Oncofertilidade

o que é

oncofertilidade?

A Oncofertilidade é a especialidade médica que surgiu com o objetivo de manter a fertilidade de pacientes com câncer. A radioterapia, quimioterapia e cirurgias utilizadas no tratamento do câncer podem, muitas vezes, levar à infertilidade pela destruição de células dos ovários e testículos, por lesões ou pela retirada do útero.

Não havendo dúvidas da necessidade desses tratamentos para a sobrevivência dos pacientes, a preservação da chance de engravidar futuramente melhora a qualidade de vida pós-câncer.

A oncofertilidade para mulheres

Diversas mulheres em idade fértil e que foram diagnosticadas com câncer, se preocupam com o que acontecerá com sua fertilidade ao passarem por algum tratamento oncológico.

É necessário que a preservação de óvulos seja feito antes que o tratamento de câncer comece.

Atualmente existem opções disponíveis para preservar gametas do paciente em tratamento oncológico, além disso, algumas clínicas oferecem apoio emocional durante todo o processo para garantir que a qualidade de vida e o estado emocional da paciente melhore.

As opções para preservação da fertilidade feminina são:

  • Criopreservação de óvulos – A técnica, que também pode ser chamada de criopreservação de oócitos, consiste no congelamento dos óvulos. Para realização da técnica, a mulher que fará o tratamento será submetida, através de medicamentos, a uma estimulação ovariana. Após a estimulação, os folículos ovarianos serão aspirados por via vaginal. Todo o processo acontece sob efeito de anestesia. Após a coleta dos óvulos, estes são congelados em temperaturas que chegam a 196º C negativos.
  • Supressão medicamentosa da função ovariana – Em casos de pacientes oncológicos que optam pela preservação da fertilidade por meio de medicamentos, a técnica consiste em paralisar o funcionamento dos ovários da mulher durante o período que ela irá se submeter a quimioterapia. Os medicamentos que serão utilizados são da classe agonistas do GnRH, e vão ser ministrados por meio de injeções que podem acontecer em frequência mensal ou trimestral. A medicação tem por objetivo preservar os folículos e óvulos durante a quimioterapia. A necessidade de supressão dos ovários acontece porque o tratamento atinge células com alto nível de replicação celular, como os óvulos. As células que possuem essa característica serão atingidas, ou seja, tanto células cancerígenas como células saudáveis dos ovários.
  • Criopreservação de tecido ovariano – A técnica deve ocorrer antes que o tratamento de quimioterapia seja iniciado. Nela, fragmentos do tecido ovariano serão coletados e criopreservados para um futuro transplante ou para maturação de folículos em laboratório. O processo se dá por meio de uma videolaparoscopia ou da própria cirurgia para o tratamento do câncer.
  • Cirurgia para elevação dos ovários – A técnica deverá ser realizada antes do início da radioterapia. A cirurgia para elevação dos ovários busca retirar os ovários da direção dos raios da radioterapia quando o tratamento estiver previsto para a pelve da paciente.

A oncofertilidade para homens

O desejo de preservar a fertilidade também acontece em homens que irão passar por algum tratamento contra o câncer. É necessário que estes homens férteis busquem a oncofertilidade antes de se submeterem a um tratamento de quimioterapia ou radioterapia.

Para os pacientes masculinos, existem duas opções básicas para preservar a fertilidade: criopreservação dos espermatozóides e proteção dos testículos durante a terapia por radiação.

Nos casos de criopreservação dos espermatozóides, o sêmen do paciente será recolhido por meio de masturbação e poderá ser necessária a realização de mais de uma coleta com intervalo de 2 a 3 dias. Depois da coleta, o material genético será avaliado e em seguida preparado para o congelamento. A temperatura de congelamento costuma ser inferior a 196º C negativos.

A oncofertilidade para adolescentes e crianças

Informações sobre os tratamentos de oncofertilidade para crianças e adolescentes com diagnóstico de câncer podem ser mais complicadas de serem encontradas, ou ainda, menos discutidas e lembradas.
O câncer é uma doença que pode atingir pessoas de todas as idades, por isso, em casos de crianças ou adolescentes é necessário que a família do paciente, assim como o médico que acompanha o caso, reflitam sobre o futuro de sua fertilidade.

Isso acontece porque muitas pessoas que enfrentaram o câncer quando criança ou jovem, ao tornarem-se adultos gostariam de ter preservado a sua fertilidade para gerar um filho biológico.

Em muitos casos, a família do paciente não sabe que existem opções para que a fertilidade da criança que passará por algum tratamento oncológico seja preservada. Em outros casos, existe a necessidade de focar na saúde imediata do jovem e por isso as opções de preservação da fertilidade não são discutidas.
Também existem exemplos de pais que não se sentem confortáveis para conversar sobre questões de reprodução com seus filhos, e então os tratamentos de oncofertilidade nem são pensados.

É preciso entender que hoje em dia existem opções disponíveis para pacientes mais jovens ou crianças, como é o caso da preservação do tecido ovariano nas mulheres. Conversar com o médico e um especialista em fertilidade pode ser a chave para que, futuramente, o paciente tenha sua fertilidade preservada, influenciando na qualidade de vida quando ele se tornar adulto.

FAQ: oncofertilidade

Fertilidade masculina

Sim. Na maioria dos casos, a fertilidade tanto do homem como do menino é afetada. Dessa forma, em adultos o mais indicado é o congelamento de sêmen antes do começo da quimioterapia. Já nas crianças, como não há produção de sêmen, a única alternativa é a criopreservação de tecido testicular.

Por volta de seis meses após o término do tratamento, o homem deve colher um espermograma que apresentará as informações necessárias relativas à concentração, motilidade e morfologia dos espermatozoides, informando sobre seu potencial fértil.

Atualmente, existem alternativas medicamentosas que podem ajudar em um aprimoramento espermático, porém os resultados em homens afetados por quimioterapia e/ou radioterapia não são muito satisfatórios. Quando comprovada a morte das células germinativas, a alternativa existente é recorrer aos bancos de sêmen.

Não, tanto o sêmen quanto o tecido testicular não apresentam tempo limite de congelamento, podendo ficar congelados por muitos anos, sem prejuízo.

Fertilidade feminina

Como a utilização dos hormônios na indução da ovulação é feita de forma rápida, por um período relativamente curto e depois descontinuada, acredita-se que não sejam capazes de causar câncer.

Fertilização In Vitro de emergência é o nome que se dá para o tratamento realizado de forma imediata, sem que se aguarde o início do período menstrual como no tratamento convencional.

Para mulheres com neoplasias que podem crescer com hormônios, são realizados alguns cuidados durante o estímulo, como o uso de medicação que baixa os níveis de estrogênio. Estas mulheres podem congelar seus óvulos sem repercussão para a doença.

Sim. O tratamento oncológico, na maioria das vezes, afeta a fertilidade. Por este motivo, uma consulta com especialista em reprodução humana é fundamental. Recomenda-se conversar com o oncologista.

Sim. O tratamento oncológico, na maioria das vezes, afeta a fertilidade. Por este motivo, uma consulta com especialista em reprodução humana é fundamental. Recomenda-se conversar com o oncologista.

No caso das mulheres, o retrato da função ovariana é dado pela avaliação de testes de marcadores hormonais, como dosagem sanguínea do hormônio folículo estimulante (FSH), estradiol e hormônio Anti-Mulleriano (AMH), além de testes ultrassonográficos, como a mensuração do volume ovariano e a contagem de folículos antrais (AFC). O retorno das menstruações é visto como um bom sinal, mas não garante retorno da fertilidade.

Caso a fertilidade não tenha sido preservada e a mulher tenha entrado em um quadro de insuficiência ovariana pela quimioterapia, pode-se tentar induzir a ovulação e, caso não haja boa resposta, recorrer ao programa de doação de óvulos.

Os sintomas da menopausa incluem a ausência de menstruação, irritabilidade, insônia, secura vaginal, diminuição da libido e ondas de calor. O tratamento para quem deseja engravidar, nestes casos, é receber um óvulo doado.

