A FIV com análise genética dos embriões é um procedimento avançado da medicina reprodutiva que permite avaliar a saúde cromossômica ou genética do embrião antes da transferência para o útero.
Estima-se que cerca de 50% dos abortos espontâneos no primeiro trimestre ocorram devido a alterações cromossômicas, o que torna essa ferramenta essencial para muitas famílias. Na Huntington, compreendemos que cada jornada é única e que a busca por segurança é uma parte fundamental do sonho de ter um filho.
Entender quando a FIV com análise genética dos embriões é recomendada ajuda a planejar o tratamento com maior previsibilidade e segurança emocional. Então, saiba mais sobre o recurso essencial para aumentar as chances de sucesso e proporcionar o nascimento de um bebê saudável!
O que é a FIV com análise genética dos embriões?
A Fertilização In Vitro (FIV) associada ao Teste Genético Pré-implantacional (PGT) é uma técnica de alta complexidade realizada em laboratório. Após a união do óvulo com o espermatozoide, os embriões se desenvolvem até o quinto ou sexto dia, atingindo o estágio de blastocisto. Nesse momento, uma pequena amostra de células é coletada para análise.
De acordo com a Dra. Hérica Mendonça, médica da Huntington Belo Horizonte, “a biópsia não é prejudicial ao bebê, pois as células que são analisadas darão origem à placenta”. A especialista reforça que o embrião precisa ser implantado no útero para seguir seu desenvolvimento pleno.
Esse exame ajuda a identificar se o embrião possui o número correto de cromossomos (euploidia) ou se apresenta alterações que podem impedir a implantação ou causar doenças genéticas.
É importante lembrar que o procedimento é seguro e realizado por especialistas com rigoroso controle de qualidade para preservar a integridade do embrião. Essa análise genética busca selecionar apenas os embriões com maior potencial de saúde para serem transferidos ao útero materno.
Quais são as principais indicações para realizar a análise genética?
Nem todos os tratamentos de reprodução assistida exigem a biópsia embrionária, mas ela é recomendada em situações específicas para otimizar os resultados.
A indicação médica baseia-se no histórico clínico do casal e em evidências científicas que apontam benefícios claros para certos perfis de pacientes. Essa triagem ajuda a identificar embriões saudáveis antes mesmo da implantação, aumentando as chances de uma gravidez bem-sucedida.
A Dra. Gérsia Viana, especialista em reprodução assistida, destaca que “o procedimento é útil em casos de mulheres com idade acima de 37 anos, que têm maior risco de embriões com aneuploidias“. Segundo a médica, a técnica também contempla casais com histórico de doenças hereditárias, abortos recorrentes ou falhas de implantação em ciclos anteriores de FIV.
Idade materna avançada
Mulheres com 35 anos ou mais apresentam um risco naturalmente maior de produzir óvulos com alterações cromossômicas, as chamadas aneuploidias. Nesses casos, o rastreamento genético torna-se uma ferramenta valiosa para evitar falhas cromossômicas decorrentes da idade.
Histórico de abortos de repetição
Casais que enfrentaram duas ou mais perdas gestacionais consecutivas (abortos de repetição) podem encontrar na análise genética uma resposta importante. Muitas vezes, o aborto ocorre porque o embrião possuía uma falha genética incompatível com a vida.
Ao selecionar embriões saudáveis por meio do teste, o risco de novos abortos é reduzido drasticamente, protegendo a saúde emocional e física da mulher.
Falhas repetidas de implantação na FIV
Quando a transferência de embriões de boa qualidade morfológica não resulta em gravidez em ciclos anteriores, a investigação genética torna-se uma aliada. A análise permite descartar a causa cromossômica e ajuda a equipe médica a focar em outros fatores, como a receptividade do endométrio (camada que reveste o útero).
Essa abordagem científica busca elevar as taxas de sucesso em cada tentativa do casal.
Presença de doenças genéticas hereditárias
Para famílias que possuem histórico de doenças conhecidas transmitidas pelos pais, como anemia falciforme ou fibrose cística, o teste é fundamental.
Nesses casos, a análise identifica com alta precisão se o embrião herdou o gene causador da doença antes da gestação começar. Isso permite prevenir a transmissão de condições hereditárias graves, mesmo naquelas situações em que o risco vem de características genéticas da própria mãe.
Como o procedimento é realizado no laboratório?
O processo de análise genética segue etapas rigorosas para garantir a segurança dos futuros bebês e a precisão do diagnóstico. A tecnologia permite uma avaliação detalhada sem comprometer o potencial de desenvolvimento do embrião:
- Desenvolvimento embrionário: os embriões são cultivados em incubadoras de última geração até o estágio de blastocisto;
- Biópsia embrionária: o embriologista retira algumas células da camada externa (trofoectoderma), que futuramente dará origem à placenta;
- Criopreservação: os embriões são congelados (vitrificação) enquanto aguardam o resultado da análise genética;
- Análise laboratorial: o DNA das células coletadas é analisado para verificar a presença de alterações com alta precisão.
Quais as vantagens de realizar o teste genético?
A principal vantagem de fazer a FIV com a análise genética dos embriões é a redução do tempo para alcançar uma gestação saudável, pois o médico transfere apenas os embriões com maior potencial de sucesso.
Além disso, a análise genética permite a transferência de um único embrião por vez com alta taxa de êxito, reduzindo os riscos associados a uma gravidez múltipla para a mãe e para o bebê. Essa escolha cuidadosa é essencial para casais que buscam evitar o sofrimento de perdas gestacionais repetidas.
Para muitos pacientes, essa tecnologia é o diferencial que permite realizar o sonho da maternidade e paternidade com maior segurança e menor desgaste emocional.
É possível escolher o sexo do bebê através desse exame?
Embora a análise genética identifique os cromossomos sexuais (X e Y), a legislação brasileira e as normas do Conselho Federal de Medicina (CFM) proíbem a seleção de sexo por conveniência social.
A identificação do sexo só é permitida quando o objetivo é evitar a transmissão de doenças genéticas ligadas aos cromossomos sexuais. Essa norma visa garantir sempre a ética e o respeito no uso das tecnologias reprodutivas.
Como funciona a FIV com análise genética na Huntington?
A Huntington acredita que a excelência médica e o acolhimento humano devem caminhar juntos em cada etapa da reprodução assistida. Por isso, a nossa equipe de especialistas utiliza as tecnologias mais avançadas em genética para oferecer diagnósticos precisos e tratamentos personalizados que respeitam a história de cada família.
Nosso foco é aumentar as chances de uma gravidez tranquila e o nascimento de um bebê saudável. Portanto, se você deseja entender melhor se a análise genética é indicada para o seu caso, o primeiro passo é uma avaliação detalhada com nossos médicos.
Estamos prontos para oferecer o suporte técnico e emocional necessário para fazer dos seus sonhos a vida. Juntos, podemos traçar o melhor caminho para que você alcance o objetivo de formar sua família com toda a segurança que a ciência oferece. Agende uma consulta com nossos especialistas e receba um plano de tratamento individualizado!
REFERÊNCIAS
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