundamental buscar um médico para fazer exames de investigação. Caso seja detectado algo, quanto mais cedo for tratado, mais chances de solucionar!

      Exames para Diagnóstico de Infertilidade Masculina

      Exame básico da análise da Fertilidade Masculina, que avalia os espermatozoides e o líquido seminal. Com base no resultado, o médico terá melhores informações para conduzir o tratamento de infertilidade.

      Teste em que é mapeado a porcentagem de espermatozoides com alterações de DNA.

      Exames de imagem complementares para auxiliar no diagnóstico do paciente podem ser solicitados, como a ultrassonografia testicular com Doppler colorido.

      Exame que avalia alterações nas taxas hormonais envolvidas na produção dos espermatozoides – como o LH, FSH e a testosterona.

      Em alguns casos deve ser feita a investigação de causas genéticas para a infertilidade masculina, principalmente nos casos mais graves. Os testes mais comuns são o cariótipo, pesquisa de microdeleção do cromossomo Y e a pesquisa de alterações nos genes da fibrose cística (CFTR).

      Principais tratamentos para a infertilidade masculina:

      Vale ressaltar que os tratamentos para a infertilidade masculina variam de acordo com a situação clínica do paciente. A depender do caso, podem ser recomendados medicamentos, intervenção cirúrgica ou tratamentos de fertilidade para iniciar uma gravidez. Os principais tratamentos são:

      Tratamento
      Hormonal

      Indicada quando a infertilidade masculina está relacionada a uma alteração hormonal do paciente.

      Inseminação
      Artificial

      Tratamento de reprodução assistida, indicado em casos de fatores masculinos leves.

      Fertilização
      In Vitro

      Indicada principalmente quando o casal possui dificuldade em engravidar naturalmente.

      Fertilização
      In Vitro ICSI

      Indicada quando o gameta masculino possui alguma variação em sua estrutura natural.

      REVERSÃO DE
      VASECTOMIA

      Pacientes com vasectomia podem optar pela reversão da vasectomia para tentar novamente gestações naturais, com boas taxas de sucesso.

      VARICOCELECTOMIA

      Em alguns casos, o tratamento cirúrgico da varicocele pode melhorar as chances de gravidez natural e trazer melhoras taxas de sucesso nos tratamentos de reprodução assistida, como inseminação e Fertilização in Vitro.

      FAQ: Infertilidade Masculina

      A varicocele é a principal causa da infertilidade masculina, sendo encontrada em 40% dos casos de infertilidade primária (casal sem filhos) e em até 80% dos quadros de infertilidade masculina secundária, em que o casal tem filhos, mas não consegue engravidar novamente. Trata-se da dilatação anormal das veias que fazem parte do cordão espermático, no testículo.

      O tratamento mais comum é a intervenção cirúrgica. Nos casos em que não há indicação cirúrgica, o casal pode recorrer à Fertilização in Vitro (FIV).

      Existem muitas situações clínicas que podem causar a infertilidade masculina. É muito importante consultar com o médico, realizar exames e fazer uma avaliação sobre os hábitos de vida, que também influem na fertilidade.

      Entre as causas ainda não citadas, podemos destacar a ausência de espermatozoides na ejaculação (azoospermia); baixa produção de espermatozoides (oligozoospermia); alterações na forma e na mobilidade dos espermatozoides; doenças como o câncer (a radioterapia e a quimioterapia podem afetar o aparelho reprodutor); obesidade e diabetes; doenças neurológicas; disfunções sexuais; uso de drogas anabolizantes esteroides ou de certos tipos de medicação, como alguns diuréticos e hipotensores. Tabagismo, torção de testículo, criptorquidia (quando o testículo nasce fora da bolsa), infecção de testículo por caxumba e ISTs (infecções sexualmente transmissíveis) também podem levar o homem à infertilidade.

      A resposta é sim.

      A infertilidade masculina pode ser atribuída a causas pouco aparentes. Fatores como causas prováveis da infertilidade masculina são: sobrepeso e obesidade, má qualidade de hábitos alimentares e o estresse.

      Embora continue produzindo espermatozoides, o avanço da idade tem uma certa influência na fertilidade masculina. A partir dos 40 anos de idade, os níveis de testosterona no organismo tendem a diminuir lentamente, e há uma queda da qualidade dos espermatozoides e aumento da fragmentação do DNA espermático.

      Para a grande maioria existe sim uma alternativa para reverter a infertilidade masculina. São diversos tratamentos que podem ser aplicados, a depender da situação do paciente.

      Em todo caso, procure sempre um médico para a avaliação da situação e para receber um prognóstico a respeito da possibilidade de tratamento.

      Dúvidas sobre infertilidade masculina?

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