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Espermograma

o que é um

espermograma?

O espermograma é um exame simples que é feito a partir da análise de uma amostra de sêmen que deve ser colhida pelo homem no laboratório após masturbação.

Para que o resultado do exame não sofra interferências, é recomendado que o homem não tenha relações sexuais 2 a 5 dias antes da relação do exame e, em alguns casos, pode ser recomendado que a coleta seja feita em jejum.

Como é realizado o exame?

Para realizar o exame é necessária uma amostra de sêmen, que deve ser coletada, preferencialmente, no próprio laboratório e em alguns casos pode ser recomendado o jejum, cujo tempo deve ser determinado pelo médico. O material coletado é depositado em um recipiente próprio fornecido pelo laboratório e em seguida encaminhado para a análise.

É importante que o homem não pratique relações sexuais ou qualquer outra ação que provoque ejaculação 2 a 5 dias antes de realizar o exame, pois pode influenciar na quantidade total de espermatozoides presentes no sêmen. Além disso, a masturbação para a coleta não deve ser feita com o auxílio de lubrificantes, pois podem interferir no resultado do exame.

Normalmente, os laboratórios não aceitam o esperma que não tenha sido colhido na própria clínica e não é recomendado que o esperma seja colhido após o coito interrompido e nem através do preservativo, pois também pode interferir no resultado do exame.

O que o espermograma analisa?

A amostra de sêmen coletada pelo espermograma é enviada ao laboratório, onde passa por dois tipos de análise:

  • Análise macroscópica, feita a “olho nu”: são avaliadas as condições físicas do sêmen como o volume, viscosidade, liquefação, coloração e pH (acidez);
  • Análise microscópica verificam-se a concentração de espermatozóides, a motilidade total e progressiva, a vitalidade dos gametas e sua estrutura. Também são medidas as quantidades de leucócitos no esperma (células de defesa do nosso corpo) e de compostos como ácido nítrico e frutose.
  • Normalmente, são solicitadas duas coletas, com intervalo de 15 dias, para que se possa comparar os resultados. Caso os achados sejam muito diferentes, um terceiro exame deve ser realizado.

Espermograma e infertilidade masculina

Aproximadamente 15% dos casais apresentam dificuldades de engravidar após um ano de tentativas. Em casos de problemas de infertilidade, o homem é o principal responsável em cerca de 20% dos casos e contribui em outros 30-40%. Por isso, é indicada uma investigação completa da fertilidade do homem, que inicia com a avaliação feita por um urologista ou especialista em reprodução masculina.

Além disso, a infertilidade masculina pode ser causada por uma variedade de dificuldades. Nesse sentido, algumas condições são identificáveis e reversíveis, como obstrução ductal e hipogonadismo. Outras, no entanto, são irreversíveis, como atrofia testicular bilateral secundária a orquite viral. Desta forma, uma investigação completa permite ao casal entender melhor a base de sua infertilidade e avaliar o melhor caminho a seguir.

Conhecer o real potencial reprodutivo também é importante para homens solteiros ou casais homoafetivos que desejam um dia se tornar pais, pois é necessário estar bem preparado para quando o momento chegar. Vale ressaltar que um homem com histórico de fertilidade anterior pode ter adquirido algum novo fator de infertilidade masculina, e, portanto, deve ser avaliado.

Exames complementares ao espermograma:

A depender do resultado do espermograma e condição clínica do homem, o urologista pode recomendar a realização de exames complementares, como:

  • Espermograma sob magnificação, que permite uma análise mais precisa da morfologia do espermatozoide;
  • Fragmentação de DNA, que verifica a quantidade de DNA que é liberado dos espermatozoides e fica no líquido seminal, o que pode indicar infertilidade dependendo da concentração de DNA;
  • FISH, que é um teste molecular realizado com o objetivo de verificar a quantidade de espermatozoides deficientes;
  • Teste de carga viral, que normalmente é solicitado para homens que possuem doenças causadas por vírus, como HIV, por exemplo.

Além desses exames complementares, o congelamento seminal pode ser recomendado pelo médico caso o homem irá realizar ou está realizando tratamento quimioterápico.

FAQ: espermograma

Uso de medicamentos como cimetidina, uso de cafeína oi alcool, amostra insuficiente ou manuseio incorreto do material podem interferir no resultado.

Contudo, orientações são sempre fornecidas antes do exame e o material coletado é verificado antes de ser levado para análise como forma de prevenir qualquer interferência no resultado.

Algumas das alterações que podem ser identificadas são:

Problemas na próstata
A análise da viscosidade e acidez do sêmen pode indicar problemas com a próstata. Exames complementares, como toque retal ou biópsia podem ser solicitados pelo médico para confirmar ou descartar possíveis diagnósticos.

Azoospermia
É a ausência de espermatozoides no sêmen, que pode ser causa de infertilidade. A ausência do gameta masculino geralmente é decorrente de infecções bacterianas, DSTs (doenças sexualmente transmissíveis), ou obstrução nos canais seminais.

Oligospermia
É uma baixa concentração de espermatozóide por ml, muitas vezes originada por infecções no sistema reprodutor, varicocele, DSTs (doenças sexualmente transmissíveis). A Oligospermia pode acontecer também como efeito colateral do uso de certos medicamentos, como cetoconazol e ou metotrexato.

Atenozoospermia
Ocorre quando os valores de motilidade (progressiva ou não progressiva) e vitalidade são menores do que o padrão (menos de 58%). Além disso, ela pode ser causada por stress, alcoolismo ou doenças auto-imunes, como HIV, entre outras.

Teratozoospermia
São espermatozoides de má formação com alterações morfológicas. As principais causas são varicocele, uso de drogas ou inflamação no sistema reprodutor.

Hipospermia
É o caso em que o volume de sêmen ejaculado é abaixo de 1,5 ml. Esta situação pode estar relacionada com problemas de próstata e alterações nas vesículas seminais.

Necrospermia
Porcentagem de espermatozóides vivos abaixo de 58%. São casos bem raros, que têm como possíveis causas problemas hormonais, câncer prévio nos testículos, infecções nos testículos, uso de drogas e álcool, longos períodos sem ejaculação, idade avançada entre outros.

O resultado do espermograma mostra como está a fertilidade masculina, ou seja, se os espermatozoides estão em condições de chegar com vida ao óvulo nas trompas da mulher após a relação sexual. O exame também pode indicar se existe alguma suspeita de outros problemas nos órgãos reprodutores do homem, principalmente na próstata.

O primeiro resultado não é definitivo. Podem ser pedidos dois ou mais exames com até 15 dias de intervalo para ter um diagnóstico mais completo, isso pode variar conforme cada caso.

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Coito

programado

o que a medicina
entende como

coito
programado

O coito programado é um tratamento de baixa complexidade que consiste na realização da indução de ovulação por meio de medicamentos, com acompanhamento ultrassonográfico.

No decorrer do tratamento, são realizadas ultrassonografias, geralmente a cada dois ou três dias, para acompanhar o crescimento dos folículos.

Quando os folículos alcançam o tamanho ideal, ou seja, o período ovulatório, o casal é orientado a ter relações sexuais com maior frequência. Deste modo, o tratamento permite prever em qual o dia do ciclo a mulher terá maior chance de engravidar.

Como é o tratamento?

O tratamento basicamente tem início no segundo ou terceiro dia do ciclo, quando a mulher ainda está menstruada. Neste momento, é realizado o primeiro ultrassom transvaginal.

A paciente não deve ficar preocupada com o desconforto do sangue menstrual, pois os médicos estão acostumados a realizá-lo nessa fase.

Esta fase inicial é importante, pois o exame diagnostica se o ovário tem algum cisto remanescente do ciclo menstrual anterior e se no interior do útero existem pólipos, miomas ou tecido endometrial em excesso, o que poderia alterar as taxas de sucesso.

Neste primeiro ultrassom, os ovários devem ter pequenos cistos que medem no máximo 6 mm, chamados de folículos primordiais.

