Saber para quem a Fertilização In Vitro é indicada representa o início de uma jornada de acolhimento para milhares de pessoas que buscam formar uma família. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a infertilidade atinge cerca de 17,5% da população adulta em todo o mundo.
Isso torna a reprodução assistida uma ferramenta essencial para realizar o sonho da maternidade e paternidade quando a gravidez natural não acontece. A FIV é um dos tratamentos mais completos da medicina reprodutiva e é recomendada diante de diagnósticos médicos específicos ou quando outros métodos não obtiveram sucesso.
Neste artigo, conheça as principais situações em que a Fertilização In Vitro é recomendada!
Em quais casos a Fertilização In Vitro costuma ser indicada?
A Fertilização In Vitro (FIV) pode ser indicada quando existem fatores que dificultam a gravidez natural ou quando outros tratamentos não apresentam o resultado esperado.
Entre as situações mais comuns estão:
- Obstruções ou alterações nas trompas;
- Endometriose;
- Baixa reserva ovariana;
- Alterações importantes na qualidade dos espermatozoides;
- Infertilidade Sem Causa Aparente.
A técnica também pode ser recomendada em casos de infertilidade relacionada à idade ou quando há necessidade de utilizar óvulos ou espermatozoides doados. Em todo caso, a indicação deve ser individualizada após a avaliação do casal por um especialista em reprodução humana.
Como o fator tubário influencia a indicação da FIV?
Uma das indicações mais clássicas para a Fertilização In Vitro ocorre quando a mulher apresenta obstruções ou ausência das trompas de Falópio. Como as tubas uterinas são o local onde o encontro entre óvulo e espermatozoide acontece naturalmente, qualquer barreira física impede a fecundação.
Casos de laqueadura prévia ou aderências causadas por infecções pélvicas também encontram na FIV a alternativa mais eficaz. Isso porque o procedimento permite contornar esse obstáculo físico, unindo os gametas em laboratório para depois transferir o embrião ao útero.
Assista ao vídeo a seguir para entender o passo a passo da FIV na prática:
Passo a passo da FIV: entenda o tratamento | Huntington
A FIV é recomendada para casos de endometriose?
A endometriose é uma condição que pode comprometer a fertilidade de diversas formas e, consequentemente, alterar a anatomia pélvica ou a qualidade dos óvulos. Médicos especialistas geralmente indicam a FIV para pacientes com a condição moderada ou grave. Além disso, o tratamento é fundamental para mulheres com adenomiose, que é quando o tecido do útero cresce de forma anormal na musculatura do órgão.
De acordo com a Dra. Beatriz Pavin de Toledo, especialista em reprodução assistida, “a endometriose causa infertilidade de várias formas: há o impacto anatômico, o molecular, que afeta a receptividade endometrial, e o impacto na reserva ovariana, principalmente quando há cistos”.
A especialista complementa que “quanto mais grave for a endometriose, maior o impacto na fertilidade”. Por isso, a FIV possibilita que a fecundação ocorra em ambiente controlado. Isso aumenta as chances de sucesso independentemente das inflamações pélvicas causadas por essas doenças.
Quando o fator masculino direciona para a Fertilização In Vitro?
A saúde reprodutiva masculina é determinante em cerca de metade dos casos de dificuldade para engravidar. E a FIV é altamente indicada em situações de infertilidade masculina grave, especialmente com a técnica de Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides (ICSI). Geralmente, o tratamento ajuda quando o homem apresenta:
- Baixa contagem de espermatozoides (oligospermia);
- Alterações severas na forma ou na movimentação dos gametas;
- Ausência de espermatozoides no ejaculado (azoospermia);
- Histórico de vasectomia sem desejo de reversão cirúrgica.
A técnica permite que os melhores espermatozoides sejam selecionados para gerar o embrião. Esse processo busca simular uma escolha natural, garantindo que os gametas mais saudáveis realizem a fecundação.
Qual é o papel da idade na indicação da FIV?
