Quero realizar a FIV, mas tenho medo de não funcionar: saiba tudo sobre as chances de sucesso de cada tratamento

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    A fertilização in vitro (FIV), é uma das técnicas de reprodução assistida mais efetivas que auxilia casais com dificuldades para engravidar, mulheres em busca de uma produção independente e casais homoafetivos.

    De acordo com a Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), 60% dos casais com menos de 35 anos que optam por esta abordagem têm sucesso na concepção, e, por isso, ela se tornou muito popular nos últimos tempos.

    Para te ajudar a compreender mais sobre este procedimento, vamos apresentar quatro principais fatores que influenciam a possibilidade de sucesso da FIV, os motivos que levam à falha e o que fazer caso não tenha sucesso nas primeiras tentativas.

    Continue conosco e boa leitura!

    4 principais fatores que influenciam a possibilidade de sucesso da FIV

    Cada FIV é única, não existe uma receita a ser seguida para que ela funcione e o seu sucesso depende de diversos fatores.

    Entretanto, há algumas condições que favorecem resultados positivos neste procedimento. Conheça-os!

    1. Idade da mulher

    A idade da mulher é determinante quando o assunto é engravidar. Isso porque a quantidade de óvulos diminui com o passar dos anos.

    Se a mulher tiver menos de 35 anos, a chance de sucesso é de 50% para a FIV, quando ela passa dessa idade as chances vão de 30% a 40%.

    Por outro lado, se a mulher tiver mais de 42 anos a possibilidade de sucesso cai para apenas 10%.

    2. Quantidade de óvulos

    Quanto mais óvulos saudáveis a mulher têm, maior a chance de sucesso. Isso explica a grande importância da técnica de indução de ovulação, principalmente para mulheres em idade avançada.

    Esta etapa consiste na estimulação hormonal para aumentar a quantidade de FSH (hormônio folículo estimulante), que atua no ovário e promove a maturação dos óvulos.

    3. Preparo endometrial

    Endométrio é a camada do útero na qual o embrião é implantado. Para engravidar, esta camada deve ter uma espessura adequada para receber o embrião.

    É possível analisar isso por meio do teste de avaliação da receptividade endometrial, que identifica o momento ideal para a transferência embrionária.

    4. Diagnóstico genético embrionário

    O diagnóstico genético embrionário, que também pode ser chamado de biópsia embrionária, é um procedimento que analisa os cromossomos dos embriões já formados para entender quais são saudáveis e têm mais chances de se desenvolverem.

    O exame também permite identificar alterações genéticas – análise essa que se faz ainda mais importante quando existe o histórico de mutações na família.

    Principais motivos que levam à falha da FIV

    Como falamos, cada tentativa de fertilização in vitro é única e depende de diversos fatores.

    Mas, ainda assim, existem situações que levam ao insucesso desta técnica, vamos listá-las abaixo.

    Falhas no processo de implantação

    Os motivos para isso podem ser diversos, como alterações genéticas nos embriões ou problemas no endométrio.

    Para mitigar isso, devem ser tomadas medidas para melhorar a qualidade dos gametas, bem como realizar os procedimentos de preparo endometrial e o diagnóstico genético embrionário, citados acima.

    Vale ressaltar que não é porque a fertilização não deu certo na primeira vez que nunca funcionará. É preciso tentar!

    Doenças ginecológicas

    Muitas condições que afetam a saúde uterina podem ser determinantes para a falha da FIV, como é o caso da endometriose e da síndrome dos ovários policísticos (POS).

    Havendo o diagnóstico desses distúrbios, é necessário procurar tratamentos e alternativas que viabilizem o sucesso da implantação do embrião.

    Baixa quantidade de gametas

    A baixa disponibilidade de gametas, femininos ou masculinos, é outro ponto importante. Isso, aliado à baixa qualidade dos gametas, reduz consideravelmente o sucesso da tentativa.

    O que fazer caso a FIV não tenha sucesso

    As chances de sucesso de uma fertilização in vitro são muito superiores às chances de concepção natural, mas, por inúmeros fatores, o procedimento pode não ter sucesso logo na primeira tentativa.

    Entretanto, isso não quer dizer que não é possível engravidar e sim que é necessário mudar a abordagem utilizada.

    Após a falha na primeira tentativa, é válido que o especialista do caso reveja todas as informações que foram geradas e estude uma maneira mais adequada para realizar a segunda tentativa.

    Não tenha medo e siga esses 3 passos

    Tentar engravidar pode ser angustiante e trazer ansiedade, por se tratar do sonho de ter um filho, mas é importante manter a calma e confiar que tudo o que é possível está sendo feito em prol deste objetivo.

    Veja, agora, algumas dicas para tornar esse processo mais tranquilo:

    Não busque por sintomas de gravidez

    Seu corpo passou por uma grande estimulação hormonal, sendo assim, você pode experimentar sinais em decorrência disso, e não de uma gestação.

    A única coisa que te dará certeza da gravidez é o exame realizado pelo médico.

    Ocupe-se

    A melhor forma de tentar relaxar nesse caso é mantendo-se ocupada com outras coisas, assim você não vai ficar o tempo todo pensando “estou grávida ou não?”.

    Procure ajuda

    Se a ansiedade estiver te consumindo, o melhor a fazer é procurar ajuda psicológica ou através de técnicas de relaxamento e abstração.

    É natural se sentir ansiosa ou insegura perante a FIV. Mas, saiba que você não está sozinha e que muitas outras mulheres passaram, estão passando e ainda passarão por este procedimento.

    Por isso, faça tudo o que estiver ao seu alcance e boa sorte! 😉

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