Dentro deles existem óvulos, que saem na época da ovulação. Dependendo do resultado deste primeiro exame, o controle ovulatório pode ser iniciado para se determinar o dia provável da ovulação.

Para quem é indicado?

Por utilizar os óvulos naturais do corpo da mulher e por atuar apenas no estímulo da fecundação, o coito programado é indicado principalmente para casais que tenham a anovulação como causa da infertilidade. Isso significa que o homem precisa ter uma avaliação de sêmen normal, assim como a mulher precisa ter uma avaliação positiva das tubas uterinas e da produção de óvulos, por exemplo. Também é necessário que o casal tenha avaliações hormonais consideradas saudáveis. Quanto mais velha for a mulher, menores são as chances de sucesso do tratamento, já que o óvulo pode estar envelhecido.

No geral, é possível realizar até 3 coitos programados seguidos. Caso a gravidez não aconteça, é necessário partir para outro tipo de tratamento, como a inseminação artificial.
O coito programado é uma técnica consagrada e pouco invasiva para estimular a fertilidade e a fecundação. Se o casal tiver a devida capacidade reprodutiva, a administração de medicamentos orais ou injetáveis acontece para estimular o crescimento do folículo ovariano, de modo a levar à liberação do óvulo.

Com a relação sexual ocorrendo nesse período, aumentam-se as chances de o casal realizar o desejo de curtirem uma gravidez.

Qual é a duração do tratamento?

A duração do tratamento é de, em média, 15 dias. No caso dos medicamentos orais, a ingestão deve acontecer por 5 dias consecutivos, enquanto para os injetáveis pode variar de 8 a 12 dias.

Após 96 horas da primeira administração, os folículos começam a ter seu crescimento mapeado a cada 2 dias. Isso é feito com ultrassonografias e exames hormonais, indicando o momento exato da aplicação de hCG.

Depois do período de ovulação, o casal deve esperar 15 dias para realizar o teste de gravidez. Com isso, o tempo entre o início do tratamento e a confirmação do sucesso ou não do tratamento é de cerca de 1 mês.

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Passo a passo para o coito programado

Estimulação hormonal dos ovários

O objetivo é estimular o desenvolvimento dos folículos ovarianos.

Indução da ovulação

Com a estimulação ovariana, assim que eles atingem, em média, 18 mm, a paciente recebe uma dose do hormônio gonadotrofina coriônica humana (hCG), utilizado para induzir a ovulação nas próximas 36 a 40 horas.

tentativas de gravidez

O médico aconselha o casal a intensificar a prática sexual em um período próximo à liberação dos óvulos. A fecundação ocorre com o encontro dos gametas feminino e masculino nas tubas uterinas.

FAQ: coito programado

O coito programado apresenta uma taxa de sucesso de 18% a 20% por tentativa. É importante tomar alguns cuidados para garantir uma gravidez saudável para a paciente e para o bebê.

A resposta é sim.

Para as etapas de estimulação hormonal e indução da ovulação é necessário o uso de medicamentos para que o tratamento tenha uma maior taxa de sucesso.

Assim como a preparação para uma gravidez natural, a mulher precisa ter cuidados anteriores à gestação, como estar com o peso correto, evitar bebida alcoólica, não fumar, usar ácido fólico, estar com as vacinas em dia, e controlar doenças crônicas como diabetes e hipertensão.

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inseminação

artificial

o que é a inseminação

artificial?

A Inseminação Artificial(IA), consiste em uma técnica de Reprodução Assistida na qual uma amostra de esperma é inserida dentro do útero materno com o intuito de aumentar as chances de fecundação pelos espermatozoides.

Por meio desta técnica, o encontro entre gametas e óvulos acontece no período fértil da mulher, que pode ser potencializado pelo uso controlado de hormônios.

Para quem a inseminação artificial é indicada?

O IA é recomendado para casais homoafetivos, mulheres solteiras ou casais heterossexuais inférteis. Um casal pode ser considerado infértil depois de um ano tentando engravidar com relações sexuais frequentes, caso a mulher tenha mais de 35 anos o período é de 6 meses.

Para entender o que impede a gravidez, o casal deve realizar exames e então definir se partirão para Inseminação Artificial, outro método de Reprodução Assistida ou continuar tentando uma gravidez natural.

Inseminação homóloga

A inseminação homóloga – quando é utilizado sêmen do parceiro – normalmente é indicada para casais com algum distúrbio ovulatório, alteração leve no muco cervical, nos espermatozoides ou nas trompas uterinas ou mesmo em casos de endometriose leve. É utilizado principalmente nos casos de fator masculino, em que a mobilidade e contagem seminal está prejudicada.

Inseminação heteróloga

No método da inseminação heteróloga é utilizado o sêmen de um doador.

O procedimento é recomendado para mulheres solteiras, casais homoafetivos ou casais heterossexuais em que o parceiro não possua sêmen, ou possua em quantidade muito reduzida ou tenha realizado vasectomia.

Outros métodos

A Inseminação Artificial não pode ser realizada por mulheres que tenham realizado laqueadura ou possuam endometriose em estágio avançado, nesses casos é recomendada a Fertilização in Vitro. O processo também é ideal para mulheres com mais de 40 anos, em que as taxas de sucesso da inseminação são baixas.

Como é feita a inseminação artificial?

A inseminação artificial começa com a coleta do sêmen. A amostra é recolhida e colocada num recipiente esterilizado para avaliação da qualidade e quantidade dos espermatozoides.

Cerca de 3-7 dias antes do dia da inseminação acontecer, a mulher deve tomar um indutor da ovulação.

A inseminação artificial acontece da seguinte maneira: o médico introduz um espéculo vaginal (semelhante ao usado no papanicolau), retira o excesso de muco cervical presente no útero da mulher e, a seguir, introduz um cateter bastante fino e indolor no canal cervical (colo do útero) levando o sêmen no fundo uterino.

Depois disso, a paciente deve ficar 30 minutos em repouso e podem ser feitas até 2 inseminações para aumentar as chances de gravidez.

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Passo a passo para a inseminação artificial

Estimulação ovariana

O objetivo é estimular o desenvolvimento dos folículos ovarianos para aumentar as chances de sucesso.

Indução da ovulação

Com a estimulação ovariana, assim que eles atingem, em média, 18 mm, a paciente recebe uma dose do hormônio gonadotrofina coriônica humana (hCG), utilizado para induzir a ovulação nas próximas 36 a 40 horas.

Coleta de gametas

Antes da inseminação é realizada a coleta do sêmen por meio de e os espermatozoides são preparados em laboratório a fecundação ao serem introduzidos no útero materno.

inseminação

Os espermatozoides capacitados são introduzidos no interior da cavidade uterina com a ajuda de um cateter.

Teste para comprovar a gravidez

Após a inseminação é necessário aguardar para a realização de um teste de gravidez. O prazo é de acordo com a orientação médica.

FAQ: doação de gametas

As taxas de sucesso da Inseminação Artificial dependem da idade da mulher e do quadro clínico. Geralmente, entre 23 e 25% em mulheres com até 34 anos; entre 14 e 15% em mulheres com idade entre 35 e 39 anos; e entre 1 e 3% em mulheres com mais de 40 anos.

A inseminação costuma ser rápida e indolor e não é necessária internação e nem o uso de anestesias. Após a recuperação da paciente, que costuma durar cerca de15 a 30 minutos, ela recebe alta.

É recomendado que a futura mãe não realize muito esforço e o casal evite relações sexuais até que recebam o resultado do teste de gravidez, que é agendado para aproximadamente 15 dias após a inseminação. Caso a paciente não engravide um novo ciclo pode ser iniciado logo em seguida.

Vale mencionar que a inseminação artificial é um procedimento que não apresentam muitos riscos. É um procedimento de baixa complexidade, seguro e que apresenta boas taxas de sucesso. Contudo, todo procedimento possui alguns riscos envolvidos - mesmo que muito baixos.

