A possibilidade de que 1 embrião possa gerar gêmeos na FIV (Fertilização In Vitro) é uma realidade que, embora rara, faz parte do universo da reprodução assistida. Estatísticas clínicas mostram que cerca de 1% a 2% das transferências de um único embrião resultam em uma gestação gemelar de bebês idênticos.
Esse fenômeno acontece quando o embrião se divide espontaneamente em dois após ser colocado no útero, criando duas vidas a partir de uma única união entre óvulo e espermatozoide.
Entenda como esse processo acontece, quais fatores podem influenciar a divisão do embrião e o que essa possibilidade representa na prática para quem está passando por um tratamento de fertilidade!
Como ocorre a divisão de um único embrião na FIV?
A formação de gêmeos a partir de um único embrião é chamada de gestação monozigótica. Esse processo ocorre de forma espontânea e aleatória, sem que os médicos possam prever ou induzir a divisão.
Segundo estudos na área de embriologia, esse evento costuma acontecer logo após a transferência embrionária, durante os primeiros estágios de desenvolvimento celular no útero materno.
A divisão de um único embrião na Fertilização In Vitro é um evento biológico que demonstra a complexidade da vida em laboratório e a capacidade adaptativa das células. Diferente da gestação de gêmeos fraternos, onde dois óvulos são fecundados por dois espermatozoides, aqui temos um único material genético que se duplica. O resultado são gêmeos univitelinos, ou seja, idênticos.
Estudos mostram que o cultivo do embrião até o estágio de blastocisto pode ter uma correlação sutil com essa divisão, embora a causa exata ainda seja objeto de pesquisas constantes. A observação clínica rigorosa permite que os embriologistas identifiquem padrões de crescimento que favorecem a estabilidade celular. Assim, a precisão técnica no laboratório é fundamental para o prognóstico da gestação.
Quais são as chances de ter gêmeos com apenas um embrião?
Embora a transferência de dois embriões aumente as chances de gêmeos, a possibilidade com apenas um embrião é considerada baixa. Estima-se que a probabilidade de um embrião se dividir na FIV seja discretamente superior à que ocorre em concepções naturais, chegando de 1% a 2%.
Mesmo quando apenas um embrião é transferido e ocorre a divisão, os gêmeos podem se desenvolver de formas diferentes no útero. Em alguns casos, os bebês podem apresentar placentas e bolsas gestacionais separadas, um fenômeno conhecido como gravidez multicoriônica. Essa variação biológica reforça a complexidade do desenvolvimento humano após a transferência em estágio de blastocisto.
Ou seja, as chances de ter gêmeos com apenas um embrião na FIV devem ser avaliadas individualmente por especialistas, considerando o histórico clínico de cada casal. Esse diálogo aberto entre médico e paciente ajuda a alinhar expectativas reais sobre os possíveis resultados do tratamento.
Por que a transferência de um único embrião é a preferência médica?
Atualmente, a transferência de embrião único é considerada a melhor prática médica. O objetivo dessa estratégia é minimizar a ocorrência de gestações múltiplas, garantindo que o corpo da mulher passe por uma gravidez o mais próxima possível do natural.
De acordo com o Dr. Matheus Roque, médico da Huntington Ibirapuera, “transfere-se apenas um embrião para evitar a gestação múltipla, que é considerada a maior complicação dos tratamentos de reprodução assistida, uma vez que a gestação múltipla vem associada a riscos obstétricos, como a prematuridade e baixo peso ao nascimento”.
Portanto, essa conduta clínica prioriza a segurança obstétrica e o desenvolvimento pleno do feto no ambiente uterino. Ao transferir apenas um embrião, reduz consideravelmente as chances de complicações obstétricas.
Mas com o avanço das técnicas de criopreservação (congelamento), os embriões excedentes podem ser guardados com total segurança para uma tentativa futura, sem prejuízo às chances acumuladas de sucesso do casal.
Quais são os riscos associados à gestação gemelar?
Embora a ideia de ter dois filhos de uma vez possa parecer encantadora para algumas famílias, médicos alertam que a gestação gemelar é classificada como de alto risco. Por isso, o acompanhamento deve ser muito mais rigoroso e frequente. A saúde da gestante e o desenvolvimento dos bebês exigem uma atenção redobrada da equipe multidisciplinar.
É importante ressaltar que a divisão espontânea do embrião aumenta as chances de complicações durante a gestação. Entre os principais riscos estão o nascimento prematuro e outros desafios clínicos que podem surgir tanto para a mãe quanto para os recém-nascidos. Por isso, o monitoramento constante é a melhor ferramenta de prevenção.
Os principais desafios de uma gravidez múltipla incluem:
- Parto prematuro: cerca de 50% das gestações de gêmeos terminam antes das 37 semanas;
- Baixo peso ao nascer: bebês prematuros podem precisar de cuidados em uti neonatal para completar seu desenvolvimento;
- Diabetes gestacional e pré-eclâmpsia: condições que afetam a saúde da mãe e exigem controle rigoroso.
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No Grupo Huntington, entendemos que cada paciente carrega uma história única e um sonho precioso. Por isso, nosso compromisso é oferecer excelência médica aliada a um atendimento profundamente humano e individualizado.
Aqui, todas as decisões, desde a escolha do protocolo até o número de embriões a serem transferidos, são discutidas com transparência e ética. Quer tirar todas as suas dúvidas sobre a possibilidade de gêmeos na FIV? Agende uma consulta com nossos especialistas e receba o suporte necessário para transformar seu sonho em vida com total segurança!
REFERÊNCIAS
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