A reserva ovariana da mulher diminui naturalmente com o passar dos anos, tanto em quantidade quanto em qualidade genética. Portanto, a FIV é frequentemente indicada para mulheres com idade materna avançada ou com baixa reserva de óvulos. O tratamento é uma ferramenta valiosa também para quem possui histórico de perdas gestacionais que se repetem.
Outro ponto de atenção é o impacto do estilo de vida na saúde reprodutiva. Mulheres com obesidade, por exemplo, podem apresentar uma menor qualidade dos óvulos. O que torna a FIV uma aliada importante para superar esse desafio.
A FIV é indicada para casais homoafetivos e produção independente?
Sim, a medicina reprodutiva moderna é inclusiva e busca atender a todas as configurações familiares. Por isso, a FIV é o caminho indicado para casais homoafetivos femininos que desejam realizar a gestação compartilhada, além de atender casais masculinos que utilizam a doação de óvulos e o útero de substituição.
Além disso, pessoas solteiras que optam pela produção independente encontram na técnica a segurança necessária. O apoio de bancos de sêmen ou óvulos permite iniciar essa jornada com respaldo médico. O foco é sempre oferecer uma alternativa segura e eficaz para todos os que buscam a maternidade e paternidade.
Em quais outros cenários clínicos a FIV se aplica?
Além das causas mais comuns, a equipe médica pode recomendar a Fertilização In Vitro em situações específicas como:
- Preservação da fertilidade: pacientes oncológicos ou mulheres que desejam adiar a maternidade;
- Doenças genéticas: quando existe risco de transmissão de doenças hereditárias, permitindo a análise do embrião;
- Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP ou antiga Síndrome dos Óvários Policísticos): em casos que não respondem à indução de ovulação simples.
Por que a avaliação individualizada é essencial?
O principal motivo para uma avaliação individualizada antes da IFV é que cada paciente possui um histórico único e necessidades específicas. Sendo assim, a indicação da FIV não se baseia apenas em protocolos genéricos. O especialista precisa realizar uma análise profunda da saúde física e emocional.
Na Clínica Huntington, por exemplo, o rigor científico se une ao atendimento humanizado para definir o melhor caminho. O objetivo é identificar se a FIV é a solução mais indicada ou se existem alternativas menos invasivas para o momento. O cuidado personalizado aumenta a segurança e o conforto durante todo o processo.
Como saber se a Fertilização In Vitro é recomendada para você?
Geralmente, o diagnóstico de infertilidade geralmente é estabelecido após 12 meses de tentativas regulares sem proteção. Para mulheres acima de 35 anos, esse tempo de espera cai para 6 meses. No entanto, se você já possui um diagnóstico conhecido, não é necessário esperar esse prazo.
Condições como endometriose, adenomiose ou alterações graves nos espermatozoides pedem agilidade. E o acompanhamento médico especializado é fundamental para orientar os próximos passos com clareza.
Quer entender se a FIV é a melhor indicação para o seu caso? Agende uma consulta especialistas da Huntington para receber uma avaliação personalizada e acolhedora sobre o seu sonho!
REFERÊNCIAS
GHIDINI, A. et al. Society for Maternal-Fetal Medicine Consult Series #60: management of pregnancies resulting from in vitro fertilization. American Journal of Obstetrics and Gynecology, [s. l.], nov. 2021. DOI: https://doi.org/10.1016/j.ajog.2021.11.001. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.ajog.2021.11.001. Acesso em: 12 ago. 2026.
WALKER, K. C. et al. Vitamin among neonates born after in vitro fertilization compared with neonates from the general population. Acta Obstetricia et Gynecologica Scandinavica, [s. l.], 2024. DOI: https://doi.org/10.1111/aogs.14819. Disponível em: https://doi.org/10.1111/aogs.14819. Acesso em: 12 ago. 2026.
WANG, X. L. et al. Different subtypes of ultrasound-diagnosed adenomyosis and in vitro fertilization outcomes: a systematic review and meta-analysis. Acta Obstetricia et Gynecologica Scandinavica, [s. l.], 2023. DOI: https://doi.org/10.1111/aogs.14580. Disponível em: https://doi.org/10.1111/aogs.14580. Acesso em: 12 ago. 2026.