Um dos principais riscos trazidos pelo processo de inseminação artificial é a possibilidade de se tornar uma gravidez gemelar, ou seja, com gêmeos. Considera-se isso um risco, pois uma gestação com múltiplos bebês envolve um cuidado muito maior no pré-natal e durante o parto

Outro risco importante é a possibilidade de desenvolvimento da Síndrome da Hiperestimulação do Ovário (SHO), resultando na produção exagerada de estradiol, hormônio proveniente dos ovários, que aumenta o inchaço e as chances de a mãe desenvolver trombose na gestação. Entretanto, é um quadro pouco frequente nos processos de inseminação, principalmente porque eles consistem em um tratamento controlado e que utiliza baixas dosagens de hormônio.

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Fertilização

In vitro

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    o que é fertilização

    In vitro?

    A Fertilização In Vitro (FIV) é a técnica de reprodução onde, após estimulação com gonadotrofinas, há a retirada dos óvulos maduros via transvaginal com sedação. Estes óvulos são fertilizados no laboratório de duas maneiras: na FIV clássica, são colocados cerca de 100 mil espermatozoides ao redor de cada óvulo.

    Fertilização In Vitro (FIV) Clássica:

    Conhecida também como bebê de proveta, a fertilização in vitro em uma coleta de gametas masculinos e femininos para que a fecundação aconteça dentro de um laboratório, em um ambiente controlado e, apenas depois, seja transferido para o útero da mãe.

    O método foi testado pela primeira vez em 1978, na Inglaterra, e a primeira experiência no Brasil foi realizada em 1983.

    Fertilização In Vitro com ICSI:

    ICSI é o método mais eficaz de fecundação do óvulo na fertilização in vitro (FIV). Isso porqueo gameta masculino é inserido diretamente no gameta feminino. Dessa forma, os espermatozoides que não conseguiriam chegar ao óvulo em função de sua baixa mobilidade são capazes de gerar um embrião.

    Antes da realização do procedimento, contudo, é necessário que os óvulos também sejam coletados. O processo ocorre em duas etapas: primeiramente, a mulher passa por estimulação ovariana, que induz à liberação de mais óvulos por ciclo. Logo após, é feita a punção folicular, em que eles são retirados do ovário por meio de procedimento cirúrgico simples.

    Os óvulos são selecionados paralelamente aos espermatozoides, até que os melhores sejam separados para a fecundação. Assim que o embrião chega à fase de maturação, é transferido para a cavidade uterina.

    Como é possível perceber, a injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI) é uma das técnicas mais avançadas e seguras de reprodução assistida.

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    Para quem é indicado a FIV?

    Casal que não consegue engravidar naturalmente sem causa aparente

    Fator idade (mulheres com mais de 35 anos)

    Infertilidade causada por fatores masculinos ou sem causa aparente

    Obstrução tubária provocada por diferentes condições

    Casais homoafetivos

    Passo a passo da Fertilização in Vitro

    Estimulação ovariana

    Trata de estimular os ovários a produzir mais óvulos para consequentemente obter um maior número de embriões.

    Punção folicular

    Tem por objetivo extrair do interior dos folículos os óvulos produzidos após a estimulação da ovulação

    Fecundação de óvulos

    Uma vez obtidos os óvulos após a punção folicular e, pela parte do homem os espermatozoides, é realizada a fecundação dos óvulos em laboratório.

    Transferência embrionária

    Consiste na introdução dos melhores embriões dentro do útero materno.

    Período para a confirmação da gravidez

    Após a transferência embrionária chegamos ao momento em que se espera a confirmação da gravidez

    Dúvidas sobre a

    Fertilização in vitro?

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    o que é o congelamento

    de óvulos?

    O congelamento de óvulos consiste em um procedimento onde os óvulos da mulher são captados e submetidos ao processo de vitrificação. Eles são colocados em nitrogênio líquido, substância que reduz a temperatura a 196 graus negativos em poucos minutos e, então, armazenados.

    Para quem é indicado?

    O congelamento de óvulos está indicado para mulheres que não podem ou não desejam uma gravidez no momento atual ou em um futuro próximo.

    Quanto mais jovem for realizado o congelamento, melhor a qualidade dos óvulos coletados e maiores as chances de uma gravidez no futuro, sempre a depender da saúde atual dos óvulos.

    Idealmente, indica-se que o tratamento seja realizado até os 35 anos. Isso não significa que não seja possível o congelamento após esta idade, mas será importante esclarecer as chances de gravidez no futuro. Uma outra situação em que o congelamento de óvulos está indicado, é para pacientes oncológicas que irão realizar quimioterapia ou algum outro tratamento que possa prejudicar a função do ovário.

    Passo a passo para o congelamento de óvulos:

    Preparo

    Antes do procedimento, a paciente é submetida a uma série de exames para avaliar sua saúde e reserva ovariana.

    Indução da ovulação

    Como num ciclo espontâneo normal só um folículo se desenvolve, no ciclo de indução da ovulação para congelamento de óvulos, por meio de medicamentos, estimulamos os ovários para que vários folículos cresçam, produzindo assim um maior número de óvulos em um só ciclo.

    Captação dos óvulos

    A coleta dos óvulos é realizada em torno do 12º dia após o início do estímulo. A paciente recebe uma anestesia simples chamada sedação e, por meio de uma agulha acoplada a um ultrassom endovaginal, os óvulos são coletados.

    Congelamento

    Após a captação, o embriologista avalia todos os óvulos captados, e aqueles que estão maduros (portanto tem capacidade de posteriormente ser fertilizados) são congelados.

    E quando a mulher decidir engravidar?

    Quando a mulher decidir engravidar, os óvulos podem ser descongelados para serem fertilizados no processo chamado Fertilização In Vitro (FIV).

    FAQ: congelamento de óvulos

    A medicina ainda não definiu um limite de tempo máximo para a utilização dos óvulos. O mais importante não é o tempo de congelamento e sim a técnica utilizada. Na prática, em geral, os óvulos têm ficado congelados por mais de 10 anos. 

    Muita gente acha que os valores são muito elevados, mas hoje em dia tem ficado cada vez mais acessível esse investimento no futuro reprodutivo.

    Além dos gastos necessários para a realização da indução da ovulação e coleta de óvulos, também é necessário que seja pago um valor para manter os óvulos congelados. Esse valor varia de acordo com o laboratório. Pode ser uma mensalidade ou anuidade.

    A partir de 21 anos, já é possível realizar o congelamento de óvulos. Contudo, apesar de ser possível realizar após, é recomendável que o procedimento seja feito até os 35 anos. Vale lembrar da importância de consultar um especialista para realizar os exames necessários e compreender as chances futuras de gestação.

    *A técnica de congelamento de óvulos não garante a obtenção de uma gestação futura. Ela mantém a viabilidade dos óvulos na época em que foram criopreservados, com as suas respectivas condições de saúde dos óvulos daquele momento. A obtenção da gestação futura dependerá, além da condição dos óvulos, da saúde do aparelho reprodutivo completo. Consulte sempre um especialista.

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    Postergar a maternidade tem estimulado muitas mulheres a recorrerem ao congelamento de óvulos.

    Congelar óvulos não é mais novidade para os especialistas em reprodução assistida e muito menos para as mulheres que desejam engravidar após os 35 anos, visto que este procedimento tem sido cada vez mais procurado nos últimos 2 anos.

    Atualmente, grande parte das mulheres pensa em engravidar somente após a conquista do sucesso profissional que, geralmente, ocorre acima dos 30 anos. Nesta idade, as mulheres são jovens e estão com a saúde em perfeito estado, porém, para engravidar, a idade superior a 35 anos é considerada acima do ideal do ponto de vista biológico.

    A fertilidade é uma razão direta da idade da mulher. Estimamos que, ao nascer, a mulher tenha por volta de 7 milhões de óvulos, valor que reduz-se aos 500 mil quando ocorre a primeira menstruação, e que chega a menos de 25 mil aos 42 anos.

    Além do número de óvulos, com o envelhecimento acontece também a perda da sua qualidade, já que os óvulos podem acumular efeitos do ambiente, como poluição, radiação, medicações, além do acúmulo de erros da divisão do material genético que formará o futuro embrião. Os principais marcadores da reserva ovariana são dosagem do hormônio antimulleriano e contagem de folículos antrais via ultrassom transvaginal. 

    Os riscos de abortos e malformações sobem consideravelmente com a idade da mulher. O risco para a Síndrome de Down, por exemplo, é de 1 a cada 1.250 mulheres aos 25 anos, 1 para cada 952 aos 30 anos, 1 para cada 400 aos 35 anos e 1 em cada 100 mulheres aos 40 anos.

    O diagnóstico desta e de outras síndromes pode ser feito antes que a gestação aconteça, técnica chamada de diagnóstico genético pré-implantacional (PGD), que consiste em analisar geneticamente os embriões obtidos em fertilização in vitro.

    A gravidez tardia, após os 35 anos, tem se tornado cada vez mais comum e, com isso, o congelamento de óvulos tem se tornado uma grande opção de preservação da fertilidade para as mulheres.

    A melhor técnica de congelamento de óvulos é a vitrificação com taxas de sobrevivência ao descongelamento de 90%. No entanto, é importante enfatizar que o fato de congelar óvulos não garante uma futura gestação, assim como todo tratamento na área de reprodução humana.

    As chances de gravidez futura variam entre 45-60% por tentativa, e o ideal é que o congelamento seja feito antes dos 35 anos, quando as taxas de gravidez são melhores, mas também pode ser realizado em qualquer idade, sendo que ótimos resultados são ainda atingidos até os 38 anos.

    Com o avanço das técnicas de Reprodução Assistida, podemos oferecer diversas opções para auxiliar as mulheres que queiram preservar a fertilidade ou evitar/minimizar os riscos advindos da idade sobre seus futuros filhos.

    Se uma mulher congelar os óvulos aos 35 anos, mesmo que ela venha a descongelar seus óvulos e engravidar aos 40 anos a chance de gravidez permanece a mesma que a de uma mulher de 35 anos, ou seja, em torno de 60% por tentativa de tratamento, e não de 30%, porcentagem que se refere às chances de gravidez de uma mulher de 40 anos que realiza fertilização in vitro.

    Os óvulos congelados podem ser utilizados para:

    • Aumentar a eficácia da fertilização in vitro;
    • Como alternativa ao congelamento de embriões, principalmente para casais com restrições éticas ou religiosas a esse método;
    • Programa de doação compartilhada de óvulos;
    • Preservar a fertilidade em mulheres com necessidade de cirurgia para retirada do ovário, radioterapia ou quimioterapia para tratamento de câncer que pode causar uma menopausa precoce;
    • Mulheres que desejam adiar a maternidade.

    dúvidas sobre Congelamento de Óvulos?

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    FERTILIDADE

    Materiais educativos sobre congelamento de óvulos

    O QUE É A Doação de ÓVULOS

    O programa de doação de óvulos é uma alternativa cada vez mais solicitada em reprodução assistida. Realizado pelo grupo Huntington há mais de 12 anos, de forma ética e transparente, o objetivo do programa é ajudar os casais que tem dificuldades de atingir a gravidez com óvulos próprios.

    O programa tem caráter anônimo, respeitando as exigências do Conselho Federal de Medicina (CFM), que também proíbe a comercialização de óvulos.

    Dessa forma, sigilo e anonimato são fundamentais nos tratamentos que envolvem a doação em geral (óvulos ou sêmen), exceto na doação de gametas entre parentes de até 4º grau de um dos receptores (1º grau = pais/filhos; 2º grau = avós/irmãos; 3º grau = tios/sobrinhos; 4º grau = primos), conforme estabelecido pela última Resolução do CFM nº 2.294/2021, atualmente vigente desde 15/06/2021.

    O processo de ovodoação obedece a etapas, previamente explicadas à doadora e à receptora, que deverão ser cumpridas conforme especificação da equipe da Huntington.

    Em que casos o tratamento é indicado?

    A doação de gametas é indicada para diversos casos de infertilidade feminina, assim como para o tratamento de casais homoafetivos masculinos, e representa uma das etapas da fertilização in vitro (FIV). Com essa técnica de reprodução assistida, as pessoas que planejam ter um filho têm mais chances de que isso se torne uma realidade.

    A maioria dos tratamentos é indicado devido a diminuição da reserva ovular, em grande parte por conta da idade avançada.

    Mas existem outras situações, como a falência ovariana prematura, ou em decorrência da realização de tratamentos oncológicos, que levam a mesma realidade.

    Existe uma particularidade entre os casais receptores de óvulos doado: na grande maioria dos casos, os casais já vivenciaram dificuldades em tentativas anteriores, que levam à necessidade de recorrer à doação como melhor opção para uma oportunidade de gravidez saudável.

    A doadora

    No Brasil, a ovodoação é obrigatoriamente anônima, ou seja, nem a doadora nem a receptora sabem a identidade de uma ou de outra, diferentemente dos Estados Unidos e alguns outros países, onde a receptora pode escolher uma doadora conhecida. Aqui no Brasil, a exceção ocorre na doação de gametas entre parentes de até 4º grau de um dos receptores (1º grau = pais/filhos; 2º grau = avós/irmãos; 3º grau = tios/sobrinhos; 4º grau = primos), conforme estabelecido pela última Resolução do CFM nº 2.294/2021, atualmente vigente desde 15/06/2021. No nosso país, também não é permitida nenhuma transação comercial nesse tipo de tratamento. A doação deve ser voluntária e sem fins lucrativos. A partir da penúltima resolução do CFM (nº 2.013/13), é permitida a chamada doação compartilhada, isto é, uma mulher em tratamento para engravidar pode doar parte dos seus óvulos para outra mulher, em troca do custeio de parte do tratamento dela.

    Pela nova resolução do CFM, a idade limite para ser doadora de óvulos passou a ser de 37 anos. Apesar disso, no nosso serviço mantermos a predileção por doadoras de até 35 anos. A candidata a doadora além de um exame clínico e laboratorial rigoroso (que inclui inclusive o exame de cariótipo), deve preencher um questionário detalhado com características pessoais e médicas, incluindo informações sobre antecedentes e características familiares. Nossas receptoras têm acesso a esses questionários, que contém detalhes físicos como peso, estatura, cor de olhos, cabelo e pele, para que se sintam mais confortáveis e seguras na seleção de uma doadora o mais parecido com elas possível. Além disso, contamos com um programa de computador chamado FenoMatch que compara os pontos principais do rosto da receptora e da doadora, para que essa seleção seja ainda mais fidedigna.

    A receptora

    O tratamento de preparo de endométrio da paciente receptora dos óvulos se inicia assim que menstrua. É então realizado um ultrassom e dosagens hormonais para se confirmar se seus hormônios estão adequados e inicia-se o preparo endometrial. Se estiver na menopausa, isso não será necessário.

    A receptora recebe dois tipos de hormônios (estrogênio e progesterona) para o preparo do endométrio a fim de receber os embriões formados, pois não existe indução de ovulação. O acompanhamento do tratamento é feito por meio de ultrassons seriados até que o endométrio atinja o tamanho ideal para a transferência.

    No nosso programa de ovodoação, os óvulos fornecidos às nossas receptoras podem ser frescos, ou seja, serão fertilizados no mesmo dia que foram coletados, ou congelados, já estando disponíveis em nosso banco para o tratamento.

    Importância da idade do óvulo

    É preciso ressaltar que neste tipo de tratamento, o importante é a idade do óvulo e não a idade do útero que vai recebê-lo. Como a doadora tem menos de 37 anos, ela “repassa” sua chance para a receptora.

    Na Huntington, são priorizadas doadoras mais jovens, com até 35 anos, o que otimiza as chances de gravidez.

    Como realizar a doação

    A candidata a doação de óvulos, após ter passado por avaliação com nossa enfermeira para preenchimento do questionário, e também pela avaliação médica, estará apta a entrar no programa.

    Seu tratamento é então programado, conforme as datas da sua menstruação.

    Para indução da ovulação, serão utilizadas medicações hormonais injetáveis subcutâneas por 10-14 dias, com acompanhamento de ultrassons seriados até ser agendada a coleta de óvulos. A mesma é realizada em centro cirúrgico dentro da própria clínica, por via vaginal, sob sedação. 

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    Chance de gravidez por meio de fertilização in vitro com óvulos doados x a idade da mulher

    Taxa de gravidez (por idade) com óvulo próprio x óvulo doado

    Etapas da doação de óvulos

    Preenchimento do questionário – O casal preencherá um questionário que contribuirá muito para a busca da doadora ideal, colocando seus dados físicos pessoais, características importantes para o casal, e enviando fotos dos mesmos;

    Consulta psicológica – Após a aceitação do casal ao tratamento, é oferecida uma consulta com nossa psicóloga, que tem como objetivo abordar os aspectos emocionais envolvidos neste processo;

    Conhecendo as candidatas – São candidatas a doadoras,  mulheres de 18 a 35 anos, que apresentem boa saúde, reserva ovariana adequada, sem fator aparente de infertilidade;

    Seleção da doadora – A partir do questionário respondido pelo casal, a equipe de ovodoação realizará uma seleção da possível doadora. Toda busca é realizada sempre de acordo com as características físicas entre doadora e receptora, além da compatibilidade do grupo sanguíneo de ambos. Essa espera pode girar em torno de 3 a 6 meses, dependendo das características do casal receptor;

    Anonimato – Mantendo o anonimato, o casal terá acesso a informações físicas e de saúde da doadora e de seus familiares próximos;

    Preparação para o tratamento – Iniciado o tratamento, a paciente receptora dos óvulos começará o preparo do útero através da utilização de hormônios (geralmente entre 14 a 20 dias) com a intenção de deixar o endométrio receptivo aos embriões;

    Avaliação da resposta endometrial – Após a avaliação da resposta endometrial da receptora, por meio de ultrassons seriados, o médico programará a fertilização dos óvulos com o sêmen do casal receptor;

    O processo da FIV segue normalmente – A partir deste momento, o processo de fertilização in vitro segue o modelo convencional;

    Existe também a possibilidade de congelamento – Caso haja embriões excedentes, o casal pode optar pelo congelamento (criopreservação) para uma oportunidade futura de gestação.

    Confidencialidade

    A maioria dos casais que precisa recorrer ao processo de doação de óvulos passa por um período de reflexão e aceitação da ideia de conceber um filho com material genético de outra pessoa.

    Nestes casos, a decisão pela realização do tratamento deve ser de comum acordo entre o casal, sendo registrada por meio de um contrato e termo de consentimento de ambos.

    Um aspecto muito valorizado por nossa equipe é o sigilo com o qual tratamos o processo. A identidade dos casais envolvidos no programa de ovodoação é totalmente protegida, ficando os dados médicos e psicológicos mantidos em sigilo.

    Acreditamos que este procedimento diz respeito à intimidade dos casais e, para nós, o respeito é um valor extremamente importante.

    Aspectos Legais

    Os procedimentos de Reprodução Assistida, incluindo a ovodoação, são regulamentados pelo Conselho Federal de Medicina, através da Resolução 2.168/2017, publicada no D.O.U de 10 de novembro de 2017, página 73 – seção I, mas que tiveram algumas atualizações após a publicação da nova Resolução 2.294/2021 em 15/06/2021.

    O capítulo IV informa que:

    1- A doação não poderá ter caráter lucrativo ou comercial.

    2- Os doadores não devem conhecer a identidade dos receptores e vice-versa, exceto na doação de gametas entre parentes de até 4º grau de um dos receptores (1º grau = pais/filhos; 2º grau = avós/irmãos; 3º grau = tios/sobrinhos; 4º grau = primos)

    3- A idade limite para a doação de gametas atualmente é de 37 anos para a mulher e de 50  45 anos para o homem.

    4- Será mantido, obrigatoriamente, o sigilo sobre a identidade dos doadores de gametas e embriões, bem como dos receptores, com ressalva do item 2 do Capítulo IV. Em situações especiais, informações sobre os doadores, por motivação médica, podem ser fornecidas exclusivamente para médicos, resguardando-se a identidade civil do(a) doador(a).

    5- As clínicas, centros ou serviços onde é feita a doação devem manter, de forma permanente, um registro com dados clínicos de caráter geral, características fenotípicas e uma amostra de material celular dos doadores, de acordo com legislação vigente.

    6- Na região de localização da unidade, o registro dos nascimentos evitará que um(a) doador(a) tenha produzido mais de duas gestações de crianças de sexos diferentes em uma área de um milhão de habitantes.

    7- A escolha dos doadores de oócitos nos casos de doação compartilhada, é de responsabilidade do médico assistente. Dentro do possível, deverá garantir que o(a) doador(a) tenha a maior semelhança fenotípica e a máxima possibilidade de compatibilidade com a receptora, com a anuência desta. 

    8- Não será permitido aos médicos, funcionários e demais integrantes da equipe multidisciplinar das clínicas, unidades ou serviços, participarem como doadores nos programas de RA.

    9- É permitida a doação voluntária de gametas, bem como a situação identificada como doação compartilhada de oócitos em RA, em que doadora e receptora, participando como portadoras de problemas de reprodução, compartilham tanto do material biológico quanto dos custos financeiros que envolvem o procedimento de RA. A doadora tem preferência sobre o material biológico que será produzido.

    FAQ: doação de gametas

    Veja abaixo algumas dúvidas frequentes sobre a Ovodoação:

    A ovodoação é mais frequente em pacientes com mais de 40 anos, entretanto não é a única opção para atingir uma gravidez. É importante ressaltar que cada caso deve ser tratado de maneira individual, não existindo uma regra para todas as pacientes.

    O medo da doadora entrar em contato com a receptora no futuro e vice-versa é comum, porém, é importante ressaltar que o anonimato é a base de todo sistema de ovodoação.

    É importante que a receptora do óvulo doado ou o casal, passe por um acompanhamento psicológico especializado em reprodução humana, antes de realizar esse tratamento, a fim de orientá-los em sua tomada de decisão.

    Todo o programa é regulamentado conforme as recomendações do Conselho Federal de Medicina, sendo assim, um procedimento seguro e anônimo.

    A partir da nova Resolução 2.294/2021 em 15/06/2021 é permitida doação de gametas entre parentes de até 4º grau de um dos receptores (1º grau = pais/filhos; 2º grau = avós/irmãos; 3º grau = tios/sobrinhos; 4º grau = primos).

    A seleção de doadoras é realizada à partir de uma triagem laboratorial, conforme a Resolução da Anvisa – RDC Nº 72, de 30 de março de 2016, na qual é exigido a realização dos seguintes testes: Sorologias (Hepatite B e C, Sifilis, HIV I e II, HTLV I e II, Zika IgM); Cultura de Secreção Vaginal (Chlamydia trachomatis, Neisseria gonorrhoeae, Bactérias aeróbicas).

    Além desses exames, o Grupo Huntington realiza outros testes, a fim de trazer uma maior segurança na avaliação das doadoras. São eles: Tipagem sanguínea, Cariótipo de Leucócitos Periféricos e Rotina Ginecológica (avaliação física, coleta de material para a realização de Citologia Oncótica – Papanicolau – realização de ultrassonografia mamária e transvaginal para avaliação da reserva ovariana).

    Essa é uma das dúvidas mais comuns entre as mulheres que têm vontade de doar os seus óvulos. Pode ficar tranquila, o processo não interfere na capacidade reprodutiva, nem a curto ou longo prazo, já que os óvulos coletados naquele ciclo seriam descartados naquele mês espontaneamente. 

    dúvidas sobre doação de gametas?

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    endometriose

    o que é

    endometriose?

    A endometriose consiste em uma doença que afeta cerca de 5 a 15% das mulheres em idade fértil e 30 a 50% das mulheres com dificuldade para engravidar.

    Caracteriza-se pela presença de tecido endometrial (o mesmo tecido que reveste o interior do útero e que é expelido durante a menstruação) fora da cavidade uterina. Pode atingir qualquer parte do corpo, mas é comumente encontrada no interior do abdome próximo ao útero, ovários e tubas uterinas.

    Quando devo me preocupar?

    Quando as lesões de endometriose deixam de ser implantes superficiais e apresentam-se como nódulos profundos que infiltram e invadem órgãos e outras estruturas adjacentes (como, por exemplo, intestino, ovários e bexiga), recebem o nome de endometriose profunda.

    Quais são os sintomas da endometriose?

    Os sintomas variam muito de mulher para mulher. Os mais comuns são:

    • Cólicas menstruais intensas;

    • Dor pélvica (especialmente durante a menstruação);

    • Infertilidade

    • Dor durante o sexo

    • Desarranjo ou dor intestinal no período menstrual; e

    • Urgência e possível dor ao urinar.

    Como diagnosticar a endometriose?

    O diagnóstico da endometriose é suspeitado pelos sintomas ou pelo exame ginecológico e confirmado por exames de imagens. Os principais exames são:

    • Ultrassom transvaginal com preparo intestinal
    • Ressonância Nuclear Magnética

    A videolaparoscopia, que antes era necessária para confirmar o diagnóstico, atualmente é realizada para o tratamento cirúrgico da endometriose.

    Quando diagnosticada precocemente, a endometriose pode ser melhor tratada. No entanto, o diagnóstico muitas vezes acaba demorando para ser realizado e quando ocorre a suspeita, a endometriose já pode estar mais avançada.

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    Passo a passo para o diagnóstico

    Fazer uma consulta com um especialista

    Realizar os exames pedidos pelo seu médico

    Levar os exames para o seu médico. Ele(a) vai realizar o diagnóstico.

    Quais são os principais tratamentos para endometriose?

    O tratamento varia de acordo com a intensidade dos sintomas, extensão da doença e a intenção de engravidar. Portanto o tratamento é completamente individualizado sempre considerando as intenções e expectativa da paciente. 

    De um modo geral, o tratamento pode ser clínico ou cirúrgico.

    Tratamentos clínicos funcionam através de medicamentos ou estratégias que bloqueiam a produção hormonal, principalmente do estrogênio, hormônio responsável pelo aumento das células endometriais.

    Exemplos de tratamentos clínicos:

    • Pílulas anticoncepcionais

    • DIU hormonal

    • Medicamentos à base de progesterona

    • Danazol

    • Tratamentos com agonistas do GnRH

    FAQ: Endometriose

    Em todos os seus estágios, desde os mais leves aos mais graves, a endometriose causa um impacto negativo na fertilidade. Os principais motivos disso são: 

    1- Impacto anatômico. 
    As aderências entre os órgãos podem prejudicar as trompas, dificultando mecanicamente o transporte de óvulos, espermatozoides e embriões. 

    2- Impacto molecular.
    Por ser uma doença inflamatória, o fluido peritoneal fica com sua composição alterada, impactando na qualidade dos óvulos, desenvolvimento embrionário e implantação.

    3- Impacto na receptividade endometrial.
    Pode alterar os receptores de progesterona diminuindo as chances da implantação embrionária no endométrio.

    Para casais que desejam engravidar as opções são cirurgia ou Técnicas de reprodução assistida (inseminação intrauterina ou Fertilização in Vitro) 

    Lembrando que o tratamento é planejado individualmente para cada caso! Tudo vai depender da extensão da doença, dos sintomas, da idade, reserva ovariana, da expertise da equipe que está dando a assistência e da vontade da paciente. 

    A cirurgia é recomendada nos casos em que a endometriose é extensa, com lesões profundas em órgãos como intestino e bexiga e quando a endometriose causa impacto na qualidade de vida da paciente. Casos de falhas de tratamento de Fertilização in Vitro também devem considerar cirurgia.

    Dúvidas sobre Endometriose

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    casais

    Homoafetivos

    quais são as opções de tratamento para

    casais homoafetivos

    Segundo a Resolução 2.294, de 27 de maio de 2021 realizada pelo CFM (Conselho Federal de Medicina), as técnicas de reprodução assistida, segundo a resolução, são voltadas para pessoas transgêneros ou cisgêneros, heterossexuais ou homossexuais, em união estável ou solteiras.

    O papel das Clínicas de Reprodução Assistida

    Denomina-se “reprodução assistida” os tratamentos disponíveis e oferecidos para quem pretende ter filhos mas, por algum motivo, não conseguem sem a ajuda de um tratamento.

    Há diversas clínicas onde este tipo de tratamento é oferecido, onde os casos variam entre os de baixa complexidade, como inseminação intrauterina, a casos mais complexos, como a fertilização in vitro, conhecida popularmente por “bebê de proveta”.

    Hoje é possível também injetar um espermatozoide dentro do óvulo, fazendo com que as chances de gravidez sejam maiores. Esta prática é chamada de ICSI (Injeção Intracitoplasmática de Espermatozóide), oferecida nas clínicas de reprodução assistida certificadas.

    Em todos os casos, uma clínica de reprodução assistida é um local de acolhimento a todos que desejam realizar o sonho de ter um filho. Para casais ou solteiros que pertencem a comunidade LGBTQIA+, uma clínica de reprodução assistida, com sua equipe e corpo clínico, deve garantir segurança, respeito e carinho desde a chegada à clínica até o tratamento finalizado.

    Quais as opções de tratamento?

    Atualmente os casais homoafetivos contam com três opções para terem filhos: adoção, inseminação artificial e fertilização in vitro.

    Muitas dúvidas podem surgir nesse momento, que vão desde o melhor momento para gerar um filho, onde procurar atendimento, qual método escolher e outras questões importantes sobre o assunto.

    A Fertilização in vitro, pelas altas taxas de sucesso e técnica do tratamento, acaba sendo o método mais escolhido pelos casais homoafetivos que desejam constituir uma família. Vale a pena considerar que em alguns casos a FIV se torna a única opção – vamos falar mais sobre isso aqui.

    Para um casal de mulheres

    Para as futuras mamães, existem dois procedimentos possíveis: fertilização em vitro e inseminação artificial, em ambos os casos é necessário a escolha de um doador de sêmem.

    Ambas podem participar ativamente do processo de gravidez, sendo uma doando o óvulo e a outra gestando a criança, tornando a gravidez em conjunto uma atividade envolvente para o casal.

    Um ponto importante é a necessidade de decidir qual das duas será a doadora do óvulo e qual receberá o embrião e dará à luz o bebê, levando em conta idade, saúde e questões de bem-estar.

    Um profissional qualificado, como os psicólogos da Clínica Huntington, podem esclarecer, através de suas experiências, as dúvidas do casal.

    No caso de uma união entre duas mulheres é permitido a gestação compartilhada, ou seja, o embrião fecundado de uma das parceiras é transferido para a outra.

    Caso seja necessária uma doação de óvulos, vale a pena dizer que o processo é realizado sem que doadores e receptores tenham suas identidades reveladas. A única exceção é para doações feitas por parente de até 4º grau. A idade limite para doação de gametas é 37 anos para as mulheres e 45 para os homens segundo a última resolução do CFM.

    Para um casal de homens

    Para os futuros papais, a fertilização in vitro é a única opção.

    Para que a gravidez possa ocorrer, o casal deverá decidir qual dos dois fornecerá os espermatozoides, escolher os óvulos dentre os doados por uma mulher anônima e determinar outra mulher que conceberá o embrião desenvolvido e concluirá a gravidez.

    Escolha da doadora na doação de óvulos (ou ovodoação)

    A doadora de óvulos deve ser anônima e o processo segue as normas estabelecidas pela Resolução do CFM (Conselho Federal de Medicina): a doação nunca terá caráter lucrativo ou comercial e os doadores não devem conhecer a identidade dos receptores e vice-versa.

    Útero de substituição

    Para a barriga de aluguel, a mulher que irá ceder o útero para a gestação precisa ser parente consanguíneo de até 4º grau, ou seja, até o elo familiar de primos, de um dos parceiros. Também é necessário que essa pessoa já tenha um filho vivo.

    Se essa pessoa for casada ou viver em união estável, o companheiro ou companheira também precisa assinar um documento aprovando a cessão do útero. O casal ou pessoa solteira que irão ser os responsáveis pela criança precisam arcar com todas as despesas de tratamento e acompanhamento médico durante a gravidez e o puerpério. Os documentos que definem a filiação da criança precisam ser assinados antes da gestação. Para as técnicas de reprodução assistida, o CFM reforçou limites de idade já definidos.

    A idade máxima para pessoas interessadas nas técnicas é de 50 anos, seja para recebimento ou para doação. Quem tiver menos de 37 anos, pode ter implementados até 2 embriões. Quem tem mais, 3 embriões.

    Saúde da mulher que vai realizar a gestação

    A mulher que irá gestar deverá também passar por uma avaliação clínica e psicológica cuidadosa antes de ser autorizado o tratamento.

    Papel da fertilização in vitro para casais homoafetivos

    A expressão in vitro vem do latim e é usada para descrever processos biológicos que acontecem fora de um sistema vivo, normalmente em recipientes de vidro e controlados por um ambiente de laboratório. E é essa a base da Fertilização in Vitro: o recolhimento de gametas para que a fecundação seja feita em laboratório. Após a fecundação, os embriões são transferidos para o útero materno.

    E como a técnica funciona para casais homoafetivos?

    A Fertilização in Vitro é válida tanto para casais femininos, como para casais masculinos. No contexto de casais femininos, ainda há duas opções, no primeiro caso, uma das parceiras teria os seus óvulos fecundados por espermatozoides doados e ela mesma continuaria a gravidez. No segundo caso, existe a opção de que as duas parceiras participem do processo: enquanto uma tem os óvulos fecundados, é a outra que continua a gravidez quando os embriões obtidos são colocados em seu útero.

    Segundo a última resolução do CFM, podem participar do tratamento de reprodução assistida como receptoras as mulheres até no máximo 55 anos, desde que estejam com boas condições de saúde.

    Sobre casais masculinos ou homens solteiros, como mencionamos anteriormente, a FIV é a única opção de tratamento. É necessário encontrar uma mulher na família para ceder o útero e levar adiante a gestação – confira o trecho acima sobre útero de substituição.

    Para a realização do tratamento, o óvulo será obtido de uma doadora anônima e o casal decide entre eles quem fornecerá os espermatozoides para a FIV – lembrando sempre que os gametas devem ser escolhidos pela sua qualidade, ou seja, preferencialmente aquele que se mostrar o mais saudável e apto.

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    Fertilização in Vitro para casais femininos

    O procedimento para execução da Fertilização in Vitro (FIV) em casais femininos, segue os seguintes passos:

    Avaliação médica da mulher que será submetida a indução da ovulação (exames de imagem, hormonais e sorológicos)

    Escolha da amostra de sêmen junto ao banco de sêmen cadastrado na clínica de sua preferência

    Estimulação dos ovários, controlada via ultrassom

    Punção folicular e coleta dos óvulos

    Fertilização dos óvulos coletados e fecundação dos embriões em laboratório

    Transferência dos embriões obtidos seguindo as normas do Conselho Federal de Medicina

    Exames de confirmação da gestação

    Congelamento dos embriões excedentes

    Fertilização in Vitro para casais masculinos

    O procedimento para execução da Fertilização in Vitro (FIV) em casais masculinos, segue os seguintes passos:

    Avaliação médica do casal com especialista em reprodução assistida

    Seleção dos óvulos provenientes da ovodoação

    Escolha da mulher que irá gestar o bebê de acordo com as normas do CFM e escolha da amostra de sêmen de um dos parceiros do casal. Em caso de infertilidade, um banco de sêmen deve ser procurado

    Fertilização dos óvulos com o sêmen do casal e fecundação dos embriões em laboratório

    Preparo uterino da mulher que irá gestar o bebê

    Exames de confirmação da gestação

    Congelamento dos embriões excedentes

    Inseminação artificial para casais homoafetivos

    A inseminação artificial, no caso de casais homoafetivos, é exclusividade para os casais femininos.
    Para o processo, é preciso que as parceiras obtenham sêmen doado através de um banco de sêmen, com doador anônimo.
    O procedimento para realizar a inseminação artificial passa pelos seguintes passos:

    A mulher que será inseminada é submetida a uma avaliação médica e são feitos exames de imagem, hormonais e sorológicos para verificar a saúde da paciente

    É escolhida uma amostra de sêmen no banco de sêmen cadastrado. Os bancos de sêmen são terceirizados e os seus doadores são pacientes saudáveis, com um sêmen normal e eles permanecem anônimos

    Há a indução da ovulação, onde a mulher faz uso de hormônios para estimular o processo de ovulação. Tudo é monitorado através de ultrassonografias realizadas, em média, a cada dois ou três dias, e que verificam o crescimento dos folículos

    Ocorre, então, a inseminação intra-uterina, técnica em que o sêmen do doador é preparado, com a seleção dos melhores espermatozóides, que são, em seguida, inseridos dentro do útero

    FAQ: casais homoafetivos

    Dúvida recorrente entre os casais homoafetivos femininos é a escolha de quem irá gestar o bebê e, no caso da fertilização in vitro (FIV), se irão escolher a opção de uma fornecer o óvulo para a outra continuar a gestação.

    Em qualquer uma das técnicas escolhidas, além da decisão pessoal do casal, outros fatores precisam ser levados em conta, como a condição dos óvulos de ser fecundados e do útero de receber a gestação, assim como a idade e a saúde de cada uma das parceiras.

    A chance da gravidez cai de 60% para mulheres com menos de 30 anos para 10%, naquelas acima de 40. Há também casos de doenças e procedimentos cirúrgicos que diminuem ou eliminam a fertilidade da mulher, como tratamentos oncológicos e retirada dos ovários.

    Assim como nos casais femininos, os parceiros homens também precisam ter em mente questões importantes em relação à saúde na hora de escolher quais sêmens serão utilizados na fertilização.

    O limite de idade, para eles, é bem maior que o das mulheres, podendo chegar a 50 anos. Para a detecção de possíveis problemas, é necessário realizar o espermograma, exame que avalia a qualidade do sêmen.

    Como é possível perceber, muitos fatores interferem no processo de gestação de um filho biológico por técnicas de reprodução assistida. O mais importante é poder contar, nesse momento, com profissionais preparados para te atender, levando em conta as suas demandas e expectativas.

    A escolha do sexo ou de características físicas do embrião também é proibida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pelo Conselho de Ética Médica. A chamada sexagem fetal só é permitida caso um dos pais seja portador de doença hereditária ligada ao sexo, como a hemofilia, a microdeleção do cromossomo Y e a síndrome do X Frágil, com maior incidência em homens.

    No Brasil, é proibido que casais conheçam o doador ou a doadora. De acordo com as diretrizes do Conselho Federal de Medicina (CFM), a doação de óvulos e sêmen deve ocorrer de forma anônima e voluntária, não envolvendo nenhuma forma de troca financeira. O procedimento resguarda as duas partes, e nenhuma delas tem contato com a outra.

    Apesar disso, o casal pode ter acesso a algumas informações do doador na hora da escolha.

    Os bancos brasileiros são mais restritos, mas, ainda sim, fornecem dados como etnia, idade, cor de cabelo, cor dos olhos, peso, altura, tipagem sanguínea, profissão e hobbies. Já os bancos estrangeiros oferecem maior número de informações, como exames genéticos, perfil psicológico, religião, signo e até acesso a fotos. Mas, as importações de sêmen precisam de autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

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